A partir de um interesse comum entre as cidades, a arquitetura e a fotografia, o grupo de pesquisa FORM+ da Universitat Politècnica de Catalunya (UPC) em colaboração com o ArchDaily em espanhol, realizaram neste ano de 2018 um importante acordo editorial, divulgando as pesquisas realizados pelo FORM+ em relação à recente exposição realizada na capital colombiana: Bogotá pelas lentes de 10 fotógrafos
Assim, nossos leitores agora podem conhecer o trabalho de alguns dos precursores da fotografia de arquitetura e da paisagem graças à pesquisa desenvolvida pelos responsáveis pelo projeto: María Pía Fontana (UdG), Miguel Mayorga (UPC) e Margarita Roa (USB, Cali), todos integrantes do grupo FORM+. "A fotografia é uma forma de mediação intelectual e sensível para com o mundo, que abrange a nossa experiência perceptiva e renova a nossa sensibilidade visual: um instrumento que educa o olhar, um recurso da criatividade que ensina a reconhecer o espaço e o entorno construído", explicaram os responsáveis pelo projeto.
A seguir apresentamos os perfis dos 10 fotógrafos incluidos neste pacto editorial:
Em uma pequena faixa de terra entre o rio Emscher e o canal Rhine Herne, na Alemanha, há um ponto de parada cuja aparência colorida desmente seu propósito radical. O projeto engenhoso da estrutura consiste em tubos condutores de dois banheiros e do Emscher (o rio mais poluído da Alemanha) e que convergem em um pequeno jardim comunitário e fonte. O jardim é, na verdade, um pântano artificial que recolhe, trata e limpa a efluência dos sanitários e do rio - tornando potável.
As águas do canal Gowanus, na região do Brooklin, em Nova York, continuam não cheirando bem, embora o problema tenha sido muito pior. São resquícios de anos de poluição industrial e de esgoto não tratado.
O local, que nos séculos 19 e 20 era formado basicamente por fábricas, passou por uma revitalização nos últimos anos com investimento federal (veja aqui). Novas áreas verdes foram instaladas e comércios exclusivamente de serviços chegaram ao bairro. O preço dos imóveis residenciais também foi elevado, o que acabou por expulsar antigos moradores.
Em foi um ano repleto de novidades e é normal que muitas delas tenham passado em branco, mas nós estamos aqui para lembra-los. Em meio à este mar de projetos, prêmios, concursos e eventos, algumas tendências parecer ter se consolidado neste ano de 2018 - tendências que refletem as principais inquietações dos arquitetos e sugerem o caminho que a arquitetura está tomando.
https://www.archdaily.com.br/pt/907952/as-principais-tendencias-arquitetonicas-de-2018Katherine Allen
A mostra dedicada a Mario Merz (Milão, 1925-2003) exibe, pela primeira vez, a maior reunião e interação de iglus vindos de diversas coleções privadas e museus, com o objetivo de destacar a profunda exploração entre a humanidade e a natureza proposta pela Arte Povera – movimento artístico que surgiu na Itália na segunda metade da década de 1960, batizado por Germano Celant (historiador da arte, crítico e diretor artístico da Fondazione Prada desde 1993) –, no qual se destaca o uso de materiais simples e geralmente não industriais que, com o passar do tempo, se deterioram e, consequentemente, transformam a obra de maneira natural.
A Gran Vía de Madri é iluminada por lâmpadas LED ao longo de 1.300 metros graças à intervenção luminosa do Brut Deluxe. A instalação foi encomendada pela prefeitura da cidade e se inspira em nebulosas e galáxias. A mostra, instalada para o Natal deste ano, foi fotografada pelas lentes do Imagen Subliminal
Dedicado a famílias afetadas por desastres naturais e aquelas que vivem em zonas costeiras à espera de alternativas ou mudanças em seu habitat.
As encostas são como um manto que nos rodeia, mas de uma forma tendenciosa. A neblina de Lima esconde esse esquecimento. Falar em habitar as encostas ainda pode ser sinônimo de não-habitável por conta das más condições em que se encontram tantas casas vulneráveis pertencentes aos 70% da autoconstrução da cidade. No entanto, as encostas, devido à sua condição geográfica, oferecem qualidades habitáveis que devemos reconhecer e repensar, a fim de nos colocarmos sabiamente no território, e assim reabitar com novos ares. Nem todas as casas auto-construídas são "sem conhecimento", algumas delas têm suas próprias lições. Outras, em sua maioria, não. A verdade é que ainda é uma área a ser explorada.
Em um artigo recente no New York Times, a escritora Allison Arieff propõe a recorrente pergunta que a comunidade da arquitetura insiste em se fazer: "Onde estão todas as arquitetas?". Não se tratando mais de uma disparidade de gênero na formação acadêmica, a persistência de um número reduzido de mulheres em cargos de liderança e direção em escritórios simplesmente não condiz com a realidade. Ela argumenta que, talvez ainda mais importante do que as estatísticas, o real problema resida na própria definição de sucesso.
