Casas de um empreendimento do Minha Casa, Minha Vida em Antonio Cardoso, na Bahia. Foto: Paulomedford/Wikimedia Commons
Cerca de três bilhões de pessoas, ou 40% da população mundial, precisarão de novas moradias até 2030. Isso exigirá a construção de aproximadamente 21 milhões de novas residências por ano em todo o mundo.
Vários dos países que mais crescem têm metas ambiciosas para atender a essa necessidade. O governo indiano pretende construir 20 milhões de habitações de baixo custo até 2022. A Nigéria tem como meta um milhão de casas construídas por ano para a próxima década. O presidente da Indonésia iniciou o programa Um Milhão de Casas para atender cidadãos de baixa renda.
https://www.archdaily.com.br/pt/903769/habitacoes-podem-ser-consideradas-de-baixo-custo-se-nao-forem-eficientesHenrique Evers, Catalina Demidchuk e Eric Mackres
O ArchDaily tem o prazer de anunciar nossa parceria com a SPACE10 no lançamento de IMAGINE, uma temporada única de exploração sobre o admirável mundo novo da vida compartilhada. Você pode ouvir mais episódios deste podcast (produzido em colaboração com a Unsinkable Sam) no site da SPACE10.
A Westbank é uma incorporadora de apartamentos residenciais de luxo e uma das principais desenvolvedoras de hotéis de alto padrão no Canadá, entre cujos projetos destaca-se o Vancouver House, projetado pelo BIG, que se tornou um dos empreendimentos urbanos mais comentados do mundo. O The Avior está localizado no bairro de Minami-Aoyama, próximo a Omotesando, um dos distritos comerciais mais famosos de Tóquio. A região abriga obras emblemáticas como a Maison Louis Vuitton de Jun Aoki, o edifício Tod's de Toyo Ito, a sede da LVMH de Kengo Kuma e o shopping Omotesando Hills de Tadao Ando.
https://www.archdaily.com.br/pt/1116821/o-escritorio-de-arquitetura-oso-projeta-o-residencial-de-luxo-miyabi-aoyama-no-japao-vizinho-a-edificios-de-toyo-ito-e-kengo-kuma舒岳康 - SHU Yuekang
Ícone da paisagem carioca e ponto obrigatório a turistas de todo o mundo que visitam a cidade, todo o fascínio do Cristo Redentor resguarda uma empolgante historia de sua construção. Erguido no alto do Corcovado com 38 metros de altura e cerca de mil toneladas, o projeto monumental é de autoria do engenheiro Heitor da Costa Silva e levou aproximadamente cinco anos para ser construído (1926-1931). Com desenho inicial de Silva, o projeto contou com detalhes finais do artista plástico Carlos Oswald junto ao escultor francês Paul Landowski, encarregado de modelar todos os componentes que constitui a estátua.
As ideias do projeto iniciaram-se em 1921, após discussões entre autoridades do governo carioca. Em 1923 foi realizado um concurso de projeto, vencido por Costa Silva. A construção só teve inicio em 1926, após arrecadação integral de fundos à materialização do projeto monumental, que foi concluído em outubro de 1931.
As experiências lúdicas foram e são lugar de pesquisa e experimentação por parte de profissionais das mais diversas áreas. Interessados em estabelecer um diálogo sério e compromissado a partir de um assunto leve, que rendeu iniciativas bastante interessantes em vários campos ao longo do tempo, esses agentes colocam em debate o potencial das ferramentas que despertam tais situações ligadas ao prazer, à imaginação, à diversão e, em muitos casos, à infância.
No campo da arquitetura, projetos notáveis fizeram uso da estratégia lúdica na construção de seus espaços. Exemplo importante dessa abordagem são os projetos das Escolas Apollo, do holandês Herman Hertzberger, edifícios alinhados a uma vertente vanguardista de ensino básico, que materializam nos projetos preceitos referentes a uma proposta pedagógica que tinha como um de seus nortes o sentido lúdico e coletivo do aprendizado infantil.
Por ocasião das atividades da XXVI Bienal Colombiana de Arquitetura e Urbanismo, foram anunciados os projetos e publicações vencedores.
Divididos em 8 categorias, os 283 projetos recebidos foram avaliados por um júri internacional integrado por Iñaqui Carnicero (Espanha), Alejandro Beals (Chile) e Fabián Farfán (Bolívia), junto aos/às arquitetos/as locais Germán Fonseca, Julián Rincón, Sara Giraldo e Diego Aguilera.
