Em 28 de agosto, a cerimônia de fundação da Divisão de Projeto de Espaços de Performance da Associação Chinesa de Tecnologia de Equipamentos de Performance, juntamente com o 1º Fórum de Discussão sobre Projeto de Espaços de Performance da China, coorganizados pelo Instituto de Projeto e Pesquisa Arquitetônica da Universidade de Tsinghua Co., Ltd., foi realizada solenemente em Pequim, a capital do país. A divisão tem como objetivo fortalecer a integração interdisciplinar entre o setor de turismo cultural e artes cênicas e o campo do projeto arquitetônico. Juntos, buscam promover o planejamento e o projeto científico de espaços de performance no país, otimizar processos integrados, expandir funções multifuncionais e elevar a qualidade de projeto, construção e operação desses espaços na China, contribuindo para o desenvolvimento do setor.
Após duas semanas de votação acirrada, os leitores do ArchDaily elegeram os 10 finalistas do Prêmio Obra do Ano de 2022 na China, selecionados entre mais de 800 projetos indicados. Durante a etapa de indicações, testemunhamos o impacto positivo que esta premiação exerce sobre o desenvolvimento da arquitetura. Os projetos finalistas são, sem dúvida, aqueles que mais inspiram nossos leitores e que melhor refletem os rumos sociais da disciplina hoje.
As cidades sempre foram, e sempre serão, locais multifacetados e dinâmicos. Trata-se de assentamentos em constante evolução, moldados pela proximidade com recursos naturais, por fluxos migratórios e pelo capital. Apesar da diversidade de caráter urbano entre diferentes metrópoles, costuma-se dizer que hoje as cidades se parecem mais do que nunca — uma homogeneidade que faz com que uma torre de vidro e aço em Cingapura não pareça fora de lugar no Bandra Kurla Complex, em Mumbai.
Milão, um centro global de moda e finanças, consolida-se cada vez mais como um polo de destaque na arquitetura e no design. Sua condição de segunda maior cidade da Itália sustenta uma cena cultural vibrante, que atrai tanto talentos criativos consagrados quanto emergentes. Além disso, a cidade abriga prestigiadas instituições de ensino, reconhecidas por sua ênfase na preservação e conservação do patrimônio. Sua importância cultural e no campo do design torna-se cada vez mais evidente, à medida que um número crescente de profissionais da criação se estabelece nesse dinâmico polo criativo.
Entre os marcos mais icônicos de Milão estão o exuberante gótico do Duomo di Milano, a historicamente e artisticamente relevante Santa Maria delle Gracie e a ornamentada Galleria Vittorio Emanuele II, além de inúmeros monumentos renascentistas e barrocos. A cidade também ostenta algumas das obras de arquitetura moderna e contemporânea mais inovadoras, revelando um diálogo singular entre tradição e modernidade. Essa sinergia é exemplificada pelas contribuições de profissionais da arquitetura como Aldo Rossi,Gio Ponti,Stefano Boeri, Mario Cucinella, Zaha Hadid, Grafton Architects, Herzog & de Meuron e Foster and Partners.
O guia a seguir destaca importantes marcos históricos ao lado de obras exemplares de arquitetura contemporânea selecionadas pelo ArchDaily. Este roteiro serve como um recurso indispensável para quem planeja explorar Milão durante a Semana de Design de 2026, apresentando uma seleção de locais essenciais projetados por renomados/as arquitetos/as locais e internacionais.
Com o objetivo de moldar edifícios e cidades no sul da Europa, o BIG abriu seu escritório mais recente em Barcelona, na Espanha. Liderado pelo sócio João Albuquerque, o estúdio busca gerar um impacto positivo e se integrar à cidade e à comunidade espanhola. Com uma série de projetos que se estendem do oeste ao leste da região mediterrânea — com destaque para o campus da Farfetch e do Fuse Valley em Portugal, o Joint Research Center em Sevilha para a Comissão Europeia e o Gastronomy Open Ecosystem para o Basque Culinary Center —, o BIG Barcelona está em constante evolução.
O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com o sócio do BIG Barcelona, João Albuquerque, sobre a criação do escritório catalão, sua trajetória no BIG, os próximos projetos da empresa e sua atuação nos mercados espanhol e do sul da Europa.