É a época das festas de fim de ano, e com isso recebemos as saudações criativas de arquitetos, instituições, fotógrafos e colaboradores em todo o mundo. Veja nossos favoritos a seguir - ou confira os melhores cartões enviados por leitores.
A cidade de Lima e o rio Rímac parecem em conflito, embora este a atravesse (e nutra) de leste a oeste. Por isso, destacamos o uso do termo “amizade” como um valor agregado para abordar este tema. Uma forma de compreender essa relação com a solidez e a integralidade que ela deveria ter. É o que propõe o projeto que apresentamos aqui, o qual resgatamos de nossos arquivos para trazer a público. Com o início do verão, a proximidade do fenômeno El Niño e o consequente aumento na vazão do rio Rímac, torna-se inevitável recordar os desastres causados pelos huaycos (deslizamentos de terra) há um ano. Pouco ou nada foi feito diante dessa ausência de relação da cidade com o rio; portanto, vale a pena refrescar a memória.
Por meio da Empresa de Desarrollo Urbano (EDU) e da Sociedad Colombiana de Arquitectos (SCA), Medellín lançou em novembro passado uma chamada internacional para projetar um espaço de memória e reflexão sobre o período entre 1983 e 1994 no demolido Edifício Mónaco, local que foi a residência do narcotraficante Pablo Escobar.
Nesta ocasião, apresentamos a proposta do Taller Síntesis, que propõe uma nova forma de contar a história a partir do espaço, convidando à reflexão sobre o passado e homenageando as vidas das vítimas do narcotráfico. Segundo os/as autores/as da proposta, "com o tempo, esta edificação se tornou um destino turístico para os visitantes que chegam a Medellín desejando conhecer a história do protagonista de programas que não refletem fielmente a realidade dessa época de narcotráfico".
Os seres humanos são “máquinas de ver”. Exceto no caso de quem não possui essa condição, os olhos são o nosso maior produtor de informação. Posteriormente, o cérebro de cada pessoa interpreta essas imagens conforme o caso… Não se deve confundir o "olhar" com o ato de "ver" algo. O olhar, uma resposta automática e passiva, deve se converter no ato de ver, de processar todos esses bits de informação em algo concreto, tangível. Sherlock Holmes observava o lóbulo de uma orelha a fim de deduzir um parentesco; Proust, a bainha de um vestido ou a nuca para compreender profundamente uma mulher… Onde se oculta o signo? Como saber, em uma imagem, seja ela verbal, visual ou sonora, qual é a parte significante e qual é o fundo neutro e vazio, o ruído que se deve descartar?
Nossos olhos são responsáveis por captar e absorver essa informação; nosso cérebro, por tratá-la e traduzi-la; mas é a fotografia, mais especificamente a nossa câmera, que consegue retê-la, congelando-a sob a forma de foto, para que, uma vez que nossos olhos tenham deixado de olhar, comecem a ver. Como dizia Le Corbusier, de forma simples, “é preciso ver o que se olha”.
O Museu Castagnino consolidou-se, desde meados do século XX, como um dos mais importantes espaços culturais da nação argentina. A histórica obra do escritório de arquitetura Hernández Larguía-Newton (1937) foi construída em um entorno privilegiado, interpretado como a porta de entrada para a cidade — situação que será ainda mais enfatizada com a nova intervenção.
Localizado a 2.600 metros acima do nível do mar, encontra-se o chamado “pulmão verde” da cidade de Bogotá. Trata-se do Parque Central Simón Bolívar, reconhecido por ser o mais importante e de maior dimensão da capital colombiana. Este espaço, voltado ao lazer, esporte e desenvolvimento de atividades culturais, está localizado na localidade de Barrios Unidos, facilitando o acesso para a maioria dos moradores e turistas. Em um dia como hoje, 15 de dezembro de 1991, ocorria sua inauguração oficial.
Nos últimos vinte anos, o mundo nunca esteve tão conectado. Na transição do século, a digitalidade parece ter invado as camadas analógicas e redefinido padrões, estilos de vida, interações e a maneira como nos conectamos e utilizamos os espaços. Essa redefinição social é fortemente atribuída à chamada Geração Z, ou seja, o grupo de pessoas definido por aqueles nascidos na transição do século XX ao XXI, entre as décadas de 1990 e 2010. Mas você conhece as características deste grupo?
Inaugurado em agosto de 2017 e recordista em visitações, o Sesc 24 de Maio, penúltima unidade da rede inaugurada – sucedido pelo Sesc Avenida Paulista –, foi projetado por Paulo Mendes da Rocha em parceria com o escritório MMBB Arquitetos - que interviram em uma antiga loja de departamentos, remodelando seus espaços internos a partir da estrutura existente e criando uma nova estrutura central que suporta a piscina na cobertura do edifício.
