O problema em ser um/a escritor/a analítico/a é que quase tudo já foi escrito quando você finalmente se prepara para abordar um assunto. É o caso da Bienal de Arquitetura de Chicago de 2021 (CAB): The Available City. Já foram publicados diversos ensaios perspicazes e bem escritos sobre a CAB por Zach Mortice, Anjulie Rao,Marianela D’Aprile e outros, de modo que seria tolice percorrer o mesmo território que já mapearam tão bem. Em vez disso, proponho uma jornada por esta edição da CAB, que encerrou uma trajetória bem-sucedida e significativa no último sábado, por um caminho menos percorrido.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134174/rompendo-o-paradigma-morto-das-exposicoes-de-designCraig L. Wilkins
O que representa o sucesso para você pode ser muito diferente de como o mercado de arquitetura o define.
Uma coisa é certa: todos querem e merecem mais. E, para conquistar mais, é preciso aprender como.
Não estou aqui para debater conceitos filosóficos por trás de nossa motivação, como profissionais de arquitetura, para sermos melhores ou termos mais. Meu objetivo é promover uma vida melhor para quem atua na área: mais reconhecimento, mais clientes, mais prêmios e mais dinheiro.
Talvez você esteja contente com sua situação atual, talvez esteja enfrentando dificuldades; de qualquer forma, todos nós podemos nos beneficiar ao saber o que fazer para impulsionar nossas carreiras.
O apartamento de Josh e Matt personifica seu estilo de "maximalismo curado". Imagem cortesia de Josh and Matt Design
Os anos 2020 chegaram, e a Geração Z anuncia sua chegada ao mundo com perspectivas ousadas e uma estética ainda mais audaciosa. Experimentando constantemente suas próprias identidades, esses jovens cresceram em uma internet repleta de opiniões e atravessaram o período caótico dos lockdowns da pandemia, trazendo consigo uma mudança cultural na qual formas orgânicas, elementos coloridos e padrões contrastantes dominam a arte, a mídia, a moda e o design de interiores. Esta tendência afasta-se do minimalismo outrora dominante, transformando a famosa frase de Robert Venturi em seu próprio lema: “menos é tédio”.
Com o objetivo de reunir inteligência global e ideias avançadas, além de oferecer subsídios para o desenvolvimento da economia aeroportuária de Shenzhen, foi lançada a Consulta Internacional para a Estratégia de Desenvolvimento e Estratégia de Implementação da Economia Aeroportuária de Shenzhen. As inscrições já estão abertas para instituições de consultoria e escritórios de planejamento e projeto de destaque em todo o mundo.
Após minha recente entrevista com o diretor da Gensler, Harry Ibbs, sobre como aproveitar os avanços tecnológicos para trazer profissionais de volta ao escritório, decidi abordar o tema da cultura do ambiente de trabalho pós-covid sob uma perspectiva completamente diferente. Em busca de uma abordagem mais íntima, analisei o AL_A, um estúdio vencedor do Prêmio Stirling do RIBA em 2009, fundado por Amanda Levete junto à diretoria composta por Ho-Yin Ng, Alice Dietsch e Maximiliano Arrocet. A diversidade da equipe de liderança e de sua força de trabalho de mais de 30 pessoas traz uma riqueza de pensamento e possibilidades que se reflete em sua cultura, prática profissional e projetos.
Urban Radicals é um coletivo de design sediado em Londres, fundado em 2019 por Era Savvides e Athanasios Varnavas. O escritório atua na intersecção de múltiplas disciplinas, explorando o espaço público e a noção de coletividade em uma variedade de escalas, contextos e expressões projetuais. Selecionado como uma das Novas Práticas de 2021 do ArchDaily, o Urban Radicals se contrai e se expande organicamente por meio de seus projetos, dissolvendo as fronteiras entre diversos campos do conhecimento e contornando a estrutura tradicional de escritório para integrar uma multiplicidade de perspectivas na arquitetura.
A relação entre a arte e a humanidade remonta às origens da civilização. Os museus tornaram-se espaços onde vastas coleções de arte e artefatos narram a história do tempo, do ser humano, das cidades e de inúmeras narrativas sobre culturas e sociedades. Ao longo dos anos, o papel do museu evoluiu, assumindo diferentes formatos e escalas, incluindo a galeria de arte contemporânea. A importância da arte e da cultura nas cidades e bairros contemporâneos é inegável. No entanto, as galerias desempenham múltiplos papéis ao integrar a arte e a cultura na vida cotidiana. Por que esses espaços são valiosos para as comunidades? Como eles apoiam artistas emergentes? De que maneira as galerias podem revitalizar os bairros?
