O artista italiano Federico Babina compartilhou conosco sua mais recente série de ilustrações. "Planimal" explora uma ligação entre a arquitetura e o mundo natural, traduzindo diferentes animais em plantas arquitetônicas. Babina reimagina os espaços arquitetônicos como “objetos narrativos que nos abrigam e conduzem em um fantástico labirinto de uma realidade onírica; arquiteturas imaginadas como esculturas zoomórficas."
Casas, museus e igrejas são representados como leões rugindo, cobras rastejantes e baleias no mar, com espaços dinâmicos compostos por curvas e retas, sólidos e vazios, sons e silêncios, luzes e sombras.
Na pesquisa apresentada para em 2014, Eduardo Gurian começa a introdução colocando as seguintes perguntas: "A grandiosidade de uma obra de arquitetura poderia ser definida apenas pelo gesto genial e a capacidade de síntese de seu autor? Ou deveríamos levar em conta a utilidade e a capacidade dela em atender as necessidades para a qual foi designada? Ou até mesmo ouvir quem realmente usufrui do espaço e contestar sua satisfação?". Com essas questões colocadas, o pesquisador analisa a evolução dos usos e ocupação da Marquise do Parque Ibirapuera, projetada por Oscar Niemeyer. A dissertação de mestrado teve como orientadora a Profa. Dra. Helena Aparecida Ayoub Silva no programa de pós-graduação da FAUUSP. Veja abaixo o resumo enviado pelo autor.
https://www.archdaily.com.br/pt/916187/marquise-do-ibirapuera-suporte-ao-uso-indeterminadoPedro Vada
O Festival Internacional de Arquitetura e Desenho de Logroño, na Espanha, se caracteriza pela realização de uma série de intervenções efêmeras espalhadas pela cidade. Para esta última edição do Concéntrico, como é chamado o festival, foram realizados dezesseis pavilhões que buscam explorar as potencialidades dos espaços urbanas desta pequena cidade medieval espanhola.
Projeto com Rodapé e Guarnição 3454 Pátina Branca - Santa Luzia. Image Cortesia de Santa Luzia
Em pleno século XXI qualquer solução sustentável deve ser exaltada! Neste post serão abordadas soluções arquitetônicas que utilizam o isopor reciclado como matéria-prima de acabamentos decorativos (resistentes à água) e como preenchimento de paredes de EPS, com diversas vantagens que vão desde isolamento termoacústico até economia com os custos da obra.
Historicamente, após o declínio da Igreja Católica e a crescente diminuição no número de fiéis em várias regiões da Europa e América do Norte, os custos de manutenção dos espaços sagrados levaram ao eventual abandono de igrejas, santuários e mosteiros - frequentemente obras de grande valor histórico e arquitetônico.
Isso abre uma nova oportunidade para profissionais da arquitetura resgatarem e recontextualizarem o patrimônio histórico representado por estes edifícios. A seguir, apresentamos 15 exemplos de reuso adaptativo em igrejas antigas que foram transformadas em hotéis, casas, museus, bibliotecas e outros espaços culturais.
José Luis Fernández del Amo (1914-1995) inscreve-se no panorama da arquitetura espanhola do pós-guerra com projetos e obras distanciados da aura acadêmica. Seus trabalhos circulam como mensagens clandestinas que revelam caminhos, insinuam verdades, apoiam vontades e desaparecem em meio a uma multidão repleta de interesses diversos. Em sua figura, como na de muitas pessoas de sua geração, há a circunstância de ter que iniciar sua biografia profissional em meio aos conflitos de uma decepção e de uma mudança de atitude espiritual perante a vida. Decepção diante da crueldade dilacerante de uma guerra civil que provoca, em quem a sofre, uma transformação interna frente ao drama desencadeado por tais conflitos.
O dia 3 de maio é uma festividade que se origina na Invenção da Santa Cruz, Cruz de Maio ou também Festa das Cruzes, cujas origens remontam ao rito romano para celebrar o culto à Cruz de Cristo. Esta comemoração evoluiu ao longo do tempo, sendo adotada em cidades do México, Chile, Espanha, Equador, El Salvador, Guatemala, Paraguai, Peru, Trinidad e Tobago, Argentina, Colômbia e Venezuela, onde parte da celebração consiste em decorar com flores, realizar procissões e danças.
Antes das redes sociais surgirem, edifícios eram publicados em revistas, editados e refinados segundo as preferências dos arquitetos que os projetaram. Hoje, as revistas foram ofuscadas por novas plataformas muito mais influentes e que não estão no controle dos arquitetos. A comunicação digital transformou o modo como as pessoas veem e interagem com a arquitetura, oferecendo aos profissionais novos pontos de vista sobre como projetar seus edifícios.
