A partir de uma intervenção escultórica, a artista premiada nacionalmente Romina Castiñeira reinventa o pátio de esculturas do Museu Caraffa em Córdoba, Argentina, propondo uma nova experiência sensorial que aborda a condição espacial do dentro e do fora.
Julio Kowalwnko + Daniel Vidigal. Image Cortesía de 'Detroit, ciudad fantasma'
A desurbanização progressiva de Detroit, paradoxalmente em plena "era das cidades" e decorrente da desintegração de sua estrutura econômica e de sua organização social, transforma uma das cidades economicamente mais vigorosas dos Estados Unidos em meados do século XX em uma vasta extensão de vazios urbanos, produzindo ilhas e objetos solitários na planície.
Desde sua descoberta em 8700 a.C., o cobre tem sido um dos metais mais utilizados na história da humanidade. Apresenta uma ampla variedade de aplicações, desde moedas e armas até estátuas e, inclusive, na arquitetura. Um de seus primeiros usos arquitetônicos ocorreu no Antigo Egito, nas portas monumentais do templo de Amon-Rá em Karnak, em 300 a.C.
A versatilidade do material se mantém na arquitetura até os dias de hoje, possibilitando uma diversidade de projetos e usos singulares. Inovador, eficiente e leve, o cobre é extremamente versátil, estendendo-se de fachadas a coberturas, aplicações de interiores e soluções de alta tecnologia. Sustentável em sua forma natureza, o material é 100% reciclável. À medida que o campo da arquitetura se volta cada vez mais para a sustentabilidade, o cobre consolida-se como o material ideal para os edifícios contemporâneos.
A seguir, selecionamos 7 projetos que utilizam o brilho original da arquitetura.
https://www.archdaily.com.br/pt/1118107/projetos-em-cobre-o-brilho-original-da-arquiteturaMartita Vial della Maggiora
Juan Navarro Baldeweg gostava de imaginar sua obra dentro de uma sala onírica, onde as silhuetas de seus edifícios são percebidas recortadas sobre um horizonte de fugas visuais e em cujo centro de confluência encontra-se o espectador. Ambicionando, além disso, que suas exposições, se não antológicas, sejam pelo menos acumulativas, convidando o espectador a vagar e traçar, entre suas peças, trajetos afins que as encadeiam como elos de um mesmo meio expressivo ou de diferentes gestos formais.
Diante da retidão das atitudes classicistas e da síntesis moderna em torno das linguagens artísticas, Navarro Baldeweg, para o desconhecimento de muitos, defende o cultivo simultâneo de diversas disciplinas, às vezes contrapostas, e distintas artes. Um mover-se sem preferências nem fronteiras no amplo espectro das práticas artísticas que, em seu momento, prenunciava procedimentos hoje amplamente difundidos, como o nomadismo e as poéticas do “entre”. Esse nomadismo não nasce de uma atitude oportunista, mas sim de um impulso criador, de um olho inquieto, de um olhar educado… Em suma, do trabalho de um artista total.
Cursos online têm ganhado cada vez mais espaço na internet. Além da flexibilidade e comodidade de aprender na hora e no local que quiser, eles proporcionam o acesso a conteúdos de professores conceituados e faculdades importantes. No campo da arquitetura e construção a oferta de cursos online tem aumentado bastante. Ano passado fizemos essa lista, que focava em técnicas construtivas e materiais, principalmente. Dessa vez selecionamos 15 cursos online que abrangem diferentes assuntos. Desde uma série de vídeos sobre a concretização de um projeto até uma obra, passando por instalações sanitárias até cursos sobre parametrização na arquitetura, veja abaixo a seleção que fizemos de cursos que poderão proporcionar boas informações técnicas e ajudar muito no próximo projeto:
Mais um ano se passou. 2018 marcou o nosso décimo aniversário e continuamos fiéis ao nosso propósito original: reunir inspiração e conhecimento arquitetônico para ajudar arquitetos e arquitetas a construírem cidades melhores, servindo como uma ferramenta para o seu trabalho. Focamos em fornecer recursos e informações relevantes para profissionais da arquitetura, do urbanismo, do paisagismo, do design de interiores, entre outros, com o compromisso de conectar a comunidade global de arquitetura. Atualmente, contamos com plataformas em quatro idiomas (inglês, espanhol, português e chinês) cobrindo cinco regiões. Nossas equipes editoriais estão espalhadas pelo mundo todo para coletar recursos de arquitetura em primeira mão e compartilhá-los imediatamente com nossos leitores globais, tornando a arquitetura uma linguagem verdadeiramente universal.
“O escrito é como uma cidade, para a qual as palavras são mil portas.” - Walter Benjamin
Não há estradas ou mapas que levem até elas. Ainda assim, muitas cidades imaginadas na literatura parecem mais palpáveis do que as reais, domando com suas centelhas fantásticas o imaginário humano. A quantidade de detalhes geográficos, culturais e sociais de cidades como a célebre Macondo, de “Cem anos de Solidão”, tantas vezes coloca uma lupa sobre as relações do território e seus habitantes.
