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Afinal, usar madeira na arquitetura é sustentável?

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Nos últimos anos, temos publicado muitos artigos sobre madeira. Desde abordar as tendências no seu uso, as possibilidades com madeira bruta, painéis, curvas, acabamentos, até suas inovações em estruturas de edifícios altos ou seu comportamento ao fogo, o assunto sempre gera bastante repercussão. Mais especificamente, as estruturas de Madeira Laminada Cruzada (CLT) têm despontado como altamente eficientes estruturalmente, além de apresentarem outros benefícios térmicos, sísmicos e mesmo sensoriais aos ocupantes, sendo apontado por especialistas como o concreto do futuro. Mas ao postarmos os artigos nas redes sociais, sempre nos deparamos com comentários dos nossos leitores preocupados sobre o impacto no corte das árvores para todos estes usos. Ao mesmo tempo que apostamos na madeira como um grande material de construção do futuro, nos indagamos: será que é possível continuar usando madeira e chamá-la de sustentável?

Muros, empenas e penhascos: a arquitetura das escaladas

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Alpinistas gozam de um estilo de arquitetura próprio. Entre estruturas industriais abandonadas, paredes verticais e arenas multifuncionais, a prática do bouldering se apropria de uma enorme variedade de diferentes espaços e materiais. Com a popularização da escalada como um esporte tanto indoor  quanto outdoor, centros e instalações esportivas estão incluindo em seus projetos e espaços estruturas escaláveis para atender este crescente interesse pelo esporte. Seja como um esporte ou por divertimento, as academias de escalada podem assumir as mais diferentes formas, apropriando-se das mais variadas estruturas para criar ambientes criativos e inspiradores para os adeptos deste tipo de atividade física.

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Sete Imaginários, Sete Arquitetos: Entrevistas com a cena arquitetônica da Colômbia

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O coletivo estudantil Post_Arq do museu de arquitetura Leopoldo Rother da Universidad Nacional de Colombia compartilhou conosco o ciclo de entrevistas intitulado "Sete Imaginários, Sete Arquitetos/as". Entre as pessoas entrevistadas estão nomes como Sebastían Serna, Santiago Pradilla, Leonardo Álvarez Yepes, Lorenzo Castro, entre outros/as.

A seguir, você pode explorar as entrevistas realizadas com essas figuras de destaque da cena arquitetônica colombiana, várias das quais foram premiadas ou receberam menções na XXVII BICAU.

O retorno do Superstudio e da ideologia anti-arquitetura

Nos anos 1960, Cristiano Toraldo di Francia e Adolfo Natalini, então estudantes de arquitetura da Universidade de Florença, assumiram um posicionamento pungente e questionador em relação à disciplina da arquitetura, despertando uma onda revolucionária que viria a se espalhar rapidamente por toda a Europa. Inspirados em histórias de fantasia e ficção científica e buscando encontrar respostas para os principais problemas de sua época, a dupla que se autodenominava Superstudio, buscou continuamente reinventar o próprio significado do que é ser um arquiteto. Os projetos desenvolvidos pelos dois logo chamaram a atenção da comunidade internacional de arquitetos, uma abordagem que ficaria conhecida como “anti-arquitetura”, uma estratégia concebida para direcionar as atenções não para o conteúdo formal dos projetos em si, mas para o campo do debate político, elaborando críticas ferrenhas ao capitalismo e ao idealismo modernista. Em suas propostas, o Superstudio propunha edifícios e cidades onde os seres humanos parecem se desconectar do tempo, do lugar onde vivem e principalmente, das necessidades impostas por uma sociedade baseada em consumo de massa.

ONG leva banheiros secos ao nordeste brasileiro

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De acordo com a Sistema Nacional de Informações sobre o Saneamento de 2018, 25,8% da população nordestina não têm acesso à água e 72% dos nordestinos não têm acesso à rede de esgoto. “Agora me diz, como eu faço pra ter um banheiro em casa nessas condições?”. Essa era a pergunta que tirava o sono e a tranquilidade de Vera.

Vera mora na pequena comunidade de Riacho das Almas (PE) e sua história se assemelha a de milhares de famílias que vivem na zona rural do semiárido nordestino. Onde o acesso a água é escasso e o esgotamento sanitário é praticamente inexistente, o uso de banheiros tradicionais, com torneira, chuveiro e descarga d’água, é incomum na região. Por conta disso, famílias como a de Vera e tantas outras utilizam espaços improvisados ao ar livre para suas necessidades: o banheiro de aveloz.

