Há alguns dias, tive a oportunidade de conversar com Emilio Hernández, do Centro de Imaginación Oaxaca, um dos participantes daCocina CoLaboratorio. Em nossa conversa, surgiram temas como a participação coletiva, a gestão social do habitat, o altruísmo, o racismo e muitas outras questões de cunho social. Durante o bate-papo, mencionamos as diferentes nuances, luzes e sombras em torno de temas relacionados ao assistencialismo e à “ajuda” às comunidades; bem como o quão contraproducente e violento pode ser agir a partir do privilégio e da verticalidade.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134221/cozinha-colaboratorio-gestao-social-do-habitat-em-chiapasValeria Rubio García
A palavra em inglês para arquiteto/a, architect, pode ser dividida em três partes: “Arch”, o arco arquitetônico que, em seus radicais de origem grega, representa o “máximo, mais forte, maior”; no centro, o “I” (“eu”, em inglês); e, por fim, “Tect”, que remete às “ferramentas técnicas”. Assim, a própria origem da identidade do/a arquiteto/a carrega a premissa de “utilizar o ‘eu’ como consciência subjetiva para realizar a melhor construção possível através de ferramentas técnicas”.
Ao longo do tempo, o “Arch” almejado pelo/a arquiteto/a, o “I” da perspectiva subjetiva e o “Tect” das ferramentas técnicas de viabilização transformaram-se de acordo com as mudanças das eras e do contexto social. No entanto, o significado essencial desses três elementos e sua relação de sinergia mútua não sofreram alterações substanciais.
Nas últimas duas ou três décadas, a aceleração das tecnologias de ponta impulsionou os/as arquitetos/as a tentar inventar e reconstruir novas ferramentas “técnicas” voltadas ao projeto e à construção, buscando acompanhar o ritmo da era da informação. Com a chegada de uma nova onda tecnológica liderada por inteligência artificial, Big Data e computação em nuvem, o mundo caminha decisivamente rumo à digitalização e à inteligência artificial. Como resultado, as definições e as relações entre “Arch”, “I” e “Tect” precisam mudar para que os/as profissionais de arquitetura possam realmente romper com as amarras das relações de produção tradicionais.
O “I” do/a arquiteto/a deixa de ser o único agente do projeto e da construção. Em vez disso, a fusão plena entre “I” e “Tect” gera uma consciência híbrida que une a inteligência humana à da máquina para moldar o nosso objetivo final, o “Arch”. A mentalidade de projeto e os fluxos de trabalho estão se transformando, e esse paradigma de colaboração coletiva inaugura novos modelos profissionais para a arquitetura.
Qual é a diferença fundamental nessa mudança de agente? Trata-se da transição entre a tomada de decisão individual do/a arquiteto/a e a decisão compartilhada entre o ser humano e o computador.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134228/como-os-as-arquitetos-as-usam-arquitetos-de-inteligencia-artificial-inclui-beneficios韩爽 - HAN Shuang
Qual é, exatamente, o sentido da crítica de arquitetura? A palavra “crítica” deriva do termo grego krinein, que significa separar, peneirar, distinguir, discernir, examinar ou julgar. Segundo Wayne Attoe, arquiteto e educador que discorre sobre a crítica de arquitetura em seu livro Architecture and Critical Imagination (infelizmente hoje fora de catálogo), isso não significa necessariamente desaprovar ou apontar falhas. A crítica pode ser favorável ou desfavorável; pode elogiar ou condenar.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134199/para-que-serve-a-critica-de-arquiteturaMichael J. Crosbie
É comum ver em filmes de ficção científica residências ou escritórios futuristas repletos de tecnologia. Seja a casa do filme Ela (Her), como mostrado na imagem acima, onde a iluminação se acende automaticamente por sensores assim que o protagonista chega, sem que precise tocar em nada; seja Tony Stark em Homem de Ferro, que ao retornar para casa precisa apenas da voz para se conectar à internet ou preparar um café; ou ainda em Missão: Impossível, em que bastam comandos de voz para acender as luzes e ligar a TV. Com o avanço acelerado da tecnologia, o desenvolvimento da automação residencial transformou essas projeções de ficção científica em realidade. E a centenária marca alemã Gira, como referência absoluta no setor, desenvolveu sistemas de casa inteligente que trazem para a vida real cenários que antes pertenciam apenas às telas de cinema.
