Se a quarentena trouxe algo de positivo para a vida de muitas pessoas ao redor do mundo, foi a oportunidade de mudar nossas rotinas diárias e mergulhar em novas atividades para as quais antes não tínhamos tempo ou energia. Aprender e aprofundar-se em temas de nosso interesse ou relacionados ao nosso trabalho é uma delas.
Muitas organizações e empresas ligadas ao mundo da arquitetura e da construção estão ampliando sua presença digital por meio de webinars (ou "seminários online") que oferecem uma visão aprofundada de suas ferramentas e produtos, permitindo-lhes manter a conexão com as pessoas que os buscam e deles necessitam. Convidamos você a conferir uma lista de seminários gratuitos dos quais poderá participar nas próximas semanas. Esperamos que encontre algum que se alinhe ao seu projeto mais recente!
Os pavimentos em madeira caracterizam-se pelo calor de sua aparência, pela sua textura rica ao tato e pelas tonalidades naturais que variam de acordo com a origem das suas peças, mudando com o clima e com o passar do tempo. No exterior, as superfícies de madeira são amplamente utilizadas para criar terraços e áreas de estar, aproveitando as suas qualidades para reunir confortavelmente as pessoas em pisos mais macios e acolhedores. Sendo construídos com peças modulares, os decks de madeira podem facilmente gerar topografias artificiais, moldando espaços públicos criativos e eficazes para descanso, esportes, brincadeiras e encontros coletivos.
Os limites entre o exterior e o interior das casas localizadas em climas frios são geralmente sólidos e definitivos, permitindo que os espaços residenciais possam ser encerrados quando as intempéries impedirem o conforto ambiental. Este não é o caso das casas localizadas em países como a Colômbia, por exemplo, onde as temperaturas em geral transitam acima da média adequada ao conforto térmico.
Eric Coufal Impartiendo Dibujo. Aparecen de izq. a der. Alejandro Zohn, Alfonso Jaubert, Carlos Guillermo Orozco, André Bellón, Humberto Macías y Job Henández Dávila. Fotografía: Libro. La fundación de un sueño. Image Cortesía de coolhuntermx
Este artigo faz parte de uma colaboração com o site coolhuntermx e foi publicado originalmente com o título "La Bauhaus Tapatía."
Uma espécie de Bauhaus: é assim que Mathias Goeritz, em poucas palavras, tenta convencer o arquiteto e teórico italiano Alberto Sartoris a vir para o México. Em 1950, por meio de cartas, ele o convida a ser professor no projeto pelo qual ele próprio se sentira atraído e que o entusiasmava bastante: a primeira Escola de Arquitetura de Guadalajara, fundada em 1948 por Ignacio Díaz Morales.
Se você não leu “Descolonización del diseño, por una práctica incluyente” por Ashby Solano recomendo que vá primeiro ao artigo para entrar em uma discussão que está ganhando maior ressonância –embora não o suficiente– em diferentes núcleos do design. Mas o que é pensamento decolonial no design? Podemos acreditar na decolonização no México e na América Latina quando sua profissionalização caiu sob o dogma do pensamento eurocêntrico? Ou seja, eles nos ensinaram o que é design correto, o que é o bom design e o que deve ser profissionalizado.
Situated on the Mediterranean port of Agde, France, the eclectic Laurens castle holds a history as rich as its architecture. Emmanuel Laurens, owner and architect of the villa, gathered inspiration from countries all over the world to create his masterpiece. Photographer Romain Veillon visited the castle ahead of its renovation and captured the architectural collages present inside it.
