Os grandes nomes da arquitetura colombiana no século XX destacaram-se por um interesse genuíno pelo tijolo. A tal ponto que, hoje, suas principais cidades são marcadas pelo uso do tijolo em seus principais bairros.
Convidamos você a conhecer obras projetadas e construídas em tijolo no país sul-americano (e lembre-se de que elas estão disponíveis em esta pasta pública no MyArchDaily).
Ao se formar é comum uma rara sensação entre os arquitetos: não saber o que se sabe. Desenhar? Não tanto. Detalhes técnicos? Necessita especialistas. Pode construir a partir do zero? Não, ainda não, falta prática. Então, o que sabemos realmente?
https://www.archdaily.com.br/pt/906243/quais-deveriam-ser-as-habilidades-de-um-arquitetoArchDaily Team
A maioria dos/as arquitetos/as costuma começar a explicação de seus projetos apontando o local por onde se entra neles. "Entra-se por aqui", costumam dizer. Como se, antes de entrar, nada tivesse acontecido ou nada existisse. Como se a vida do/a usuário/a, ou a do próprio edifício, começasse naquele lugar que muitos pensam separar o exterior do interior. Uma estranha concepção do tempo.
Enric Miralles fazia uma observação interessante sobre isso: não se trata de entrar, mas de acessar; algo que depois também será marginalizado. Devemos supor que, na arquitetura, acessar quer dizer: “entrar em um lugar ou passar para ele”, como o dicionário explica. No entanto, também encontramos outras interpretações mais interessantes, como “ter acesso a uma situação, condição ou grau superior; chegar a alcançá-lo”, que fazem com que o ato de acessar se revista de significados e de tempo.
Conversamos com a arquiteta Mayerlly Cuta que, junto ao arquiteto e artista plástico Carlos Alberto Hernández, fundou o Urban Sketchers Bogotá, um movimento mundial de desenho promovido a partir da prática de desenhar nas ruas de Bogotá e que, por meio de encontros gratuitos e abertos a todo o público, motiva os/as artistas a capturarem em tempo real traços do que está ao seu redor.
De 24 de outubro a 9 de novembro, realizou-se uma exposição em homenagem ao arquiteto Rogelio Salmona. Segundo Mayerlly, a ideia surgiu após um dos encontros de desenho, enquanto tomavam um café e manifestaram a intenção de homenagear os 11 anos de seu falecimento registrando suas obras presentes na cidade de Bogotá. “Como gestores/as, começamos a desenhar e a promover os encontros, e logo surgiram oportunidades de transformar os trabalhos em uma exposição. A Sociedade Colombiana de Arquitetos e a Fundação Rogelio Salmona uniram-se ao projeto, que coincidiu com as atividades de outubro dessas entidades, resultando na convocatória 'Desenhando Salmona'. Essa chamada reuniu mais de 100 pessoas e foram coletados mais de 300 desenhos de diferentes cidades do país e do mundo.
Lecionei história da arquitetura em duas escolas de arquitetura durante as décadas de 1980 e 1990. Naquela época, era comum que os/as estudantes tivessem uma disciplina completa de três semestres que começava na Antiguidade e terminava no modernismo, com uma breve menção à arquitetura do final do século XX. Meu livro-texto para a parte intermediária era a magistral obra de Spiro Kostof, History of Architecture: Settings and Rituals. Com tantos séculos para cobrir, ele dedicou muito pouco esforço ao século XX. No último terço do curso, os/as estudantes liam textos como Por uma arquitetura, de Le Corbusier, e Teoria e Projeto na Primeira Era da Máquina, de Reyner Banham . Meus/minhas colegas e eu sentíamos que oferecíamos aos/às estudantes um panorama plural e abrangente dos principais desdobramentos na história do ambiente construído.
Atualmente, a indústria da construção civil enfrenta exigências cada vez maiores por projetos ecologicamente corretos, como certificações de construção sustentável e eficiência energética. Diante disso, torna-se essencial reconhecer o valor ecológico da madeira como um substituto renovável de outros materiais mais intensivos em consumo energético e causadores de altas emissões de CO2.