Embora a alta tecnologia traga conveniência, ela frequentemente vem acompanhada de complexidade operacional devido a barreiras de conhecimento técnico. A Gira, no entanto, busca conectar a tecnologia às necessidades de quem a utiliza, esforçando-se para oferecer designs confortáveis por meio de produtos práticos e fáceis de operar. Com uma trajetória de 117 anos — desde os primeiros interruptores de alavanca até os modernos sistemas de automação residencial e telas sensíveis ao toque —, a empresa soube aproveitar oportunidades e inovar continuamente. Ao integrar a tecnologia às demandas reais das pessoas usuárias, a Gira consolidou-se como uma das principais referências globais no setor de automação de ambientes, interruptores e tomadas, com presença em mais de 40 países e inúmeros prêmios de prestígio.
Acolhendo as aspirações da cidadania e oferecendo uma resposta técnica, este novo modelo para Santander, no norte da Espanha, projetado para o ano de 2055, foi elaborado pelos escritórios de arquitetura e planejamento Landlab e Paisaje Transversal, após vencerem o concurso de ideias para realizar essa tarefa em 2021.
A seguir, a equipe de autoria apresenta detalhadamente este novo modelo, cujas bases se apoiam no urbanismo regenerativo e na inclusão, conexão, prosperidade e resiliência.
Renderização de luminância do Daylight Visualizer. Imagem cortesia de VELUX Group
A luz natural molda a experiência de um espaço como nenhum outro elemento e é um aspecto fundamental para a concepção de edifícios saudáveis e sustentáveis. Um bom projeto de iluminação natural pode melhorar a saúde, o humor, as habilidades cognitivas e a produtividade de quem os ocupa — seja em casa, na escola ou no trabalho —, reduzindo ao mesmo tempo o consumo de energia dos edifícios.
O Daylight Visualizer facilita a tomada de decisões fundamentadas sobre estratégias arquitetônicas e de iluminação natural em seus projetos, além de avaliar a conformidade com as exigências de desempenho lumínico em regulamentos de construção e sistemas de certificação ambiental.
O problema em ser um/a escritor/a analítico/a é que quase tudo já foi escrito quando você finalmente se prepara para abordar um assunto. É o caso da Bienal de Arquitetura de Chicago de 2021 (CAB): The Available City. Já foram publicados diversos ensaios perspicazes e bem escritos sobre a CAB por Zach Mortice, Anjulie Rao,Marianela D’Aprile e outros, de modo que seria tolice percorrer o mesmo território que já mapearam tão bem. Em vez disso, proponho uma jornada por esta edição da CAB, que encerrou uma trajetória bem-sucedida e significativa no último sábado, por um caminho menos percorrido.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134174/rompendo-o-paradigma-morto-das-exposicoes-de-designCraig L. Wilkins
O que representa o sucesso para você pode ser muito diferente de como o mercado de arquitetura o define.
Uma coisa é certa: todos querem e merecem mais. E, para conquistar mais, é preciso aprender como.
Não estou aqui para debater conceitos filosóficos por trás de nossa motivação, como profissionais de arquitetura, para sermos melhores ou termos mais. Meu objetivo é promover uma vida melhor para quem atua na área: mais reconhecimento, mais clientes, mais prêmios e mais dinheiro.
Talvez você esteja contente com sua situação atual, talvez esteja enfrentando dificuldades; de qualquer forma, todos nós podemos nos beneficiar ao saber o que fazer para impulsionar nossas carreiras.
Um dos grandes desafios que arquitetos e arquitetas enfrentam diariamente no momento de projetar começa com a definição do local de implantação do projeto. Isso envolve o estudo e a análise de uma série de fatores, desde a insolação, a topografia e a vegetação circundante até o contexto — variáveis capazes de guiar ou definir os rumos da arquitetura a ser desenvolvida.
