Feito localmente a partir de um único painel de madeira laminada cruzada ou CLT, a obra Obolin foi projetada por Steven Holl Architects para o Parque de Esculturas e Arquitetura Art Omi, centro artístico que busca explorar a interseção entre a arquitetura e a arte através da produção de painéis, instalações, intervenções paisagísticas e entornos construídos por arquitetos.
É preciso mais do que criatividade para criar projetos excepcionais. A colaboração eficaz é um elemento essencial em qualquer projeto bem-sucedido, bem como no dia a dia dos negócios. O uso das ferramentas certas pode ajudar arquitetos/as e designers a superar obstáculos e elevar o nível de suas propostas. A ferramenta de renderização em tempo real Enscape introduziu um recurso colaborativo de rastreamento de pendências, apropriadamente chamado de *Collaborative Annotation* (Anotação Colaborativa), em sua versão mais recente, a 2.8. Esse novo recurso promete proporcionar a arquitetos/as e designers um fluxo de trabalho mais colaborativo.
Expansão suburbana sobre habitat remanescente / La Citta Vita, via Flickr, sob licença CC BY-SA 2.0
A exportação da cultura norte-americana é uma das forças mais influentes em nosso mundo interconectado. De Dakar a Délhi, a música pop, o cinema e a culinária ultraprocessada dos Estados Unidos são onipresentes. Contudo, uma de suas exportações mais nocivas é o modelo de subúrbio. Quando a fórmula do século XX para abrigar as crescentes populações de Long Island e Los Angeles é transposta para a Kinshasa e a Kuala Lumpur do século XXI, o estilo de vida norte-americano pode muito bem se tornar a nossa ruína.
https://www.archdaily.com.br/pt/1125984/a-expansao-suburbana-aumenta-o-risco-de-futuras-pandemiasMichael Grove
Cidades ao redor do mundo enfrentam um novo êxodo urbano. À medida que a pandemia do COVID-19 se espalha, as condições de vida e as crises habitacionais são ressaltadas, desde o trabalho remoto até a reconstrução das economias globais. De acordo com um artigo da Fast Company, desde o início da pandemia, quase 40% das pessoas que vivem nas cidades, já consideraram se mudar. Com a possibilidade da pandemia se prolongar por anos, cada vez mais habitantes estão considerando a mudança para áreas rurais e cidades pequenas.
Quando o espaço urbano é utilizado como tela ou suporte para a expressão, a manifestação, a crítica e a denúncia, os receptores se multiplicam. Pedestres e transeuntes de diversas idades e ideologias tornam-se espectadores de intervenções que propõem um nexo entre arte e ativismo, apropriando-se da cidade e utilizando suas ruas, muros, calçadas e empenas como suporte gráfico para a comunicação de ideias e a difusão de mensagens em grande escala. Dizem que Banksy declarou certa vez que “uma parede é uma arma muito grande, é uma das coisas mais desagradáveis com as quais você pode golpear alguém” e não foram poucos os que seguiram sua linha de ação e encontraram nos cantos de suas cidades uma oportunidade para erguer a voz.
O conceito de Design for Disassembly (DfD) ou “projetar para desmontar”, é uma prática que vem ganhando força ao longo dos últimos anos entre arquitetos do mundo todo. Tal abordagem revela uma crescente preocupação com o excessivo consumo de recursos naturais, o desperdício e a baixa taxa de reciclagem na indústria da construção civil. O artigo a seguir pretende analizar em detalhe esta nova tendência na arquitetura, apresentando algumas diretrizes de projeto que contemplam a possibilidade de desmontagem e reciclagem de edifícios no futuro, oferecendo uma melhor compreensão desse conceito e seu impacto na prática profissional da arquitetura e na economia circular.
A intervenção em edifícios de valor histórico é uma das incumbências mais delicadas que cabe ao arquiteto. Falar em preservação hoje não passa apenas pela reforma de edifícios de séculos passados, mas também pela linguagem da arquitetura moderna.
Dubrovnik, Croácia. Drone photo by @spencerdavisphoto
Algumas das características mais comumente atribuídas às praças estão relacionadas à presença de pessoas no espaço e aos usos que são atribuídos a ele, como, por exemplo, locais de convivência, práticas esportivas, turismo e manifestações. Estes diferentes usos, que muitas vezes vão além daqueles previstos no projeto, estão diretamente ligados ao nível do solo, onde as pessoas circulam e vivenciam o espaço. Vistas sob uma perspectiva aérea, por outro lado, as praças podem revelar outras características relacionadas ao seu desenho arquitetônico e sua inserção no contexto urbano.
No ano de 1978, momento áureo da discussão pós-moderna na arquitetura, doze eminentes arquitetos foram convidados a participar da exposição Roma Interrotta com a proposta de redesenhar o primeiro mapa da cidade de Roma, produzido em 1748 pelo arquiteto Giambattista Nolli. Cada convidado foi responsável por reinventar uma parcela do mapa original com o propósito de elaborar uma condição teórica/utópica, tendo em vista as decorrências históricas que atravessaram o território nesse intervalo de tempo.