Estratégias bioclimáticas em escolas do Peru: 7 exemplos em comunidades nativas

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A ventilação cruzada, o controle da radiação solar, a captação da água da chuva, a iluminação natural indireta, o tratamento e reúso de águas cinzas e o aproveitamento da energia solar por meio de painéis são algumas estratégias passivas que permitem obter um maior conforto térmico e ambiental com baixos custos energéticos. Esses princípios bioclimáticos, quando partem de uma compreensão correta das condições geográficas e climáticas do local, podem otimizar notavelmente o desempenho dos edifícios e fomentar o desenvolvimento de melhores espaços internos.

Oito exemplos históricos de habitação coletiva em São Paulo

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A história da habitação coletiva tem sido o tema de interesse do grupo de pesquisa PC3 - Pensamento Crítico e Cidade Contemporânea, da FAUUSP, coordenado pelos professores Leandro Medrano e Luiz Recamán. Através dos Cadernos de Habitação Coletiva – desenvolvidos a partir de um acordo de cooperação entre pesquisadores da FAUUSP e da ETSAM-UPM de Madri – o grupo explora os exemplares mais relevantes deste tipo de programa no Brasil.

Segundo a plataforma do grupo, "o objetivo principal dos Cadernos de Habitação Coletiva tem sido realizar uma base completa de dados organizada por décadas que inclui os edifícios de habitação coletiva brasileiros mais relevantes, tanto projetados quanto construídos." A seguir, reunimos oito experimentos de habitação coletiva construídos em São Paulo entre as décadas de 1930 e 1960, estudados em detalhes nos CHC e disponibilizados em artigos individuais aqui no ArchDaily.

Arquitetura especulativa: quais são as versões contemporâneas do pensamento radical dos anos 60?

Na medida em que as forças que moldam nosso ambiente construído mudam, envolvendo, nesta mudança, tecnologia, redes e sistemas complexos, profissionais da arquitetura precisam visualizar mais do que o espaço físico; precisam produzir narrativas sobre como operar melhor dentro dessa nova paisagem social. Nesse contexto, a arquitetura especulativa parece nunca ter sido tão crítica. Este artigo examina os meios que atualmente questionam as condições do ambiente construído e explora novas possibilidades arquitetônicas.

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Favela do Moinho: processo de abandono e interesses econômicos no centro de São Paulo

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São Paulo teve sua estruturação urbana conforme o seu relevo. De maioria acidentado, foi nas áreas planas das várzeas dos rios e terraços fluviais que foram instaladas as ferrovias, onde podiam se desenvolver em um traçado mais adequado às suas limitações. 

O trem, máquina de cortar cidades atravessando os obstáculos naturais da paisagem numa velocidade de sessenta quilômetros por hora, foi a invenção capaz de abreviar fronteiras. Esse instrumento de fazer conexões originado durante a Revolução Industrial, viabilizou o estabelecimento de uma cadeia produtiva entre as suas várias paradas, ao transportar as manufaturas das fábricas em suas toneladas de maquinário em locomoção.

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Casas na Colômbia: a natureza como elemento arquitetônico em diferentes altitudes

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Na Colômbia você pode desfrutar de uma grande variedade de contextos climáticos, que geram paisagens maravilhosas e ambientes naturais de desejo. A flora e a fauna são identificadas ​​em função da região, altitude e umidade. Nos projetos residenciais colombianos, a natureza do contexto costuma ser uma inspiração constante, desde a incorporação da vegetação como elemento arquitetônico no interior até o enquadramento das paisagens próximas. Na hora de planejar a percepção espacial, seja de dentro ou de fora, a natureza é parte inegável das obras.

Casas brasileiras: 11 intervenções em edifícios preexistentes

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Nem sempre um projeto arquitetônico é precedido de um terreno livre de construções. O desafio de intervir em uma arquitetura preexistente para adaptá-la a novas necessidades requer um olhar diferente daquele orientado aos lotes vazios e abertos às mais diversas possibilidades de ocupação.

Reformas, ampliações e reabilitações são algumas das maneiras de intervir na arquitetura para satisfazer as exigências em constante transformação, sejam elas dos mesmos habitantes para os quais o projeto originalmente foi destinado ou de recém-chegados.

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Práticas sustentáveis: 4 projetos com soluções inovadoras

A sustentabilidade em arquitetura pode apresentar conceitos e aplicações muito abrangentes e no que diz respeito a adotar práticas no processo de projeto, muitas podem ser as possibilidades. Estratégias sustentáveis são fundamentais para que o desenvolvimento projetual concilie os pilares econômico, ecológico, e sobretudo, do impacto de bem-estar para aqueles que utiizarão o espaço materializado. Pensando nisso, realizamos um compilado de quatro projetos em diferentes tipologias que apropriam-se de métodos inovadores para a concepção de construções que destacam-se por suas práticas sustentáveis. Confira a seguir:

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Solitude e inspiração: revelando o estúdio privado de Steven Holl

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Cada pessoa passa por um processo de idealização diferente durante a criação de um projeto de arquitetura. Há quem busque inspiração em salas cheias e com música de fundo, quem prefira observar o comportamento das pessoas enquanto caminha por espaços públicos, e quem precise de quase nenhum recurso além de papel, caneta e silêncio absoluto.