Embora o concreto seja um dos sistemas construtivos mais utilizados no mundo todo, seja por sua durabilidade, maleabilidade e/ou resistência às intempéries, não devemos esquecer que a industria do concreto é uma das maiores emissoras de CO2 relacionas à industria da construção civil. Por este motivo, ao longo dos últimos anos, muitos arquitetos e arquitetas passar a experimentar novas possibilidades para tratar de otimizar seu rendimento, apropriando-se de todas as suas vantagens técnicas e buscando resolver alguns de suas desvantagens ambientais. Como resultado disso, alguns projetistas passaram a explorar a possibilidade de substituir as tradicionais fôrmas de madeira por materiais mais sustentáveis como o bambu, uma planta que cresce em abundância em quase todas as partes do mundo e que, com um baixo impacto ambiental, permite obter acabamentos aparentes com texturas de grande qualidade.
Viver em isolamento despertou em muitos arquitetos e arquitetas uma centelha de criatividade levando-os a explorar meios e métodos não convencionais para conceber seus projetos e instalações. Ao invés de fecharem seus escritórios e colocarem todos os projetos em andamento em standbyaté que a vida voltasse ao normal, profissionais das áreas criativas se mantiveram ativos, buscando inspiração em outras disciplinas como as artes performáticas e o teatro, vencendo o desafio imposto pelas regras de distanciamento social para (re)aproximarem-se de seus clientes e espectadores.
Ashley Bigham e Erik Herrmann, sócios e fundadores do Outpost Office, utilizaram-se deste tempo de distanciamento físico do trabalho prático para repensar a questão da “mobilidade”, desenvolvendo uma série de desenhos em escala 1:1 durante seu retiro no campus Ragdale, Illinois. Apropriando-se de tecnologias de ultima geração, a dupla utilizou robôs de marcação de campo controlados por GPS para criar uma instalação em escala urbana que procura responder algumas das principais questões relacionadas aos espaços públicos. Como resultado, Bigham e Herrmann receberam o primeiro prêmio no concurso Ragdale Ring 2020.
A academia de arquitetura está cada vez mais consciente dos problemas contemporâneos e territoriais de cada localidade. A Universidad del Norte apresenta esta série de 6 trabalhos de conclusão de curso de seus/suas estudantes que exploram a região costeira do norte colombiano a partir da reciclagem arquitetônica, da regeneração e da renovação urbana.
Ir além da escala humana não é novidade. Por séculos, construtores, engenheiros e arquitetos têm criado edifícios monumentais para marcar a espiritualidade ou o poder político. Palácios, edifícios governamentais ou templos sempre atraíram a admiração e reverência das pessoas, alimentando a ainda não totalmente compreensível obsessão por construções em grande escala.
Hoje em dia, algumas das maiores e mais impressionantes estruturas estão menos relacionadas a funções religiosas ou governamentais e parecem estar se voltando para programas mais culturais. Além disso, na maioria das vezes, as estruturas são abertamente releituras da natureza.
A cidade abandonada é um típico cenário de suspense, um lugar de terror e degeneração, a estimulante mistura entre perigo e liberdade. Uma ambiência que incita, ambiguamente, repúdio e curiosidade. Um espaço sombrio, oculto e marginal que parece lamentar, no silêncio assustador, o vazio deixado por aqueles que ali viveram. Nos seus fragmentos espalhados pelo chão, o medo, a descoberta e a inevitável nostalgia de um passado que não é necessariamente seu recriam histórias de abandono. Espaços que tiveram nome, data, função, e agora decompõem-se lentamente na solidão do presente.
Nos primeiros anos da história moderna, os monges taoístas cultivavam Bonsais buscando trazer a beleza das árvores do exterior para o interior, considerando-as um elo entre o humano e o divino. No século XVIII, na periferia de algumas cidades europeias, surgiram diversos passeios ou avenidas arborizadas, gerando espaços de descanso e socialização até então inexistentes nas cidades da época.
Nas cidades modernas, as árvores são utilizadas como elementos essenciais nos processos de urbanização e as espécies vegetais são um contraponto insubstituível às construções e à harmonização dos espaços. A boa escolha das espécies de árvores e sua correta manutenção geram inúmeros benefícios, como isolamento acústico e visual, regulação da temperatura, geração de corredores biológicos e controle da velocidade do vento. O principal erro na escolha de uma espécie é não considerar que se trata de um ser vivo, que tem necessidades específicas e que possui externalidades.
