A cidade letã de Riga, a maior entre os três estados bálticos, está passando por um renascimento cultural e urbano. A cidade antiga, acessível apenas para pedestres, é tombada como Patrimônio Mundial da UNESCO e apresenta diversos museus, centros culturais e restaurantes, atraindo milhares de visitantes todos os anos.
A empresa de arquitetura londrina AI Studio recebeu aprovação da Comissão de Planejamento da cidade para a construção de uma torre de uso misto, com lojas, escritórios, restaurantes e espaços públicos.
Ciudad Salitre. Foto de Santiago Beaumé, María Luisa Cervantes y Federico Chaparro. Image Cortesía de Ciudad Isla
Em Bogotá, um terço das moradias da cidade encontram-se implantadas dentro de condomínios fechados. Este fenômeno é resultado de uma importação inconseqüente de um modelo fabricado para um contexto completamente estranho aquele da cidade colombiana, idealizado para os suburbios americanos do pós-guerra, onde se sonhava com uma vida digna, segura, feliz e longe de todos os problemas dos grandes centros urbanos. Um modelo que prioriza carros à pedestres, edifícios de arquitetura simplista, modelos replicáveis e necessariamente - ou acima de tudo - rentáveis.
Pensando nisso, os arquitetos e professores da Universidade Nacional da Colômbia, Ramón Bermúdez e Sebastián Serna, desenvolveram um projeto de exposição em parceria com o Institute of Science, Technology and Policy (ISTP) da ETH de Zurique. Chamada de 'Ciudad Isla', a exposição apresenta o resultado de um esforço coletivo desenvolvido entre a UNC e a ETH que nos leva a refletir sobre o impacto deste fenômeno na configuração do espaço urbano da cidade de Bogotá.
Quadrados, retangulares, hexagonais, foscos, brilhantes. É difícil pensar em um tipo de revestimento mais versátil do que azulejos. Também são conhecidos pela alta durabilidade, a facilidade de manutenção e instalação, sendo das escolhas mais comuns para revestir pisos e paredes, sejam áreas molhadas ou não. Selecionamos abaixo 10 perguntas comuns para aumentar os seus conhecimentos sobre azulejos cerâmicos:
A 12ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo ocupou dois dos edifícios de uso público mais emblemáticos da capital paulistana. Uma grande exposição com trabalhos oriundos de diversas partes do mundo permanece montada até 8 de dezembro no Centro Cultural São Paulo - CCSP, ao passo o Sesc 24 de Maio foi ocupado por uma dezena de instalações e dispositivos concebidos especificamente para o edifício e seus arredores.
Mostramos aqui os 10 dispositivos que transformaram o espaço do Sesc 24 de Maio, criando tensões e estabelecendo narrativas em um dos espaços de uso público mais intenso do centro de São Paulo. As obras se dividem nos três eixos que norteiam a Bienal: Relatos do cotidiano, Materiais do dia a dia, e Manutenções diárias.
Acessibilidade e mobilidade são dois termos que quando analisados sob a óptica da disciplina da arquitetura, evocam dois universos opostos. De um lado, a flexibilidade das redes de transporte; a abrangência dos sistemas de circulação; e o desempenho técnico e eficiência deste conjunto de elementos. Por outro lado, acessibilidade e mobilidade também significam a capacidade de um projeto em promover uma maior variedade de narrativas socioeconômicas; sua adaptabilidade quanto a oscilações de programa e função dos edifícios; e a resiliência para manter-los úteis e produtivos entre as constantes flutuações das dinâmicas sócio-econômicas de uma cidade.
Na maioria das vezes, a borracha não é considerada um material de construção convencional - pelo menos não na mesma extensão que materiais como madeira, concreto ou vidro. Mas a borracha é comumente usada em interiores para pisos de cores ou brilho extraordinários, e ainda mais inesperadamente para fachadas com aspectos exclusivos ou efeitos de acolchoamento. Essa funcionalidade é motivada por vantagens exclusivas, como suavidade, elasticidade, durabilidade e consistência de cores.
No imaginário popular, cortiços eram o que existia de pior como moradia nas cidades brasileiras. Enraizado na nossa cultura e registrado no clássico de Aluísio Azevedo, cortiços eram moradias insalubres e dilapidadas, onde doenças se proliferavam, onde habitava a escória da sociedade e onde proprietários exploravam os moradores com aluguéis abusivos.
