Vista aérea de São Paulo. Foto de Sergio Souza via Unsplash
Quantos postos de trabalho alguém consegue acessar em menos de uma hora usando transporte público? Quanto tempo se leva para chegar até o posto de saúde ou escola mais próxima da sua casa? As respostas a essas perguntas dependem diretamente das políticas de transporte e de desenvolvimento urbano das cidades. Essas políticas determinam, em larga medida, a acessibilidade urbana, isto é, a facilidade com a qual pessoas de diferentes grupos sociais e níveis de renda diversos conseguem acessar oportunidades de emprego, serviços de saúde e educação, atividades culturais e de lazer. No entanto, o tema da acessibilidade urbana tem recebido pouca atenção dos gestores públicos no Brasil, e a pesquisa sobre o tema ainda se encontra restrita a estudos de casos de algumas poucas cidades. Isso se deve em parte a dificuldades de disponibilidade de dados.
https://www.archdaily.com.br/pt/932079/desigualdades-socioespaciais-e-o-acesso-a-oportunidades-nas-cidades-brasileirasRafael Pereira, Carlos Braga, Bernardo Serra e Vanessa Nadalin
O campo da arquitetura não é exatamente um tema de grande interesse para a maioria de estudantes de graduação. O contato mais próximo que costumam ter com o assunto ocorre em disciplinas panorâmicas de história da arte, nas quais a arquitetura é apresentada como um desfile de estilos ao longo dos milênios — apenas mais uma forma de expressão visual.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126583/ensinando-a-apreciar-a-arquitetura-atraves-do-cinemaMichael J. Crosbie
O design de interiores oferece possibilidades criativas quase ilimitadas, sobretudo no âmbito comercial. Nesse segmento, o setor de alimentação traz um fator que permite vivenciar a experiência de habitar temporariamente esses espaços. Tais experiências são determinadas tanto pela comida quanto pela atmosfera dos ambientes, e é justamente neste último aspecto que o design de interiores desempenha um papel crucial.
Como locais de abrigo para diferentes práticas, os ginásios esportivos demandam projetos que envolvam mais do que o cumprimento de padrões normativos de dimensionamento e posicionamento de quadras, pistas, piscinas, etc.: desafios como a previsão de espaços flexíveis e integração entre eles, cálculo de arquibancadas a partir da capacidade de espectadores e a inserção no contexto urbano são algumas das muitas variáveis de projeto que atuam para a elaboração dos mais diversos partidos arquitetônicos.
Nos edifícios destinados ao desenvolvimento de atividades laborais, o correto desenho dos espaços desempenha um papel fundamental. A consideração de variáveis como iluminação, isolamento acústico, a relação entre os postos de trabalho ou a altura dos espaços permite, em muitos casos, otimizar o rendimento das empresas garantindo, ao mesmo tempo, o conforto de quem os utiliza. Os requisitos específicos dependerão do uso do edifício, em que certas atividades exigirão maior concentração e outras, por outro lado, demandarão a interação de seus protagonistas, dando lugar ao desenvolvimento de processos colaborativos. A arquitetura deverá ser capaz de oferecer soluções a essas demandas considerando, inclusive, a possibilidade de as atividades se transformarem ao longo do tempo.
Como um material de construção, a madeira é bonita, prática e versátil. As excelentes propriedades de resistência, leveza e excelente isolamento da madeira a tornam ideal para muitas aplicações, especialmente no momento em que a madeira oferece soluções eficientes em diferentes escalas. Apesar desses benefícios, a madeira é altamente suscetível à deterioração, principalmente quando usada ao ar livre.
A arquitetura de Gana está relacionada à materiais de construção locais. Dos tradicionais telhados de palha e paredes de barro às estruturas contemporâneas de concreto e vidro, o ambiente construído no país é um reflexo do contexto circundante. Isso se materializa tanto nos projetos urbanos quanto rurais e, à medida que novas edificações educacionais são criadas em Gana, esses espaços refletem a imagem do país ao contemplar o futuro do aprendizado.
Com dezembro e janeiro praticamente superados, muitos de nós estivemos ocupados elaborando relatórios. Há um número cada vez maior de ferramentas para mensurar o valor de relações públicas (RP) sendo vendidas a empresas como forma de justificar sua própria importância. Não há dúvida de que é útil fazer um balanço periódico de iniciativas passadas e futuras, e a elaboração de um relatório pode até ser prazerosa ao reforçar uma sensação de realização e direcionamento. O problema é que essa cultura excessivamente dependente de relatórios gera uma comunicação de RP focada em gestão, que prioriza como algo parecerá no papel — em termos de estatísticas, gráficos e imagens — em detrimento do que foi de fato realizado.
A The Architecture Foundation, em Londres, por exemplo, está destacando o crescente cansaço em relação às bienais em seu próximo evento de março, intitulado “Bored of Biennales” [Cansados de Bienais]. É fácil imaginar como, com frequência, a melhor experiência desses eventos se dá não in situ, mas sim por meio de relatórios cuidadosamente editados ou da cobertura da mídia, conforme sugere a Fundação.