O apartamento de Josh e Matt personifica seu estilo de "maximalismo curado". Imagem cortesia de Josh and Matt Design
Os anos 2020 chegaram, e a Geração Z anuncia sua chegada ao mundo com perspectivas ousadas e uma estética ainda mais audaciosa. Experimentando constantemente suas próprias identidades, esses jovens cresceram em uma internet repleta de opiniões e atravessaram o período caótico dos lockdowns da pandemia, trazendo consigo uma mudança cultural na qual formas orgânicas, elementos coloridos e padrões contrastantes dominam a arte, a mídia, a moda e o design de interiores. Esta tendência afasta-se do minimalismo outrora dominante, transformando a famosa frase de Robert Venturi em seu próprio lema: “menos é tédio”.
Com o objetivo de reunir inteligência global e ideias avançadas, além de oferecer subsídios para o desenvolvimento da economia aeroportuária de Shenzhen, foi lançada a Consulta Internacional para a Estratégia de Desenvolvimento e Estratégia de Implementação da Economia Aeroportuária de Shenzhen. As inscrições já estão abertas para instituições de consultoria e escritórios de planejamento e projeto de destaque em todo o mundo.
Após minha recente entrevista com o diretor da Gensler, Harry Ibbs, sobre como aproveitar os avanços tecnológicos para trazer profissionais de volta ao escritório, decidi abordar o tema da cultura do ambiente de trabalho pós-covid sob uma perspectiva completamente diferente. Em busca de uma abordagem mais íntima, analisei o AL_A, um estúdio vencedor do Prêmio Stirling do RIBA em 2009, fundado por Amanda Levete junto à diretoria composta por Ho-Yin Ng, Alice Dietsch e Maximiliano Arrocet. A diversidade da equipe de liderança e de sua força de trabalho de mais de 30 pessoas traz uma riqueza de pensamento e possibilidades que se reflete em sua cultura, prática profissional e projetos.
Urban Radicals é um coletivo de design sediado em Londres, fundado em 2019 por Era Savvides e Athanasios Varnavas. O escritório atua na intersecção de múltiplas disciplinas, explorando o espaço público e a noção de coletividade em uma variedade de escalas, contextos e expressões projetuais. Selecionado como uma das Novas Práticas de 2021 do ArchDaily, o Urban Radicals se contrai e se expande organicamente por meio de seus projetos, dissolvendo as fronteiras entre diversos campos do conhecimento e contornando a estrutura tradicional de escritório para integrar uma multiplicidade de perspectivas na arquitetura.
A relação entre a arte e a humanidade remonta às origens da civilização. Os museus tornaram-se espaços onde vastas coleções de arte e artefatos narram a história do tempo, do ser humano, das cidades e de inúmeras narrativas sobre culturas e sociedades. Ao longo dos anos, o papel do museu evoluiu, assumindo diferentes formatos e escalas, incluindo a galeria de arte contemporânea. A importância da arte e da cultura nas cidades e bairros contemporâneos é inegável. No entanto, as galerias desempenham múltiplos papéis ao integrar a arte e a cultura na vida cotidiana. Por que esses espaços são valiosos para as comunidades? Como eles apoiam artistas emergentes? De que maneira as galerias podem revitalizar os bairros?
A arquitetura reúne influências da arte, da cultura e do cotidiano. Ao projetar para comunidades locais e especificar materiais regionais, profissionais de arquitetura costumam se inspirar nas tradições vernáculas. Ao utilizar recursos e materiais tradicionais da região de implantação da obra, esses profissionais se baseiam no clima local e em uma história compartilhada de técnicas construtivas e ideias. Os canteiros de obras e lotes pelo mundo são locais diversos, moldados por novas tecnologias construtivas, técnicas do passado e pelas transformações da vida cultural.
PROJECT 普罗建筑 foi fundado em 2014 e é um coletivo de pesquisa e projeto reconhecido internacionalmente. Atualmente, a equipe conta com mais de dez profissionais, com estúdios em Pequim, Xangai e Shenzhen. Seus fundadores, Chang Ke e Li Wenhan, graduaram-se respectivamente pela Universidade de Tecnologia de Delft (TU Delft), nos Países Baíses, e pela Universidade de Artes Aplicadas de Viena, acumulando anos de experiência em grandes escritórios de arquitetura na Europa e na China, sendo ambos arquitetos registrados nos Países Baixos. Como especialistas nas áreas de renovação urbana e edifícios públicos, a filosofia central do escritório define a demanda como contexto, a resistência como força motriz e a inovação como questionamento estrutural. O PROJECT 普罗建筑 busca romper as fronteiras do design tradicional, transcendendo as limitações de escala e categoria, definindo cada encargo como um "PROJECT" (projeto) integrado. Ao focar nas condições específicas de viabilidade de cada projeto, o escritório propõe soluções estratégicas e explora novos programas e tipologias espaciais — em especial aquelas que emergem de iniciativas populares. Ao conectar o projeto à vida cotidiana, estimulando e organizando a vitalidade gerada por esses novos modelos, o escritório busca contribuir de forma ativa para o desenho espacial da vida urbana e rural contemporânea.