O ciclo de vendas na indústria de materiais de construção permaneceu estático nos últimos 25 anos, nos quais cada empresa avalia seu desempenho de acordo com o número de leads que gera e quantos deles são convertidos em vendas.
A revolução digital, sobreposta aos desafios ambientais, econômicos e sociais de nosso mundo atual, exige que a arquitetura reveja muitas de suas tradições e bases sobre as quais vem operando nas últimas décadas e séculos.
Desenho, combinado à ciência, é a ferramenta dos profissionais da arquitetura para revolucionar e inovar no campo disciplinar, buscando, assim, um impacto positivo no ambiente construído.
Os forros oferecem uma oportunidade para design criativo e integração técnica. Eles desempenham um papel fundamental na criação de espaços interiores e agregam valor somando conforto por meio de acústica, acabamentos e outras soluções integradas às intenções do projeto. Do projeto estrutural ao conforto geral do espaço, são um aspecto fundamental de qualquer projeto arquitetônico.
Edifício da CCTV em Pequim, China. Um enorme balanço estrutural, a dezenas de metros do solo, exigiu pensar no projeto como simbiose entre arquitetura e engenharia. Foto de Photo credit: rudenoon on Visual hunt / CC BY-NC-ND
Comece imaginando uma composição de elementos tendenciosamente verticais. Entre eles, figuras ovóides flutuam entrelaçadas. Condensando tal esquizofrenia (in)formal, tem-se um envoltório cúbico translúcido fatiado horizontalmente em seis partes iguais. Um icônico sistema de coordenadas cartesianas contaminado por bolhas amorfas.
Desenhos de escalas humanas podem ser vistos como uma assinatura arquitetônica. Estas representações do ser humano não só trazem escala e compreensão para um desenho, mas eles também oferecem um vislumbre da personalidade do arquiteto. Alguns arquitetos automaticamente buscam desenhar pessoas realistas, anatomicamente corretas, enquanto outros tem interpretações mais abstratas do corpo humano. Mas o que exatamente essas preferências dizem sobre seu ilustrador? Leia mais para descobrir:
Você já atravessou a rua por estar com medo hoje? Enquanto mulher, qual o seu maior medo ao andar na rua? Como você se sentiria mais segura? Foi com o objetivo de refletir como podemos planejar cidades mais igualitárias para todos que o escritório amb ateliê, em parceria com as arquitetas Fernanda Linero e Beatriz Teixeira, promoveram essa ação em diferentes bairros de Curitiba. O projeto ci.da.de; substantivo feminino integra a 3ª Mostra Bienal de Arquitetura para Curitiba.
Graças à internet, a busca por recursos de pesquisa não está mais limitada a bibliotecas próximas. Com efeito, muitas bibliotecas e revistas de renome mundial estão agora trabalhando para digitalizar partes importantes de suas coleções, ao mesmo tempo em que diversas organizações digitais têm surgido com a missão de melhorar o acesso a informação. Para ajudar a identificar alguns dos mais úteis, preparamos uma lista de 17 sites gratuitos que oferecem artigos acadêmicos, publicações, fotos, vídeos e muito mais.
O ambiente afeta o comportamento, assim como o comportamento afeta o ambiente. Essa é uma das principais proposições da psicologia ambiental, área que estuda a inter-relação entre o comportamento humano e o ambiente que o circunda, seja ele construído ou natural. Se o ambiente tem o poder de influenciar nossas escolhas e hábitos, então é possível planejá-lo para que incentive escolhas mais sustentáveis. E as ruas completas oferecem uma forma de fazer isso.
No ano de 2014 um grupo de amigos de Cidade Juárez, Chihuahua, inquietos por fomentar o processo de resiliência e recuperação de sua cidade, se uniu para dialogar e sugerir ideias para recuperar ruas, praças e parques através de projetos sócio-culturais e intervenções urbanas no espaço público. Foi assim que surgiu Nómada Laboratorio Urbano. Cidade Juárez é uma urbe industrial situada na fronteira norte com os Estados Unidos, especificamente com a cidade de El Paso, Texas. Ao longo dos anos, a cidade foi economicamente dominada pela indústria maquiladora e um dia foi considerada uma das cidades mais violentas do mundo graças à onda de delitos que se instaurou entre 2008 e 2012.
