Há uma sensação curiosa e compartilhada por quase todos os profissionais de arquitetura logo após saírem da faculdade: a de não saberem exatamente o que sabem. Projetar? Não exatamente. Detalhes técnicos? Você precisará de especialistas para isso. Consegue construir isso do zero? Ainda preciso de prática. Afinal, o que você realmente sabe?
Neste artigo, compartilhamos seis habilidades que você desenvolveu durante a formação em arquitetura e das quais provavelmente nem sequer tem consciência.
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Em 1988, com a morte de Luis Barragán, teve início um processo para gerir os bens deixados por ele a um grupo de arquitetos e arquitetas que residiam em Guadalajara, Jalisco. A partir desse momento, nasceu a Fundación de Arquitectura Tapatía Luis Barragán com o objetivo de salvaguardar parte de seus bens imóveis, sua biblioteca e certos objetos pessoais. Diante disso, a fundación obteve os recursos necessários para recuperar a Casa-Estúdio Luis Barragán e preservá-la como o que é hoje: uma casa-museu.
Nesta ocasião, conversamos com o arquiteto Salvador Macías, cofundador do Estudio Macías Peredo, que hoje dirige este local dedicado a oferecer um espaço público para a reflexão e divulgação da arquitetura.
Exposición de publicaciones en Casa de la Cultura - BAQ2018 . Image
Na quarta-feira, 21 de novembro, foi realizado o veredicto do Concurso da XXI Bienal Pan-Americana de Arquitetura de Quito - BAQ 2018.
Separados em 6 categorias de participação, os diferentes jurados selecionaram uma série de projetos e publicações que se destacaram por ser uma contribuição real em seus respectivos campos, proporcionando lições relevantes para a nossa disciplina.
Em seguida, apresentamos os vencedores nas categorias (E) Teoria, História e Crítica da Arquitetura, Urbanismo e Paisagem e (F) Periódicos Especializados.
Todos temos a memória de infância de desenhar uma casinha com uma porta e uma janela, um telhado de duas águas e uma árvore do lado. Mas, o que diferencia os arquitetos do restante da população, é que continuamos desenhando isso depois de adultos, geralmente com um pouco mais de técnica. E, da mesma forma que nossos desenhos de casas foram se tornando mais complexos e completos, o desenho das vegetações precisou melhorar um pouco. (Aquela forma parecida com um brocólis não agradaria muito clientes e professores). Ainda que geralmente as árvores não sejam os focos principais dos desenhos, elas desempenham um papel importante na composição dos croquis, principalmente para representar a escala, sombreamento pretendido ou alguma intenção de paisagismo.
Bogotá é amplamente conhecida por abrigar diversos mercados públicos, que acolhem não apenas a venda de produtos de origem animal, grãos, frutas e verduras, mas que também constituem, em seu próprio espaço, uma representação da cultura colombiana.
Trata-se de espaços tradicionais cujo crescimento acompanhou o aumento da população, sofrendo, assim, transformações no âmbito espacial. Para os moradores locais, representam o lugar ideal para fazer compras e, para turistas, uma atração onde é possível degustar a ampla oferta de sabores, aromas e texturas típicos da Colômbia.
A domótica é um conjunto de tecnologias aplicadas ao controle e automação inteligente de uma obra de arquitetura. Seus diferentes sistemas permitem uma gestão eficiente do consumo de energia, segurança, acessibilidade e conforto geral do edifício, tornando-se uma questão importante a considerar ao projetar, construir e habitar.
Os sistemas domóticos são baseados na coleta de dados por sensores, que logo são processados para emitir ordens precisas aos executores, variando a qualidade ambiental de cada espaço de acordo com as necessidades do usuário. O ritmo da vida atual e os avanços tecnológicos que experimentamos nos últimos anos levaram a novas formas de viver, motivando o projeto de residências e edifícios mais humanos, multifuncionais e flexíveis.
Este artigo recolhe diferentes referências de habitação onde a domótica tem sido utilizada, o que deixou de ser um luxo para se tornar uma solução viável e eficaz para todos os tipos de projetos.
https://www.archdaily.com.br/pt/906418/casas-inteligentes-que-utilizam-domotica-para-melhorar-a-qualidade-de-vida-de-seus-habitantesMartita Vial della Maggiora
Quando você se depara com novos softwares que podem acelerar seu fluxo de trabalho, é divertido imaginar o que você poderia fazer com eles. Mas, na realidade, muitos de nós não querem ser os primeiros a experimentá-los, especialmente se houver falta de manuais de utilização. Ninguém quer gastar incontáveis horas lutando contra recursos misteriosos,para em seguida voltar ao antigo fluxo de trabalho para conseguir cumprir um prazo de entrega.