A exploração plástica da arquitetura tem alguns espaços de experimentação possíveis dentro da prática de projeto. Propor formas, implantações e composições diversas é uma estratégia que ganha muito quanto aliada à investigação material nas obras. O vidro é um material que permite lidar com alguns dos componentes centrais do pensamento da arquitetura, isto é, iluminação natural, transparência e opacidade de superfícies, suspensão de limites espaciais e as relações visuais que se estabelecem entre partes de um edifício.
Quando deslocado de sua concepção imediata de uso enquanto janela, o vidro pode representar estratégias para lidar com situações complexas de trabalho, enriquecer a qualidade espacial de um projeto ou, ainda, servir como elemento de equilíbrio entre noções de peso e leveza a partir de sua combinação com outros materiais como aço, madeira e concreto.
Na IE School of Architecture and Design, sabemos que o mundo do trabalho está mudando tão rapidamente que nem sempre conseguimos acompanhar. Fatores de disrupção do setor, como as tecnologias emergentes, estão desestabilizando a configuração do escritório tradicional. As exigências dos profissionais, a constante disputa por talentos e a ameaça de substituição de postos de trabalho por Inteligência Artificial contribuem para uma força de trabalho sob enorme pressão, gerando novas dinâmicas corporativas.
O Concurso Nacional de Ideias "Protótipo para Habitação Sustentável executado com Madeira", promovido pela Câmara de Madeiras, Móveis e Equipamentos de Córdoba (CAMMEC) e organizado pelo Colégio dos Arquitetos da Província de Córdoba (CAPC), foi apresentado com a seguinte condição: desenvolver um protótipo de habitação mínima, do qual a madeira seja o material protagonista.
O júri atribuiu o primeiro prêmio a Agustín Berzero, Valeria Jaros, María Emilia Darricades e os colaboradores Maximiliano Torchio, Tomás Quaglia. A seguir, apresentamos o projeto vencedor através das palavras de seus autores.
O escritório Johnston Marklee rapidamente se tornou um dos nomes mais instigantes da arquitetura estadunidense. Após anos realizando projetos de escala doméstica sensíveis e complexos em Los Angeles, a equipe ganhou destaque ao ser selecionada para a curadoria da Bienal de Arquitetura de Chicago de 2017. Desde então, o escritório concluiu e iniciou diversos projetos significativos — nenhum deles tão emblemático quanto o Menil Drawing Institute.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117881/o-menil-institute-de-johnston-marklee-e-um-triunfo-silencioso-para-uma-arte-silenciosaKatherine Allen
A Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), a exigência dos planos de mobilidade, investimentos em infraestrutura cicloviária, sem falar nos serviços de nova mobilidade que a cada dia ainda ganham as ruas. Nos últimos anos, o setor passou por avanços incontestáveis, mas ainda são muitos os desafios.
https://www.archdaily.com.br/pt/905997/3-desafios-para-a-mobilidade-sustentavel-nas-cidades-brasileirasWRI Brasil
Corredor Cultural Binacional Laredo Nuevo Laredo - Proyecto destacado. Image Cortesía de XXXIII ELEA Santa Cruz
No âmbito do XXXIII Encontro Latino-Americano de Estudantes de Arquitetura, o comitê organizador lançou uma convocatória aberta a estudantes e jovens arquitetos/as para participar da XI Bienal de Arquitetura Estudantil Latino-Americana, sob o tema "Identidade, costumes e tradições”.
Os projetos selecionados ficaram expostos durante a semana do evento ELEA — de 19 a 29 de outubro — no hall da aula magna da Universidad Privada de Santa Cruz de la Sierra, UPSA. O júri, composto por 4 arquitetos/as convidados/as para o XXXIII ELEA, selecionou o grande vencedor da bienal e destacou dois projetos entre os 16 finalistas. Conheça todos os projetos a seguir.