O debate sobre a matéria e a forma como ela concebe os espaços que abrigam toda a dimensão social é o cerne do discurso arquitetônico. Apesar do arquiteto definir um conceito, partido e obedecer a um programa que pode influenciar até mesmo a vivência urbana, no fundo são o cotidiano e o próprio repertório cultural individual que ditará como se vivencia cada lugar. A compreensão de que existem diversas camadas na sociedade capazes de construir muros invisíveis que dissolvem a poética arquitetônica e desabrocham em outros assuntos inevitáveis para compreender a cadeia na qual estamos inseridos é uma das reflexões propostas pela Nova República, projeto realizado pelo antropólogo Hélio Menezes e os arquitetos do Wolff Architects, baseados na Cidade do Cabo, África do Sul, para a Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo.
Com um programa baseado em cinco pilares - educação, saúde, cultura, lazer e assistência -, o SESC (Serviço Social do Comércio) é uma instituição brasileira privada que desde 1946 atua na oferta e criação de edifícios voltados prioritariamente para o bem-estar social de seus empregados e familiares, no entanto, aberto à comunidade em geral. Com programas complexos, que ofertam espaços de educação, alimentação, odontologia, assistência médica, biblioteca, áreas de exibição e apresentações artísticas, esportes, recreações, entre outros, tem cada um de seus projetos desenvolvidos por uma gama de arquitetos, desde icônico SESC Pompéia projetado por Lina Bo bardi, até o recente SESC Guarulhos, projetado por Dal Pian Arquitetos. Pensando nisso, realizamos um compilado dos projetos já publicados no Archdaily Brasil. Veja a seguir!
Ao longo dos últimos anos, os espaços habitáveis de nosso planeta passaram por uma revolução sem precedentes que corresponde ao momento específico da história da humanidade, quando mais da metade da população mundial passou a viver em áreas urbanizadas. É por isso que, devido ao considerável aumento da população urbana de nosso planeta, a estrutura de nossas cidades estão mudando. Tanto as nossas casas quanto os espaços públicos e locais de trabalho estão se transformando para construir novas relações entre as pessoas e o espaço.
As gerações atuais já não encaram o trabalho como as anteriores. Novos modelos de empresas e de possibilidades de ocupações acabam por alterar os espaços onde as pessoas desenvolvem suas atividades profissionais. Trabalhar de casa, de espaços de coworking, ou remotamente de qualquer lugar no mundo já é uma realidade bastante comum. Mas diversas empresas continuam não dispensando espaços em que seus funcionários possam trabalhar reunidos, colaborando no mesmo ambiente. Além da imagem que elas buscam passam através de suas sedes, é imprescindível que o projeto de um escritório leve em conta as necessidade e particularidades de cada tipo de trabalho e que permita interações, ao mesmo tempo que propicie locais para concentração e foco. Com as mudanças de gerações e das culturas corporativas é natural que a organização espacial dos escritórios se distanciem dos tradicionais leiautes, com as baias, mesas, salas de reuniões e minúsculas copas para refeições.
Recuperar os espaços abandonados ou descuidados para transformá-los em novos lugares voltados para os habitantes é atualmente o enfoque de diversos projetos que, independentemente de sua escala, estão contribuindo para melhorar a qualidade da vida urbana. Os casos que refletem esta visão são muitos ao redor do mundo e podem inspirar outras cidades a iniciar suas próprias transformações.
No experimento do coletivo Mouraria 53 o funcionamento do espaço, ao contrário do que ocorre normalmente em um projeto arquitetônico, começa antes da conclusão da obra e faz parte do seu desenvolvimento: exposições, apresentações, shows, oficinas e aulas funcionam como uma troca cotidiana na construção da casa. O processo possui um valor excepcional nessa iniciativa, que reúne projetos, materiais, conversas, execuções e sonhos coletivos.
A cidade de Amsterdã é popular por sua arquitetura, suas pontes e canais. Junto a estes últimos, antigas cabines de fiscalização perderam seu uso e acabaram abandonadas. Um projeto recente de restauração encabeçado pelo escritório space&matter pretende dar novos usos a estas singulares arquiteturas esquecidas.
Neste verão, o governo federal americano divulgou uma estatística surpreendente: 87% dos lares americanos agora estão equipados com ar condicionado. Como o mundo está ficando inegavelmente mais quente, suponho que isso não seja tão surpreendente, mas lembre-se de que um grande número dessas casas refrigeradas mecanicamente localizam-se em climas razoavelmente temperados. Portanto, minha pergunta é simples: quando o ar condicionado nos Estados Unidos se tornou um requisito, e não um complemento?