Observar a realidade de nosso ambiente construído nos permite reconhecer que existem identidades que os modelos e escalas existentes não representam. Estas vozes, não por acaso, têm sido as grandes ausências nos processos de planejamento e construção das cidades e de sua arquitetura. Seus desejos e formas de ser e viver no mundo foram excluídos e tornados invisíveis. Isso nos faz repensar quais vozes são representadas nos debates sobre o urbano e para quem se projeta a cidade?
Numa época em que o espaço se torna cada vez mais limitado e as pessoas passam mais tempo em casa, a flexibilidade apresenta-se como uma estratégia subutilizada nos projetos internos. Com móveis flexíveis, os residentes podem otimizar a metragem quadrada e remodelar facilmente as configurações de acordo com requisitos específicos e as necessidades de mudança. A seguir, discutimos os benefícios e variações dos móveis sobre rodas, encerrando com 7 projetos exemplificando sua aplicação prática e criativa.
https://www.archdaily.com.br/pt/950741/por-que-projetar-espacos-com-moveis-sobre-rodasLilly Cao
O Parpend, um estúdio de design de Lagos, na Nigéria, entrevista anualmente um grupo de arquitetos/as para discutir seus projetos favoritos e como os criaram. Acreditando firmemente que o design deve ser uma fusão de função e expressão, os depoimentos são compilados em uma publicação que destaca o processo criativo dos/as profissionais para alcançar o bom design.
Intitulada “PERSPECTIVE”, esta edição do relatório, destinada tanto a designers quanto a não designers, examina quatro projetos de três profissionais: Seun Oduwole, designer principal na SI.SA, fala sobre o Centro JK Randle de História e Cultura Iorubá, na Ilha de Lagos; Tosin Oshinowo, diretora do cmDesign Atelier, discute um concurso para um templo Bahá'í e um espaço de arte para Victor Ehikhamenor, proeminente artista nigeriano. Além disso, James Inedu-George, chefe de design da HTL Africa, explora o concurso para uma mesquita.
Com uma média de 12 metros quadrados de área verde por habitante, em um relatório publicado recentemente pela Iniciativa de Cidades Emergentes e Sustentáveis do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a cidade de Rosário foi declarada o enclave urbano "mais verde” da Argentina. O índice resultante é ideal em relação ao estabelecido pela OMS, que determina que deve haver entre 10 e 15 metros quadrados de espaço verde por pessoa para que todos os cidadãos e cidadãs possam desfrutar de uma qualidade de vida digna. A criação de novos parques nos últimos anos, somada à melhoria dos mais de 70 já existentes com a incorporação de equipamentos e tecnologia, deixa em evidência a relevância que os espaços verdes têm para os cidadãos e cidadãs de Rosário.
O episódio mais recente do Arquicast trata do premiado e surpreendente filme sul-coreano Parasita (2019). O diretor Bong Joon-Ho nos convida a refletir sobre fatos e estigmas de uma realidade social que, apesar de focada numa determinada cultura, é representativa de contextos urbanos diversos, como o sul-americano. A luta de classes, afinal, é característica das sociedades modernas e se vê refletida nos espaços que abrigam essas sociedades. Neste sentido, Parasita é uma aula sobre como as desigualdades estruturais desenham a qualidade do ambiente onde vivemos.
É tudo muito recente: faz menos de um ano que uma família francesa se tornou a primeira do mundo a morar em um casa impressa em 3D - aliás, há menos de 20 anos, casas impressas em 3D eram um sonho longínquo. Mas essa nova tecnologia vem sendo desenvolvida rapidamente e desponta como uma possível contribuição à crise habitacional em todo o mundo.
