A coprodução tem a capacidade de potencializar processos e atores, bem como de se aproximar de espaços e sistemas que tradicionalmente foram invisibilizados pelas políticas públicas urbanas e pelas agendas arquitetônicas convencionais. Em uma conjuntura de insegurança alimentar, agravada pela pandemia e pelo pós-pandemia, o projeto ‘KNOW - Conhecimento em ação para la igualdade urbana’, por meio de uma metodologia participativa e de uma articulação horizontal entre os agentes envolvidos, busca consolidar a criação de uma rede de cuidados que supere as lacunas multidimensionais para além da insegurança alimentar. Dois projetos-piloto foram desenvolvidos no distrito de San Juan de Lurigancho; as áreas de intervenção foram identificadas em decorrência das carências de infraestrutura para o funcionamento das cozinhas comunitárias, uma situação recorrente em outras periferias de Lima.
https://www.archdaily.com.br/pt/1135146/conhecimento-em-acao-para-a-igualdade-urbana-praticas-comunitarias-para-a-seguranca-alimentar-em-san-juan-de-luriganchoBelen Desmaison, Lia Elier y Diego Vivas
Em um mundo no qual nossa compreensão sobre o que define o luxo passa por uma profunda transformação, o MDF — outrora um humilde material de construção — ganha um novo protagonismo. No campo específico do design e da arquitetura, o que hoje se considera luxuoso não é tanto o recurso raro e brilhante, mas sim aquilo que é produzido de forma consciente e sustentável. Esse luxo não se define por quilates ou brilho, mas por circularidade, durabilidade e adaptabilidade. Nas mãos certas, o que é simples pode se tornar nobre.
https://www.archdaily.com.br/pt/1135295/mobiliario-e-elementos-fixos-esculturais-a-nova-geracao-de-produtos-em-mdfEmma Moore
A arquitetura sempre desempenhou um papel fundamental em exposições. Museus, exibições e mostras não são apenas ofertas culturais, mas são definidos pelo espaço, por um itinerário expositivo capaz de surpreender e fascinar o/a visitante, que é atraído/a para uma experiência ativa e inspiradora.
Para uma exposição, a arquitetura é tão fundamental quanto as obras de arte, coleções, artefatos e seus conteúdos. O curso “Architecture for Exhibition” foi criado sob essas premissas: seu objetivo é capacitar profissionais de design que sejam capazes de materializar diversas experiências artísticas e museológicas, potencializando a narrativa dinâmica por trás de cada proposta cultural. Os/as estudantes adquirirão novas habilidades em expografia e ingressarão em um ambiente altamente prestigioso — a cultura —, que hoje registra uma demanda crescente por parte dos clientes mais críticos e exclusivos.
Felizmente, a arquitetura tem o poder de resolver inúmeros problemas do mundo moderno e da forma como nele vivemos, e existem caminhos infinitos para isso. Contudo, nem toda arquitetura é eficaz em apresentar soluções e, ao mesmo tempo, demonstrar sensibilidade e provocar reflexões. Com um portfólio que se consolida a cada ano, o SO–IL, escritório de arquitetura sediado em Nova York, vem provando que os edifícios podem, de fato, alcançar esse objetivo e ir muito além.
Nas décadas de 1960 e 1970, surgiu uma série de críticas à cidade moderna. A crítica contundente de Jane Jacobs àqueles que pretendiam reestruturar a cidade de Nova York foi a que teve impacto mais imediato, enfraquecendo o domínio de Robert Moses e de seus seguidores, mas outras obras exerceram uma influência mais ampla sobre arquitetos/as e urbanistas atuantes. Como observador das cidades da região da Baía de São Francisco, perguntei-me se os livros desse período poderiam lançar luz sobre as questões atuais do adensamento em contextos urbanos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134534/como-os-criticos-de-outrora-pensavam-a-densidade-urbanaJohn J. Parman
JULIA GUARINO FICHTER, Primer arquitecta recibida en Uruguay, Revista Mundo Uruguayo Nº2049 (31/07/1958), pág.6 (ejemplar del IHA). Tomado para Nómada Uy. Image Cortesía de Medios Audiovisuales FADU - UdelaR
Nascida em 17 de julho de 1897, Julia Guarino Fiechter tornou-se a primeira mulher a obter o título de arquiteta no território uruguaio, por volta de 1923. Embora fosse natural de Éboli, na província de Salerno, Itália, cresceu e desenvolveu toda a sua vida profissional no Uruguai após se formar na Faculdade de Arquitetura da Universidade da República, atuando também como desenhista e professora.
O novo centro de outdoor living NOA na Bélgica oferece inspiração ilimitada para a concepção de projetos criativos para áreas externas, graças à colaboração de 24 marcas de alto padrão de outdoor living. Assista ao vídeo para saber mais.