Antigamente, as pessoas viviam de seus cultivos, materializavam suas construções a partir dos elementos disponíveis em seu entorno e percorriam grandes distâncias em busca dos recursos necessários para sua subsistência. Isso levou a uma maior compreensão do território por parte do ser humano, a uma observação atenta do comportamento da natureza e ao entendimento e utilização dos materiais locais para a construção de suas habitações. É nessa estreita relação entre o ser humano e o meio ambiente que surge a arquitetura vernácula de San Pedro de Atacama, composta materialmente por terra, pedra, breu, palha e madeira de chañar e algaroba. Atualmente, o crescimento da cidade, impulsionado pelo aumento constante das atividades turísticas, somado à ausência de normas que protejam a identidade construtiva do local, tem gerado o surgimento de novas edificações que ameaçam o patrimônio construído da região.
Todos nós sabemos que a arquitetura desempenha um papel fundamental na construção de espaços educativos, entretanto, ela é ainda mais importante na criação de espaços capazes de construir comunidades, espaços onde se forjam as bases paras as próximas gerações. Espaços como este exercem uma influência determinante na vida das pessoas, construindo um cenário que ficará gravado para sempre nas memórias dos alunos mais jovens.
Algo que une todos os seres humanos é o fato de que, durante os primeiros anos de vida, absorvemos o ambiente ao nosso redor para podermos nos desenvolver à medida que crescemos. Por isso, a educação desempenha um papel de importância insubstituível. No entanto, na primeira infância, a educação difere dos métodos mais teóricos, já que as crianças assimilam o aprendizado por meio da experiência contínua, desenvolvendo suas capacidades motoras, o sentido de dimensão e a percepção do espaço em relação à sua escala e ao seu próprio corpo.
Apesar da atual tendência à verticalização das grandes cidades, as casas ainda são elementos tradicionais em diversos contextos urbanos e continuam se atualizando com o passar dos anos. Projetar uma casa na cidade envolve uma série de condicionantes específicas aos edifícios, e o virtuosismo da arquitetura nesses casos é buscar as oportunidades possíveis que lotes urbanos, em geral mais restritos em área, podem representar aos habitantes. Algumas propostas contrapõem o movimento cada vez mais visível de murar e isolar os ambientes residenciais, em condomínios ou grandes complexos habitacionais, e se lançam a estabelecer uma relação direta e amigável com o ambiente público, pela capacidade de compreensão de que a cidade tem uma série de interesses a oferecer ao desenho da arquitetura, mesmo quando privada.
Selecionamos um conjunto de projetos brasileiros de casas que lidam com a condicionante urbana a partir de respostas diversas e eficientes.
OB Kindergarten and Nursery / HIBINOSEKKEI + Youji no Shiro. Image
Quando se fala sobre iluminação, muitos pensam que o assunto se resume à decoração e aos tipos de luminárias. No entanto, é consenso entre arquitetos que um bom projeto de luminotécnica agrega tanto valor estético, funcional como ambiental. Além disso, saber dimensionar e direcionar cada luminária para sua função, contribui também para a economia de energia elétrica.
No que se diz respeito às necessidades das crianças, é fundamental atentar para a quantidade, qualidade e tipo de lâmpada para cada objetivo específico do ambiente: dormir, brincar e aprender. A seguir, explicaremos melhor cada uma de suas especificidades.
Passou-se o tempo em que usinas de energia eram vistas com certo ceticismo, estruturas construídas em “terra de ninguém”, afastadas dos centros das cidades por suas características estéticas “pouco agradáveis” além de representarem um risco à saúde das pessoas. A construção de termelétricas e usinas nucleares, por exemplo, foram construídas pela necessidade de impulsionar o desenvolvimento econômico ao redor do mundo. Estruturas pensadas apenas para serem eficientes e práticas. Entretanto, o desenvolvimento de novas tecnologias para a produção de energia limpa e renovável tem provocado uma série de mudanças ideológicas, as quais, estão impulsionando uma nova abordagem.
https://www.archdaily.com.br/pt/932621/como-a-arquitetura-esta-transformando-a-maneira-como-lidamos-com-infraestruturas-de-energia-nas-cidades-do-futuroNiall Patrick Walsh
Embora as modalidades de trabalho, os horários e os espaços estejam cada vez mais diluídos, os edifícios de uso exclusivo para escritórios continuam presentes como um zoneamento dentro dos planos diretores da maioria das cidades.
A Holanda é o segundo maior exportador mundial de produtos agrícolas. Isso é notável quando se considera que o único país que a ultrapassa são os Estados Unidos, 237 vezes maior em área terrestre. No entanto, a Holanda exportou quase US $ 100 bilhões em produtos agrícolas apenas em 2017, bem como US $ 10 bilhões em produtos relacionados com a agricultura. O segredo do sucesso da Holanda está no uso da inovação arquitetônica para reimaginar como uma paisagem agrícola pode ser.
Imagine que você está em uma baia localizada no meio de um andar corporativo. Seu escritório tem uma divisória de vidro, mas sua vista dá para outro escritório de plano aberto. Você não tem nenhuma janela real ou vista para o exterior, de modo que não consegue saber se está chovendo ou fazendo sol lá fora. Se tiver sorte e houver uma janela, ela é fixa, e sua vista dá para um escritório no edifício vizinho, a apenas cinco metros de distância.