Bons projetos de escolas representam muito mais que uma boa obra de arquitetura. Sobretudo em áreas vulneráveis e com infraestrutura pública carente, simbolizam o papel do Estado e da educação como agente transformador de melhoria social. Podem, também, tornarem-se áreas de convívio comunitário, locais para a prática esportiva, espaço para cursos, entre outros usos.. Infelizmente, a realidade mostra que nem sempre esses projetos recebem a atenção necessária.
Mas desenvolver um projeto educacional é um dos grandes desafios para arquitetos, já que demandam a adequação de programas e fluxos diversos e complexos. Por conta da economia, racionalização e rapidez de obra, no Brasil a maior parcela dos projetos escolares são concebidos a partir de elementos estruturas pré-fabricados em concreto com modulações rígidas e em raros casos, em aço. Mas o que pode parecer limitante em um primeiro momento, pode se tornar um exercício de criatividade estrutural
Na tentativa de elucidar os sistemas utilizados à materialização destes projetos, selecionamos a seguir um compilado de plantas e cortes de sete obras notáveis que tiram partido das estruturas pré-moldadas para conformar espaços incríveis para o aprendizado. Veja a seguir:
Estudantes de arquitetura da minha geração — os últimos dos baby boomers, que ingressaram na faculdade na Europa ou nas Américas no final dos anos 1970 — tinham ótimos motivos para valorizar a história da arquitetura. Na época, parecia haver um consenso de que o projeto modernista estava fracassando de forma evidente. Monstros do modernismo tardio causavam estragos em cidades e territórios pelo mundo, e a reação mais imediata e instintiva contra o que muitos viam como uma catástrofe em andamento era tentar resgatar tudo o que o alto modernismo do século XX havia expulsado da cultura do projeto: a começar pela história. Desenhei meu primeiro capitel dórico, por volta de 1979, em um estúdio de projeto, e não em uma aula de história (e meu tutor imediatamente mandou que eu o raspasse, o que fiz).
O México é um país que vem se destacando no cenário global da arquitetura, com projetos que mesclam elementos tradicionais e contemporâneos de maneiras bastante inventivas. As técnicas construtivas características de cada região e o uso de materiais de acordo com as necessidades térmicas, econômicas ou estéticas, resultam em propostas muito singulares.
Hoje, a arquitetura enquanto profissão enfrenta crises de relevância, com questionamentos fundamentais sobre sua capacidade de criar vitalidade cultural e significado para o mundo diverso que atende. Dentro da nossa própria comunidade de projeto, tendemos a conceder grande influência a um "grupo exclusivo" de arquitetos e arquitetas que ditam os caminhos e a visão da área. Embora essa liderança seja crucial para a profissão, ela corresponde a apenas 2% de tudo o que é construído. Basta lembrar de Frank Gehry, Ver essa foto no Instagram
">cujo comentário de 2014 ainda ressoa em nossos ouvidos: “98% de tudo o que é construído e projetado hoje é pura m*rda. Não há senso de design, não há respeito pela humanidade."
Se reconhecemos a importância e o valor singular de tudo o que é construído em uma escala mais ampla, precisamos nos perguntar: como temos servido e valorizado nossos pares responsáveis por criar esses outros 98%? Onde deveríamos estabelecer o patamar para as qualidades emocional-artísticas da arquitetura convencional?
A modernização de Bogotá entre 1940 e 1970 captada em reportagens fotográficas urbanas e arquitetônicas, foi consignada em diversos livros, revistas e fotolivros da época, assim como imagens de arquivos públicos e privados da cidade. Todos esses registros revelam uma aproximação intencional, e inclusive crítica, de como a arquitetura moderna reconfigurou os centros das cidades e colocou em relação os novos edifícios e espaços urbanos com paisagem existente.