A história da memorável cortina que dá vida ao DAAily bar no Swiss Corner durante a Semana de Design de Milão vai muito além de seus padrões coloridos e naturais. Conforme explicou o artista de origem suíça Douglas Mandry, criador da obra em colaboração com a Bally e a Christian Fischbacher, durante sua Live Talk junto à instalação no DAAily bar, "Meu trabalho é movido pelas transformações globais que enfrentamos, abordando questões de mudança climática e consciência ambiental por meio de elementos visíveis."
O slow living é uma tendência inspirada pelo crescente interesse em atenção plena (mindfulness) e sustentabilidade — e por nossa crescente necessidade cultural de escapar dos efeitos negativos do ritmo acelerado da vida digital e do consumo excessivo. No entanto, de que forma exatamente o design de nossos espaços internos e externos pode interpretar essa tendência e nos ajudar a desacelerar?
The Second Studio (antigamente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast explícito sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelo arquiteto David Lee e pela arquiteta Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais criativos em conversas sem roteiro que abrem espaço para reflexões profundas e discussões pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios são entrevistas, enquanto outros trazem dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre a vida cotidiana e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify, e YouTube.
Esta semana, David e Marina conversam com Jonathan Feldman, arquiteto, sócio-fundador e CEO do Feldman Architecture, para discutir sua transição da astronomia e do inglês antes de estudar arquitetura; a captação de novos clientes; o início e a evolução de seu escritório; ideias fundamentais para a implementação de um design sustentável; e muito mais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134167/podcast-the-second-studio-entrevista-com-jonathan-feldmanThe Second Studio Podcast
Os fungos estão em quase todos os lugares — no ar que respiramos, no solo em que pisamos, na nossa alimentação e, sim, eles também vivem dentro de nós.
Doreen Adengo, arquiteta ugandense e pioneira, faleceu em 22 de julho deste ano, após lutar contra uma longa doença. Ela fundou o Adengo Architecture, um escritório sediado em sua cidade natal, Kampala. Como designer que estudou nos Estados Unidos, trabalhou em escritórios em Nova York, Washington e Londres, e lecionava na Uganda Martyrs University, seu legado é nada menos que extraordinário. Trata-se de um legado que abrange disciplinas e geografias — mas também profundamente enraizado no contexto da África, de Uganda e de Kampala.
A arquitetura de hangares é uma tipologia relativamente recente. Desde que os irmãos Wright guardaram e consertaram sua aeronave em um hangar de madeira construído em 1902, projetistas e construtores/as vêm repensando o potencial dessas estruturas. Para além dos aeroportos e terminais propriamente ditos, os hangares se diferenciam por serem projetados especificamente para abrigar aeronaves ou veículos aeroespaciais. Hoje, como essa tipologia pode ser desafiada e reinventada?
O arquiteto Félix Candela – de nacionalidades espanhola e mexicana – é um dos arquitetos do século XX mais reconhecidos mundialmente por construir uma trajetória que explorou o concreto armado por meio de diferentes experimentos que resultaram nas famosas cascas, elementos estruturais e de design que sustentam muitas de suas obras, tais como o Pavilhão de Raios Cósmicos na UNAM, Cidade do México (1951); a Capela de Palmira em Cuernavaca (1958); o Restaurante Los Manantiales, Xochimilco (1958); e o Palácio dos Esportes para os Jogos Olímpicos de 1968 na Cidade do México.
Bergerheide / Iglesias Leenders Bylois Architects. Imagem cortesia de Vectorworks
O escritório de arquitetura Iglesias Leenders Bylois Architects (ILB Architects) começou a incorporar o uso de Modelagem de Informação da Construção (BIM). O maior defensor da metodologia é o arquiteto Meindert Leenders, que acredita que todo escritório de arquitetura deveria trabalhar com BIM:
“Não precisa ser um projeto grande. Pegue um caso real, defina algumas metas alcançáveis e tente desenvolvê-las em BIM." O ILB escolheu o 'Bergerheide' como projeto-piloto: uma proposta que consiste em três vilas urbanas em formato de parque, projetadas em colaboração com a construtora Dethier. As regras de colaboração foram claramente estabelecidas pelo diretor do projeto, Vlaanderen Bouwt vzw, proporcionando à equipe de arquitetura uma estrutura sólida para experimentar com o BIM.
Um gráfico criado pelo SWA Group sobrepõe o Texas (sede de vários escritórios da SWA), a Ucrânia e o trabalho de novos membros ucranianos da equipe para um projeto conjunto no Egito.. Imagem cortesia de SWA Group
Desde o início da guerra na Ucrânia, mais de 7,1 milhões de pessoas foram deslocadas internamente no país, com mais de 139 locais afetados pelas hostilidades em curso, incluindo 62 espaços religiosos, 12 museus, 26 edifícios históricos, 17 edifícios dedicados a atividades culturais, 15 museus e sete bibliotecas. Dois novos programas, o Support by Design e o Hireukrainiandesigners.org, uniram forças para viabilizar empregos remotos para profissionais de design no país assolado pela guerra.