Este artigo de Jheisson Joseph Lasso Imbachi foi publicado originalmente com o título "Habitar tras el destierro: Desplazamiento forzado y retorno como configurador de nuevos hábitats en el Putumayo" na edição nº 30 da revista Dearq em 1º de maio de 2021 (DOI: https://doi.org/10.18389/dearq30.2021.05).
O texto explora os processos migratórios no sul do país, decorrentes de economias extrativistas que determinaram a organização territorial e provocaram desterros, deslocamentos forçados e dois fenômenos menos debatidos: o estabelecimento e a permanência da população em um território de acolhimento e o retorno ao seu lugar de origem. Para tanto, foram estudadas, analisadas e interpretadas fontes documentais e testemunhais que permitem uma aproximação direta com a comunidade deslocada pela violência, a fim de analisar as diversas formas de habitar após o deslocamento, concluindo com algumas considerações para futuras propostas de habitação rural de fácil acesso para a população vítima.
A seguir, apresentamos o texto como parte de uma colaboração conjunta para contribuir com a difusão de pesquisas, análises e opiniões que a comunidade acadêmica nacional e internacional elabora sobre arquitetura, temas urbanos e áreas afins.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134415/habitar-apos-o-desterro-novos-habitats-no-putumayo-colombiaJheisson Joseph Lasso Imbachi
A quarta temporada do podcast Causa Comum, uma coprodução entre a Fundación Lepe e a Fundación Aldea para o festival OH! Stgo, realizado em meados de janeiro em Santiago do Chile, aborda o passado, o presente e o futuro da capital, bem como o papel que seus/suas habitantes nela ocupam, priorizando o bem comum e a forma colaborativa de fazer, habitar e imaginar o lar compartilhado.
Sob a direção e coordenação de Francisca Cordero, Soledad Díaz de la Fuente, Magdalena Novoa e Trinidad Piriz, ao longo de seis capítulos são analisados histórias, comunidades, monumentos e espaços públicos que habitamos diariamente, sob novas perspectivas, apresentando temas que vão desde as múltiplas identidades de uma praça, a liderança feminina nos projetos de habitação e a construção da memória na cidade, até os cerros isla (morros-ilha) como oportunidades socioambientais, o habitar urbano mapuche e o edifício do GAM como expoente da arquitetura e da mudança social.
Este artigo foi publicado originalmente no La Joven Cuba em 28 de junho de 2022.
Há algumas semanas visitei o terraço mirante do hotel Paseo del Prado e me extasiei com tanta beleza durante o entardecer. À frente, a entrada da baía e o Castelo dos Três Reis do Morro; girando para a esquerda, a silhueta do Malecón; virando para a direita, o Paseo del Prado, com o imenso Capitólio coroando a perspectiva. Poucas cidades no mundo possuem tanta beleza arquitetônica e paisagística, tanta história e monumentalidade.
No entanto, ao olhar para trás, o que percebi não era motivo de orgulho. Embora ainda mantivesse certa beleza, era uma vista triste e cinzenta: a grande massa desbotada e deteriorada de toda a cidade por trás das fachadas do Prado e do Malecón.
É sabido que a indústria da construção está entre as maiores produtoras de CO2. Embora muito se tenha avançado na tecnologia e nos processos de projeto e construção, ainda há um longo caminho a percorrer para reduzir ao mínimo ou a quase zero as emissões de carbono no desenvolvimento dos habitats construídos.
Afinal, hoje em dia, por mais revolucionária que a indústria da construção possa parecer, ela é responsável por quase 40% das emissões de dióxido de carbono do mundo, das quais 11% são resultado da fabricação de materiais de construção como o aço, o cimento e o vidro.
Quais são as últimas tendências para reduzir as emissões tanto no projeto quanto na fabricação de materiais? Como a indústria deve avançar rumo ao caminho da arquitetura net zero? Estas são algumas das perguntas que queremos que você nos ajude a responder.
