O recente livro 'Plan de desarrollo urbano de la zona noroeste de la ciudad de Mar del Plata', de Guillermo Tella, Beatriz Cuenya, Martín Delucchi e Laura Corbalán Vieiro, sintetiza os resultados alcançados na experiência de assistência técnica e articulação institucional realizada entre 2017 e 2018 para o Município de General Pueyrredón (província de Buenos Aires, Argentina), promovida pelo Centro de Estudos Urbanos e Regionais (CEUR-CONICET) e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O escritório equatoriano URLO Estudio foi eleito o vencedor do concurso de ideias do eixo articulador sul de Quito, certame que busca a renovação urbana na capital equatoriana por meio do desenvolvimento de microcentralidades nos 13 quilômetros da rota turística.
O zinco é um elemento natural extraído do minério. É a sigla ZN, que aparece na temida Tabela Periódica, aquela que tanto nos atormentava nas aulas de química. Através de um processo metalúrgico para a queima das impurezas, a redução do óxido de zinco e o refino, ele assume uma aparência muito mais amigável, que são as chapas, bobinas e rolos utilizados na construção civil. A principal característica deste material é sua maleabilidade, que permite que seja trabalhado facilmente, permitindo revestir complexas formas em fachadas e coberturas das construções.
A expressão artística é muitas vezes indisciplinada. Às vezes, o tumulto de cores e a explosão de linhas e formas ajudam a criar uma ilustração 2D, que é precisamente o que o Drawing Architecture Studio (DAS) fez na nova filial da Ucommune em Dajiang Hutong, Pequim.
No final de 2018, Li Han, co-fundador do Drawing Architecture Studio, ganhou o Drawing Prize por seu desenho digital de The Samsara of Building No.42 on Dirty Street, que também ilustra uma narrativa visual da cidade de Pequim e sua cronologia residencial ao longo do século XXI. Este ano, o DAS assumiu a área de Qianmen, co-trabalhando com a marca Ucommune, transformando sua rede rodoviária, arquitetura e composição urbana em um panorama dinâmico e meticulosamente detalhado intitulado Under the Zhengyangmen.
A impressão 3D em si não é mais uma tecnologia nova, mas isso não impediu que pesquisadores e inovadores de todo o mundo criassem novos aplicativos e oportunidades. Alguns experimentos com novos materiais foram conduzidos por preocupações de sustentabilidade e outros são simplesmente o resultado de imaginação e criatividade. Outros optaram por investir seu tempo utilizando materiais mais tradicionais de novas maneiras. Materiais, no entanto, são apenas o começo. Os pesquisadores desenvolveram novos processos que permitem a criação de objetos que anteriormente eram impossíveis de imprimir e, em uma escala maior, novas tipologias de edifícios estão sendo testadas - incluindo um habitat para o planeta Marte!
Clément Blanchet Architecture em colaboração com Etienne Tricaud (AREP) foi selecionado como finalista para o pavilhão francês na Expo 2020 em Dubai. O vencedor será anunciado em fevereiro. A proposta destina-se a melhorar o mundo virtual e o real para apoiar a comunicação humana, culturas e interações. O pavilhão será construído em torno dos temas da Luz e Mobilidade para criar um oásis escondido com dois jardins verticais frente a frente.
Córdoba é uma das cidades pioneiras na implementação do paisagismo como o conhecemos hoje. Superando as praças secas da época colonial, foi a primeira cidade do país na qual o renomado paisagista e arquiteto francês Carlos Thays projetou um grande parque urbano, o Parque Sarmiento, nas encostas que delimitavam a cidade, inaugurado em 1911, integrando o bairro Nueva Córdoba.
Iniciativas como essa se sucederam ao longo dos anos, gerando corredores verdes muito característicos, como a sistematização de La Cañada, e posteriormente, durante as décadas de 1970 e 1980, a criação dos calçadões no centro da cidade, com a incorporação de pérgulas verdes, tratamento de pisos e desenho de praças, como a Plaza Italia e a Plaza España, projetadas pelo arquiteto Miguel Ángel Roca.
Atualmente, não se observa o mesmo destaque voltado ao espaço público e verde. A cidade conta com 8 m² de espaço verde por habitante, distante dos 10 a 15 m² recomendados pela OMS.
