O design de interiores é um elemento fundamental do projeto de arquitetura, especialmente relevante quando arquitetos e designers são capazes de construir uma atmosfera própria capaz de aprazer os nossos sentidos. Você já se perguntou por que existem espaços que nos agradam e nos convidam a ficar por horas e outros que instantaneamente nos fazem querer ir embora? Essas sensações são uma consequência de como manipulamos certos elementos e parâmetros espaciais que inevitavelmente afetam a maneira como nos relacionamos com o espaço.
As maçanetas das portas são uma parte onipresente da vida cotidiana, sendo utilizadas constantemente em quase todos os espaços, mas raramente consideradas pelo usuário comum. No entanto, o material escolhido para cada uma pode variar amplamente em termos de estética, durabilidade e sustentabilidade, com boas e más escolhas. Para objetos que são vistos e usados várias vezes ao dia sem falhas, é imperativo que os projetistas façam a escolha certa.
Para aprofundar este assunto, a empresa FSB nos auxilia para a definição das propriedades de quatro dos materiais mais comuns de maçanetas abaixo, permitindo que você tome uma decisão informada sobre qual material se alinha melhor às necessidades do seu projeto.
https://www.archdaily.com.br/pt/935854/aco-inoxidavel-bronze-latao-ou-aluminio-como-escolher-o-material-da-macanetaLilly Cao
O arquiteto italiano Vittorio Gregotti em 1975. Imagem via Wikipedia Commons
Ninguém morre tarde demais, mas Vittorio Gregotti faleceu cedo demais para que algumas de suas ideias radicais pudessem se materializar em forma, e cedo demais para que a 17ª Bienal de Arquitetura de Veneza de 2020 — adiada pela mesma pandemia que o levou na semana passada — pudesse lhe agradecer.
Medo da recessão econômica causada pela pandemia de COVID-19 fez com que prateleiras em supermercados do mundo todo ficassem vazias. Foto de John Camero, via Unsplash
Cidades trazem oportunidades, diversidade e ganhos de escala, que eventualmente atraem mais moradores e motivam retroativamente seu crescimento. Apesar de, há décadas, preverem o fim das cidades em virtude do telefone, da internet, das videoconferências ou da realidade virtual, cidades e encontros presenciais continuam crescendo. Grandes áreas urbanas continuam atraindo cada vez mais gente. Motivado não apenas pelo turismo, a indústria de viagens também tem crescido ano após ano, mostrando o quanto as pessoas querem estar presencialmente onde as coisas estão acontecendo, seja em reuniões, eventos, shows ou simplesmente para encontrar amigos e familiares.
Em nosso esforço contínuo para destacar o importante trabalho acadêmico realizado nas universidades, abrimos uma convocatória pública no último mês de janeiro, na qual convidamos arquitetos e arquitetas do México a compartilharem seus projetos de conclusão de curso; buscávamos teses e pesquisas acadêmicas com temas de relevância para o contexto mexicano que costumam ficar apenas no papel, mas que merecem reconhecimento nacional.
Na semana passada, a Bienal de Arquitetura de Venezaanunciou que adiará a data de abertura da Biennale para o dia 29 de agosto, mas que entretanto, manterá a data encerramento do evento no dia 29 de novembro, reduzindo a duração do mais importante evento internacional do mundo da arquitetura de seis para apenas três meses. A mudança de planejamento da Biennale é mais uma resposta à crise mundial causada pela pandemia de coronavírus ou COVID-19, a qual tem se agravado ao longo das últimas semanas provocando uma onda de cancelamentos e adiamentos de importantes eventos ao redor do mundo.
Introduzida por Rudolf Steiner, a pedagogia Waldorf é alimentada por princípios da filosofia antroposófica. Uma das principais características de sua abordagem pedagógica é a suposição de que a formação de um ser humano deve ser holística: seus sentimentos, sua imaginação, seu espírito e seu intelecto como uma composição única, visando uma completa integração entre o pensamento, o sentimento e a ação (o pensar, o sentir e o agir estão sempre ligados).
O foco da filosofia é desenvolver indivíduos capazes de se relacionar com si mesmos e com a sociedade (inteligência inter e intrapessoal), habilidades que são fundamentais para os desafios que o século XXI desenhou. Esse aprendizado ocorre, em grande parte, devido à força característica das escolas que seguem esse método de introduzir famílias no ambiente escolar, transformando-as em uma comunidade. Abordaremos como isso é feito, a seguir.
Em uma condição de crescente sobreposição entre o digital e o físico, o limiar do real está sendo expandido por um vasto conjunto de aplicativos e plataformas que, como uma infraestrutura conectada e conectora, manipulam as cidades e seus/suas habitantes em uma constante troca de dados. Por sua vez, esse fenômeno invade e ultrapassa progressivamente o conjunto de referências de que dispomos para descrever a condição urbana. Quem utiliza esses sistemas — hoje em uma posição ativa de produção do ambiente humano — provavelmente perderá sua agência física e se tornará produtora de dados, no que Federico Ruberto descreve como a esquizofrenia digital da cidade de amanhã. Por meio de referências filosóficas, artísticas e cinematográficas, projeta-se uma série de cenários, investigando quais seriam os limites para as infraestruturas digitais e quais ferramentas poderíamos empregar para manipulá-las.