[Notícia em desenvolvimento] Os projetos vencedores são:
Pontificia Universidad Católica de Chile [Flickr]: Lo Contador, CC BY-SA 2.0. ImagemFacultad de Arquitectura, Diseño y Estudios Urbanos de la Pontificia Universidad Católica de Chile
A revista América Economía publicou seu mais recente ranking de universidades chilenas, a poucos meses do novo processo de admissão ao ensino superior de 2019. Além da avaliação geral —na qual a Universidad de Chile segue em primeiro lugar pelo quarto ano consecutivo—, a publicação apresenta o ranking específico dos 16 cursos "mais demandados ou de maior relevância e prestígio" no Chile, incluindo Arquitetura.
Buscando oferecer as informações mais completas para o ingresso na universidade, compartilhamos a seguir o ranking das melhores universidades para estudar Arquitetura no Chile, trazendo dados técnicos sobre a pontuação média de admissão, o nível de especialização do corpo docente, o custo e a variação da anuidade, além da taxa de empregabilidade no primeiro ano após a formatura, entre outras informações.
O porcelanato é um material cerâmico composto de argila e outros minerais rochosos, caracterizado por uma baixíssima absorção de água. Em outras palavras, um material cerâmico pode ser classificado como porcelanato se apresentar menos de 0,5% de absorção de água. Produzido a partir de uma mistura finamente atomizada de argilas, feldspatos, areias feldspáticas e, em alguns casos, caulins, filitos e aditivos corantes, o porcelanato pode ser instalado em superfícies internas e externas, incluindo pisos, paredes, fachadas e tetos, em certas situações.
Sua alta resistência ao desgaste e à ruptura, sua necessidade mínima de manutenção e sua ampla diversidade de acabamentos, cores e formatos fazem dele um excelente material para ser utilizado em quase a totalidade de um projeto de arquitetura, desde o mobiliário até os revestimentos externos. Confira a seguir tudo o que você precisa saber para incorporar o porcelanato em seus projetos, por meio das informações completas que a CHC compartilhou conosco.
Você sabia que 64 milhões de crianças europeias passam mais tempo na escola do que em qualquer outro lugar que não a sua casa? As crianças europeias passam aproximadamente 200 dias por ano nas suas escolas primárias. Com essas informações, como podemos criar salas de aula mais saudáveis para ambientes de aprendizagem produtivos? Esta questão é talvez mais importante do que nunca, já que esta será a primeira vez desde a década de 1970 que a Europa e o Reino Unido assistirão a um boom na construção e renovação de escolas. Trata-se de uma tremenda oportunidade para os arquitetos e educadores a repensarem o que deve ser uma instalação educacional e como o ambiente físico pode ser projetado para ter um impacto positivo na aprendizagem.
Em todo o mundo, as cidades estão se rebelando contra a indústria pesada. Embora algumas razões variem dependendo das circunstâncias locais, um impulso global comum em direção à energia limpa, a mudança das economias desenvolvidas para os serviços financeiros, a automação e a economia GIG, estão deixando um rastro comum nos centros urbanos. De Pequim a Detroit, vastas estruturas de aço e concreto permanecerão como relíquias vazias da era do metal e do carvão.
A questão sobre o que fazer com esses terrenos baldios, com fornos defuntos, ferrovias, chaminés e lagos, pode ser uma das principais questões urbanas que as próximas gerações de arquitetos enfrentarão. O que pode ser feito quando a impraticabilidade dos complexos industriais, e a preciosa terra que ocupam desnecessariamente, colide com a energia incorporada, as memórias e as histórias que poucos gostariam de perder?
Quanto mais converso com estudantes de arquitetura, mais ouço este descontentamento comum: “Não quero me tornar arquiteto/a”. Apesar de enfrentarem longas horas de ateliê para obter um diploma profissional de cinco anos, curiosamente poucos/as colegas de fato desejam se tornar o tipo de arquiteto/a que projeta edifícios.
Além das alternativas convencionais, como o design de interiores ou o design gráfico, há uma tendência crescente de escritórios que utilizam habilidades arquitetônicas para além do escopo de projetar condomínios de luxo para clientes ricos. Para futuros/as arquitetos/as (e também para os/as que já atuam), apresentamos a seguir exemplos de escritórios que podem não corresponder ao que se imagina inicialmente fazer com o diploma, mas que dão uma amostra do potencial de atuação que possuem.