A cada edição da Bienal Ibero-Americana de Arquitetura e Urbanismo (BIAU), o evento concede um reconhecimento aos grandes nomes da arquitetura ibero-americana: o Prêmio Ibero-Americano de Arquitetura e Urbanismo.
O Prêmio Ibero-Americano de Arquitetura e Urbanismo reconhece um trabalho "diretamente relacionado com a arquitetura e/ou com o urbanismo, no qual devem se destacar aspectos estéticos, funcionais, técnicos, sociais, econômicos e ambientais. Pode tratar-se de obra construída, de planejamento, de conservação e restauração do patrimônio, de produção de conhecimento ou de engajamento social", conforme explicam as bases do concurso.
Cortesia de Atelier Cho, via CommonEdge. Atelier Cho Thompson projetou os escritórios da Food Corps, uma organização sem fins lucrativos de Portland, Oregon.
Economia e tecnologia afetam todas as profissões. Mas, desde a Segunda Guerra Mundial, talvez nenhuma profissão tenha experimentado mais mudanças tecnológicas do que a arquitetura. Essas mudanças ocorreram, paradoxalmente, dentro de um modelo profissional bem estabelecido de desenvolvimento pessoal: a estrutura tradicional de aprendizado na academia, e o posterior estágio para o licenciamento, tem sido a estrutura da prática há quase dois séculos nos Estados Unidos.
Foi-se o tempo que os edifícios eram construídos a partir de desenhos feitos por homens brancos, a partir de uma folha mestre de especificações. E apenas isso era o mercado da arquitetura.
A recente morte do presidente George H.W. Bush motivou avaliações das conquistas legislativas de seu governo, entre as quais se destaca a abrangente lei de direitos civis Americans with Disabilities Act (ADA), sancionada em 1990. A legislação estabeleceu adaptações em edifícios para pessoas com deficiência. Nas décadas seguintes, a ADA causou um impacto significativo no projeto e na construção do ambiente construído nos Estados Unidos. Para avaliar o impacto da lei, sua evolução, os equívocos mais comuns e seu papel na promoção da equidade social na arquitetura, conversei com Peter Stratton, vice-presidente sênior e diretor administrativo de Serviços de Acessibilidade da Steven Winter Associates, que trabalha diretamente com arquitetos/as e outros/as profissionais da indústria da construção na aplicação das normas de projeto da ADA. (Trabalhei na Winter, sediada em Connecticut, entre 1996 e 2006; Stratton foi meu colega.)
https://www.archdaily.com.br/pt/1118574/por-que-os-as-arquitetos-as-ainda-enfrentam-dificuldades-com-as-exigencias-de-acessibilidadeMichael J. Crosbie
Para estudantes recém-ingressantes de arquitetura, a “banca”, “avaliação” ou “crítica” está longe de ser algo glorioso—soando mais como uma sentença de morte do que como uma sessão rotineira de feedback. O conceito, como Kathryn Anthony explora em DesignJuries on Trial: The Renaissance of the Design Studio, remonta à década de 1980, quando a École Nationale et Spéciale des Beaux-Arts, em Paris, tornou-se a primeira escola de arte e arquitetura a experimentar um formato que logo seria adotado por faculdades de arquitetura em todo o mundo. Embora algumas instituições tenham tomado medidas para flexibilizar as hierarquias tradicionais, outras continuam a reforçá-las, para o terror de estudantes do primeiro ano que não estão acostumados/as a passar por esse tipo de “julgamento”.
O que se pode fazer, então, para encarar com mais tranquilidade esse aspecto bastante desconfortável do ensino de arquitetura? Abaixo, apresentamos uma lista simples de recomendações práticas sobre o que fazer e o que evitar que podem ser de grande ajuda.
https://www.archdaily.com.br/pt/1116847/como-sobreviver-a-sua-primeira-banca-na-faculdade-de-arquiteturaZoya Gul Hasan
A primeira vista, projetar um edifício em Harvard parece algo tão sério quanto a própria estrutura desta instituição, uma das mais importantes e renomadas universidades do mundo. Por outro lado, o programa para o novo Museu de Arte de Harvard era tão simples quanto inovador, o tipo de encargo que todo arquiteto sonha um dia receber. Mas, apesar de toda a liberdade e disponibilidade de recursos, o processo de projeto foi muito mais complexo do que poderia parecer em um primeiro momento - foram mais de seis anos até que a obra fosse finalmente concluída.
O arquiteto espanhol Fran Silvestre é amplamente reconhecido por seu portfólio de obras sutis, limpas e decididamente modernas. Cada projeto é tão impressionante quanto o anterior — o tipo de residência que aparece em filmes de James Bond e povoa os painéis do Pinterest de quem sonha em conquistar a casa própria.
Apesar das legislações apontarem para o necessário adensamento e, consequentemente, verticalização dos edifícios residenciais nos centros urbanos, em busca da melhor eficiência e acesso à infraestrutura das cidades, há alguma coisa que foge ao plano absolutamente racional e adentra a esfera subjetiva quando pensamos em casas térreas.