Para a Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Shenzhen (UABB) de 2019, intitulada "Interações Urbanas" (21 de dezembro de 2019 a 8 de março de 2020), o ArchDaily está colaborando com a curadoria da seção "Eyes of the City" para estimular um debate sobre como as novas tecnologias podem impactar a arquitetura e a vida urbana. A contribuição a seguir faz parte de uma série de ensaios científicos selecionados por meio da chamada de trabalhos "Eyes of the City", lançada em preparação para as exposições: solicitou-se a pesquisadores/as internacionais que enviassem suas reflexões em resposta à declaração desenvolvida pela equipe curatorial de Carlo Ratti Associati, Politecnico di Torino e SCUT, que você pode ler aqui.
O período compreendido pelo século XX foi palco de mudanças que vão desde o surgimento e consolidação da arquitetura moderna à difusão de críticas e teorias ao movimento tão diversas quanto a produção arquitetônica do mesmo período. A expressão e experimentação de arquitetos refletiram em interiores que hoje consideramos “clássicos”, devido à relevância que tiveram para o debate e produção das décadas seguintes.
Com o objetivo de criar experiências ambientais imersivas em espaços interiores, o estúdio de design Aqua Creations desenvolveu o Manta Ray Light, uma instalação de iluminação construída com a tecnologia LED RGB responsiva que mistura as cores vermelho (Red), verde (Green) e azul (Blue) para gerar mais de 16 milhões de tons de luz. Ao predefinir seu espectro de cores, diminuir o brilho em uma escala de 0,1 a 100% e até carregar imagens e vídeos em sua memória interna, o sistema permite adicionar cor e movimento a espaços expressivos ou proporcionar uma sensação de calor e foco nos espaços íntimos e privados.
“Todos os problemas podem ser resolvidos com tecnologia.”
O quão acertada (ou não) parece essa afirmação? Enquanto escrevia este artigo, meu editor eletrônico de texto apontou que as três primeiras palavras dessa frase estavam incorretas, e me sugeriu trocar por “A quão acertada”. Ele se engana, a frase está correta.
Periferia: Ecatepec de Morelos, é um projeto do/a fotógrafo/a emergente Zaickz Moz que surge para realizar um registro fotográfico de como as bordas da Cidade do México têm se transformado, além de lançar um olhar sobre as estéticas que emergem em zonas como Chalco, Nezahualcóyotl ou Naucalpan. Projetos como Soy de Azteca lançaram luz sobre territórios esquecidos, buscando repensar as expressões de comunidade e identidade da periferia da Cidade do México, que se mostra cada vez mais difusa e transborda para além de seus limites geográficos.
via Cities for Play. Designing Child Friendly High Density Neighbourhoods
Cities for Play é um projeto cujo objetivo principal é de inspirar arquitetos, urbanistas e planejadores urbanos a criarem cidades estimulantes, respeitosas e acessíveis às crianças.
Natalia Krysiak é uma arquiteta australiana que acredita que as necessidades das crianças devem ser colocadas como ponto central no desenho urbano para assegurar comunidades resilientes e sustentáveis. Em 2017, criou Cities for Play que estuda exemplos de cidades que se preocupam em proporcionar ambientes que são capazes de promover a saúde e o bem-estar (físico e emocional) das crianças com foco nas brincadeiras e na "mobilidade ativa" de espaços públicos.
Um bom projeto de interiores começa com o mapeamento das demandas específicas de seus possíveis usuários. Conscientes das necessidades físicas, psicológicas e emocionais das pessoas, os projetistas buscam desenvolver soluções espaciais específicas que possam impactar positivamente na vida destas pessoas, promovendo qualidade de vida, segurança e bem-estar. Uma das principais tendências no design de interiores contemporâneo é a biofilia, uma abordagem holística que surge da observação e incorporação da natureza ao design.
Os espaços internos de museus, por meio de exposições, constroem narrativas que atribuem lógica e sentido (em outros contextos talvez não existentes) aos objetos expostos. Isto é, os recursos utilizados em uma mostra são capazes de conferir significados à medida em que são estabelecidas as conexões não só entre as peças expostas, mas também entre o projeto expográfico e a obra de arte.
Danny Forster, do programa Build it Bigger, explica como o NexoTek — com o V-Ray para SketchUp e o Chaos Cloud — o ajudou a projetar e apresentar o hotel modular mais alto do mundo.
Atualmente em construção na cidade de Nova York, o AC Hotel New York NoMad, da Marriott, está prestes a fazer história como o hotel modular mais alto do mundo. O edifício de 26 pavimentos e 168 quartos foi pré-fabricado e montado na Polônia antes de cruzar o Atlântico rumo a Nova York, onde as equipes de obra conseguirão montar um andar inteiro em menos de uma semana.
