Do planejamento à construção, a arquitetura vai muito além de projetar edifícios. Com a participação de diversos agentes multidisciplinares e um fluxo contínuo de imagens, plantas e arquivos, qualquer projeto envolve também a gestão de grandes volumes de informação. Como os/as arquitetos/as costumam lidar com prazos apertados – precisando concluir um determinado número de edificações em um período específico –, os dados devem ser gerenciados de forma produtiva e eficiente. No entanto, à medida que os projetos de construção e seus métodos de entrega se tornam cada vez mais complexos, gerenciar essas informações virou um desafio sem precedentes. Somando-se a isso, a pandemia de COVID-19 impôs o trabalho remoto aos escritórios de arquitetura, impactando a forma e o local a partir dos quais os/as colaboradores/as acessam as informações. Portanto, para garantir uma entrega de projeto eficaz, o grande desafio reside em gerenciar com sucesso as informações do projeto.
O despertar do Antropoceno colocou a ideia do reuso adaptativo em evidência, consolidando-o como o ápice da regeneração e revitalização urbana. A prática aproveita edifícios existentes de valor histórico e cultural, ressignificando-os para torná-los funcionais. Trata-se, essencialmente, de uma forma de salvamento arquitetônico — um meio sustentável e viável de reconstrução.
O reuso adaptativo é um aspecto fundamental para garantir uma existência sustentável. Os edifícios concentram uma enorme quantidade de energia incorporada, de modo que, quanto mais pudermos adaptá-los e reaproveitá-los, melhor. Além disso, eles funcionam como repositórios de memórias e histórias coletivas que, à medida que os modificamos, se sobrepõem em camadas de maneiras novas e interessantes. Este vídeo investiga o tema por meio do estudo de caso do “The Plant”, uma incubadora de alimentos em Chicago instalada em uma antiga fábrica de processamento de carne suína. A localização e a infraestrutura existente do edifício fizeram dele o candidato ideal para essa nova finalidade. Nesse sentido, John Edel, fundador do The Plant, empenhou-se em evidenciar a história do edifício e honrar seu patrimônio ao longo de todo o processo de adaptação.
Passeio de barco no The Lake, na região norte do Central Park. Imagem cortesia de Harry Gillen via Unsplash
À medida que as temperaturas globais sobem sem sinais de desaceleração, os parques do futuro estarão sujeitos a secas, inundações, calor escaldante e nevascas mais intensas, já que o ar mais quente é capaz de reter mais umidade do que o ar frio. (Costuma-se dizer que o mundo do futuro será mais úmido e selvagem justamente por esse motivo.)
Como, então, os parques urbanos podem se fortalecer para as próximas décadas? A Central Park Conservancy, a Yale School of the Environment e a Natural Areas Conservancy uniram forças para transformar o parque mais emblemático de Nova York em um polo de estudos sobre adaptação às mudanças climáticas e possíveis estratégias de mitigação. O Central Park Climate Lab foi anunciado em 12 de janeiro pela organização, e as descobertas obtidas com o programa serão estendidas a outros parques da cidade de Nova York e, futuramente, de todo o país.
Arquitetura e moda parecem uma combinação improvável. No entanto, em mais de um aspecto, elas são feitas do mesmo tecido. Antigas tribos nômades viviam em abrigos de tecido e peles de animais — os mesmíssimos materiais usados em suas vestimentas. Dessa forma, roupas e abrigos eram confeccionados pelas mesmas mãos artesãs. Com o tempo, à medida que nossas construções supriram as necessidades básicas de proteção do corpo humano, esses ofícios se elevaram a formas de arte distintas. Hoje, designers como Virgil Abloh, com formação em arquitetura, costuram esses dois campos de volta em desfiles que fazem referência a projetos de Mies van der Rohe, ou em jaquetas adornadas com edifícios tridimensionais acolchoados. Os espaços comerciais de moda também aproximam o espaço e o vestuário, frequentemente de maneira meticulosa e instigante. Este vídeo analisa a história da relação entre arquitetura e moda e visita uma loja em Chicago chamada Notre, com projeto de Norman Kelley.
Com o V-Ray 5 para SketchUp, Update 2, a Chaos introduziu novas ferramentas inteligentes que facilitam a criação de renderizações incríveis por arquitetos/as e artistas de visualização de arquitetura (arch-viz). É possível aproveitar os modelos e materiais gratuitos disponíveis no Chaos Cosmos, personalizar superfícies com o V-Ray Decal e ajustar a renderização com o LightMix e pós-processamento.