Não é comum falar amplamente sobre essas ideias na arquitetura, embora tenhamos recorrido a elas mais de uma vez. Diagnóstico, felicidade, reabilitação, vazio, tristeza, medo, saúde, paciente, salvar... palavras que se repetem seguidamente, integrando-se de forma cada vez mais coerente à medida que avançamos na leitura, transformando-se em um discurso que nos convence dessas utopias arquitetônicas. Não se trata de quem está por trás desta proposta, mas sim do que alcançam para a arquitetura e para a sociedade por meio desta união multidisciplinar alcançada a partir de suas diferentes abordagens — seja da filosofia, da escultura ou da ilustração —, todas elas remédios para a alma. No fundo, trata-se de uma crítica com o melhor estado de espírito dos anos 50.
Nesses projetos convergem diálogos de espaço e tempo: a possibilidade de o edifício mudar de lugar, de sua atmosfera evocar outra época. Uma filosofia baseada em curar as cidades por meio do desapego e da felicidade. Nenhum edifício pertence totalmente a um território, nenhum espírito é inerente a uma época em si. Como seus projetos escultóricos, um nasce em Nova York, outro fica no Peru e outro termina no Brasil. Com a feliz estética dos anos 50 que pretendem trazer de volta e viralizar na expressão de suas ilustrações contemporâneas, apresentamos aqui o discurso do DAD e três projetos que põem em prática seus princípios.
Sem mais delongas, pois felizmente eles nos contam tudo em detalhes.
Os irmãos gêmeos Chris e Bill Sharples são dois dos sócios fundadores da SHoP Architects, uma empresa sediada em Nova York, criada há 20 anos para reunirconhecimentos diversos em projetos de edifícios e ambientes que melhoram a qualidade de vida pública.
O estilo da empresa é difícil de definir, mas um denominador comumno portfólio da SHoP é uma filosofia de projeto baseada em restrições. Dos modelos digitais às técnicas de fabricação e entrega sempre à frente de seu tempo, a tecnologia está no centro do movimento da empresa em direção a uma abordagem iterativa que, como diz Chris Sharples, "está começando a obscurecer a linha entre arquitetura e manufatura".
https://www.archdaily.com.br/pt/903340/usando-a-arquitetura-para-criar-um-novo-movimento-civico-entrevista-com-chris-sharples-do-shop-architectsJeff Link
O icônico Empire State Building, o primeiro edifício do mundo a ser construído com mais de 100 pavimentos, redefiniu o conceito de arranha-céu. Essas imagens - originalmente publicadas pela HomeAdvisor - nos permitem visualizar como o Empire State seria, caso tivesse sido concebido em outro estilo arquitetônico.
Em setembro passado, lançamos na Espanha a primeira edição da nossa convocatória aberta para que arquitetos e arquitetas enviassem seus projetos de conclusão de curso (TCC). Após avaliar exaustivamente 87 propostas, 10 projetos passaram pelas etapas de avaliação, destacando-se por abordar problemas conjunturais, desenvolver análises profundas de pesquisa e propor desafios tanto no âmbito urbano quanto no rural.
As propostas selecionadas buscam tanto validar quanto destacar os diferentes âmbitos que os/as arquitetos/as podem abordar e exercer de forma multidisciplinar, em resposta ao viés de certas instituições e acadêmicos que continuam acreditando que o/a arquiteto/a é unicamente quem projeta “caixas”.
Sabemos que a boa arquitetura refere-se totalmente ao seu contexto, seja como uma maneira de encontrar harmonia com o entorno ou trazer um contraponto a ele. Mas o que acontece quando você tira inteiramente, o contexto da imagem?
O designer Anton Reponnen, em sua série de fotos Misplaced, retirou 11 dos marcos mais emblemáticos de Nova Iorque, desde o Empire State Building até o Museu Whitney de Renzo Piano, e os transplantou para desertos, tundras e planícies. Com os edifícios implantados em uma condição "errada", os espectadores são desafiados a avaliar a arquitetura de uma maneira diferente. Nos olhos de Reponnen (e nas histórias que acompanham as imagens), cada estrutura é tão viva quanto nós, e sua nova localização é um mistério com razões para descobrir.
'Territórios e habitação' é um projeto dos arquitetos Alberto Kalach e Carlos Zedillo, que explora as visões em grande escala de diferentes regiões do país, como Yucatán, Vale de Oaxaca, Eixo Neovulcânico e Bacia do México, com as quais propõem organizar o território nacional em apenas três áreas: naturais, agrícolas e urbanas.