No último dia 8 de fevereiro, na Torre Glorieta Cibeles e como parte da Semana de Arte da Cidade do México, a MASA Inc. apresentou uma mostra que reúne peças de Manuel Bañó, Hollie Bowden, Frida Escobedo, Héctor Esrawe, Mario García Torres, Adeline de Monseignat, Marrow, Brian Thoreen, Joe Sweeney, ROOMS Studio, EWE Studio e VISSIO.
O Prêmio Nacional de Arquitetura do Chile é concedido pelo Colegio de Arquitectos como reconhecimento a "uma vida dedicada ao serviço da arquitetura", segundo a instituição. Sua primeira edição ocorreu em 1969, ano em que Juan Martínez foi o primeiro vencedor do Prêmio Nacional de Arquitetura do Chile, sendo autor de obras históricas como a Faculdade de Direito da Universidade do Chile e o Templo Votivo de Maipú.
O estúdio David Pompa, fundado em 2013 e sediado na Cidade do México, é composto por profissionais de design, engenharia e fabricação estabelecidos no México e na Áustria. David Pompa cresceu em ambos os países e estudou design de produto em Londres. Ao longo do tempo, o estúdio tem demonstrado um forte interesse pelos materiais e pelas técnicas tradicionais e, desde a sua fundação, mantém um compromisso com a cultura mexicana, o que se reflete na criação de objetos de design estéticos e acessíveis. Desta vez, apresentam uma nova coleção para a Semana de Design de Milão 2022 na Via Simone Saint Bon, como parte do Fuorisalone de 5 a 12 de junho.
Embora a indústria da construção venha avançando há anos em novos campos, como biomateriais, nanotecnologia e impressão 3D, entre outros, ela continua sendo uma das mais atrasadas no que diz respeito ao uso da tecnologia. Muitas dessas inovações não passam de uma fase experimental. Como essa situação pode ser revertida?
“Mercado Retablo” é a proposta vencedora do II Concurso Semilla promovido pela organização MURU, que consiste em uma nova proposta de projeto para o Mercado Municipal Playa Grau, localizado na cidade de Ayacucho. Os/as arquitetos/as Santiago Nieto Valladares e Lucía Uribe Osores comentam que “o mercado propõe espaços públicos de qualidade que o constituem como um lugar de encontro, deixando de ser apenas um local de passagem e de comércio para acolher e abrigar atividades de integração social”.
Arte Público de Estoy. Image Cortesía de Esteban Barrera
A cidade muda constantemente: monumentos desaparecem, marcos urbanos são esquecidos e novos símbolos surgem, fazendo com que ruas, praças e muros ressignifiquem a paisagem urbana, trazendo novos pontos de referência, histórias e maneiras de compreender a cidade, nossa história e a sociedade.
Pensar, dialogar e reconfigurar a cidade a partir da arte envolve uma série de processos: a investigação dos territórios, de quem os habita, dos entornos socioculturais e de suas formas de relação são pilares fundamentais no momento de projetar e implementar dispositivos que gerem impactos no espaço urbano. A proliferação de intervenções artísticas em grande escala, focadas no puramente estético, nos faz refletir sobre o que de fato enfrentamos no espaço público e quais são os impactos disso em nosso cotidiano.
"La Curutchet habitada" é o título de um livro de próxima publicação que registra uma pesquisa desenvolvida pelo Departamento de Arquitetura de Interiores e Mobiliário do Instituto de Projeto da FADU-Udelar, Uruguai, da qual compartilhamos uma breve prévia publicada originalmente na revista Summa+ 189 em dezembro de 2021.
UNStudio y BIG invierten en la plataforma de diseño virtual SpaceForm. Image Cortesía de UN Studio
Dos NFTs e do Metaverso às vantagens produtivas da renderização em tempo real, este ano representa uma excelente oportunidade para discutir as últimas tendências no campo das visualizações arquitetônicas. Nesse sentido, abrimos o debate para nossos leitores e leitoras em torno das seguintes perguntas: Quanto podemos aprender com outras indústrias correlatas, como o cinema, os videogames e o design industrial? Como a arquitetura pode contribuir e avançar no mundo das visualizações?
