A seleção desta semana dos Melhores Projetos Não Construídos destaca propostas residenciais enviadas pela comunidade do ArchDaily. De uma pequena habitação comunitária em Gana a uma casa de campo aninhada em uma encosta em Portugal, esta seleção de projetos não construídos explora como os/as arquitetos/as respondem a diferentes topografias, culturas e disponibilidade de materiais ao projetar espaços que oferecem mais do que um simples abrigo para seus usuários e usuárias. O artigo também inclui projetos da Índia, Irã, Irlanda, Letônia, Geórgia e Arábia Saudita.
Não são muitos os projetos de arquitetura que exigem a atualização dos mapas de sua região. Por outro lado, também são poucos os projetos concebidos com tamanha sensibilidade quanto o Lighthouse Hotel & Spa, em Büsum, no norte da Alemanha.
O projeto poderia ter tomado um rumo desastroso. Contudo, o/a arquiteto/a local Thomas Ladehoff — em estreita colaboração com o/a hoteleiro/a e parceiro/a criativo/a Jens Sroka — conseguiu conceber um destino de 108 quartos que, por meio de uma inteligente articulação volumétrica e escolha de materiais de construção, respeita tanto a escala quanto a linguagem vernacular de seu entorno. Acima de tudo, a proposta mitiga a obstrução parcial do farol de 110 anos de idade ao lado do qual se situa e do qual herda o nome.
O perigo aviário — ou seja, o perigo para as aves, e não uma ameaça hitchcockiana para os seres humanos — é uma preocupação crescente para arquitetos/as e incorporadores/as. Embora talvez não se pense muito nisso, basta construir um edifício alto de vidro para que, mais cedo ou mais tarde, uma ave desavisada colida diretamente contra ele. E o fenômeno se repete, com frequência, com consequências fatais.
De fato, bilhões de aves colidem contra edifícios todos os anos, principalmente durante os períodos de migração. E, diante do nosso apetite insaciável por erguer prédios de vidro cada vez mais numerosos e altos, essa contagem tende apenas a crescer. Para conter esse índice de mortalidade, cada vez mais cidades — incluindo, o que não surpreende, Nova York — aprovaram ou estão aprovando legislações que exigem que arquitetos/as e incorporadores/as utilizem vidros amigáveis para aves.
Ao longo dos anos, os banheiros foram vistos como espaços puramente funcionais, estritamente programados para a higiene e a privacidade. Tornando-se cada vez menores e mais práticos, o box de chuveiro utilitário, que economiza espaço, passou a ser considerado a norma, empurrando a banheira para a obsolescência ou restringindo-a a um luxo adicional para quem dispõe de espaço (e orçamento) extra. Recentemente, contudo, à medida que as mudanças no estilo de vida impulsionadas pela pandemia colocaram o bem-estar como prioridade máxima, a noção do banheiro como um santuário consolidou-se definitivamente. Com isso, os banheiros contemporâneos foram reimaginados, voltando-se para espaços abertos de relaxamento, conforto e recuperação. E as banheiras – com sua inerente natureza meditativa – voltaram ao centro das atenções.
Caso você ainda não saiba: a personalização de móveis e acabamentos é um dos desenvolvimentos mais significativos no setor de design de interiores atualmente. Não é exagero dizer que toda conversa que tenho com marcas de design envolve o conceito de personalização — tanto que meu dicionário mental de sinônimos está repleto de alternativas para o termo, já que costumo escrevê-lo com bastante frequência.