A arquitetura reúne influências da arte, da cultura e do cotidiano. Ao projetar para comunidades locais e especificar materiais regionais, profissionais de arquitetura costumam se inspirar nas tradições vernáculas. Ao utilizar recursos e materiais tradicionais da região de implantação da obra, esses profissionais se baseiam no clima local e em uma história compartilhada de técnicas construtivas e ideias. Os canteiros de obras e lotes pelo mundo são locais diversos, moldados por novas tecnologias construtivas, técnicas do passado e pelas transformações da vida cultural.
À medida que a geração pós-pandemia de locais de trabalho ganha forma, o conforto do escritório está se tornando rapidamente seu principal atrativo. Contudo, isso não pode se resumir apenas a sofás de trabalho grandes e confortáveis e algumas almofadas soltas. Com as opções híbridas de casa, escritório ou um terceiro espaço em pauta, a maioria dos/as profissionais ainda opta por passar uma grande parte de seu tempo de trabalho em conjunto, beneficiando-se do sentimento de comunidade e da atmosfera criativa, mas, acima de tudo, do ambiente de trabalho profissional e de seu design de interiores. Assim, embora espaços confortáveis e acolhedores ajudem as pessoas a se sentirem em casa, o arranjo tradicional com mesas e cadeiras individuais voltado ao foco e à concentração não pode ser subestimado.
Diante do aumento no valor dos aluguéis e com grandes empresas já em processo de redução de espaço para sobreviver à era do trabalho digital, apenas locais de trabalho projetados com flexibilidade e adaptabilidade podem oferecer tipologias voltadas tanto ao conforto quanto ao foco.
Traducciones: la utopía y el vacío performativo. Image Cortesía de Juan Manuel Sandoval Perdomo
Com o objetivo de dar visibilidade à valiosa produção das universidades latino-americanas e espanholas, lançamos este ano uma chamada aberta na qual convidamos estudantes de arquitetura a enviarem seus trabalhos de conclusão de curso (TCC) realizados em 2021.
Após avaliar exaustivamente 137 propostas, nossa equipe editorial selecionou e destacou 10 projetos que apresentam um pensamento crítico aguçado diante dos desafios propostos. A seleção não apenas valorizou os projetos que entregaram a melhor arquitetura possível por meio de um projeto eficiente, adequado ao seu contexto, programa e público usuário, mas também aqueles que dedicaram uma atenção significativa à escala humana, ao meio ambiente, à experimentação e a novas formas de abordar a arquitetura nas cidades.
O edifício Diagonal, projetado e construído entre 1952 e 1954 pelo arquiteto peruano Enrique Seoane Ros, está localizado em um lote triangular delimitado pela Av. Diagonal, pelo então Pasaje Bonilla (hoje Pasaje Champagnat) e pela Calle Mártir Olaya, situados em uma das áreas mais movimentadas do distrito de Miraflores, em Lima, Peru.
Todos os anos, o Fondo Nacional para la Cultura y las Artes (FONCA), por meio do Sistema Nacional de Creadores de Arte (SNCA), homenageia quem constrói a excelência na cultura nacional com o Programa Jóvenes Creadores. Por meio de bolsas de estudo, a iniciativa impulsiona o processo criativo e formativo de jovens artistas no México, criando condições favoráveis para a realização de projetos de criação originais, significativos e positivos.
Figura 6. Matilde Cassani, Countryside worship/A celebration Day, 2014 — XIV Bienal de Veneza. Fonte: http://www.matildecassani.com/. Imagem via VAD
As leis italianas nunca negaram explicitamente o acesso das mulheres à universidade; no entanto, a sua escassa presença no século XIX —de 1867 a 1900 houve apenas 224 mulheres graduadas na Itália— demonstra como o que poderia ser definido como uma dupla discriminação, baseada tanto no gênero quanto na classe social, operava por meio de um sistema educacional intrinsecamente elitista e dualista.
O novo painel digital NYC Climate Dashboard confirma que a cidade de Nova York não está fazendo o suficiente para atingir suas metas climáticas. Pior ainda, essas metas não estão à altura do desafio enfrentado por sua população. Um consenso crescente na comunidade científica aponta que o mundo tem apenas até o fim desta década para evitar mudanças climáticas catastróficas. Em Nova York, as maiores emissões de gases de efeito estufa vêm dos edifícios e do uso de automóveis. Como arquiteto e urbanista, John Massengale compartilha o que acredita estar fazendo falta no debate atual e sugere transformações significativas que podem ser feitas em prol das futuras gerações.