Neste tutorial, Ricardo Ortiz, Especialista de Produto do V-Ray, utiliza uma cena de interior para demonstrar como essas novas e poderosas adições podem acelerar seus processos criativos e adicionar detalhes extras para um fotorrealismo excepcional.
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Catie Newell do Alibi Studio. Imagem cortesia de Stewart Hicks
Edifícios são como corpos com órgãos. Nessas circunstâncias, com um pouco de esforço extra, as edificações podem ser desmontadas em vez de demolidas. O desmonte envolve a remoção cuidadosa de componentes reaproveitáveis, seu armazenamento e a busca por um novo destino para eles. Embora essa solução nem sempre seja possível, ela pode fazer parte de um esforço sustentável que — além de evitar que os materiais parem em aterros sanitários — preserva a história e a memória incorporadas em materiais e fragmentos únicos. Também honra o trabalho humano investido em nosso ambiente. Este vídeo explora o reuso de materiais de construção e o que significa estar cercado por fragmentos carregados de história. O conteúdo também traça o perfil de instituições dedicadas ao desmonte e à distribuição de materiais de construção, bem como de práticas artísticas que reconfiguram nosso ambiente construído existente, incluindo Noah Purifoy e Catie Newell, do Alibi Studio.
A Dra. Steffi Burkhart conhece bem a geração millennial. Ela sabe — ou, pelo menos, tem uma opinião muito bem fundamentada e profundamente pesquisada — como essas pessoas querem viver e trabalhar. Considerando que os/as millennials – comumente identificados/as como as pessoas nascidas entre o início dos anos 1980 e meados dos anos 1990 – em breve dominarão a força de trabalho, compreender suas necessidades e aspirações profissionais e pessoais é uma informação valiosa. Isso é vital para empresas, cidades e países que desejam atrair e empregar de maneira produtiva os melhores talentos dessa geração.
A empresa MiQ Media utiliza uma divisória de correntes de alumínio suspensas da Kriskadecor para separar o espaço da recepção de uma passagem movimentada, criando ao mesmo tempo uma identidade de marca marcante. Imagem cortesia de Kriskadecor
A divisão de ambientes é muitas vezes desconsiderada como uma solução sem graça, voltada apenas para o isolamento acústico. No entanto, diversos projetos demonstram como é possível segmentar o espaço de forma artística, agregando cor, caráter e personalidade ao projeto.
Este vídeo investiga a ideia de compreender os edifícios como criaturas não humanas. Embora a premissa possa parecer absurda à primeira vista, o conceito tem uma longa história e desdobramentos práticos potencialmente muito positivos. Edifícios precisam ser cultivados como um jardim; eles demandam manutenção e cuidado. Se assumirmos que possuem vida, a necessidade desse cuidado torna-se mais evidente e intuitiva. Essa metáfora também nos instiga a criar empatia pelas pessoas que conceberam e construíram o edifício, tratando o trabalho humano envolvido em sua construção com admiração e reverência.
Banheiro CYO Metropolitan. Imagem cortesia de Dornbracht
À medida que as cidades se tornam mais densas e a pandemia continua a moldar os padrões de vida e de trabalho, as pessoas passaram a ter plena consciência de que o espaço que habitam influencia profundamente o seu bem-estar físico e mental. Diante disso, o design de interiores residencial passou a focar na promoção da sensibilidade, do conforto e da tranquilidade como uma forma de escapar das incertezas do mundo exterior. Por ser um espaço seguro onde praticamente começamos e terminamos cada dia, o banheiro moderno também se adaptou a essa realidade, assumindo um papel fundamental como um ambiente dedicado ao relaxamento e ao autocuidado. Assim, o que costumava ser uma zona puramente funcional é agora percebido como um refúgio pessoal revigorante e um espaço de convivência flexível que pode até adotar outras funções – de academia a spa privado.
A habitação acessível tornou-se um problema global cada vez mais urgente. Seja no aluguel ou na casa própria, a inacessibilidade à moradia tem aumentado continuamente. Dados do Censo dos EUA ilustram um declínio acentuado na aquisição da casa própria nas últimas décadas. Embora os millennials fossem a geração mais populosa em 2019, a taxa de propriedade imobiliária entre eles era de apenas 47,9%. Em contrapartida, a taxa da Geração X era de 69%, vindo logo atrás da geração silenciosa, com 77,8%. Essa tendência de declínio geracional no acesso à casa própria se reflete em outras partes do mundo, como no Reino Unido, onde as taxas caíram continuamente de 71% em 2003 para 64% em 2018. Grande parte de especialistas aponta a falta de acessibilidade financeira como o principal motivo para essa queda.