A personalização costuma ser apresentada como o ápice do luxo moderno, mas será que é para todo mundo? Digo, sou totalmente a favor de expressar a individualidade em nossos interiores, mas também me lembro da paralisia que sinto diante de um cardápio de entrega de comida nos Estados Unidos. Quando agradar ao paladar envolve opções aparentemente ilimitadas, qual caminho seguir? Sem habilidades culinárias profissionais, a chance de errar aumenta. Isso não importa tanto quando se trata de montar o recheio de um sanduíche, mas quando o que está em jogo é a estrutura de um edifício ou a decoração de seus ambientes, a escolha precisa ser duradoura; ela precisa ser a correta.
https://www.archdaily.com.br/pt/1135017/sofisticacao-em-pisos-com-um-toque-pessoal-os-designs-personalizaveis-da-beauflorEmma Moore
Arca de Convivencia / LEA Atelier + TAKK . Image Cortesía de Festival Model
"Arca de Convivência" é a instalação temporária que LEA Atelier e TAKK Architecture projetaram para o Festival Model — um evento que, durante dez dias de maio, tomou a cidade de Barcelona como campo de experimentação e debate. Trata-se de um artefato móvel situado na Ronda de Sant Antoni que abriga uma infinidade de árvores, plantas, arbustos e insetos, lembrando-nos da urgente necessidade de criar espaços públicos para reverter os efeitos do aquecimento global e estimular a biodiversidade.
A regra se aplica a todas as disciplinas criativas: obras de design verdadeiramente únicas e de alta qualidade são quase sempre o resultado de certas constelações favoráveis. Isso vale tanto para cineastas e profissionais da música quanto para arquitetos/as e designers. Afinal, grandes ideias criativas muitas vezes só podem ser realizadas em equipe, em cooperação com colaboradores/as.
Há dois anos, a jovem cantora, violinista e compositora suíça Chiara Dubey lançou um álbum intitulado 'Constellations'. Um céu estrelado adorna a capa – de modo que, aqui também, trata-se de uma interação especial sob uma boa estrela. Mas como, você deve estar se perguntando, passamos de capas de álbuns para uma empresa de mobiliário?
Memoria Cronotópica / FLEXOARQUITECTURA. Image Cortesía de Festival Model
"Memória Cronotópica" é uma instalação temporária do escritório FLEXOARQUITECTURA realizada no terreno dos antigos tribunais de Barcelona durante o Festival Model — um evento que, durante dez dias de maio, tomou a cidade como campo de experimentação e debate.
Este projeto buscou refletir sobre as lógicas da circularidade e da reutilização, a partir do registro e da justaposição das arquiteturas que desapareceram do terreno entre os séculos VII e XXI — desde a necrópole medieval até o edifício dos tribunais, passando pelos jardins de la Fusina e o Palau de Belles Arts.
O projeto de iluminação natural é um aspecto essencial para criar edifícios mais claros e saudáveis para todas as pessoas. Como a luz natural tem a capacidade única de moldar a experiência de um espaço, é fundamental que profissionais de arquitetura e design a levem em consideração para construir edifícios mais saudáveis e sustentáveis. Um bom projeto de iluminação natural pode melhorar a saúde, o humor, as habilidades cognitivas e a produtividade de ocupantes de residências, escolas ou locais de trabalho, ao mesmo tempo que reduz o consumo de energia da edificação.
A seguir, exploramos alguns fatores-chave que influenciam a disponibilidade de luz natural nos edifícios e como considerá-los em seu próximo projeto.
A cadeira Chelsea da BoConcept foi desenhada por Karim Rashid, designer industrial amplamente conhecido por seus produtos de formas orgânicas. Com cantos arredondados e formato simples, a peça parece totalmente natural e elementar, quase como um "não-design". Ainda assim, é evidente que houve muita reflexão e experimentação no processo de criação de um objeto de leitura tão clara.
Há trinta anos, um clássico contemporâneo era lançado pela Dornbracht: TARA. A linha de metais tornou-se o maior sucesso de vendas da marca, uma vez que sua versatilidade e modernismo atemporal permitiram sua ampla especificação. Ao celebrar três décadas de sua coleção mais popular, a fabricante alemã de metais de luxo olha para o futuro, apresentando novas variantes de produtos e acabamentos para este clássico moderno.
Laura Foraster i Lloret é secretária-geral do DIPLOCAT, um consórcio público-privado que tem como objetivo conectar a Catalunha com o resto do mundo e promover atividades que projetem sua imagem no exterior. Entre seus 38 membros, estão representadas tanto as suas principais instituições públicas quanto as suas principais entidades dos âmbitos empresarial, social, sindical, acadêmico e esportivo: do Fútbol Club Barcelona à Universitat de Barcelona.