Em uma entrevista para o estúdio de fotografia cinematográfica de arquitetura Spirit of Space, Steven Holl compartilha como a experiência de solitude em sua "cabana de aquarela" o impulsionou a criar algumas de suas obras mais famosas.

Agricultura urbana pode alimentar 20 milhões de pessoas em São Paulo

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Agricultura urbana pode alimentar 20 milhões de pessoas em São Paulo - Image 1 of 4Agricultura urbana pode alimentar 20 milhões de pessoas em São Paulo - Image 2 of 4Agricultura urbana pode alimentar 20 milhões de pessoas em São Paulo - Image 3 of 4Agricultura urbana pode alimentar 20 milhões de pessoas em São Paulo - Image 4 of 4Agricultura urbana pode alimentar 20 milhões de pessoas em São Paulo - Mais Imagens+ 3

A Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) possui quase 22 milhões de habitantes, cerca de 10% do total da população brasileira. Para alimentar essa quantidade enorme de pessoas, todos os dias chegam à metrópole toneladas de insumos, de diferentes partes do país. Porém, novo estudo do Instituto Escolhas mostra que, com algumas medidas, é possível abastecer toda essa população com legumes e verduras de produção local.

Uma jornada visual no interior do Santuário de Wadi Rum

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Escavado com delicadeza no solo natural de Wadi Rum, na Jordânia, o projeto do arquiteto jordaniano Rasem Kamal transforma a premissa de que “a forma segue a função” em “a subtração segue a função”, enfatizando a relação entre a forma externa e o espaço interno com um resort que promete ser um santuário tanto na superfície quanto no subsolo.

No vídeo recém-lançado da proposta, o arquiteto revela o resort oculto e conduz o público em um passeio encantador pelo Wadi Rum Sanctuary Resort. Kamal complementa a paisagem acidentada do deserto com a arquitetura sutil do resort, permitindo que a estrutura se integre perfeitamente ao seu entorno. 

Vantagens e características da alvenaria estrutural

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O Monadnock Building, em Chicago, teve sua construção iniciada em 1891 e segue em uso. O edifício evidencia uma fachada sóbria sem grandes ornamentos e uma altura muito expressiva - à época - de 16 pavimentos. É considerado o primeiro arranha-céu construído em alvenaria estrutural, com tijolos cerâmicos e uma base de granito. Para suportar toda a carga da edificação, as paredes estruturais no térreo têm 1,8 metros de espessura, enquanto na parte superior, 46 centímetros. Cento e trinta anos depois, este sistema construtivo continua em voga e permite erigir edifícios mais altos, com paredes muito mais delgadas, atingindo racionalidade e economia na obra. Mas do que se trata a alvenaria estrutural, como utilizá-la nos projetos de arquitetura e em quais edificações este sistema é mais indicado?

O brutalismo na arquitetura religiosa, pelas lentes de Stefano Perego

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Carregada de grande carga simbólica, a arquitetura religiosa é conhecida tanta pela monumentalidade de seus edifício quanto pela riqueza de seus espaços interiores. Escala, materialidade e luz são alguns dos principais elementos utilizados por arquitetos e projetistas quando se trata de manipular e criar espaços de contemplação e prece, características espaciais capazes de conduzir os fiéis à uma experiência sagrada através do espaço.

Protestos públicos e o legado urbano do colonialismo e ditadura militar na Nigéria

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Este artigo foi publicado originalmente em Common Edge.

Revoltada com a contínua onda de violência policial no país, a população da Nigéria decidiu se manifestar tomando as ruas da maioria das grandes cidades para protestar. Indignados com os métodos antiquados ainda utilizados pelas Forças Especiais Anti-Roubo (SARS), uma unidade policial criada em 1992 para combater assaltos à mão armada na Nigéria, os manifestantes anti-SARS estão solicitando a extinção da unidade conhecida por sua arrogância, assassinatos extrajudiciais, extorsão e inúmeros abusos contra os direitos humanos mais elementares.

Tragicamente, os protestos chegaram a um clímax brutal no último dia 20 de outubro. Homens armados—que muitos acreditam ter sido agentes do governo nigeriano—dispararam contra os manifestantes reunidos na Estação de Pedágio de Lekki na cidade de Lagos. Muitas pessoas ficaram feridas e o governo admitiu que duas pessoas foram mortas; grupos como a Anistia Internacional insistem que estes números são muito maiores.