Por mais de um século, uma feira de rua conhecida como "The Blue" foi o coração pulsante de Bermondsey, no sudeste de Londres. No passado, aos sábados, centenas de pessoas se dirigiam ao bairro histórico — uma região cujas raízes remontam ao século XI, quando servia de rota de peregrinação para a Abadia de Bermondsey. Os frequentadores costumavam comprar produtos de mais de 200 barracas conhecidas por vender de tudo. "É possível comprar qualquer coisa no The Blue" era o ditado popular local.
“Sempre me interessei bastante em acompanhar o que está acontecendo na área técnica”, afirma Nick Lawrence, diretor de projetos na A&Q Partnership, em Londres. O arquiteto, que estudou engenharia na graduação, lidera a frente de modelagem de informação da construção (BIM) na A&Q Partnership e conta que seus estudos influenciaram muito seu interesse pela modelagem de dados.
Esse interesse vai além do âmbito pessoal. A adoção da metodologia BIM tem sido fundamental para a A&Q Partnership, que desenvolve grandes projetos comerciais e residenciais compostos por múltiplos edifícios.
Fazlur Rahman Khan foi pioneiro na engenharia estrutural de edifícios altos. Quando as edificações ultrapassam os sessenta pavimentos de altura, as cargas gravitacionais passam a representar uma proporção menor do peso estrutural em comparação com as forças do vento. Khan desenvolveu o sistema de tubos treliçados para enrijecer os edifícios em grandes alturas sem acrescentar peso significativo. Essa solução estrutural teve o efeito adicional de deslocar a estrutura para o perímetro externo da edificação, integrando-a à sua expressão arquitetônica. No entanto, a aceitação de treliças metálicas aparentes foi um processo lento, semelhante à aceitação de infraestruturas de engenharia — como pontes — enquanto produções estéticas. Este vídeo traça a evolução desse processo desde Eiffel — cujos projetos de pilares se assemelham muito à Hancock Tower — até os dias atuais.
Sistemas de inteligência artificial buscam replicar ou simular a inteligência humana ao combinar conjuntos de dados com algoritmos de processamento iterativo para aprender a partir de padrões e experiências. De assistentes virtuais como Siri e Alexa a bots de conversação e filtros de spam de e-mail, o que antes parecia uma tecnologia de ficção científica tornou-se onipresente em nosso cotidiano.
Projeto vencedor para a Estação Central de Estocolmo por Foster + Partners. Imagem cortesia de Foster + Partners
A arquitetura é, por vocação, uma disciplina subjetiva, na qual as decisões de contratação costumam se basear no estilo e na filosofia de projeto. Raramente existe uma solução certa ou errada. Por isso, é fundamental compreender profundamente os valores de sua empresa antes de se candidatar a novos projetos. No escritório Simone de Gale Architects, os projetos são conquistados por meio de diversas modalidades de contratação e da oferta de uma ampla gama de serviços para potenciais clientes. Entrevistei Simone para entender melhor suas iniciativas de prospecção de clientes e desenvolvimento de negócios, uma vez que ela lidera um escritório menor, porém altamente bem-sucedido, em uma das regiões mais valorizadas de Londres: Belgravia. Simone também abordará esse tema específico no Disrupt Symposium, que acontecerá virtualmente nesta primavera [do hemisfério norte], de 1º a 5 de maio, às 19h CET. Você pode adquirir seus ingressos antecipados acessando o site do evento.
Render de design paramétrico feito pelo graduado da Oneistox, Alab Adviento. Imagem cortesia de Oneistox
Embora o design computacional, como técnica aplicada ao campo da arquitetura, já exista há duas décadas, as infinitas possibilidades que ele apresenta estão apenas começando a ser descobertas. Os horizontes do projeto que utiliza softwares de programação estão se expandindo paralelamente à crescente popularidade de ferramentas como o Rhino 3D e o Revit. O que futuros/as arquitetos/as devem ter em mente a partir de agora, ao se prepararem para o mercado de trabalho, é que os softwares de design computacional não devem ser tratados apenas como um “item pendente” a ser riscado da lista para preencher o currículo. Em vez disso, trata-se de uma oportunidade de aprofundar os próprios instintos criativos.
