
É possível rastrear as origens do brutalismo no Reino Unido da década de 1950, durante o período pós-guerra. Contudo, não existem registros claros de seus limites ou marcos teóricos iniciais. Apesar disso, há um amplo consenso de que a corrente buscou sustentar a sinceridade construtiva como valor principal e de que teve, na execução da Unidade de Habitação de Marselha (1952) de Le Corbusier, um ponto de inflexão para sua difusão global (Casado, 2019). Para autores como Banham (1966) ou Collins (1977), a sinceridade construtiva nos edifícios brutalistas refere-se não apenas a critérios materiais ou técnicos, mas também morais, políticos ou éticos. Essas variáveis, em nações como o Peru, foram fundamentais e edificaram uma estética ao mesmo tempo que se tentava, a partir e por meio da arquitetura, construir uma ideia de país. Este ensaio busca ser uma aproximação a essas ideias e experiências.