No relevo do território colombiano, encontram-se áreas planas e montanhosas. Independentemente da complexidade que isso possa implicar para o desenvolvimento urbano, foi sobre essa topografia que se fundaram suas principais cidades, desde a capital — Bogotá — até Medellín e Cali. Isso representou um desafio no campo da construção e da mobilidade, mas, ao mesmo tempo, abriu portas para a inovação e para a criação de projetos arquitetônicos que se integram ao território montanhoso, ao seu entorno de acordo com a altitude em relação ao nível do mar e à sua cultura.
Poucos nomes se ajustam tanto ao rótulo de “escritor de culto” quanto Raymond Queneau, que conta com uma minoria fanática de seguidores, quase militantes da causa: a literatura como um jogo muito sério. À primeira vista, e mesmo em uma leitura menos atenta, Exercícios de Estilo, escrito pelo francês em 1949, revela-se radicalmente diferente de uma obra literária convencional. O livro se situa, ou finge se situar, em uma espécie de terra de ninguém entre a teoria e a prática literárias, transmitindo a impressão de ter sido elaborado com base nos capítulos de um manual de estilística. Queneau rejeita qualquer esquema prévio que pudesse organizar os “exercícios” em agrupamentos temáticos, por sua complexidade gradual ou, simplesmente, por ordem alfabética. Ele sequer trabalha sobre um mesmo fragmento de partida. Em alguns momentos, prefere-se o mero jogo mecânico de transformação textual para alcançar uma sensação de puro absurdo.
Não é de surpreender que este livro de sete décadas atrás continue parecendo revolucionário e seja considerado um manual indispensável em todas as faculdades de letras. O que Queneau nos ensinou na época, essa liberdade criativa quase debochada, é algo ainda difícil de igualar hoje em dia. Por isso, esse exercício de variação, de não impor limites à imaginação, é e deve ser compatível com o trabalho com maquetes arquitetônicas. O que Queneau nos ensinava, partiendo de um texto irrelevante e transformando-o até 99 vezes, é o mesmo que qualquer arquiteto/a deveria tentar traduzir em seu trabalho com maquetes. A arte da variação e da acumulação. “Diferença e repetição”, como diria Gilles Deleuze. Trabalhar 99 vezes sobre uma mesma ideia, vê-la mudar até, em dado momento, saber enxergar nela a sua própria síntese.
A distribuição espacial dos estabelecimentos comerciais, como mostramos neste artigo, é determinante para o seu sucesso. Ela não só permite facilitar a logística e a circulação de clientes, mas também encontrar variações e inovações que permitam criar espaços mais eficientes e originais.
A seguir, selecionamos alguns projetos publicados em nossos sites, juntamente com suas representações em planta, que podem ajudá-lo a entender as diferentes propostas dos arquitetos para espaços comerciais de cem a mil metros quadrados.
Projeto VIMOB (Arq. Felipe Lerma) - Superboard. Visite o nosso site www.etex.com.co para saber mais sobre a construção a seco (amigável ao meio ambiente)
O conceito de sustentabilidade remonta aos anos 1980, quando a presidente da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento das Nações Unidas, Gro Harlem Brundtland, redigiu o relatório intitulado “Nosso Futuro Comum”. O documento questionava as consequências ambientais negativas do desenvolvimento e da globalização, propondo a necessidade de avançar em direção a um “Desenvolvimento Sustentável”.
Cortesia de Marcella Arruda / A Cidade Precisa de Você
Nos próximos 20 anos, 45% do território urbano deverá ser espaços públicos (ruas, parques e praças), de acordo com os dados da ONU Habitat. Qual será a qualidade destes espaços? Quais atores se responsabilizarão pela sua gestão? É relevante no Brasil e no mundo o movimento de reapropriação dos espaços públicos pelos habitantes da cidade. O direito à cidade está em pauta e, no centro dele, muitos cidadãos estão se propondo a participar ativamente das decisões em relação à sua cidade ou, mesmo, em atividades cotidianas de melhora dos espaços públicos.