A demanda total de energia dos edifícios aumentou drasticamente nos últimos anos. Impulsionada pelo maior acesso em países em desenvolvimento, pela maior posse de aparelhos de consumo de energia e pelas crescentes densidades urbanas, hoje ela representa mais de um terço do consumo global de energia e quase 15% das emissões diretas de CO2. À medida que a crise climática se agrava e suas consequências se tornam mais visíveis do que nunca, o setor de arquitetura e construção deve responder à altura. É preciso assumir a responsabilidade por seu impacto ambiental e priorizar a redução do consumo de energia, seja por meio de decisões de projeto, técnicas construtivas ou produtos inovadores. No entanto, o segredo reside em não sacrificar a estética e o conforto nesse processo.
Casa Lac-Brome - Estrutura de Madeira Lamelada Colada Art Massif. Imagem Cortesia de Carbon Fixers
A construção em madeira e seus benefícios estão ganhando espaço no ecossistema BIM para viabilizar usos ainda mais sustentáveis. Um novo aplicativo web integrado ao BIM, chamado Carbon Fixers (que expande as funcionalidades do plug-in Offsite Wood para o Revit), pré-calcula os benefícios de carbono ao se optar por madeira e outros materiais de base biológica nas fases iniciais de projeto.
Carbon Fixers permite criar rapidamente um cenário utilizando apenas informações básicas do programa arquitetônico, como o tipo, a área e o número de pavimentos do edifício. Para profissionais com necessidades avançadas, as preferências podem ser salvas para escritórios com um painel regional de especialistas, comparações lado a lado e composições detalhadas.
Taiwan propõe que a arquitetura tem o poder de transformar um lugar e, para representar essa ideia, o trabalho de Sheng-Yuan Huang e seu escritório, o Fieldoffice, foram escolhidos para a Representação de Taiwan na La Biennale di Venezia em 2018, intitulada Living with Sky, Water, and Mountain: Making Places in Yilan. Sheng-Yuan e o Fieldoffice demonstraram que a noção de criar lugares vai além da construção de um espaço físico, tratando-se igualmente de estabelecer vínculos entre as pessoas, assim como entre as pessoas e seu ambiente.
Alessandro Martinelli analisa Sheng-Yuan e sua equipe no Fieldoffice como a vanguarda de um novo movimento arquitetônico em seu livro, The City Beyond Architecture, que busca produzir uma nova forma de vida coletiva sob a ótica do design e da cultura, tangenciando o que a cultura projetual da maior parte da futura urbanização poderia se tornar. A seguir, discutiremos o impacto de Sheng-Yuan na arquitetura taiwanesa, considerando como ele liderou o chamado para integrar e imaginar espaços públicos capazes de estruturar uma paisagem específica, proporcionando tanto espaços de socialização quanto um senso de identidade para as pessoas que os habitam.
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Los augurios. Image Cortesía de Festival Model
Como realmente damos à população a capacidade de descobrir e entender o que está acontecendo ao redor de suas cidades? Esta é uma das principais perguntas levantadas por Eva Franch, diretora artística, ao lado de Beth Galí e José Luis de Vicente, do Model - Festival de Arquiteturas de Barcelona.
Como colocamos as coisas em pauta, no debate público, na esfera pública? Uma das respostas pode estar nas realidades aumentadas — tecnologias que permitem visualizar parte do mundo real com novas informações por meio de um dispositivo tecnológico. Para este evento de arquitetura, além das cinco instalações temporárias físicas espalhadas pela cidade, foram produzidas cinco instalações de realidade aumentada abordando os diferentes temas do evento: Entre-Gerações, Entre-Culturas, Entre-Espécies, Entre-Classes e Entre-Matérias.
Diferente de muitos programas industriais tradicionalmente ocultos atrás de fachadas neutras e espaços herméticos, as destilarias contemporâneas frequentemente expõem seus processos produtivos como parte essencial da experiência arquitetônica. O calor dos alambiques, os vapores da destilação ou os percursos da matéria-prima deixam de ser apenas operações técnicas para assumir protagonismo espacial.
Embora produzam bebidas distintas, os projetos selecionados a seguir compartilham desafios arquitetônicos semelhantes. Todos precisam organizar fluxos industriais, controlar condições específicas de temperatura, ventilação e armazenamento, além de compatibilizar áreas técnicas com percursos de visitação pública. Ao mesmo tempo, cada destilaria estabelece respostas particulares ao território em que se insere, revelando diferentes maneiras de relacionar produção e paisagem.