La Casa Ensamble Chacarrá / Ruta 4. Image Cortesía de Ruta 4
Como uma subespécie de bambu, a guadua consolidou-se como material de construção desde o período da colonização espanhola até os dias atuais. Sua resistência, leveza e elasticidade garantem diversas vantagens e aplicações estruturais. Por ser uma espécie nativa das florestas da Colômbia e do Equador, ela é amplamente empregada em diferentes projetos de construção locais. Além disso, a facilidade de cultivo e processamento faz dela um recurso altamente sustentável.
Nesta seleção, apresentamos seis projetos nos quais a guadua foi utilizada como recurso construtivo e estético.
Por que construímos? Como construímos? Para quem, em última análise, construímos? Essas perguntas dominam o universo tanto da prática quanto da pedagogia desde os primórdios da arquitetura. Em um nível básico, tais questionamentos podem ser respondidos de maneira quase reflexiva, com fórmulas prontas. Contudo, será que não é hora de olhar além do simples porquê, como e quem?
Em um mundo onde os processos físicos da arquitetura se tornam cada vez menos importantes e os processos digitais se proliferam por todas as fases de conceituação e documentação arquitetônica, talvez devêssemos buscar compreender os modos como os/as arquitetos/as trabalham, examinando como reivindicar os processos — e não apenas os produtos — de nossos esforços.
A equipe '3 Construcciones' criou um sistema construtivo para habitações sustentáveis baseado em madeira e módulos de plástico recuperados, que busca se posicionar como um método de massa, de baixo custo e baixo impacto energético, em resposta ao déficit habitacional da Argentina.
Olson Kundig é conhecido por desenvolver projetos de arquitetura que procuram conectar as pessoas à seu contexto natural e cultural. Mas em Zooraji, seu mais recente projeto, ele não buscou inspiração no contexto, mas em uma das fábulas de Esopo: "o rato do campo e o rato da cidade", para ser mais preciso.
Nos anos que antecederam sua morte, o falecido fuzileiro naval, astronauta e senador norte-americano John Glenn idealizou um espaço de encontro e memória para veteranos de todos os conflitos. Não seria um memorial de guerra tradicional ou um museu militar, mas sim um local para homenagear os veteranos e promover o debate cívico, compartilhando histórias de serviço por meio de exposições interativas, relatos orais, imagens e objetos pessoais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1119402/o-novo-museu-do-allied-works-em-columbus-e-projetado-para-a-historia-do-futuroKatherine Allen
Projetar um espaço comercial é um tremendo desafio, já que a distribuição espacial desempenha um papel fundamental e pode significar o sucesso ou fracasso do estabelecimento. Nesse sentido, a análise das plantas e cortes arquitetônicos de exemplos construídos se mostra importante pois permite não apenas compreender a logística adequada por trás da circulação dos clientes, mas também encontrar variações e inovações eficientes que permitirão que seu projeto se destaque dos demais.
Selecionamos, a seguir, 25 exemplos de estabelecimentos comerciais com menos de 100 m², acompanhados de suas plantas e cortes, que podem lhe servir de inspiração.
A família de José Antonio Coderch [1913-1984] entregou o importante acervo do arquiteto catalão ao Museu Reina Sofía de Madri. Com isso, o famoso museu madrilenho busca seguir o caminho iniciado por outros museus de arte contemporânea, como o MoMA de Nova York ou o Pompidou de Paris. Essas instituições já contavam com departamentos voltados ao universo da arquitetura, razão pela qual o Reina Sofía tem como objetivo ampliar seu acervo, abrangendo tanto movimentos arquitetônicos quanto profissionais que marcaram a arte da construção. Toda essa iniciativa vem sendo promovida, há alguns anos, sob a direção de Manuel Borja-Villel à frente do museu.
O arquivo, que se encontrava em um depósito na residência de um dos filhos de Coderch, é composto por 9.800 documentos, organizados em 875 pastas e datados entre 1941 e 1978. Nele, estão incluídos plantas e croquis de seus projetos arquitetônicos; desenhos, fotografias e clichês de suas obras, além de fotos de família; correspondência profissional; faturas e recibos de cada projeto, bem como revistas, livros, publicações e maquetes; retratos do arquiteto, alguns de seus inúmeros prêmios e objetos pessoais.
Por mais imaginativos e hipotéticos que seus trabalhos possas parecer, muitos visionários criaram obras de arte admiráveis que miram além do ordinário e repensam a arquitetura e os espaços urbanos. Xinran Ma, designer e ilustrador de Nova Iorque, visualizou suas fantasias arquitetônicas e criou algumas séries de desenhos, duas das quais enviadas para o concurso Fairy Tales 2016 e 2017, organizado pela Blank Space.
Inspirando-se no artista italiano Giovanni Battista Piranesi, conhecido por seus desenhos labirínticos de Roma, e as obras colaborativas de Alexander Brodsky e Ilya Utkin, que produziram representações de vanguarda de cidades e paisagens, o ilustrador compartilhou mais uma vez suas criações conosco, expressando sua paixão “pela visualização de fantasias arquitetônicas que transcendem o tempo através de narrativas gráficas."