Remanescentes do período de ocupação soviética, espaços urbanos monumentais e representativos de muitas das cidades do chamado Bloco de Leste Europeu ainda constituem um legado desafiador, tanto para seus cidadãos quanto para os arquitetos que nestes contextos projetam seus edifícios e espaços. Em completo desacordo com ambientes urbanos contemporâneos, regidos por valores democráticos e sociais, estes espaços ainda hoje representam um problema a ser resolvido. Edifícios e espaços públicos ideologicamente carregados estão aos poucos sendo recuperados, reconciliando os cidadãos com sua própria história—um passado que muitas vezes tende a ser esquecido e até apagado. Neste contexto, a (re)introdução da escala humana tem auxiliado arquitetos e urbanistas a restaurar a vitalidade dos espaços públicos destas cidades.
Culinária, cultura, passeios turísticos e o convívio com os habitantes locais são razões pelas quais as pessoas gostam de viajar. O fator comum que nos atrai a explorar novos lugares, no entanto, é simplesmente a chance de experimentar cidades e paisagens diferentes de nosso ambiente familiar. Por exemplo, quando os turistas chineses puderem visitar Copenhague novamente, poderão admirar as sinuosas ciclovias da capital à beira-mar, os exuberantes parques e as tradições dos tijolos escandinavos aparentes em Nyhavn. Da mesma forma, um turista dinamarquês certamente ficaria surpreso com a escala impressionante de Pequim, com mais de 9 milhões de bicicletas e a exibição da cultura chinesa antiga justaposta à sociedade moderna.
Em 2018, na Alameda Central da Cidade do México, foi erguido um espaço flexível e efêmero que demonstrou a luminosidade e a flexibilidade plástica de unir 2.500 garrafões para formar um oásis cônico azul. Atualmente, este pavilhão se encontra no Huerto Urbano Roma Verde, onde tem abrigado diversos eventos e atividades na busca por superar a fugacidade e a impermanência que determinaram sua essência primária.
Kengo Kuma utiliza os materiais para se conectar com o contexto local e os usuários de seus projetos. As texturas e formas elementares dos materiais, sistemas construtivos e produtos são expostas e utilizadas em favor do conceito arquitetônico, valorizando as funções que serão executadas em cada edifício.
De vitrines feitas com telhas cerâmicas a painéis que filtram a luz com à luz peneirada criada por chapas metálicas expandidas, passando por um revestimento de poliéster etéreo, Kuma entende o material como um componente essencial que pode fazer a diferença na arquitetura, desde os estágios do projeto. Apresentamos, em seguida, 21 projetos nos quais Kengo Kuma usa e reúsa materiais de construção com maestria.
Impulsionadas por desastres como o furacão Katrina e a supertempestade Sandy, cidades em todos os Estados Unidos aprenderam, nos últimos 15 anos, a “viver com a água”. Após mais de um século aterrando áreas úmidas, represando rios e desviando córregos e fluxos pluviais para canais de concreto, gestores públicos — influenciados por um grupo de profissionais de arquitetura da paisagem e planejamento urbano — adotaram a estratégia oposta, investindo em redes de espaços livres que utilizam sistemas naturais dinâmicos para desacelerar, armazenar e absorver as águas das cheias.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126054/e-hora-de-os-designers-abracarem-o-fogo-como-a-forca-ecologica-e-cultural-que-ele-eTimothy A. Schuler
Por décadas, empresas confiaram em embalagens plásticas descartáveis para embalar produtos em todo o mundo. Hoje, os efeitos prejudiciais dessa dependência do plástico são evidentes: desde a década de 1950, mais de 9 bilhões de toneladas de plástico foram produzidas, das quais apenas 9% foram recicladas; em todo o mundo, um milhão de garrafas plásticas são compradas e dois milhões de sacolas plásticas são usadas a cada minuto; e de acordo com a Plastic Pollution Coalition, em 2050, os oceanos terão, em peso, mais plástico do que peixes. Além disso, o plástico é um produto do petróleo e sua produção contribui ainda mais para os efeitos devastadores do uso de combustíveis fósseis no clima.
https://www.archdaily.com.br/pt/950246/e-possivel-transformar-residuos-de-plastico-em-moradias-acessiveisLilly Cao