É fato que designers, arquitetos/as e o público em geral compartilham uma fascinação infinita pela arquitetura abandonada. Ao longo da história, oscilações econômicas, desastres, mudanças de regime e a mais completa incompetência provocaram o abandono de impressionantes estruturas arquitetônicas que, hoje, servem como monumentos curiosos — e até mesmo inquietantes — de épocas passadas.
Essa fascinação motivou a publicação de diversos artigos em nosso site que exploram os mistérios de algumas das edificações mais famosas por meio de textos e fotografias. No entanto, essa mesma curiosidade também levou várias pessoas a se aventurarem para documentar suas experiências. É o caso de Mikey Corey, um youtuber que, em seu canal Fearless & Far, se dedica (entre outras coisas) a explorar alguns dos edifícios abandonados mais famosos do México.
Shoraku-ji, Toru Kashihara Architects, Photo Takumi Ota
A arquitetura religiosa é uma tipologia muito rica e, há muito tempo, vem abrindo caminho para várias inovações em termos de projeto e estruturas. A revista Faith & Form e o Fórum de Religião, Arte e Arquitetura (IFRAA) reconhecem anualmente a criatividade dentro deste campo.
Os vencedores deste ano incluem 35 projetos que abrangem uma variedade de denominações religiosas, escalas e locais. Além disso, o prêmio reconheceu duas tendências que definem a arquitetura religiosa contemporânea: "a preferência por materiais naturais em ambientes de oração, e soluções inventivas de projeto para lidar com orçamentos reduzidos."
A arquitetura aeroportuária é uma tipologia complexa para inovar. Exigências técnicas, de segurança e circulatórias forçam os projetos a seguirem caminhos limitados (e precedentes); pouco orçamento é deixado para criar espaços de descanso e muito menos esteticamente interessantes.
O que torna o espaço central do projeto de Safdie Architect para o Aeroporto de Changi, em Cingapura, ainda mais incomum. O Jewel Changi Airport reinventa o hall não apenas como um espaço intermediário para os viajantes, mas também como uma grande atração pública. O transporte público atravessa a cidade chegando até o aeroporto e fazendo com que o grande jardim e espaço comercial dentro da cúpula central sejam estabelecidos como um nó para o encontro. No futuro, um espaço no lado norte do parque sediará eventos públicos para até 1.000 pessoas.
Nos últimos anos o registro da arquitetura e cidades por meio da fotografia tem presenciado uma surpreendente e acelerada transformação. Fotógrafos profissionais e amadores têm buscado diferentes pontos de pontos de vista, indo além do que nossos olhos podem ver quando caminhamos no nível da rua. Nesse sentido, a fotografia aérea, que busca alcançar a visão dos pássaros é sobrepostas a intenções estéticas que revelam um olhar íntimo e arrebatador das cidades e paisagens.
'Silogismos' é um projeto de arquitetura e ilustração que fundamenta sua pesquisa em arquivos, publicações e fotografias sobre a história da construção moderna no México. Trata-se de uma narrativa gráfica sobre as permanências e transformações de obras fundamentais do século XX através da síntese, interpretação e contraposição de seus ideais. Os binômios referidos confrontam pensamento e forma com inferências dedutivas. A soma das partes vislumbra significados e motivos críticos da arquitetura para sua futura reconstrução.
https://www.archdaily.com.br/pt/1120075/silogismos-urbanos-conheca-a-historia-por-tras-de-ciudad-satelite-e-do-multifamiliar-no-mexicoJuan José Kochen + Ximena Rios-Zertuche
A partir de uma intervenção escultórica, a artista premiada nacionalmente Romina Castiñeira reinventa o pátio de esculturas do Museu Caraffa em Córdoba, Argentina, propondo uma nova experiência sensorial que aborda a condição espacial do dentro e do fora.
Julio Kowalwnko + Daniel Vidigal. Image Cortesía de 'Detroit, ciudad fantasma'
A desurbanização progressiva de Detroit, paradoxalmente em plena "era das cidades" e decorrente da desintegração de sua estrutura econômica e de sua organização social, transforma uma das cidades economicamente mais vigorosas dos Estados Unidos em meados do século XX em uma vasta extensão de vazios urbanos, produzindo ilhas e objetos solitários na planície.