Talvez você tenha pensado em testar a renderização fotorrealista em tempo real em seu trabalho, mas está preocupado com o fato de a rampa de acesso ser muito íngreme. A renderização em tempo real exige que você importe sua cena CAD para um mecanismo típico de jogose, sempre que importar para um novo software, haverão problemas a serem resolvidos. Se você tiver que descobrir sozinho, será um percurso longo e difícil.
https://www.archdaily.com.br/pt/906142/aprendendo-a-renderizar-em-tempo-real-aulas-online-da-unreal-engineSponsored Post
Os grandes nomes da arquitetura colombiana no século XX destacaram-se por um interesse genuíno pelo tijolo. A tal ponto que, hoje, suas principais cidades são marcadas pelo uso do tijolo em seus principais bairros.
Convidamos você a conhecer obras projetadas e construídas em tijolo no país sul-americano (e lembre-se de que elas estão disponíveis em esta pasta pública no MyArchDaily).
Ao se formar é comum uma rara sensação entre os arquitetos: não saber o que se sabe. Desenhar? Não tanto. Detalhes técnicos? Necessita especialistas. Pode construir a partir do zero? Não, ainda não, falta prática. Então, o que sabemos realmente?
https://www.archdaily.com.br/pt/906243/quais-deveriam-ser-as-habilidades-de-um-arquitetoArchDaily Team
A maioria dos/as arquitetos/as costuma começar a explicação de seus projetos apontando o local por onde se entra neles. "Entra-se por aqui", costumam dizer. Como se, antes de entrar, nada tivesse acontecido ou nada existisse. Como se a vida do/a usuário/a, ou a do próprio edifício, começasse naquele lugar que muitos pensam separar o exterior do interior. Uma estranha concepção do tempo.
Enric Miralles fazia uma observação interessante sobre isso: não se trata de entrar, mas de acessar; algo que depois também será marginalizado. Devemos supor que, na arquitetura, acessar quer dizer: “entrar em um lugar ou passar para ele”, como o dicionário explica. No entanto, também encontramos outras interpretações mais interessantes, como “ter acesso a uma situação, condição ou grau superior; chegar a alcançá-lo”, que fazem com que o ato de acessar se revista de significados e de tempo.
Conversamos com a arquiteta Mayerlly Cuta que, junto ao arquiteto e artista plástico Carlos Alberto Hernández, fundou o Urban Sketchers Bogotá, um movimento mundial de desenho promovido a partir da prática de desenhar nas ruas de Bogotá e que, por meio de encontros gratuitos e abertos a todo o público, motiva os/as artistas a capturarem em tempo real traços do que está ao seu redor.
De 24 de outubro a 9 de novembro, realizou-se uma exposição em homenagem ao arquiteto Rogelio Salmona. Segundo Mayerlly, a ideia surgiu após um dos encontros de desenho, enquanto tomavam um café e manifestaram a intenção de homenagear os 11 anos de seu falecimento registrando suas obras presentes na cidade de Bogotá. “Como gestores/as, começamos a desenhar e a promover os encontros, e logo surgiram oportunidades de transformar os trabalhos em uma exposição. A Sociedade Colombiana de Arquitetos e a Fundação Rogelio Salmona uniram-se ao projeto, que coincidiu com as atividades de outubro dessas entidades, resultando na convocatória 'Desenhando Salmona'. Essa chamada reuniu mais de 100 pessoas e foram coletados mais de 300 desenhos de diferentes cidades do país e do mundo.
Lecionei história da arquitetura em duas escolas de arquitetura durante as décadas de 1980 e 1990. Naquela época, era comum que os/as estudantes tivessem uma disciplina completa de três semestres que começava na Antiguidade e terminava no modernismo, com uma breve menção à arquitetura do final do século XX. Meu livro-texto para a parte intermediária era a magistral obra de Spiro Kostof, History of Architecture: Settings and Rituals. Com tantos séculos para cobrir, ele dedicou muito pouco esforço ao século XX. No último terço do curso, os/as estudantes liam textos como Por uma arquitetura, de Le Corbusier, e Teoria e Projeto na Primeira Era da Máquina, de Reyner Banham . Meus/minhas colegas e eu sentíamos que oferecíamos aos/às estudantes um panorama plural e abrangente dos principais desdobramentos na história do ambiente construído.
Atualmente, a indústria da construção civil enfrenta exigências cada vez maiores por projetos ecologicamente corretos, como certificações de construção sustentável e eficiência energética. Diante disso, torna-se essencial reconhecer o valor ecológico da madeira como um substituto renovável de outros materiais mais intensivos em consumo energético e causadores de altas emissões de CO2.
A exploração plástica da arquitetura tem alguns espaços de experimentação possíveis dentro da prática de projeto. Propor formas, implantações e composições diversas é uma estratégia que ganha muito quanto aliada à investigação material nas obras. O vidro é um material que permite lidar com alguns dos componentes centrais do pensamento da arquitetura, isto é, iluminação natural, transparência e opacidade de superfícies, suspensão de limites espaciais e as relações visuais que se estabelecem entre partes de um edifício.
Quando deslocado de sua concepção imediata de uso enquanto janela, o vidro pode representar estratégias para lidar com situações complexas de trabalho, enriquecer a qualidade espacial de um projeto ou, ainda, servir como elemento de equilíbrio entre noções de peso e leveza a partir de sua combinação com outros materiais como aço, madeira e concreto.