Desde o início dos tempos, o ser humano se reúne em volta do fogo. Os primeiros assentamentos e cabanas primitivas incluíam em seu interior uma pequena fogueira para cozinhar e manter o calor de seus habitantes. Esta tradição continuou até o presente, com lareiras e fogões assumindo os mais variados modelos e formas e proporcionando possibilidades dentro e fora de casa.
Veja, a seguir, 35 exemplos de espaços que têm o fogo como protagonista.
Selecionados a partir de nossas matérias anuais de documentários, esses filmes apresentam a arquitetura e os arquitetos de um modo mais informativo e íntimo. Com mais e mais festivais de filmes dedicados à arquitetura, você provavelmente poderá assisti-los na telona em alguma cidade perto de você.
A modernização de Bogotá entre 1940 e 1970, capturada em ensaios fotográficos urbanos e arquitetônicos, foi registrada em diversos livros, revistas e fotolivros da época, bem como em imagens de arquivos públicos e privados da cidade. Todas essas imagens revelam uma abordagem intencionada e até mesmo crítica de como a arquitetura moderna reconfigurou os centros das cidades, relacionando os novos edifícios e espaços urbanos com a paisagem urbana existente.
Ao analisar o impacto da fotografia aérea, é indispensável lembrar Saúl Orduz e Rudolf Schrimpff. Embora os temas retratados pelas lentes desses dois fotógrafos-aviadores tenham sido amplos e variados, seus registros em sobrevoos pela cidade são muito numerosos e compõem uma consistente produção de imagens da cidade moderna em plena transformação. Esse acervo permite compreender o desenvolvimento urbano, bem como a inserção e a relação de diferentes edifícios e espaços urbanos modernos com o seu entorno.
É inevitável que estruturas estáticas e pesadas venham à nossa mente quando pensamos em arquitetura . Mas pilares, vigas e lajes não são as únicas coisas que definem uma arquitetura, definitivamente.
A arquitetura pneumática é aquela constituída por materialidades leves, flexíveis, suportada por bases fixas, mas sem a capacidade de suportar a si mesma decorrente da leveza, com a função de cobrir um vão a partir da injeção de ar. Isto é, são estruturas conformadas a partir de membranas pneumáticas infladas por sistemas de ar que atuam de mesma forma como o mecanismo de um balão inflado por ar quente ou antigos zepelins preenchidos por um gás menos denso que o ar. Há dois grupos constituídos por estas estruturas, aquelas sustentadas pela pressão do ar e aquelas que são enrijecidas por ele.
De que maneira o ambiente construído — seja fictício ou totalmente baseado na realidade — impacta a forma como vivenciamos e processamos o cinema? De produções independentes de menor circulação a grandes blockbusters, o modo como a arquitetura e o ambiente construído influenciam desde a ambientação e o cenário até os diálogos e o desenvolvimento das personagens tem efeitos profundos na experiência cinematográfica do público. A seguir, uma seleção que vai de lançamentos recentes a clássicos adorados pelos cinéfilos revela as inúmeras maneiras pelas quais o cinema utiliza a arquitetura para alcançar uma narrativa mais autêntica e abrangente.
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Detalle prototipo. Image Cortesía de BASE studio
BASE Studio, estúdio de design e pesquisa de sistemas arquitetônicos inovadores, projetou o "Flocking Tejas", um pavilhão composto por telhas artesanais de argila que surge como um sistema arquitetônico, potencializando as possibilidades de materiais feitos à mão e sistemas adaptativos, gerando, em essência, uma experiência que alimenta a curiosidade de seus usuários e usuárias.
O projeto foi finalista no concurso YAP_Constructo 8, dirigido pelo arquiteto Marcelo Sarovic e pela arquiteta Jeannette Plaut.
A história da arquitetura de Veneza, como vista hoje, é um amálgama de estilos com séculos de idade. Sendo um destino rico em cultura, muitos dos edifícios existentes em Veneza, desde residências ao longo dos estreitos canais internos até as grandiosas igrejas de cúpula de Palladio, permaneceram praticamente inalterados em seu desenho e layout geral desde o século XVI. Outrora um importante polo do comércio bizantino e europeu, a cidade hoje prospera graças ao fluxo constante de turismo e a um grupo fundamental de residentes locais.
As estruturas que compõem a malha urbana compacta da cidade, outrora fundamentais para seu papel como império comercial, passaram a assumir novas funções por meio de intervenções arquitetônicas. Notadamente, nomes da arquitetura como Carlo Scarpa, OMA e Tadao Ando desempenharam um papel fundamental nesse processo.