A iluminação fluorescente sob a qual você passa oito horas diárias desregulou o ritmo circadiano natural do seu corpo. A ventilação é aceitável, mas a sonolência começa a bater por volta das 15h porque os níveis de dióxido de carbono no seu "cubículo" aumentaram. O ambiente pode até parecer um pouco abafado, independentemente de a porta estar aberta ou fechada. Como você não tem uma janela que possa ser aberta, passou o dia inteiro respirando ar reciclado. Ao sair e respirar fundo, você nota instantaneamente como o ar exterior é fresco.
Agora multiplique isso por cinco dias por semana, 48 semanas por ano. Talvez você ganhe um vaso de planta daqui a algumas semanas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1127178/design-biofilico-em-prisoesRachel Hur
Open More Doors é uma seção do ArchDaily, em parceria com o MINI Clubman, que leva você aos bastidores dos escritórios mais inovadores do mundo por meio de entrevistas dinâmicas em vídeo e de uma galeria de fotos exclusiva que apresenta o espaço de trabalho de cada estúdio.
Neste episódio da série, conversamos com Kai-Uwe Bergmann, sócio do Bjarke Ingels Group (BIG). Apesar do tamanho e da fama do escritório — que conta com cerca de 500 colaboradores/as e mantém sedes em Copenhague, Nova York, Barcelona e Londres —, ele destacou o companheirismo e a conexão como as características mais marcantes da empresa. Esses traços são duplamente reforçados pelo layout aberto e não hierárquico de seus espaços.
https://www.archdaily.com.br/pt/1127026/abra-mais-portas-bjarke-ingels-groupLilly Cao
Rodolfo Lagos divide conosco uma série de fotografias sobre a arquitetura brutalista de Barcelona, que apresentamos em ordem cronológica para ajudar a entender como ocorreu sua evolução.
Ao conceber um projeto de arquitetura e iniciar uma obra, muitos são os pontos considerados para garantir qualidade e custo-benefício. Entre os pontos chave ponderados, a técnica construtiva a ser adotada é na maioria dos casos o primeiro item a ser avaliado, tanto por questões de execução ao materializar o desenho proposto, quanto ao processo decorrente deste – tempo, custo integral, mão de obra, acabamentos e qualidade final.
A história da construção em madeira remonta ao período neolítico, ou potencialmente até mais cedo, quando os humanos começaram a usar madeira para construir abrigos a partir de pequenas peças. O surgimento das primeiras ferramentas de pedra polida, como facas e machados, tornou o manuseio da madeira mais eficiente e preciso, aumentando a espessura das seções de madeira e sua resistência. Ao longo das décadas, a aparência rústica dessas primeiras construções tornou-se cada vez mais ortogonal e limpa, como resultado da padronização, produção em massa e o surgimento de novos estilos e estéticas.
Hoje estamos vivendo outro momento seminal na evolução da madeira. Nutridas e fortalecidas pelos avanços tecnológicos, novos sistemas de pré-fabricação e uma série de processos que aumentam sua sustentabilidade, segurança e eficiência, as estruturas de madeira estão surgindo nos skylines das cidades e, por sua vez, estão reconectando nossos espaços interiores à natureza através do calor, textura e beleza da madeira. Para onde esse caminho nos levará? Abaixo, analisamos 7 tendências que sugerem que esse progresso deve continuar, aumentando as capacidades e a altura dos prédios de madeira nos próximos anos.
O direito à moradia e a uma vida digna é um direito básico e inalienável e todos os seres humanos além de uma das principais qualidades de uma sociedade saudável e equitativa. Historicamente, em sociedades desiguais como a nossa, nem todas as pessoas têm acesso às mesmas condições e oportunidades, ocasionando um desequilíbrio entre aquelas comunidades que desfrutam de todos os seus direitos básicos e aquelas as quais lhes foi negado o direito à tudo aquilo é mais elementar na vida e um ser humano. Por isso, é dever do Estado tentar equilibrar a desigualdade que ele mesmo ajudou a criar, devolvendo o direito à moradia e a uma vida digna através da promoção de habitação pública ou social. Embora não exista uma única definição ou consenso sobre o que significa habitação social, ela geralmente envolve o projeto, a construção e a alocação de habitação pública ou social por autoridades governamentais ou organizações sem fins lucrativos.
https://www.archdaily.com.br/pt/932116/habitacao-social-estrategias-e-solucoes-em-seis-paisesNiall Patrick Walsh
O tijolo se posiciona como um dos materiais mais próprios e identitários da cultura arquitetônica argentina e latino-americana. A diversidade e a versatilidade do bloco em nossa região deram origem a uma grande heterogeneidade em seus usos e aplicações: paredes estruturais, divisórias, fechamentos, elementos vazados, envoltórias, peles, coberturas, abóbadas, cúpulas e pisos revelam a grande adaptabilidade deste material para se adequar às exigências particulares de cada obra.