
Um bom projeto de interiores precisa estar compatível com um projeto de luminotécnica adequado. Ele é responsável por assegurar que a quantidade e a potência das lâmpadas são adequadas aos ambientes dependendo de suas dimensões e de seu uso.

Um bom projeto de interiores precisa estar compatível com um projeto de luminotécnica adequado. Ele é responsável por assegurar que a quantidade e a potência das lâmpadas são adequadas aos ambientes dependendo de suas dimensões e de seu uso.

O que é beleza? Alguns anos atrás, um grupo de pesquisadores internacionais procurou desvendar os mistérios da beleza humana. Eles usaram tecnologia computacional de última geração, totalmente imparcial, e um enorme conjunto de dados para estabelecer, de uma vez por todas, porque rostos particulares são percebidos como bonitos e se a beleza existe independentemente de origem étnica, social e cultural; em outras palavras, se ela pode ser calculada matematicamente. Os cientistas introduziram em um poderoso computador inúmeras fotos de rostos de todo o mundo, cada um descrito por entrevistados como particularmente bonito. A informação resultante, eles acreditavam, poderia ser usada para gerar um rosto que seria reconhecido por qualquer ser humano como possuidor de uma beleza absoluta. Mas o que o computador finalmente cuspiu foi um retrato de um rosto comum, nem bonito nem feio, desprovido de vida e caráter, deixando os espectadores pasmos. Os dados acumulados criaram não uma beleza supra-humana, mas uma média estatisticamente correta.

Quem já frequentou a praia do Rio se Janeiro certamente viu vendedores oferecendo queijo coalho ou camarão grelhados, chá mate e biscoito Globo, lanches clássicos da orla carioca. Em São Paulo, feiras servem caldo de cana e pastel frito, adaptação local de um prato trazido originalmente pelos chineses e popularizado pelos japoneses. Em Minas, o pão de queijo e o pastel, também de queijo. Em Salvador, impossível não mencionar o acarajé (com ou sem pimenta), inclusive declarado como bem cultural imaterial pelo IPHAN. A capital baiana também já conta com um Guia de Comida de Rua próprio, tamanha a diversidade encontrada na cidade.
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A maior instalação de arte pública já realizada na Áustria foi inaugurada este mês. Intitulada FOR FOREST – The Unending Attraction of Nature, a obra de arte transforma o Estádio de Futebol Wörthersee em Klagenfurt em uma floresta nativa da Europa Central. Projetada pelo curador suíço Klaus Littmann e inspirada em um desenho distópico do artista e arquiteto austríaco Max Peintner, a instalação lança luz sobre questões urgentes não apenas ao contexto do país, mas de todo o mundo - notavelmente, as mudanças climáticas e o desmatamento. A contenção desta grande floresta sugere que a natureza, algum dia, só poderá ser encontrada em espaços designados para tal função, assim como algumas espécies de animais em zoológicos hoje em dia.

Desde a sua fundação em 1984 pelo arquiteto Richard Saul Wurman, o TED tem sido uma poderosa ferramenta para os campos da tecnologia, do entretenimento, do design e tantos outros. Arquitetos estão entre os principais seguidores da cultura do TED “boas ideias merecem ser compartilhadas”. Não por acaso, importantes nomes da arquitetura contemporânea, como Bjarke Ingels e Jeanne Gang, já participaram de 'TED Talks'. Entre as mais de 2500 Talks disponíveis na internet, e assim como já fizemos em outros anos, compilamos uma lista com 20 TED Talks que podem nos ajudar a ser melhores arquitetos.

O projeto para a fábrica da Fiat no bairro de Lingotto, em Turim (Itália), foi realizado pelo engenheiro Giacomo Mattè-Trucco em 1915. A construção começou no ano seguinte e foi feita em etapas, até a sua conclusão em 1923. Inspirada no fordismo, modelo de fabricação surgido nos Estados Unidos nos anos 1910, a fábrica foi projetada de forma que a linha de montagem dos automóveis fosse ascendente. Ao chegar à cobertura, os automóveis estavam prontos para serem testados numa pista com extensão de aproximadamente 1km.