O PROJECT 普罗建筑 oferece serviços completos de consultoria e projeto, que abrangem desde o planejamento conceitual, arquitetura, paisagismo e interiores, até mobiliário, design de produto, sistemas de sinalização e consultoria de execução de obras. Longe de enxergar o design como uma intervenção isolada, o escritório utiliza o conceito de "PROJECT" para transformar cada projeto em um sistema contínuo de pesquisa focado na inovação criativa. O escritório dedica-se a explorar uma pesquisa e prática arquitetônica locais enraizadas no contexto sociopolítico da China contemporânea. Com uma metodologia baseada no estudo coletivo e no debate, toda a equipe de design participa ativamente das discussões e tomadas de decisão de cada projeto. O PROJECT 普罗建筑 funciona como uma inteligência coletiva, revelando novas possibilidades e mecanismos ideais a partir de múltiplas perspectivas. Unir a prática local ao caráter cívico e social define a direção atual do escritório. Ao conciliar projetos sob encomenda de pequena e média escala com concursos para edifícios públicos de grande escala urbana, a equipe busca consolidar um modelo viável para escritórios de arquitetura locais, equilibrando a atuação comercial e o rigor acadêmico. Este é, portanto, o momento ideal para receber novas mentes e abrirmos juntos novos caminhos.
À medida que a geração pós-pandemia de locais de trabalho ganha forma, o conforto do escritório está se tornando rapidamente seu principal atrativo. Contudo, isso não pode se resumir apenas a sofás de trabalho grandes e confortáveis e algumas almofadas soltas. Com as opções híbridas de casa, escritório ou um terceiro espaço em pauta, a maioria dos/as profissionais ainda opta por passar uma grande parte de seu tempo de trabalho em conjunto, beneficiando-se do sentimento de comunidade e da atmosfera criativa, mas, acima de tudo, do ambiente de trabalho profissional e de seu design de interiores. Assim, embora espaços confortáveis e acolhedores ajudem as pessoas a se sentirem em casa, o arranjo tradicional com mesas e cadeiras individuais voltado ao foco e à concentração não pode ser subestimado.
Diante do aumento no valor dos aluguéis e com grandes empresas já em processo de redução de espaço para sobreviver à era do trabalho digital, apenas locais de trabalho projetados com flexibilidade e adaptabilidade podem oferecer tipologias voltadas tanto ao conforto quanto ao foco.
O Beijing Institute of Architectural Design Co., Ltd. (BIAD) é uma empresa de atuação abrangente que engloba planejamento urbano, planejamento de investimentos, projeto de grandes edifícios públicos, arquitetura civil, design de interiores, paisagismo, projeto de sistemas prediais inteligentes, elaboração de orçamentos de engenharia, sistemas de baixa tensão, engenharia de decoração e contratação geral de obras (EPC). Atualmente, a empresa possui qualificações de Classe A em áreas como design de engenharia, planejamento urbano e rural, consultoria de engenharia, consultoria de custos, planejamento e design de turismo, projeto de paisagismo e engenharia ambiental (controle de poluição física).