Explore as transformações do tempo e do espaço nos anos 1980 através das memórias de jovens arquitetos/as chineses/as

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Sigmund Freud, autor de “A Interpretação dos Sonhos” e fundador da Psicanálise, defendeu certa vez que: “Uma forte experiência no presente desperta no/a escritor/a criativo/a a memória de uma experiência anterior (geralmente pertencente à sua infância), da qual decorre agora um desejo que encontra sua realização na obra criativa.”

Série de vídeos "Música Congelada": uma jornada internacional de arquitetos(as) de destaque e da arquitetura

Atualmente, os/as arquitetos/as enfrentam grandes expectativas em relação ao projeto, à funcionalidade e ao desempenho de suas obras. Um projeto de arquitetura cuidadoso leva em consideração os impactos climáticos regionais, a origem dos materiais e as tradições construtivas, caminhos fundamentais para reduzir a pegada ecológica. No entanto, de que maneira esses/as profissionais podem elevar ainda mais o desempenho de um edifício? Trata-se de um desafio instigante. Curiosamente, observa-se que as tecnologias digitais já vêm sendo aplicadas na arquitetura em todo o mundo.

Economia circular + gestão das águas = sistema cerâmico de drenagem urbana

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O LIFE CERSUDS (da sigla em inglês Ceramic Sustainable Urban Drainage System) é um projeto financiado pela União Europeia através do programa LIFE, um instrumento legal criado para incentivar o desenvolvimento de soluções práticas para lidar com os desafios impostos pelas mudanças climáticas no continente. O CERSUDS é um sistema de drenagem urbana sustentável (SUDS) composto por componentes cerâmicos de baixo valor comercial, resultando em elementos de pavimentação urbana com alto índice de permeabilidade. O objetivo do sistema é ampliar a capacidade de absorção de água da chuva em centros urbanos.

O sistema foi utilizado por primeira no projeto piloto implantado no centro da pequena localidade de Benicàssim, na Espanha, pelos arquitetos Eduardo de Miguel e Enrique Fernández-Vivancos—professores da Cátedra Cerâmica de Valencia—em colaboração com a Escola Técnica Superior de Arquitetura da Universidade de Valencia.

Arquitetura especulativa, uma releitura contemporânea das visões radicais dos anos 60 e 70

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Com a intervenção da tecnologia, das redes e de sistemas complexos, as forças que moldam o nosso ambiente construído estão mudando, e os/as arquitetos/as precisam imaginar não apenas o espaço físico, mas também elaborar narrativas mais profundas dentro dessa nova configuração social. Diante desse panorama, a arquitetura especulativa demonstra uma força crítica sem precedentes; assim, este artigo busca analisar os meios de questionamento do ambiente construído existente, explorando novas possibilidades para a arquitetura.

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A banalidade do bege: por que limitar o uso das cores na arquitetura?

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Este artigo foi publicado originalmente em Common Edge

Estou cansado de revistas de decoração e marcas de tintas tentando me vender suas monótonas paletas de cores “neutras”. Muitos afirmam que o “Bege Está de Volta,” que desde sempre os tons neutros têm sido considerados elegantes e capazes até de nos trazer paz e tranquilidade. Eu, pessoalmente, não acredito em nada disso. As paletas de cores minimalistas que encontro com frequência em muitos dos edifícios de arquitetura contemporânea não me relaxam, elas me aborrecem tanto que eu até fico com raiva. A idealização da alvura do mármore das ruínas greco-romanos é um mito. Hoje em dia todos nós sabemos que estas estruturas nunca foram brancas tal e qual nos foi ensinado na escola. Nossos antepassados nunca foram capazes de criar estruturas e espaços incolores. A sua arquitetura, por excelência, era nitidamente policromática.

A promoção da (des)igualdade pelo planejamento urbano

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O planejamento urbano é um importante meio para reduzir a desigualdade e promover a equidade em uma cidade. No Brasil, a priorização destes objetivos é ainda mais evidente dado não só a profunda desigualdade social na nação como um todo, como a evidente desigualdade no acesso a oportunidades e a infraestrutura e serviços urbanos, o que pode ser traduzido como verdadeiro acesso à cidade.

No entanto, embora muitos acreditem que a desigualdade urbana é fruto de um cenário onde cidades não tiveram planejamento, praticamente resultado do acaso, a realidade é que o planejamento urbano, historicamente e até hoje, vem contribuindo para agravar as desigualdades ao invés de mitigá-las.

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