De acordo com um comunicado publicado no site da UNESCO, a Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO é um legado de monumentos e sítios de grande riqueza natural e cultural que pertence a toda a humanidade. Os sítios inscritos na Lista do Patrimônio Mundial funcionam como marcos no planeta, símbolos da conscientização dos Estados e dos povos sobre o significado desses lugares e emblemas de seu apego à propriedade coletiva, bem como da transmissão desse patrimônio às gerações futuras.

Há 200 anos, os parques foram incorporados às cidades. Hoje, a "vida de praia" também pode chegar ao coração das áreas urbanas.
Uma alternativa revolucionária de alto impacto social que promete mudar a vida urbana está ganhando espaço. Conhecido como Public Access Lagoons (PAL) — lagoas de acesso público —, este conceito inovador desenvolvido e patenteado pela multinacional de inovação hídrica Crystal Lagoons levará projetos de vida de praia ao coração das grandes cidades, com praias de areia branca e lagoas cristalinas monumentais onde as pessoas podem nadar e praticar esportes aquáticos. Com capacidade para receber mais de um milhão de visitas por ano, esses grandes corpos d'água podem incorporar centros culturais e de entretenimento, além de comodidades, com acesso facilitado por meio de ingressos ou, alternativamente, contemplados gratuitamente a partir de áreas públicas.

A indústria da construção civil movimenta uma quantidade enorme de recursos, emprega milhões de pessoas e é um termômetro da situação econômica dos países. Se a economia vai mal, a construção civil encolhe, e vice-versa. Mineradoras, empreiteiras, fabricantes de materiais, arquitetos, engenheiros, governos, imobiliárias, etc. São muitos os agentes que participam direta e indiretamente desse meio. Mas esse também é considerado um dos setores mais atrasados e resistentes à adoção de novas tecnologias, replicando modos de fazer pouco eficientes com o passar dos anos e grandes taxas de desperdícios. Um estudo da McKinsey & Company mostrou que, diferentemente de outras indústrias, a produtividade do setor manteve-se estável nos últimos anos, mesmo com todo o aporte de tecnologia que ocorreu.

A Pirwi, renomada editora de design nacional, apresentou recentemente novas coleções que englobam colaborações com artistas e designers mexicanos como Daniel Pouzet, Joel Escalona, Moisés Hernández, Pablo Herrera, Sebastián Ángeles, Sergio Morales e Mario García Torres. Essas colaborações vão desde pequenos objetos, como prateleiras e mobiliário, até peças de design que propõem uma crítica e uma reflexão sobre o tempo em que vivemos. Algumas das peças apresentadas a seguir consolidam-se como uma proposta completa de objetos projetados pela Pirwi para o dia a dia, visto que a marca busca alcançar um público mais amplo e renovar sua imagem com diferentes materiais e acabamentos que não haviam sido utilizados anteriormente.

Brasília é sempre objeto de interesse de arquitetos de todo o mundo. A prova disto é a quantidade volumosa de publicações feitas sobre a nova capital do Brasil ao longo dessas quase seis décadas de inauguração.
Sobre a cidade de Brasília, ficam as perguntas[1]: Quem falou sobre a cidade? Quem criticou sua construção? Como os brasileiros interpretaram a ideia de uma nova capital? O levantamento de seus debatedores possui o objetivo de compreender melhor o ‘Estado da Arte’ das interpretações sobre a arquitetura no Brasil. Em um horizonte futuro, este tipo de olhar historiográfico versa levantar perguntas e a elaboração de um olhar crítico para as formas mais usuais de leitura sobre a arquitetura moderna no Brasil.
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As transformações no modelo de produção de construção civil propostas historicamente por movimentos de moradia nos Mutirões Autogeridos no Brasil, em relação aos modos de produção para o mercado, não se limitam à mão de obra responsável por empreender a construção, isto é, não se trata apenas de uma troca de trabalho assalariado por trabalho mutirante desmercantilizado. As inovações passam por diversas esferas, desde o projeto arquitetônico - pensado a partir de uma perspectiva coletiva e enquanto bem comum que coloca o mutirante como "autor, produtor e futuro usuário" -, até o modo de produção no qual, diferente do modelo tradicional, “não é possível aumentar a produtividade através da ampliação da exploração, com precarização, horas extras, demissões, mas somente através da invenção de novos procedimentos e técnicas construtivas”. Esse tema é assunto de discussão para muitos arquitetos, tanto no campo teórico, quanto na experimentação e prática, onde a obra passa a ser palco de um esforço pela racionalização, otimização e horizontalidade nos processos.