O setor da construção civil, principalmente o de edificações, é um dos maiores consumidores de recursos naturais e responsável pela geração de consideráveis impactos ambientais e emissões de CO2, segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Ambiente. De acordo com os dados da organização C40 Cities, as edificações são uma das principais fontes de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) nas cidades e, portanto, onde existe grande espaço para a redução dessas emissões, sendo que o CO2 é considerado o principal GEE. Dados do Balanço Energético Nacional (MME, 2019), apontam que as edificações residenciais, públicas e comerciais no Brasil consumiram mais de 40 % de toda a energia elétrica produzida no país no ano de 2018.
Uma das considerações de projeto mais importantes que os arquitetos residenciais têm a responsabilidade de abordar é a acessibilidade, assegurando que as pessoas com deficiência possam viver confortavelmente em sua própria casa sem impedimentos que bloqueiem a funcionalidade básica da casa. A acessibilidade para usuários de cadeira de rodas é uma preocupação arquitetônica particularmente importante devido a seus requisitos espaciais e materiais inalteráveis e necessários. Como garantir o conforto de todos os usuários, incluindo pessoas com deficiência, é uma das obrigações essenciais de todos os arquitetos, o design para cadeirantes deve ser feito com o máximo cuidado e atenção, especialmente em ambientes residenciais. Abaixo, descrevemos uma série de estratégias para projetar pisos para circulação de cadeiras de rodas, ajudando os arquitetos a oferecer o máximo de conforto e acessibilidade
https://www.archdaily.com.br/pt/943762/que-tipos-de-pisos-residenciais-facilitam-a-circulacao-de-cadeiras-de-rodasLilly Cao
Embora costumemos associar, em nosso imaginário, sua presença a áreas de lazer de parques, jardins ou escolas, o balanço ou a rede — termo que varia conforme a região geográfica — é um elemento que pode funcionar como mobiliário complementar em projetos de arquitetura com programas bastante variados, como bares, restaurantes, residências e até mesmo escritórios e coworkings. Estes elementos trazem movimento e conferem dinamismo, criando espaços interativos que permitem uma apropriação lúdica e incomum da arquitetura, possibilitando não apenas o brincar, mas também o lazer e o descanso. Por meio de elementos que suportam esforços de tração — como cabos, correntes, cordas ou barras sólidas — e ancorados em tetos, paredes, vigas ou estruturas especialmente posicionadas para não sobrecarregar as construções, os balanços e redes podem ressignificar completamente um espaço interno ou semicoberto, proporcionando um estímulo para o brincar, mas também viabilizando o relaxamento e momentos de reflexão individual.
Assim como escolas, restaurantes, centros comerciais e outros locais de aglomeração de pessoas, os museus ao redor do mundo tiveram que fechar as portas com a chegada da Covid-19. Hoje, algumas cidades, onde as taxas de contágio diminuíram significativamente, estão se preparando para a reabertura das atividades consideradas não essenciais. Como parte deste grupo, os museus, que durante o período de isolamento buscaram novas formas de se conectar com o público à distância, devem agora se adaptar a uma nova forma de receber os visitantes.
Tiffany Brown com estudantes. Imagem Cortesia de Tiffany Brown, 400 Forward
Pioneira em justiça, equidade, diversidade e inclusão na profissão da arquitetura, Tiffany Brown é a fundadora do 400 Forward, uma iniciativa que busca, inspira e orienta a próxima geração de mulheres arquitetas. Nomeado à luz do licenciamento da 400ª arquiteta afro-americana em 2017, o programa visa familiarizar as meninas com a arquitetura, fornecendo-lhes ferramentas para lidar com questões de injustiça social.
Impulsionando a presença de mulheres afro-americanas na profissão da arquitetura – atualmente menos de 0,3% nos EUA – 400 Forward também oferece bolsas e material de estudo para exames de licenciamento em arquitetura para mulheres afro-americanas. Para saber mais sobre a iniciativa, o ArchDaily teve a oportunidade de conversar com a fundadora Tiffany Brown sobre o programa, a diversidade no campo e o empoderamento das arquitetas e estudantes.
Antes mesmo da nova presidente do IPHAN ser nomeada em maio de 2020, em conversa na Escola da Cidade no dia 05 de junho de 2019, na disciplina Seminário de Cultura e Realidade Contemporânea, então coordenada pelo professor José Guilherme Pereira Leite, os professores convidados Silvana Rubino e Alfredo Manevy falaram sobre diversas problemáticas e contradições que norteiam a política cultural no Brasil partindo da extinção do Ministério da Cultura (MinC) e discutindo o rebatimento disso principalmente no campo da arquitetura e do urbanismo.