As cidades modernas são movidas por indicadores de desempenho. Elas movem milhões de pessoas todos os dias, concentram capital, separam os usos do solo e sustentam sistemas complexos de logística e consumo. Nesse sentido, a cidade funciona como um sistema a ser continuamente ajustado e otimizado.
As métricas dominantes hoje são familiares e amplamente conhecidas: veículos por hora, tempos médios de deslocamento, coeficientes de aproveitamento, rotatividade de estacionamento, novos projetos habitacionais e receita tributária por lote. Esses números descrevem uma cidade legível por meio da eficiência. São herdados de uma lógica industrial, na qual o espaço urbano é tratado mais como um mecanismo de produção do que como um ambiente vivenciado. Sob essa perspectiva, as cidades começam a mimetizar as necessidades e métricas de uma máquina.
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Porta pivotante interna alta e larga / Govaert & Vanhoutte. Imagem cortesia de FritsJurgens
Entre os muitos fatores que podem impactar a personalidade, o estilo e a funcionalidade de um espaço residencial, as portas certamente desempenham um papel fundamental na definição do tom do ambiente. Além de sua função decorativa, elas protegem os cômodos das intempéries e dos ruídos, delimitam espaços, definem circulações e proporcionam privacidade. À medida que as tendências recentes de design continuam a apontar para linhas limpas e modernas, a porta pivotante nunca esteve tão em alta — sendo aplicada não apenas em entradas principais, mas também aparecendo com maior frequência no design de interiores. Além de serem maiores, mais pesadas e oferecerem um visual contemporâneo marcante, as portas pivotantes proporcionam um movimento belo e elegante com ferragens quase invisíveis que rotacionam em torno de um eixo vertical, diferenciando-as das portas de dobradiça comuns.
Diretrizes do projeto: Renovação urbana, marco cultural da Grande Baía e serviços culturais para a comunidade histórica da antiga cidade A Antiga Cidade de Nantou está localizada no distrito de Nanshan, em Shenzhen, uma área em rápido desenvolvimento. Situada na margem leste da foz do Rio das Pérolas, sua história remonta a quase 1.700 anos, desde a criação da Prefeitura de Dongguan em 331 d.C. (sexto ano do período Xianhe da Dinastia Jin Oriental) [1]. Com a reforma e abertura de Shenzhen, o local não apenas preservou o traçado espacial de seus assentamentos históricos, mas também integrou o desenvolvimento industrial à habitação de alta densidade, tornando-se a “vila urbana” (chengzhongcun) mais singular de Shenzhen. Em 2019, com o início oficial do projeto de preservação e revitalização da Antiga Cidade de Nantou, o ponto de partida do nosso trabalho (Diameter Narrative Design - DND) para a curadoria e o design de experiência do “Conjunto de Pavilhões de Origem Comum” foi responder a duas questões fundamentais: como resgatar o contexto histórico de Nantou e como dialogar, por meio de um design inovador, com as demandas contemporâneas da renovação urbana? A história de Nantou remonta a 110 a.C., quando o governo da Dinastia Han estabeleceu ali o posto do oficial de sal de Panyu para gerenciar a produção salineira na margem leste da foz do Rio das Pérolas. Durante a Dinastia Jin Oriental, as sedes da Prefeitura de Dongguan e do Condado de Bao'an foram estabelecidas na região de Nantou, cuja jurisdição se estendia da margem leste da foz do rio até o atual leste de Guangdong. Posteriormente, governos centrais de várias dinastias estabeleceram ali órgãos administrativos políticos, econômicos e militares. Pode-se dizer que Nantou não apenas testemunha a origem comum entre Shenzhen e Hong Kong, mas também vivenciou de perto a evolução histórica da Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau. Desde a sua concepção, o projeto de Nantou buscou se consolidar como um marco cultural humanístico para a Grande Baía, sendo o “Conjunto de Pavilhões de Origem Comum” a materialização do valor histórico-cultural da antiga cidade e um veículo de serviços culturais públicos para a comunidade.
O novo Essential Induction revoluciona o design de cozinhas com um cooktop que se integra de forma quase invisível a uma bancada de Dekton, oferecendo aos arquitetos total liberdade de expressão. Imagem cortesia de Gaggenau
O compromisso da Gaggenau com a inovação e com uma estética visualmente agradável na cozinha é amplamente reconhecido; seus eletrodomésticos buscam satisfazer o/a cozinheiro/a mais exigente e atender ao rigor do/a entusiasta do minimalismo. No entanto, seu último lançamento transforma completamente o conceito de design de eletrodomésticos.