Desde sua descoberta em 8700 a.C., o cobre tem sido um dos metais mais utilizados na história da humanidade. Apresenta uma ampla variedade de aplicações, desde moedas e armas até estátuas e, inclusive, na arquitetura. Um de seus primeiros usos arquitetônicos ocorreu no Antigo Egito, nas portas monumentais do templo de Amon-Rá em Karnak, em 300 a.C.
A versatilidade do material se mantém na arquitetura até os dias de hoje, possibilitando uma diversidade de projetos e usos singulares. Inovador, eficiente e leve, o cobre é extremamente versátil, estendendo-se de fachadas a coberturas, aplicações de interiores e soluções de alta tecnologia. Sustentável em sua forma natureza, o material é 100% reciclável. À medida que o campo da arquitetura se volta cada vez mais para a sustentabilidade, o cobre consolida-se como o material ideal para os edifícios contemporâneos.
A seguir, selecionamos 7 projetos que utilizam o brilho original da arquitetura.
https://www.archdaily.com.br/pt/1118107/projetos-em-cobre-o-brilho-original-da-arquiteturaMartita Vial della Maggiora
Juan Navarro Baldeweg gostava de imaginar sua obra dentro de uma sala onírica, onde as silhuetas de seus edifícios são percebidas recortadas sobre um horizonte de fugas visuais e em cujo centro de confluência encontra-se o espectador. Ambicionando, além disso, que suas exposições, se não antológicas, sejam pelo menos acumulativas, convidando o espectador a vagar e traçar, entre suas peças, trajetos afins que as encadeiam como elos de um mesmo meio expressivo ou de diferentes gestos formais.
Diante da retidão das atitudes classicistas e da síntesis moderna em torno das linguagens artísticas, Navarro Baldeweg, para o desconhecimento de muitos, defende o cultivo simultâneo de diversas disciplinas, às vezes contrapostas, e distintas artes. Um mover-se sem preferências nem fronteiras no amplo espectro das práticas artísticas que, em seu momento, prenunciava procedimentos hoje amplamente difundidos, como o nomadismo e as poéticas do “entre”. Esse nomadismo não nasce de uma atitude oportunista, mas sim de um impulso criador, de um olho inquieto, de um olhar educado… Em suma, do trabalho de um artista total.
Cursos online têm ganhado cada vez mais espaço na internet. Além da flexibilidade e comodidade de aprender na hora e no local que quiser, eles proporcionam o acesso a conteúdos de professores conceituados e faculdades importantes. No campo da arquitetura e construção a oferta de cursos online tem aumentado bastante. Ano passado fizemos essa lista, que focava em técnicas construtivas e materiais, principalmente. Dessa vez selecionamos 15 cursos online que abrangem diferentes assuntos. Desde uma série de vídeos sobre a concretização de um projeto até uma obra, passando por instalações sanitárias até cursos sobre parametrização na arquitetura, veja abaixo a seleção que fizemos de cursos que poderão proporcionar boas informações técnicas e ajudar muito no próximo projeto:
Mais um ano se passou. 2018 marcou o nosso décimo aniversário e continuamos fiéis ao nosso propósito original: reunir inspiração e conhecimento arquitetônico para ajudar arquitetos e arquitetas a construírem cidades melhores, servindo como uma ferramenta para o seu trabalho. Focamos em fornecer recursos e informações relevantes para profissionais da arquitetura, do urbanismo, do paisagismo, do design de interiores, entre outros, com o compromisso de conectar a comunidade global de arquitetura. Atualmente, contamos com plataformas em quatro idiomas (inglês, espanhol, português e chinês) cobrindo cinco regiões. Nossas equipes editoriais estão espalhadas pelo mundo todo para coletar recursos de arquitetura em primeira mão e compartilhá-los imediatamente com nossos leitores globais, tornando a arquitetura uma linguagem verdadeiramente universal.
“O escrito é como uma cidade, para a qual as palavras são mil portas.” - Walter Benjamin
Não há estradas ou mapas que levem até elas. Ainda assim, muitas cidades imaginadas na literatura parecem mais palpáveis do que as reais, domando com suas centelhas fantásticas o imaginário humano. A quantidade de detalhes geográficos, culturais e sociais de cidades como a célebre Macondo, de “Cem anos de Solidão”, tantas vezes coloca uma lupa sobre as relações do território e seus habitantes.