The Midnight Charette é um podcast explícito sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado por David Lee e Marina Bourderonnet, profissionais do campo do design de arquitetura, o programa traz uma variedade de profissionais das áreas criativas em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais. Uma ampla gama de temas é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios oferecem dicas úteis para profissionais do design, enquanto outros trazem análises de projetos, entrevistas ou explorações sobre a vida cotidiana e o design. O The Midnight Charette também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.

Esta semana, Dana Cuff, diretora fundadora do cityLAB, professora de arquitetura e urbanismo na UCLA e vencedora do prêmio Women in Architecture Activist da Architectural Record em 2019, junta-se à dupla de apresentadores David Lee e Marina Bourderonnet para discutir a fundação do cityLAB, a duplicação da densidade de Los Angeles, a reformulação de políticas de planejamento urbano, o pensamento urbano e as missões sociais na arquitetura, como convencer as comunidades e órgãos públicos sobre projetos, trajetórias de carreira, cidades inteligentes, a experiência de viver na Suécia e muito mais. Ligue para a nossa central para deixar comentários e perguntas por mensagem de voz no número 213-222-6950.

Este artigo foi originalmente publicado no Metropolismag.com.
O romance de 2012 de Maria Semple, Cadê Você, Bernadette?, é uma leitura de verão viciante, eletrizante e hilária sobre uma arquiteta aposentada em Seattle que entra na próxima fase de sua carreira. Talvez sem surpresa, a obra tenha ressoado profundamente entre as arquitetas. Uma delas me enviou uma mensagem de texto poucas horas depois de começar a ler o livro recentemente: “Li cerca de ⅓ de Bernadette de uma só vez. Dei gritinhos de riso alto. Mordi o lábio. No momento, estou lendo sobre a Bernadette no canteiro de obras sendo desrespeitada por um subempreiteiro. Alguém realmente está me/nos vendo. Está enterrado neste livro.”


Como parte de uma iniciativa para atender à demanda por todos os tipos de acabamentos no setor da construção civil, surge um novo projeto intitulado Obra Blanca, uma exposição que busca ser o ponto de encontro tanto para profissionais que desejam divulgar sua oferta quanto para aqueles que buscam comparar diferentes opções de acabamentos. Por se tratar de uma feira especializada, o evento focará na experiência do visitante e na profissionalização de uma indústria cada vez mais completa e sofisticada.

A Constituição Federal de 1988, ao trazer em dois de seus artigos termos associados aos quilombos, abriu portas para a apropriação dessa categoria pelos movimentos sociais camponeses mobilizados e organizados em torno do fator étnico. Processo esse não previsto pelos legisladores, que tratavam a categoria quilombo a partir de uma perspectiva passadista, baseada mais em uma abordagem arqueológica e exotizante do patrimônio cultural associado a outras matrizes culturais que não a luso-brasileira.