O BIAD atende a uma ampla gama de clientes, incluindo órgãos governamentais e instituições públicas nas esferas nacional e local, empresas estatais, empresas privadas, bem como companhias estrangeiras e joint ventures. O valor do nosso design se reflete no sucesso dos projetos de nossos clientes, com obras distribuídas por toda a China e pelo mundo, muitas das quais se tornaram marcos arquitetônicos nacionais e urbanos. A instituição reúne um corpo técnico de excelência, composto por arquitetos/as e engenheiros/as de diversas especialidades, incluindo 1 membro da Academia Chinesa de Engenharia, 9 Grandes Mestres Nacionais de Prospecção e Design, 73 especialistas com subsídio especial do Conselho de Estado, 1 integrante do Programa Nacional de Mil Talentos, 12 especialistas com contribuições de destaque de Pequim e 3 profissionais do Programa de Talentos de Pequim. Entre os/as mais de 4.000 colaboradores/as, 620 possuem títulos profissionais seniores, 836 contam com qualificações de registro profissional nacional, 36 são doutores/as, 995 são mestres/as e 86 concluíram seus estudos no exterior. O BIAD possui 13 filiais na China, 14 subsidiárias integrais e controladas, 9 empresas coligadas, além de manter parcerias acadêmicas com renomadas universidades do país, como a Universidade Tsinghua e a Academia Central de Belas Artes.
É possível rastrear as origens do brutalismo no Reino Unido da década de 1950, durante o período pós-guerra. Contudo, não existem registros claros de seus limites ou marcos teóricos iniciais. Apesar disso, há um amplo consenso de que a corrente buscou sustentar a sinceridade construtiva como valor principal e de que teve, na execução da Unidade de Habitação de Marselha (1952) de Le Corbusier, um ponto de inflexão para sua difusão global (Casado, 2019). Para autores como Banham (1966) ou Collins (1977), a sinceridade construtiva nos edifícios brutalistas refere-se não apenas a critérios materiais ou técnicos, mas também morais, políticos ou éticos. Essas variáveis, em nações como o Peru, foram fundamentais e edificaram uma estética ao mesmo tempo que se tentava, a partir e por meio da arquitetura, construir uma ideia de país. Este ensaio busca ser uma aproximação a essas ideias e experiências.
Taller Virtual de las Américas (TVA). Image Cortesía de Taller virtual de las Américas
Há mais de uma década, surgiu uma aposta em uma nova maneira de compreender o sistema pedagógico arquitetônico. Com uma influência que alcança hoje países como Argentina, Peru, México, Venezuela, Guatemala e Estados Unidos, o Taller Virtual de las Américas (TVA) consegue reunir sinergicamente educação, coletividade e virtualidade. Nahuel Salcedo e Celeste Gómez Lahoz são os arquitetos que fazem parte do grupo coordenador e lideram ano a ano este projeto. Nesta ocasião, eles nos contam, com mais detalhes, do que se trata.
A mano alzada: paisaje y dibujo en la provincia de Misiones. Image Cortesía de Sebastián Galarza
O território missioneiro, na Argentina, assiste, desde o século XV, à passagem e à constante sobreposição local de um grande número de culturas extremamente diversas. Indígenas guarani, a colonização espanhola, as fundações jesuíticas, bandeirantes paulistas, populações da República de Entre Ríos e, posteriormente, da Província de Corrientes, paraguaios/as, brasileiros/as e, por fim, a chegada voraz de imigrantes da Europa que fugiam das guerras mundiais compõem algumas das camadas de seu incomensurável tecido cultural.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134262/a-mao-livre-paisagem-e-desenho-reunidos-em-croquis-de-misiones-argentinaElías Barczuk Pasamán y Sebastián Galarza
Como parte das atividades da agenda cultural da semana de arte de 2022 na Cidade do México, guadalajara90210, em colaboración com Michan Architecture e Luis Young, apresentou a mostra "YACIMIENTOS", que reuniu peças de 53 artistas, arquitetas e arquitetos. A mostra foi sediada em um edifício localizado no bairro de Condesa que está em processo de reconstrução, e aconteceu de 12 a 20 de fevereiro.
Muitos de nós concordamos com Roman Mars, do 99% Invisible, quando ele diz que "tendemos a não notar as coisas bem projetadas" – mas também concordamos que o design costuma ser considerado algo voltado apenas para alguns. Por isso, devemos nos perguntar o que é verdadeiramente democrático na questão do design – e, a partir daí, podemos ajudar a definir e a colaborar com a nossa visão para uma sociedade mais justa.
Sob a perspectiva do design e da arquitetura, podemos olhar para a democratização do design a partir de diferentes ângulos. Desde como incluir soluções de design para as necessidades diárias até como projetar de maneira inclusiva. Na base de tudo isso está a busca por respostas para melhorar a acessibilidade e a habitabilidade em nossas vidas.