Na IE School of Architecture and Design, sabemos que o mundo do trabalho está mudando tão rapidamente que nem sempre conseguimos acompanhar. Fatores de disrupção do setor, como as tecnologias emergentes, estão desestabilizando a configuração do escritório tradicional. As exigências dos profissionais, a constante disputa por talentos e a ameaça de substituição de postos de trabalho por Inteligência Artificial contribuem para uma força de trabalho sob enorme pressão, gerando novas dinâmicas corporativas.
O Concurso Nacional de Ideias "Protótipo para Habitação Sustentável executado com Madeira", promovido pela Câmara de Madeiras, Móveis e Equipamentos de Córdoba (CAMMEC) e organizado pelo Colégio dos Arquitetos da Província de Córdoba (CAPC), foi apresentado com a seguinte condição: desenvolver um protótipo de habitação mínima, do qual a madeira seja o material protagonista.
O júri atribuiu o primeiro prêmio a Agustín Berzero, Valeria Jaros, María Emilia Darricades e os colaboradores Maximiliano Torchio, Tomás Quaglia. A seguir, apresentamos o projeto vencedor através das palavras de seus autores.
O escritório Johnston Marklee rapidamente se tornou um dos nomes mais instigantes da arquitetura estadunidense. Após anos realizando projetos de escala doméstica sensíveis e complexos em Los Angeles, a equipe ganhou destaque ao ser selecionada para a curadoria da Bienal de Arquitetura de Chicago de 2017. Desde então, o escritório concluiu e iniciou diversos projetos significativos — nenhum deles tão emblemático quanto o Menil Drawing Institute.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117881/o-menil-institute-de-johnston-marklee-e-um-triunfo-silencioso-para-uma-arte-silenciosaKatherine Allen
A Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), a exigência dos planos de mobilidade, investimentos em infraestrutura cicloviária, sem falar nos serviços de nova mobilidade que a cada dia ainda ganham as ruas. Nos últimos anos, o setor passou por avanços incontestáveis, mas ainda são muitos os desafios.
https://www.archdaily.com.br/pt/905997/3-desafios-para-a-mobilidade-sustentavel-nas-cidades-brasileirasWRI Brasil
Corredor Cultural Binacional Laredo Nuevo Laredo - Proyecto destacado. Image Cortesía de XXXIII ELEA Santa Cruz
No âmbito do XXXIII Encontro Latino-Americano de Estudantes de Arquitetura, o comitê organizador lançou uma convocatória aberta a estudantes e jovens arquitetos/as para participar da XI Bienal de Arquitetura Estudantil Latino-Americana, sob o tema "Identidade, costumes e tradições”.
Os projetos selecionados ficaram expostos durante a semana do evento ELEA — de 19 a 29 de outubro — no hall da aula magna da Universidad Privada de Santa Cruz de la Sierra, UPSA. O júri, composto por 4 arquitetos/as convidados/as para o XXXIII ELEA, selecionou o grande vencedor da bienal e destacou dois projetos entre os 16 finalistas. Conheça todos os projetos a seguir.
Bons projetos de escolas representam muito mais que uma boa obra de arquitetura. Sobretudo em áreas vulneráveis e com infraestrutura pública carente, simbolizam o papel do Estado e da educação como agente transformador de melhoria social. Podem, também, tornarem-se áreas de convívio comunitário, locais para a prática esportiva, espaço para cursos, entre outros usos.. Infelizmente, a realidade mostra que nem sempre esses projetos recebem a atenção necessária.
Mas desenvolver um projeto educacional é um dos grandes desafios para arquitetos, já que demandam a adequação de programas e fluxos diversos e complexos. Por conta da economia, racionalização e rapidez de obra, no Brasil a maior parcela dos projetos escolares são concebidos a partir de elementos estruturas pré-fabricados em concreto com modulações rígidas e em raros casos, em aço. Mas o que pode parecer limitante em um primeiro momento, pode se tornar um exercício de criatividade estrutural
Na tentativa de elucidar os sistemas utilizados à materialização destes projetos, selecionamos a seguir um compilado de plantas e cortes de sete obras notáveis que tiram partido das estruturas pré-moldadas para conformar espaços incríveis para o aprendizado. Veja a seguir:
Estudantes de arquitetura da minha geração — os últimos dos baby boomers, que ingressaram na faculdade na Europa ou nas Américas no final dos anos 1970 — tinham ótimos motivos para valorizar a história da arquitetura. Na época, parecia haver um consenso de que o projeto modernista estava fracassando de forma evidente. Monstros do modernismo tardio causavam estragos em cidades e territórios pelo mundo, e a reação mais imediata e instintiva contra o que muitos viam como uma catástrofe em andamento era tentar resgatar tudo o que o alto modernismo do século XX havia expulsado da cultura do projeto: a começar pela história. Desenhei meu primeiro capitel dórico, por volta de 1979, em um estúdio de projeto, e não em uma aula de história (e meu tutor imediatamente mandou que eu o raspasse, o que fiz).