A HerCity é uma plataforma digital, criada pela UN-Habitat em parceira com o Laboratório de Idéias Global Utmaning, voltada à promoção da participação e inclusão de jovens mulheres nos processos de planejamento e desenvolvimento urbano de nossas cidades. Disponibilizando ferramentas que possam contribuir para a construção de cidades mais inclusivas e equitativas e delegando às mulheres um maior poder de decisão, a plataforma foi concebida com o principal objetivo de fornecer as ferramentas necessárias para se garantir o estabelecimento de processos de planejamento e desenvolvimento urbano mais inclusivos e atentos às reais demandas de todos os usuários—sem exceções.
Lançada no Dia Internacional da Mulher, no último dia 08 de Março, o guia para o planejamento e desenho urbano da HerCity é um esforço colaborativo desenvolvido entre a UN-Habitat e o Global Utmaning, um laboratório de ideias independente com sede na Suécia. Recentemente, o ArchDaily teve a oportunidade de bater uma papo com as líderes do grupo por trás desta importante iniciativa, durante o qual pudemos conversar sobre o processo de criação e as estratégias definidas pela nova plataforma HerCity.
Com foco em propostas de concursos, a curadoria desta semana de melhores projetos de arquitetura não construída baseia-se em propostas enviadas pela comunidade do ArchDaily para destacar projetos premiados em todo o mundo. Desenvolvidas para programas diversos, as propostas exploram como potencializar a identidade dos contextos locais para vencer suas respectivas competições. Juntos, os projetos apresentam abordagens formais, espaciais e conceituais contemporâneas.
As propostas premiadas abrangem uma variedade de projetos: uma proposta de redesenho de uso misto para um subúrbio pós-guerra de Antuérpia, um arranha-céu no terreno de uma antiga sede histórica da polícia no centro de Frankfurt, uma proposta arborizada contra ilhas de calor urbanas em Abu Dhabi e a "Ireland House" em Tóquio, que reunirá diplomatas e funcionários de órgãos estatais sob o mesmo teto. Estes são apenas alguns dos destaques entre os melhores projetos não construídos da semana.
Cortesía de Angie Milena Espinel para Arquitectas Colombianas. Image Cortesía de Arquitectas Colombianas
O artigo a seguir resulta de uma colaboração com Arquitectas Colombianas, uma iniciativa que busca promover a memória, a contribuição e as atividades das mulheres na arquitetura e no design na Colômbia e no mundo. Explore a seguir a visão delas e a presença de mulheres na cena local, acompanhadas de citações das autoras desta arquitetura.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130684/arquitetas-em-todo-o-espectro-da-arquitetura-da-colombiaAna María Pinzón
Tendo como vizinhos Tlaquepaque e Tonalá, dois centros oleiros de grande importância, Guadalajara tornou-se, por consequência, um epicentro para a promoção e comercialização do artesanato. Assim, em 1963, o governo de Jalisco decidiu desenvolver um espaço para promover a obra de artesãos e artesãs de todas as regiões do estado.
Há um futuro promissor logo após a pandemia de COVID-19, e a Waterfront Toronto — organização encarregada de revitalizar a orla da cidade — está trabalhando para concretizar essa visão com o Quayside Project: um empreendimento de uso misto de 12 acres destinado a transformar as áreas industriais no final da Parliament Street.
Em 1968, a pequena cidade de Gibellina, na Sicília, foi arrasada pelo violento terremoto de Belice, um sismo de magnitude 5,5 que tirou a vida de centenas de pessoas e deixou mais de cem mil desabrigados. Diante da impossibilidade de reconstruir a cidade em seu local original, os planejadores urbanos projetaram Gibellina Nuova a cerca de 11 quilômetros (7 milhas) de distância. Com o início do projeto e da construção da nova cidade, e na esteira da tragédia, o prefeito de Gibellina convidou vários artistas a apresentarem propostas de intervenção artística para o novo assentamento. Um desses artistas foi o prolífico pintor e escultor polimatérico italiano Alberto Burri (1915–1995).
https://www.archdaily.com.br/pt/1130595/cretto-di-burri-a-psicogeografia-de-gibellinaLilly Cao
A arquitetura permanece em constante tensão com as forças naturais. Projetados em torno da gravidade, do clima e do tempo, os edifícios sempre fazem parte de sistemas maiores. Em todo o mundo, os arquitetos têm buscado mitigar as forças naturais, construindo espaços e estruturas híbridas, áreas artificiais onde a natureza encontra os feitos humanos. Incorporando essa relação, os canais refletem o desejo de direcionar a natureza e seus fluxos. Hoje, esses espaços fluidos estão se abrindo para novos programas, projetos que exploram a vida moderna e a vitalidade urbana.