Durante o Festival de Arquiteturas Model, que tomou conta de Barcelona durante o mês de maio — um evento que já começa a preparar o terreno para a nomeação da cidade como Capital Mundial da Arquitetura em 2026 —, ela nos procurou justamente com esse propósito: conversar sobre como a arquitetura é um dos elementos fundamentais que utilizam no momento de se apresentar e se projetar para o exterior. Confira as principais reflexões de Laura Foraster i Lloret a seguir.
Para começar o dia com a mente relaxada, é fundamental contar com uma sensação natural de calma interior ou, na falta desta, com um refúgio tranquilo onde o estresse possa ser deixado da porta para fora. Em sua primeira colaboração, a Duravit e o designer Sebastian Herkner transformam o banheiro em um espaço de verdadeiro bem-estar – voltado para a purificação restauradora do corpo, da mente e da alma. Nesse ambiente, nada remete à rotina diária, pois a linha de banheiros Zencha nos transporta para longe, prestando homenagem à tradicional cerimônia do chá japonesa.
Kenneth Caldwell, da Metropolis Magazine, visita o Eames Ranch em Petaluma, Califórnia, para desvendar os objetivos e segredos do Eames Institute of Infinite Curiosity. O autor explica que talvez não seja a melhor pessoa para escrever objetivamente sobre o recente lançamento público do Eames Institute of Infinite Curiosity, uma organização sem fins lucrativos criada em 2019 para nos ajudar a explorar o legado de Charles e Ray Eames — em especial, seu processo de design iterativo e atemporal. Afinal, a cadeira na qual se senta todos os dias foi projetada pelo casal Eames no ano de seu nascimento, e o trabalho deles faz parte de sua vida desde a infância, quando buscava o futuro em revistas de arquitetura na biblioteca pública local.
Quando consideramos algo comestível, compreendemos sua capacidade de ser comido, consumido ou ingerido, independentemente de seu sabor. Se a nossa relação contemporânea com o ambiente construído refletisse esse processo, no que se tornariam as cidades e os ambientes construídos?
A Era da Digitalização começou há quase 40 anos com a ascensão da tecnologia da informação. Com ela, vieram mudanças profundas na maneira como os seres humanos interagem e as indústrias operam — exceto, contudo, no campo da educação. Por muito tempo, apesar das tecnologias em constante evolução ao nosso redor, o aprendizado em sala de aula permaneceu o mesmo. O/A professor/a se posicionava diante dos/as estudantes, transmitindo conhecimento por meio de métodos convencionais de leitura, oratória e desenhos na lousa. Essa também tem sido a realidade do ensino de arquitetura até o momento. No entanto, os tempos estão mudando. Os/As estudantes de hoje cresceram cercados/as por tecnologias digitais e, por isso, podem se beneficiar de novos métodos de aprendizado, como a gamificação, para desafiar seus intelectos.
O Europa Minimal Frame, um novo sistema arquitetônico de alumínio, foi desenvolvido pelo Departamento de P&D da empresa como um sistema de correr de alto desempenho, com ênfase na funcionalidade, no design e na estética. Recentemente premiado com o Red Dot Award: Product Design 2022 na categoria de Elementos de Design de Interiores, o sistema de alumínio Minimal Frame e sua inovação, funcionalidade e longevidade oferecem diversos benefícios para projetos que aspiram a um minimalismo capaz de aliar simplicidade estética e luxo.
À medida que as empresas despertam para suas responsabilidades sociais e ambientais e definem novas metas rumo à circularidade absoluta, todo o léxico do design e da fabricação de mobiliário se transforma. Enquanto busca zerar seu impacto no equilíbrio ecológico do planeta, a indústria mobiliza um verdadeiro exército de "erres": da reutilização e ressignificação à reciclagem e ao reparo, passando pela remanufatura, reposição e, cada vez mais, pelo aluguel.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134681/haworth-retrabalhar-reparar-reciclar-reutilizarEmma Moore
99+Imaginaris foi um convite a renomados/as arquitetos/as de diversas partes do mundo para especular sobre o futuro de Barcelona. No contexto do Festival Model, os/as curadores/as Eva Franch i Gilabert e Josep Maria Montaner, juntamente com o projeto, coordenação e montagem expográfica da Fundación Enric Miralles, deram origem a uma ampla série de esboços, ideias, visões e modelos: de uma Barcelona comestível de Areti Markopoulou a uma Barcelona com pontos de inflexão de Zaida Muxí.