Para celebrar as constantes inovações da cidade em termos de arranha-céus imponentes, Orbitz ilustrou 20 dos exemplares mais icônicos da arquitetura de grande altura de Chicago.
Veja a seguir o conteúdo republicado da lista da Orbitz, acompanhado por uma linha do tempo interativa dos edifícios mais altos de Chicago.
Croqui para o Concurso Tabacalera Gijón. Imagem cortesia de Rogelio Ruiz Fernández
Colaborador ativo do ArchDaily, o arquiteto e doutor Rogelio Ruiz Fernández consolidou-se como um grande entusiasta do cinema, da arquitetura, das cidades e das paisagens. Ele expressa seu amor pelas artes visuais, pela arquitetura e pela cultura por meio de seus desenhos. Nesses momentos, registra viagens, seus locais favoritos e ideias projetuais que, mais tarde, se transformarão em obras de arquitetura.
A seguir, Ruiz Fernández explica seu processo criativo e a importância do croqui em seu trabalho.
As artistas colombianas Carolina Caycedo e Gala Porras-Kim chegam ao solo dos Estados Unidos com duas intervenções artísticas por meio de realidade aumentada. Os projetos buscam transmitir problemáticas sociais, econômicas e meio ambientais com obras em realidade aumentada.
Trata-se do projeto “Defining line” (Definindo a linha), o qual combina as vantagens e o alcance da tecnologia ao propor um aplicativo móvel que, de forma gratuita, consegue ser democrático e aproximar-se virtualmente as pessoas das obras de arte.
Ao percorrer as ruas de Bogotá, é inevitável sentir-se envolvido pela mistura de correntes artísticas em cada quadra. As diferentes construções que refletem a história, o passar do tempo e a sobrevivência de casas e edifícios diante das iminentes transformações espaciais da cidade constroem uma espécie de palimpsesto arquitetônico, no qual algumas estruturas são reutilizadas, ou os espaços são renovados, mas a marca de sua história prevalece.
Justamente o bairro Niza Antigua foi uma das áreas declaradas patrimônio cultural: projetado pelo arquiteto Willy Drews, nos anos 1960 sua localização — na época distante do setor financeiro e comercial de Bogotá — provocou uma série de mudanças no estilo de vida de seus moradores e moradoras, ao mesmo tempo em que a ausência de grades e a proximidade entre as casas incentivaram o senso de comunidade entre a vizinhança.
Embora pareçam ambientes opostos, as cidades se assemelham muito às florestas tropicais. Ao nível do solo, o mundo é úmido, escuro e repleto de predadores. Para quem busca ar fresco, sol e privacidade, resta apenas uma direção: para cima.
Assim, na selva urbana, é natural criar uma "copa" na forma de arquitetura de cobertura. A popularidade das áreas de convivência e lazer em coberturas de projetos residenciais, comerciais, hoteleiros e até hospitalares mostra que é exatamente isso o que está acontecendo.
Cortesía de Pasto Arquitectos & Carballo- Errasti Arquitectos
Em 9 de julho de 2018, foi lançado o Concurso Nacional de Ideias para a Cidade Judicial de San Juan. Oobjetivo era gerar ideias para a sua concretização edilícia, respondendo ao crescimento exponencial das estruturas institucionais nos últimos anos e à proliferação de suas dependências, processo que veio acompanhado de dispersão, precisamente por não haver um espaço único capaz de integrá-las.
A seguir, apresentamos os três projetos vencedores:
Construir a própria casa. Este talvez seja um dos grandes desejos de muitas pessoas — não apenas de arquitetos e arquitetas, mas de qualquer um que queira ver materializada a imagem de sua casa dos sonhos. Outros, no entanto, encaram esse desejo sob a perspectiva do legado: frases como “esta casa foi construída pelo meu bisavô” são o leitmotiv que os move. Preservar a própria memória em forma de construção.
Contudo, é preciso lembrar os inconvenientes de ser o próprio promotor, de não depender do trabalho de nenhuma imobiliária. Um caminho árduo. É por isso que muitas pessoas abandonam esse sonho para evitar complicações, acabando por optar pela compra de um apartamento ou de uma casa.
Na hora de dividir ambientes ou fechar espaços, é importante contar com soluções integradas que se adaptem ao projeto arquitetônico. Nesta etapa, não apenas é importante definir a materialidade dos elementos, mas também o sistema que será utilizado para responder de forma eficaz às necessidades de seus ocupantes. Algumas das soluções mais recomendadas são os sistemas articulados, de abrir, empilháveis, sincronizados e suspensos, que permitem integrar interiores e exteriores sem perder sua independência.
Para inspirar e ajudar você nesse processo, confira a seguir 6 projetos que utilizam esses sistemas de fechamentos e divisórias móveis.