Após ler e compilar todos os comentários recebidos, tanto de profissionais da construção civil quanto de estudantes e pessoas interessadas em arquitetura, concordamos que, à medida que os avanços tecnológicos continuam, o futuro da visualização arquitetônica provavelmente será mais democrático, liberal e descentralizado. A seguir, apresentamos os pontos de vista mais frequentes do nosso público leitor.
Independentemente do layout adotado para as cozinhas, há alguns anos e com frequência cada vez maior, muitos arquitetos e arquitetas decidem projetá-las integradas a outros ambientes da casa. Livres de paredes ou divisórias, as cozinhas integradas são implantadas com o objetivo de deixar as atividades cotidianas à vista de todos, estimulando a interação e a comunicação entre os moradores.
Este artigo de Hugo Mondragón López e Bárbara Rozas Reinecke foi publicado originalmente com o título "Contra el Olvido: La voz de Montserrat Palmer y el discurso de la arquitectura contemporánea en Chile" na edição nº 23 da revista Dearq em 1º de julho de 2018 (DOI: https://doi.org/10.18389/dearq23.2018.02).
Arquiteta, professora, pesquisadora, editora. Montserrat Palmer Trías foi uma voz de autoridade na cena arquitetônica e cultural do Chile entre o fim do século XX e o início do século XXI. A partir da direção editorial da revista ARQ, ela conseguiu moldar os debates disciplinares, ao mesmo tempo em que inseria no cenário internacional um grupo de arquitetos e arquitetas do Chile cuja notoriedade se forjou nas páginas da publicação. Embora tenha alimentado o mito de uma mulher que atuava em um registro baseado na intuição, é impossível ignorar sua rigorosa atividade como pesquisadora. Paradoxalmente, uma década após deixar a direção da revista, sua figura e sua contribuição para a arquitetura chilena da pós-ditadura correm o risco de cair no esquecimento. Este artigo é uma tentativa de evitar que isso aconteça.
A seguir, apresentamos o texto como parte de uma colaboração conjunta para contribuir com a difusão de pesquisas, análises e opiniões que la comunidade acadêmica nacional e internacional elabora sobre a arquitetura, as questões urbanas e áreas afins.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134510/contra-o-esquecimento-montserrat-palmer-e-o-discurso-da-arquitetura-contemporanea-no-chileHugo Mondragón López y Bárbara Rozas Reinecke
Enquanto caminhamos pela exibição da reconstrução nos jardins e na sala de exposições do Centro Cultural Las Condes neste ano de 2022, ele nos conta em detalhes cada um dos inovadores e particulares aspectos construtivos da obra demolida, projetada originalmente por Fabio Cruz Prieto, arquiteto e mestre fundador da Escola de Arquitetura e Design da Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso.
Las formas de la sala. Escenarios de representación. Image Cortesía de Carlos Montes González
“As formas da sala. Cenários de representação” é um trabalho de pesquisa realizado pelo arquiteto Carlos Montes González para o Mestrado Universitário em Estudos Avançados de Arquitetura da Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Barcelona. Nele, propõe-se um estudo alternativo das salas. Esse espaço nevrálgico de qualquer moradia ganha destaque a partir da análise de sua relação com os cômodos adjacentes.
Ana García, arquiteta fundadora do NeuronaLab, realizou uma entrevista com Aureli Soria-Frish, da empresa Starlab, na qual conversaram sobre como os mais recentes avanços tecnológicos estão sendo cada vez mais utilizados para objetivar a atividade neuronal e os estados emocionais vinculados aos espaços arquitetônicos. A seguir, ela compartilha suas principais reflexões.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134507/neurociencia-como-medir-a-percepcao-do-espaco-arquitetonicoAna García
Com mais de 11.000 anos de história, o tijolo é um dos materiais de construção mais antigos. Inclusive, ao substituir os blocos de barro secos ao sol, os romanos foram os primeiros a experimentar com massas de argila cozida em novas formas construtivas, como arcos, abóbadas e cúpulas. Embora as dimensões e os métodos de fabricação deste pequeno módulo tenham evoluído ao longo dos anos, seus componentes e sua clássica forma retangular sofreram poucas alterações, especialmente considerando sua longa história. A explicação é simples: o tijolo, com sua calidez, versatilidade e destacadas propriedades estruturais, é um material atemporal que nunca sai de moda.