Quando se trata se analisar o impacto da fotografia a partir da arquitetura, é necessário falar em Paul Beer e Germán Téllez. Dentro do amplo espectro de temas retratados, esses fotógrafos se dedicaram de maneira mais específica à fotografia de arquitetura. Receberam encomendas dos mais prestigiosos escritórios de arquitetura da época e suas imagens mostram valores, relações e aspectos diferentes e complementares da arquitetura e da cidade moderna.
O Pavilhão de Hélio -GA estudio- nãoapenas evidencia uma exploração projetual e construtiva sobre as instalações temporárias, mas também faz referência, especialmente, às interessantes capacidades da arquitetura inflável: o leve, o fácil de montar, o flexível, o econômico, o nômade.
Na última quinta-feira, 25 de outubro, celebramos os três primeiros anos do ArchDaily Colômbia em Bogotá. A galeria Lamazone serviu de cenário para que alguns dos nomes mais influentes da cena local se reunissem com a equipe do ArchDaily Colômbia.
Em sua apresentação, David Basulto, CEO do ArchDaily, destacou os principais marcos dos três primeiros anos do ArchDaily Colômbia, abrindo caminho, em seguida, para uma análise interessante da arquitetura colombiana por meio do big data gerado por nosso público leitor em todo o mundo.
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No planejamento e na construção de edifícios e paisagens, é fundamental reconhecer a forte correlação entre projeto e construção ao longo das diferentes etapas de uma obra. De fato, essas etapas podem ser melhor compreendidas como um processo integrado, no qual uma não funciona sem a outra.
Para compreender plenamente como essas etapas se articulam, convém detalhá-las. De forma simplificada, o projeto de arquitetura é o processo de concepção e distribuição espacial de uma obra. Geralmente, ele se apresenta por meio de plantas detalhadas, desenhos e especificações técnicas. Por outro lado, o planejamento de obra é o processo de identificar as etapas e os recursos necessários para transformar esses projetos em realidade física.
Nos cinco pontos da "nova arquitetura" definidos como norteadores da produção arquitetônica moderna a partir da década de 1920 por Le Corbusier e materializados na construção da Villa Savoye (janelas em fita, fachada livre, terraço jardim, planta livre e pilotis), talvez o emprego dos pilotis seja o elemento mais incorporado pelos arquitetos modernos brasileiros
O projeto Living Architecture, de Alain de Botton — um conceito alegre e de espírito democrático para compartilhar arquitetura de qualidade no Reino Unido —, nasceu de uma crise pessoal. O filósofo e escritor nascido na Suíça ganhou fama tanto nos círculos populares quanto nos de arquitetura após o lançamento de seu livro, "A Arquitetura da Felicidade".
O livro foi um sucesso imediato (cinéfilos talvez se lembrem de sua breve aparição no filme 500 Dias com Ela, de 2009), mas a repercussão inquietou Botton. "...Por mais prazeroso que seja escrever um livro sobre um tema pelo qual se é apaixonado", explicou ele à Assemble Papers, "a verdade é que, salvo poucas exceções, os livros não mudam nada. Percebi que, se eu me importava tanto com a arquitetura, escrever era uma saída covarde; o verdadeiro desafio era construir".
A Lumion sempre definiu o que a renderização deveria ser: rápida e sem estresse, com resultados excepcionais. Agora, com a mais recente versão de seu software de renderização 3D, o Lumion 9,será mais fácil do que nunca apresentar seus modelos 3D em um ambiente vibrante,com céus fantásticos e reais, uma infinita variedade de paisagens e iluminação e materiais excepcionais. Ah, e a renderização leva minutos, não horas.
Com o objetivo de incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte não motorizado, BKT Mobiliario Urbano desenvolveu o Ciclopuerto CP-009; uma peça geométrica de alumínio reciclado e borracha que permite estacionar duas bicicletas por rack. O elemento é composto por uma estrutura metálica revestida de alumínio reciclado em sua parte inferior, para aumentar sua resistência, e de borracha em sua parte superior, para proteger a bicicleta de arranhões ou outros danos.