A PLANE—SITE, uma agência global dedicada a estudos relacionados aos espaços sociais e cultura urbana, produziu um vídeo que analisa o impacto das redes sociais nos escritórios de arquitetura. Intitulado Building Images, o vídeo mostra as opiniões de profissionais do OMA/AMO e UNStudio, dois escritórios com abordagens muito distintas em relação às redes sociais, que explicam como estas novas plataformas os têm ajudado a compreender seus projetos de modos nunca antes possíveis.
Como temos visto ao longo da história da arquitetura, as instalações efêmeras e os pavilhões são elementos fundamentais para retratar um momento específico da disciplina e das manifestações sociais de forma quase imediata. Se é verdade que alguns pavilhões se mostraram tão relevantes que romperam com sua condição efêmera para permanecer definitivamente e se tornar uma expressão exemplar de algum momento da história — como o Pavilhão Alemão de Barcelona, projetado por Ludwig Mies van der Rohe e Lilly Reich como pavilhão da Alemanha para a Exposição Internacional de Barcelona realizada em Montjuïc —, outros tantos ficam documentados em fotografias, desenhos e experiências para serem reescritos em projetos futuros.
O brutalismo é uma corrente da arquitetura que se desenvolveu em diferentes partes do mundo, sempre levando em consideração algumas particularidades locais, embora compartilhando de alguns preceitos comuns como, por exemplo, o uso de materiais sem revestimento e o transparecimento do trabalho necessário para erguer as obras. O debate acerca do brutalismo é ainda intenso em diversas regiões, reunindo argumentos a favor e contra sua preservação.
Enquanto muitos enxergam a arquitetura brutalista como "feia” ou “incompleta”, Arhan Vohra, um estudante de apenas 17 anos, lançou o Brutal Delhi, uma plataforma que reúne suas fotografias de edifícios brutalistas de Nova Delhi, Índia.
No mês passado, a Diretoria Nacional do Colégio de Arquitetos do Chile anunciou Miguel Lawner como vencedor do Prêmio Nacional de Arquitetura 2019, maior honraria que um/a arquiteto/a pode receber naquele país. A entrevista a seguir, realizada em 2015, não apenas explora em detalhes a sua trajetória, mas também reflete vários de seus pensamentos sobre a esfera política.
Quando falamos de espaço público, muitas vezes imaginamos um parque com pessoas felizes e relaxadas em um dia ensolarado. Na verdade, esta é uma abordagem muito restrita. Uma jovem não atravessa uma rua deserta de madrugada da mesma forma que um homem branco de terno ou um imigrante de diferentes trajes. Você já se sentiu discriminado ao visitar um espaço público?
Nesta edição da conversa entre editores do ArchDaily, editores de Los Angeles, São Paulo, Argentina e Uruguai compartilham seus pontos de vista sobre a definição de espaços públicos para todos
Imagen editada por Fabian Dejtiar. Image Cortesía de Mi Parque
O artigo a seguir faz parte de uma série desenvolvida por Nikos A. Salingaros, David Brain, Andres M. Duany, Michael W. Mehaffy e Ernesto Philibert-Petit, que explora as particularidades da habitação social na América Latina. Nesta ocasião, os autores revisam exemplos de estratégias e planejamento, como a importância de processos sociais colaborativos e a sequência específica das etapas de construção.
https://www.archdaily.com.br/pt/916135/habitacao-social-na-america-latina-exemplos-de-padroes-e-codigos-geradoresNikos A. Salingaros, David Brain, Andrés M. Duany, Michael W. Mehaffy & Ernesto Philibert-Petit
55Laney69 on VisualHunt.com / CC BY-NC - modificado. Image via Visual Hunt
Neste artigo compartilhado pelo Laboratório de Experimentação com Bambu da UNESP - Bauru os pesquisadores envolvidos relatam a experiência da construção do Galpão Oficina do Assentamento Rural Horto de Aimorés. No projeto foi utilizado o bambuin natura combinado com pilares de aroeira roliça e conexões metálicas. Veja resumo enviado pelos autores e o resultado desse processo.
https://www.archdaily.com.br/pt/916185/componentes-de-bambu-projeto-de-producao-e-processo-de-pre-fabricacaoPedro Vada
Arquitetos são geralmente conhecidos por não terem um bom equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, serem muito estressados e terem pouco tempo livre. Como você pode tirar uma folga e ao mesmo tempo melhorar suas habilidades como arquiteto?É possível que essa folga até lhe dê uma vantagem extra? Em comparação com outras áreas de atuação, a arquitetura destaca-se como uma área em que você precisa "saber um pouco sobre tudo". Assim, para sermos reconhecidos, também temos que fazer um pouco de tudo, e como dizem, um pouco é suficiente. Então, com isso em mente, aqui estão 11 atividades que, embora não obviamente relacionadas à arquitetura, podem fazer de você um arquiteto melhor.
Habitualmente, os revestimentos modulares para fachadas e envoltórias fornecem soluções rápidas e eficientes, mas muitas vezes carecem de riqueza e caráter para serem repetidos infinitamente, sem entrar em relação com o projeto arquitetônico e suas distintas funções e exigências.