Embora publicado originalmente em 2019,este ensaio de Randy Nishimura, levemente atualizado, serve como uma espécie de réplica ao recente artigo de Duo Dickinson no Common Edge, “A Pandemia Arquitetônica do Edifício ‘Stick Frame sobre Base’”. Dickinson compara esse tipo de edificação a uma praga; Nishimura oferece uma perspectiva contrária.
Uma onda recente de artigos lamentando a proliferação de edifícios de apartamentos 5-over-1 me chamou a atenção. Veículos como Bloomberg, Common Edge, Crosscut e Curbed comentaram sobre essa tipologia construtiva, tendo como fio condutor a crítica à sua ubiquidade, uniformidade e construção de baixo custo. Algumas das críticas apontam, com razão, para a convergência de múltiplos fatores — códigos de obras em constante evolução, escassez de terrenos edificáveis, custos crescentes de construção e uma falta aguda de moradia acessível — que deram origem a inúmeros exemplos desse modelo em todo o país. A mesma dinâmica está em jogo aqui em minha cidade natal, Eugene, no Oregon, de modo que, naturalmente, temos nossa parcela de empreendimentos 5-over-1.
Jardim de infância “St. Severin”, Garching. Imagem cortesia de LAMILUX
O ambiente em que vivemos influencia a forma como nos sentimos — algo que todos nós já vivenciamos. Para estudantes, é mais fácil estudar em um local iluminado; artistas buscam atmosferas inspiradoras; e o nosso humor pode melhorar com a paleta de cores certa. Esses aspectos também são fundamentais para creches, jardins de infância e escolas, já que um design voltado para as crianças pode estimular a curiosidade e a imaginação de forma lúdica. O design de um espaço apoia o aprendizado e a criatividade infantil. Sistemas de iluminação natural, por exemplo, inundam os ambientes de luz, fazendo com que pareçam mais amplos e acolhedores.
Garantir que a equipe de construção de um projeto trabalhe com as informações mais atualizadas é fundamental para o seu sucesso; no entanto, essa não é uma tarefa simples. Os fluxos de trabalho de gestão de documentos costumam ser desconectados ou fragmentados devido a processos administrativos manuais e sistemas incompatíveis. Como consequência, uma gestão de documentos ineficiente pode acarretar atrasos no cronograma, problemas de qualidade, retrabalhos dispendiosos, estouros de orçamento e litígios.
O reposicionamento de escritórios é um dos maiores desafios enfrentados pelas empresas globais hoje. Isso vale tanto para escritórios de arquitetura quanto para os clientes atendidos por suas soluções de projeto. Nos últimos 18 meses, ocorreram transformações profundas no setor de AEC e, sem dúvida, na maioria das indústrias — muitas das quais influenciaram e moldaram as decisões de negócios tomadas durante a pandemia. Pode-se dizer que a pandemia apenas acelerou as transformações que já começavam a se delinear. A maior e mais notável delas ocorreu na área de comunicação e conectividade. Manter-se conectado e fornecer aos colaboradores as ferramentas e plataformas necessárias para colaborar, inovar e manter a produtividade tornou-se prioridade máxima para todas as empresas.
Projeto Bohem por Team Group. Imagem cortesia de Team Group
A seleção desta semana dos Melhores Projetos de Arquitetura Não Construída destaca projetos residenciais privados enviados pela comunidade do ArchDaily. De um bairro residencial composto por oito vilas urbanas a refúgios privados nos subúrbios de Hyderabad, na Índia, esta seleção de projetos não construídos demonstra como profissionais de arquitetura projetam espaços privados que combinam localidade e funcionalidade em estruturas que atendem ao estilo de vida e ao comportamento dos moradores. O artigo também inclui projetos do Irã, Estados Unidos, Tailândia e Grécia.
Tragédia, protesto, insurreição e turbulência política despertaram uma nova consciência sobre a injustiça racial e a instabilidade democrática. Essas questões criam novos desafios para usuários/as e profissionais de design de espaços públicos nos Estados Unidos. Espasmos culturais resultaram em espaços públicos contestados — cenários de assassinatos, protestos em ruas e parques e cemitérios esquecidos. Esses espaços demandam uma nova forma de justiça ambiental.