O rio Shing Mun em Sha Tin, uma cidade residencial em Hong Kong, luta contra a poluição do lixo plástico há anos. Os resíduos domésticos que não são reciclados de forma adequada vão parar em aterros ou a boiar no rio. Em 2018, quase 17 milhões de itens de plástico, ou 40.000 itens por dia, foram drenados para o oceano através do rio Shing Mun, principalmente embalagens de alimentos, talheres e garrafas de plástico para uso doméstico. Essa quantidade de poluição de plástico no rio e no meio ambiente pode eventualmente colocar em risco o ecossistema natural de forma irreversível.
Enquanto o mundo corporativo discute o trabalho remoto, a Amazon decidiu dobrar a aposta nos escritórios físicos. No início deste ano, a empresa anunciou seus planos para a nova sede em Arlington, no estado americano de Virgínia. O complexo de edifícios será construído em torno de uma estrutura espiralada com mais de 100 metros de altura, batizada de Helix. Além dos 260 mil m² de escritórios, haverá também 10 mil m² de espaço acessível ao público, incluindo anfiteatro, mercado, restaurantes e praças. A escolha do local, no centro da área metropolitana de Washington, D.C., vai na contramão de empresas que construíram suas sedes em subúrbios, fechadas ao público externo, como a Apple e a Facebook.
Simples na forma, mas complexa na substância, “O que é arquitetura?” continua sendo uma questão existencial para estudantes de arquitetura e jovens profissionais. Na tentativa de definir essa interrogação em constante mudança e expor as diferentes visões existentes, a série de entrevistas: WIA – What is architecture? propõe quatro perguntas diretas a nomes de destaque no pensamento e projeto de arquitetura de relevância mundial. Buscando revelar suas opiniões sobre o que é a arquitetura e o que ela pode fazer, esses vídeos curtos trazem respostas para: “O que é arquitetura? O que a arquitetura pode fazer? Qual é o seu posicionamento arquitetônico? e Qual é o seu método de projeto?”.
O ArchDaily colaborou com o WIA para publicar semanalmente quatro dessas conversas e convidar você a aceitar o desafio de responder a essas perguntas. Este segundo artigo da série destaca as ideias e visões de Odile Decq, do Studio Decq; Kjetil Thorsen, do Snøhetta; Florencia Pita & Jackilin Hah Bloom, do Pita & Bloom, um coletivo de projeto arquitetônico sediado em Los Angeles; e Jeffrey Kipnis, nome de destaque na crítica e teoria da arquitetura norte-americana.
O Dia Internacional da Mulher é celebrado em todo o mundo desde sua oficialização pela ONU na década de 70. Em linhas gerais, esta é uma data que simboliza a luta histórica de nós mulheres para termos nossas condições equiparadas as dos homens.
No embalo das comemorações deste dia, como mulher e arquiteta, decidi trazer aqui um panorama sobre trajeto profissional das mulheres na arquitetura – principalmente, no nosso país -, denunciando a discrepância que ainda existe no meio como forma de fortalecer a luta que o dia internacional da mulher simboliza. É um alerta, um desabafo e também um pedido de cooperação para que cada um reconheça o seu lugar e, sobretudo, reconheça o nosso lugar, como mulheres, na criação do cenário arquitetônico do nosso país.
Em 1968, a pequena cidade de Gibellina, na Sicília, foi arrasada pelo colossal terremoto Belice, de magnitude 5,5 que matou centenas e deixou 100.000 desabrigados. Os planejadores não conseguiram reconstruir Gibellina em seu terreno original. A nova cidade - Gibellina Nuova - foi construída a 11 quilômetros (7 milhas) de distância. Antecipando-se ao projeto e à construção de Gibellina Nuova, e na esteira da tragédia do terremoto de Belice, o prefeito convocou vários artistas para apresentarem propostas de projetos para decorar a nova cidade. Um destes artistas foi o prolífico pintor e escultor italiano “polimaterialista” Alberto Burri (1915-1995).
https://www.archdaily.com.br/pt/958190/a-psicogeografia-da-monumental-land-art-cretto-di-burriLilly Cao
Dois meses e onze dias após o início de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou pandemia por Covid-19. Para conter a ameaça que estava se alastrando, pessoas e autoridades tiveram que criar estratégias coletivas e mudar seus comportamentos. Esta batalha entre vírus e humanidade também colocou em xeque a existência e manutenção de uma das criações humanas mais importantes: as cidades.
Como símbolo do ambiente onde acontecem encontros casuais entre pessoas diferentes e experiências diversas, as pessoas governando ambientes urbanos foram desafiadas a convencer e, em alguns casos, forçar sua população a ficar em casa como principal medida para conter o contágio.
https://www.archdaily.com.br/pt/957827/o-cenario-da-pandemia-pode-gerar-cidades-caminhaveisLeticia Sabino e Louise Uchôa
A ilustradora e estudante de arquitetura equatoriana Ariel Triana Ayarza (Arluz Ilustraciones) criou uma série que explora, por meio de imagens digitais, a arquitetura de Guayaquil. A coleção gráfica tem como objetivo destacar a beleza dos ícones patrimoniais, dos edifícios coloniais e de todas as obras representativas que fazem parte da identidade da cidade.