Estes painéis de espuma de alumínio são fabricados mediante um processo de injeção de ar no alumínio fundido, que contém uma fina dispersão de partículas cerâmicas. Essas partículas estabilizam as bolhas de ar e criam painéis que oferecem um nível interessante de detalhes e variabilidade, gerando fachadas exclusivas com diferentes níveis de textura, transparência, brilho e opacidade. Seus painéis ultraleves podem ser usados como pranchas planas, são 100% recicláveis e estão disponíveis em formatos de tamanho padrão de até 3,66 metros de comprimento, embora também existam painéis personalizados mais longos.
As Sete Maravilhas do Mundo Antigo foram consideradas entre os estudiosos do século II como as melhores obras de arquitetura do planeta. Algumas dessas icônicas estruturas, incluindo a Grande Pirâmide de Gizé, sobrevivem até hoje, embora em estado de ruína quando comparadas ao seu tempo de glória.
https://www.archdaily.com.br/pt/916047/as-7-maravilhas-do-mundo-antigo-sao-trazidas-de-volta-a-vida-nestas-imagens-de-neomam-studios-e-budget-directNiall Patrick Walsh
Um ano após a tragédia causada pelo incendio no Edifício Wilton Paes de Almeida, compartilhamos esse texto originalmente publicado em 2018 no jornal "A Escola e a Cidade", produzido pela Editora da Escola da Cidade.
https://www.archdaily.com.br/pt/916161/da-forca-da-grana-que-ergue-e-destroi-coisas-belasIsadora de Andrade Guerreiro
Embora edifícios antigos tenham presença e sejam atraentes, a demolição ou a mudança radical costumam ser seu destino. Enquanto alguns profissionais preferem introduzir estruturas completamente novas, outros optam por celebrar as obras do passado que serviram de base para a cidade que existe hoje.
Para as obras do Hotel Fouquet Barrière, em Paris, localizado a uma quadra da Avenida Champs Elysées, Edouard François foi selecionado para reformar toda a propriedade, incluindo escritórios, serviços de spa, fachada e pátios. A estratégia de projeto de François foi bastante clara e se baseou no termo “COPY-EDIT”; uma reinterpretação do “antigo” através de tecnologias e materiais contemporâneos.
Você já deve ter ouvido falar no termo “urbanismo tático”. Apesar de recente, essa abordagem sobre o espaço público ganhou visibilidade nos últimos 10 anos e hoje há diversos exemplos sobre como intervir no urbano a partir de uma visão de curto prazo, baixo custo e alto engajamento social. Pois no episódio #70 batemos um papo com a arquiteta carioca e doutora em Urbanismo Adriana Sansão, que tem um trabalho prático extenso e acumula pesquisas sobre o tema. Clique aqui para saber mais!
Algumas vezes, projetos residenciais se orientam a partir de elementos do programa encomendado e exploram suas virtudes plásticas como uma marca forte do desenho. Um caso interessante desse tipo se refere às piscinas, que passam a ser o ponto focal de algumas obras e permitem um alto grau de criatividade e inventividade, convocando, simultaneamente, o projeto paisagístico e arquitetônico.
Solução engenhosa para ambientes que necessitam de espaço e ventilação, as portas articuladas -também chamadas de Camarão por conta do seu mecanismo de funcionamento- operam dobrando as folhas uma sobre a outra, que são recolhidas nas laterais do vão, permitindo abertura total ou parcial. Deslocando-se através dos trilhos superiores e inferiores que podem ficar embutidos na alvenaria, elas permitem separar e integrar cômodos, agregando valor estético ao projeto. Apresentam um efeito similar a uma porta de correr, possuindo o diferencial de todas as folhas permanecerem no mesmo plano quando fechadas, dispensando o embutimento e proporcionando um aspecto limpo e coeso à fachada.
Sydney Harbour Bridge feita com o kit Mola. Imagem cortesia de Mola
Muitas vezes é difícil detectar a olho nu as potenciais deformações e comportamentos das estruturas. Por isso, o ensino interativo e a construção de maquetes têm se mostrado alguns dos métodos mais benéficos para a aprendizagem do design estrutural.
Para auxiliar no aprendizado de estruturas de forma mais lúdica e intuitiva, a marca brasileiraMola desenvolveu os Mola Structural Kits, uma seleção de modelos físicos interativos que simulam o comportamento de estruturas arquitetônicas e possibilitam inúmeras combinações de projeto.
Após o sucesso dos Structural Kits 1 e 2, a Mola lançará o Mola Structural Kit 3 em uma campanha no Kickstarter em algumas semanas. Para comemorar, a empresa inovadora uniu forças novamente com o ArchDaily para outro sorteio exclusivo, oferecendo a 10 de nossos(as) leitores(as) a chance de ganhar um kit estrutural completo, acompanhado de acessórios adicionais.