A menos que você viva em uma bolha de notícias ou de redes sociais, é pouco provável que não tenha visto os efeitos devastadores que as secas e os incêndios florestais na Austrália, agravados pelas mudanças climáticas, causaram ao continente. Uma das imagens que continua gravada na minha memória é a daquele garoto que, de máscara no rosto, pilota o barco da família enquanto fogem de um grande incêndio florestal — com chamas e fumaça envolvendo toda a cena em um brilho apocalíptico de tom vermelho-alaranjado.
A perda de vidas (humanas e de animais silvestres), a destruição de propriedades, infraestrutura e habitats, os impactos negativos na qualidade do ar, na biodiversidade e no acesso à água, além dos refugiados decorrentes desse cenário, trarão consequências de longo prazo para a economia e o bem-estar geral da Austrália. Pior ainda, esses impactos negativos têm sido, e continuarão sendo, distribuídos de forma desigual entre as populações do continente. Sem surpresa, a tensão resultante disso, que já afeta indivíduos e instituições sociais, enfraqueceu a coesão comunitária por meio de ações antissociais, como o roubo de água.
O recente sucesso de Parasita, premiado filme do cineasta coreano Bong Joon Ho, trouxe para o foco da crítica de cinema a relevância da arquitetura e dos espaços interiores. Como poucos filmes conseguem fazer, a obra-prima de Ho borrou os limites entre os dois campos disciplinares a ponto de podermos afirmar, sem exageros, que a arquitetura não está lá apenas como cenário, mas assume papel de protagonista em muitas cenas.
Ao longo dos últimos três meses, o COVID-19 se espalhou rapidamente pelos quatro cantos do mundo, ultrapassando a marca de 114 países com casos confirmados até a última quarta-feira dia 11 de Março de 2020, tirando a vida de quase 5.000 pessoas até o momento, números que tendem a aumentar exponencialmente ao longo das próximas semanas.
Mas, se pudéssemos deixar de lado por um momento a gravidade desta situação, a pandemia de coronavírus – de maneira pouco ortodoxa – está nos fazendo refletir sobre o futuro das relações de trabalho no mundo. Milhões de pessoas estão sendo forçadas à trabalhar de casa, juntando-se a um já não pequeno número de pessoas que o fazem por escolha ou comodidade. A pergunta que queremos levantar é: seria este o início do fim do tradicional edifício de escritórios?
Conjunto habitacional do MCMV em Juazeiro do Norte, Ceará. Via Caos Planejado
Um dos problemas estruturais da sociedade brasileira é o crescimento excessivo da mancha urbana das cidades, comumente denominado de “espraiamento”, que resulta em uma ocupação urbana de baixa densidade. Essa ocupação dispersa dificulta a provisão de serviços públicos e compromete a qualidade de vida dos moradores, pois não gera demanda suficiente para o transporte de massa e induz à adoção do automóvel particular como modo de deslocamento. Para reverter esse quadro, a política urbana procura aumentar a densidade da cidade existente, seja construindo edificações novas nos lotes ociosos, seja recuperando edificações degradadas nas áreas centrais. No entanto, tal como atualmente concebida, a política habitacional favorece o espraiamento urbano.
O levantamento de edifícios é uma das etapas fundamentais no início de qualquer projeto de arquitetura. Embora essa tarefa seja hoje frequentemente terceirizada para especialistas em projetos de maior escala — sobretudo no atual contexto do BIM —, intervenções menores, como reformas e ampliações residenciais, ainda demandam que o/a próprio/a arquiteto/a realize o levantamento. Pensando nisso, preparamos uma lista de considerações e dicas específicas para a medição de espaços internos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126781/dicas-para-medicao-e-levantamento-de-espacos-internosNiall Patrick Walsh
Cortesia de Königsberger Vannucchi Arquitetos Associados
Neste artigo, compartilho o processo de análise e decisão que conduzimos na Königsberger Vannucchi Arquitetura ao iniciarmos nossa transformação BIM em 2017. Foram seis estudos de investimento, realizados entre os anos de 2013 e 2017, até o dia em que finalmente o plano virou uma iniciativa. Era setembro de 2017 e acabávamos de começar aquele que seria o mais importante, transformador e arriscado investimento do ciclo estratégico KV2020: adotar o BIM como padrão do escritório, em 100% dos projetos, ao longo de 100% do ciclo de vida dos projetos.
Uma de nossas responsabilidades como arquitetos e arquitetas é entender como implementar em nossos projetos estratégias que considerem as pessoas que habitam os espaços, nosso consumo de recursos naturais e a viabilidade econômica desses empreendimentos. Tudo isso pode ser alcançado por meio de três objetivos principais: reduzir nossa pegada de carbono, criar ambientes de trabalho saudáveis e projetar edifícios eficientes e lucrativos.
Embora a construção em pedra seja uma técnica construtiva ancestral, o potencial expressivo, as texturas, a eficiência e a durabilidade deste material impulsionaram seu uso contínuo ao longo do tempo. A robustez, a rusticidade, a integridade e a ampla gama de texturas e variações que possibilita fizeram com que muitos/as arquitetos/as valorizassem os elementos pétreos, incorporando-os como recursos construtivos em seus projetos.