O projeto Cocina Mendoza está localizado no município de Ixmiquilpan, no coração do Valle del Mezquital, região central do estado de Hidalgo, México. Ali se encontra a comunidade de San Nicolas de Tolentino, lar da família Mendoza, que pertence ao povo Otomí e foi detentora da mordomia durante os anos de 2019 e 2020.
Neste vídeo, o canal Architecture with Stewart analisa as estratégias de planta baixa de Louis Kahn (1901-1974), observando como elas tratam e organizam os ambientes em configurações de espaços servidores e servidos. Após a Segunda Guerra Mundial ter revelado a face sombria da tecnologia, a arquitetura que nos legou as “máquinas de morar” passou a parecer equivocada e desumanizadora. Em contraposição às plantas livres e abertas do período anterior à guerra, Louis Kahn vislumbrou novas possibilidades para os cômodos, acreditando que sua privacidade e fechamento poderiam coexistir harmonicamente em uma “sociedade de salas”. A partir de uma análise detalhada da Trenton Bath House, o vídeo utiliza animações digitais, croquis, fotografias e narrativas históricas para traçar a evolução do espaço por meio de projetos como a Adler House, a Esherick House e a Biblioteca de Exeter — esta última, uma sala monumental de memória cultural.
Com a quantidade de informações e tecnologias que dispomos atualmente, seja de pesquisas acadêmicas ou dos próprios fabricantes dos produtos de construção, sobra muito pouco espaço para empirismos e experimentações ao projetarmos nas escalas mais diversas. Ainda mais quando equívocos na especificação de projetos representam enormes custos e dores de cabeça. Isso quer dizer que muito antes da construção e a ocupação do edifício, é possível entender claramente como o edifício funcionará termicamente, qual sua capacidade de geração de energia fotovoltaica e mesmo quanto de energia será necessário para resfriá-lo e/ou aquecê-lo. Há softwares, ferramentas e aplicativos que permitem quantificar todas essas decisões de projeto, para evitar erros, deseconomias, geração de resíduos e garantir a eficiência de todos os materiais aplicados.
Como minha mãe é psicóloga, nossa família fala muito sobre emoções. Mais especificamente, discutimos a experiência da emoção, pois, como ela gosta de lembrar a mim e às minhas irmãs: “Não pensamos nossos sentimentos — nós os sentimos, em nossos corpos”. Segundo ela, é essa vivência emocional que dá sentido e vitalidade às nossas vidas; consequentemente, seu trabalho não se baseia em insights intelectuais ou teorias abstratas, mas em proporcionar a seus pacientes uma nova experiência de si mesmos no mundo.
Ao criar espaços arquitetônicos, muitos arquitetos concordam que não só é importante, mas também necessário incorporar a luz natural aos interiores, utilizando diferentes estratégias para regular sua quantidade e definir qualidades como sua tonalidade e direcionamento. Apesar disso, em projetos residenciais, onde as exigências de privacidade são geralmente mais altas do que em, por exemplo, edifícios para usos comuns - escritórios, restaurantes, lojas -, ao definir as características dos ambientes, muitos optam por trabalhar com materiais que garantem maiores graus de proteção visual e que diluem o contato com o exterior público - seja através da incorporação de elementos opacos, seja por meio de envoltórios de revestimento e telas. Entretanto, há alguns materiais que garantem a entrada de uma grande quantidade de luz natural controlada durante o dia, mas sem implicar em perda de privacidade.
À medida que a arquitetura evolui para incluir novas soluções técnicas e tecnológicas, sistemas estruturais inovadores e programas híbridos, antigos programas e tipologias vão sendo ressignificados. Em busca de desenvolver uma prática de arquitetura mais sustentável, incorporando estratégias passivas, sistemas construtivos e materiais locais, arquitetos e arquitetas estão reinventando a maneira como concebemos e construímos nossos edifícios. Neste contexto, projetos culturais como Bibliotecas, Mediatecas e Centros Culturais são uma excelente oportunidade para explorar novas tipologias e soluções. Isso se faz ainda mais evidente quando estes edifícios encontram-se implantados em contextos únicos e paisagens urbanas em pleno processo de transformação.
Fotografías de la casa construida. Image Cortesía de Igor Fracalossi
Para celebrar os 60 anos da icônica Casa em Jean Mermoz — uma precursora das ideias da Cidade Aberta de Ritoque —, o arquiteto Igor Fracalossi propõe uma reconstrução de seu sistema de fôrmas de madeira.