Quer queiramos ou não, todo/a arquiteto/a é um/a reciclador/a.
A expressão “Swamp Yankee” não é uma ofensa nem um estereótipo. Os Swamp Yankees viveram na Nova Inglaterra antes do século XX. Eram pessoas de poucos recursos que só podiam arcar com moradias próximas à água — onde doenças, pragas e o clima severo frequentemente arruinavam vidas. Essas pessoas nunca descartavam nada que pudesse (um dia) ser reaproveitado. O escambo e a recuperação de materiais eram seu modo de vida. Não havia desperdício (“evitar o desperdício é prevenir a falta”). Os Swamp Yankees transformaram a reciclagem em um estilo de vida. A sustentabilidade não era uma escolha ecológica — era a sua forma de sobrevivência.
Minha prática na arquitetura é a de um/a arquiteto/a Swamp Yankee.
O bambu é um material construtivo utilizado desde a antiguidade em diferentes edificações que demonstraram sua superioridade em relação a materiais totalmente inovadores, como o plástico e o aço, devido a uma infinidade de benefícios, sem esquecer o incomparável fator estético que o consagrou como uma das maiores tendências arquitetônicas do momento.
Um dos fatores mais importantes ao projetar é o clima específico do local, o que pode representar um desafio em climas extremos, exigindo o uso de materiais isolantes que se adaptem às constantes mudanças de condições. No entanto, tratando-se do México e de seu clima privilegiado, essa condição joga a favor dos/as arquitetos/as, permitindo a criação de microclimas e espaços que diluem a transição entre o interior e o exterior.
Cosmorama, parte do pavilhão dos EUA na Bienal de Veneza de 2018, compreendeu três conjuntos de histórias geográficas ilustradas: Mining the Sky, Planetary Ark e Pacific Cemetery (uma parte do qual está ilustrada acima). Cortesia Design Earth
Não consigo parar de pensar em refugia. Nos anos, meses e dias anteriores à pandemia da COVID-19, o termo limitava-se à literatura e à filosofia da crise climática, referindo-se a bolsões de vida que, por meio do isolamento geográfico ou da resiliência das espécies, conseguem resistir apesar das forças ambientais adversas. Pense em colônias de cracas do Noroeste Pacífico aninhadas no alto de afloramentos costeiros para evitar se tornarem presas de caracóis marinhos. Ou em florestas antigas isoladas das temperaturas crescentes em vales montanhosos de clima ameno.
À medida que o autoisolamento se impôs no início daquela primavera, a palavra *refugia*, pelo menos para mim, expandiu sua definição de uma condição ecológica específica para uma referência conceitual — um salto metafórico necessário diante de uma crise planetária. A magnitude desta pandemia foge à compreensão humana, mas, para as pessoas mais afortunadas, o refúgio é algo administrável: um local de relativa segurança, de fermento natural e aulas de ginástica on-line.
Ao refletir sobre reciclagem, sustentabilidade, medidas a serem tomadas e soluções tecnológicas inovadoras, é inevitável pensar que existem também abordagens já conhecidas que devem ser levadas em consideração. De fato, ao examinar o impacto do ambiente construído no clima, nota-se que, em muitos países, 80% dos edifícios que existirão em 2050 já foram construídos. A forma mais eficaz de sustentabilidade pode ser, portanto, a economia de energia por meio da eliminação ou minimização de novas construções e da prevenção da demolição de estruturas existentes.
É exatamente isso que o reúso adaptativo propõe: atribuir um novo propósito a um “edifício remanescente” existente. Hoje em dia, o processo de requalificação está se tornando essencial devido a inúmeras questões relacionadas à emergência climática, aos custos de terrenos e de construção, à saturação do solo e à mudança nas tendências de moradia.
A Escola Hessenwald em Weiterstadt, Alemanha, é um exemplo de arquitetura contemporânea e energeticamente eficiente que propõe um novo modelo pedagógico e de ensino. No centro do edifício e desse modelo conceitual, encontra-se um átrio de três andares, muito bem iluminado e ventilado.
Um dos elementos arquitetônicos que mais fortemente promove a relação do interior com o exterior é a varanda. Difícil é precisar sua origem, sendo vista em exemplos de arquitetura vernacular no oriente, no mundo árabe, na Europa e, com grande expressividade, no Brasil.
“Interiores: Conversaciones en línea” é o título do ciclo de encontros a distância organizado pela Faculdade de Arquitetura, Arte e Design da Universidade Diego Portales (UDP). O professor Alberto Sato apresenta nesta primeira temporada reuniões entre grandes nomes da arquitetura, como Álvaro Farrú junto a Enrique Walker, Alejandra Celedón com Cecilia Puga; Mardones com Pezo Von Ellrichshausen; Solano Benítez com Mathias Klotz; Smiljan Radic com Alberto Sato; e Fernando Perez com Francisco Liernur.
Você pode conferir o resultado dessas conversas a seguir.