Ao longo dos anos, o design de interiores vem evoluindo de acordo com as necessidades emergentes mas, acima de tudo, em sintonia com as experiências que busca evocar no/a usuário/a. Nos últimos dois anos, fomos testemunhas de uma mudança radical e de um interesse especial por esse tema, já que a pandemia nos obrigou a prestar atenção redobrada à configuração dos lugares que habitamos. Isso trouxe consigo projetos muito mais integrados que buscam atender ao bem-estar do/a usuário/a, combinando cores, experiências sensoriais, tecnologia e elementos naturais que promovem a saúde.
O Laboratorio Arte Alameda (LAA) –espaço da Rede de Museus do Instituto Nacional de Bellas Artes y Literatura (Inbal)– em colaboração com a Fundación Telefónica, apresenta Joanie Lemercier. Paisajes de luz, primeira exposição individual de Joanie Lemercier, artista de origem francesa, no México. A proposta oferece "um percurso por diferentes paisagens que transportam desde a contemplação de linhas abstratas depuradas e o fascínio provocado por majestosas montanhas virtuais geradas por computador, até a preocupante realidade de uma natureza superexplorada."
https://www.archdaily.com.br/pt/1134648/joanie-lemercier-apresenta-a-instalacao-paisagens-de-luz-no-laboratorio-arte-alameda-cidade-do-mexicoArchDaily Team
Dos supermercados aos superalimentos, as culturas contemporâneas que vão da produção ao consumo de alimentos baseiam-se na ilusão de que a consagradora designação do status de "super" representa um boom econômico global confiável de commodities alimentares em circulação, e não o sinal de uma crise agrícola cíclica em expansão. Entre os diversos espaços que viabilizam a extração, transformação e distribuição de alimentos nesse ciclo — fazendas, armazéns, fábricas, mercearias, restaurantes —, é a mesa de jantar doméstica, tipicamente restrita ao consumo de alimentos, que se propõe como um local de reinvenção na instalação "Everything’s on the Table" (Tudo Está sobre a Mesa).
https://www.archdaily.com.br/pt/1134775/tudo-esta-sobre-a-mesa-redefinindo-a-mesa-de-jantar-como-uma-contra-arquitetura-ao-fenomeno-dos-superalimentosMae-ling Lokko and Hayley Eber
A visualização em tempo real é uma excelente ferramenta para criar renderizações impressionantes e otimizar fluxos de trabalho em projetos de arquitetura e design. Ela se integra diretamente ao seu software CAD, permitindo visualizar o projeto enquanto ele é desenvolvido.
Além de gerar renderizações de alta qualidade, sua velocidade e facilidade de uso são alguns dos motivos pelos quais muitas empresas a integraram aos seus fluxos de trabalho. Veja a seguir como a visualização em tempo real beneficiou estas três empresas.
20 de março de 2020: Estou em Nova York, “o epicentro da Covid-19”, repetem incessantemente as notícias na TV, como se tivessem orgulho da conquista. Nova York sempre foi excessiva, então por que não agora? Mais casos, mais hospitalizações, mais internações em UTIs, mais intubações, mais mortes. As notícias são aterrorizantes e, ao mesmo tempo, completamente incompatíveis com a experiência cotidiana da cidade, que se tornou estranhamente silenciosa, pacífica. Sem trânsito, sem barulho de obras, sem alarmes de carro irritantes, sem gritos aleatórios no meio da noite. Até as ambulâncias estão em sua maioria silenciosas, sem carros contra os quais lutar.
Matilde Ucelay Maórtua nasceu em 1912 em Madri, no seio de uma família burguesa, profissional e ilustrada, sendo a mais velha de quatro irmãs. A família de seu pai, Enrique Ucelay, de origem basca, ocupara uma posição econômica, política e profissional de destaque na Madri do século XIX, vinculada ao liberalismo político. Por sua vez, sua mãe, Pura Maórtua, também de ascendência basca, provinha de uma família com excelentes condições financeiras e, embora não tivesse uma formação acadêmica formal, sempre demonstrou um enorme desejo de aprender, tendo a oportunidade de realizar diversas viagens para visitar museus e obras de arquitetura.
Uma cidade de eletrizante diversidade arquitetônica — as estruturas modernistas de Belgrado conferem à capital sérvia um caráter único. O cinza do concreto brutalista de Belgrado é uma das assinaturas arquitetônicas da cidade, manifestando-se tanto em complexas fachadas volumétricas quanto em formas retilíneas monolíticas. No entanto, embora existam inúmeras análises arquitetônicas sobre as qualidades externas das estruturas brutalistas em Belgrado e arredores, o registro fotográfico de seus interiores brutalistas é relativamente escasso — algo que a fotógrafa Inês d’Orey buscou transformar em sua mais recente exposição.