É importante que os espaços de escritórios, oficinas e ateliês sejam atrativos não só para os clientes, mas também para as pessoas empregadas, que passam em média um terço do seu dia nesses ambientes. Um espaço de trabalho mal planejado pode tornar essa jornada cansativa e desestimulante, e, para que isso não ocorra, podem ser tomadas decisões no projeto arquitetônico que dinamizem o espaço e promovam a integração da equipe, ainda que a área do ambiente não seja generosa.
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Na última quinta-feira, 5 de setembro, foi realizada a celebração dos sete anos do ArchDaily no México. Este ano, o local escolhido para o evento foi o Proyecto Público Prim, uma edificação do início do século XX de grande valor arquitetônico que conta com intervenções do arquiteto Alberto Kalach e do escritório PRODUCTORA. O espaço serviu de cenário para que alguns dos/as arquitetos/as mais influentes da cena atual confraternizassem com a equipe do ArchDaily México.

Neste relato, Camila Costa Curta nos conta sua experiência com o coletivo Proyecto Habitar (PH) junto a Julian Salvarredy y Clara Mansueto, abordando o problema habitacional na área metropolitana de Buenos Aires e os processos de ensino e aprendizagem em contextos de desigualdade a partir do projeto “'Consultorios de Atención Primaria de Hábitat”. Os Consultorios do grupo PH funcionam com o apoio da Universidad de Buenos Aires e são tidos como um modelo de política pública habitacional a ser replicado.
Quatro episódios da terceira temporada de “By Design”, a multipremiada série de conteúdo digital da GRAPHISOFT, têm conduzido o público por uma jornada de descobertas. By Design: Metamorphosis lança um olhar incisivo sobre o receio que muitos escritórios têm em relação à mudança tecnológica, e sobre o que é necessário para superá-lo, liberando seu verdadeiro potencial, elevando sua atuação e garantindo seu futuro de forma mais sólida.

Todos nós adoramos viajar, seja para conhecer novas culturas, visitar entes queridos ou para experimentar o gostinho e os sabores de diferentes lugares. Não é por acaso que viajar se transformou em uma indústria extremamente lucrativa, e por isso, os principais destinos turísticos estão cada vez mais abarrotados. Além disso, o turismo tem sido associado a um considerável aumento das emissões de gases do efeito estufa que só tem agravado as mudanças climáticas atualmente em curso em nosso Planeta.
Por que seres humanos viajam? Nesta edição do Editor's Talk, quatro dos nossos editores do ArchDaily compartilham seus pensamentos sobre o que significa viajar para cada um deles. Desde o Chile, passando pelos Estados Unidos e até o Líbano, nossos quatro convidados de hoje nos convidam a refletir por que, todos nós devemos nos preocupar com cada uma das cidades que visitamos.

As cidades em todo o mundo estão passando por mudanças - trocando tecnologia antiga e antiquada por novas alternativas. O desenvolvimento e a implementação da visão computacional e da análise em tempo real estão inaugurando a mais nova onda de cidades inteligentes. A combinação entre dados na nuvem e sistemas digitais fornece informações acionáveis a serem coletadas e compreendidas sobre qualquer aspecto, desde a concentração de veículos até a atividade de pedestres. À medida que as cidades continuam avançando e se desenvolvendo social e tecnologicamente, não há dúvida de que continuaremos vendo urbes incorporando ferramentas como Inteligência Artificial (IA) para facilitar essas mudanças. Apesar do fato de que tecnologias atraentes como drones e robôs estão na vanguarda dessa revolução tecnológica, também existem várias maneiras inesperadas pelas quais as cidades estão se tornando mais inteligentes.

O pouco que conhecemos sobre a profissão de arquiteto ficou para trás. Não é aplicável ao segundo milênio e a prova disso é a insustentável realidade da grande maioria. O que viveram as gerações anteriores são experiências únicas ligadas a um momento histórico concreto. Agora precisamos aprender a ler nosso próprio momento histórico e reprogramar nossa visão para conseguir encontrar saídas para o atual contexto.

O Brasil urbano é feio demais. Por que isso aconteceu? Alguns acusam “a ausência de planejamento urbano e de zoneamento, os gabaritos manipulados, o poder nefasto das empreiteiras e construtoras influindo na elaboração dos planos diretores”.