O catálogo da exposição resultante é um arquivo diverso de manifestos desenhados — um documento que nos permite analisar e debater sobre os próximos modos possíveis de habitar a cidade. Apresentamos a seguir o texto curatorial de 99+Imaginaris, junto a cada uma das visões dos/as autores/as.
A coprodução tem a capacidade de potencializar processos e atores, bem como de se aproximar de espaços e sistemas que tradicionalmente foram invisibilizados pelas políticas públicas urbanas e pelas agendas arquitetônicas convencionais. Em uma conjuntura de insegurança alimentar, agravada pela pandemia e pelo pós-pandemia, o projeto ‘KNOW - Conhecimento em ação para la igualdade urbana’, por meio de uma metodologia participativa e de uma articulação horizontal entre os agentes envolvidos, busca consolidar a criação de uma rede de cuidados que supere as lacunas multidimensionais para além da insegurança alimentar. Dois projetos-piloto foram desenvolvidos no distrito de San Juan de Lurigancho; as áreas de intervenção foram identificadas em decorrência das carências de infraestrutura para o funcionamento das cozinhas comunitárias, uma situação recorrente em outras periferias de Lima.
https://www.archdaily.com.br/pt/1135146/conhecimento-em-acao-para-a-igualdade-urbana-praticas-comunitarias-para-a-seguranca-alimentar-em-san-juan-de-luriganchoBelen Desmaison, Lia Elier y Diego Vivas
Em um mundo no qual nossa compreensão sobre o que define o luxo passa por uma profunda transformação, o MDF — outrora um humilde material de construção — ganha um novo protagonismo. No campo específico do design e da arquitetura, o que hoje se considera luxuoso não é tanto o recurso raro e brilhante, mas sim aquilo que é produzido de forma consciente e sustentável. Esse luxo não se define por quilates ou brilho, mas por circularidade, durabilidade e adaptabilidade. Nas mãos certas, o que é simples pode se tornar nobre.
https://www.archdaily.com.br/pt/1135295/mobiliario-e-elementos-fixos-esculturais-a-nova-geracao-de-produtos-em-mdfEmma Moore
Felizmente, a arquitetura tem o poder de resolver inúmeros problemas do mundo moderno e da forma como nele vivemos, e existem caminhos infinitos para isso. Contudo, nem toda arquitetura é eficaz em apresentar soluções e, ao mesmo tempo, demonstrar sensibilidade e provocar reflexões. Com um portfólio que se consolida a cada ano, o SO–IL, escritório de arquitetura sediado em Nova York, vem provando que os edifícios podem, de fato, alcançar esse objetivo e ir muito além.
JULIA GUARINO FICHTER, Primer arquitecta recibida en Uruguay, Revista Mundo Uruguayo Nº2049 (31/07/1958), pág.6 (ejemplar del IHA). Tomado para Nómada Uy. Image Cortesía de Medios Audiovisuales FADU - UdelaR
Nascida em 17 de julho de 1897, Julia Guarino Fiechter tornou-se a primeira mulher a obter o título de arquiteta no território uruguaio, por volta de 1923. Embora fosse natural de Éboli, na província de Salerno, Itália, cresceu e desenvolveu toda a sua vida profissional no Uruguai após se formar na Faculdade de Arquitetura da Universidade da República, atuando também como desenhista e professora.
O novo centro de outdoor living NOA na Bélgica oferece inspiração ilimitada para a concepção de projetos criativos para áreas externas, graças à colaboração de 24 marcas de alto padrão de outdoor living. Assista ao vídeo para saber mais.