Nuevos pueblos en Sinaloa. Image Cortesía de Archivo Carlos González Lobo
No dia de hoje, 12 de abril de 2021, foi anunciado o falecimento do arquiteto Carlos González Lobo, expoente da arquitetura social e participativa no México. Formou-se pela Escuela Nacional de Arquitectura em 1963, tornou-se mestre em Arquitetura em 1995 pela Faculdade de Arquitetura da UNAM e, no mesmo ano, recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Escola de Design da Universidade de Rhode Island, além de ter obtido o doutorado em Arquitetura pela UNAM em 2007.
Projetada pelo/a premiado/a arquiteto/a Rudy Ricciotti — autor/a do MuCEM em Marselha, do Estádio Jean-Bouin em Paris e da ala de Arte Islâmica no Museu do Louvre —, a Manufacture de la Mode reintroduz o minucioso trabalho artesanal da Chanel em um contexto arquitetônico e urbano. O/A fotógrafo/a de arquitetura Simon Garcia revela esse recém-inaugurado polo da moda em uma série de fotografias.
Diante das mudanças advindas da contemporaneidade, cabe aos arquitetos e urbanistas revisitar seus papéis. Na contramão de um planejamento que visa cidades cada vez mais massificadas e indiferenciáveis, é primordial que se estabeleçam práticas de resistência a fim de retomar a cidade para o pedestre. Para serem efetivas, tais práticas devem propor vínculos entre as pessoas que experienciam cotidianamente a cidade e o espaço urbano, e afastar-se de definições técnicas que pressupõem a participação popular de maneira fragmentada. Ao invés de fomentar a paranoia coletiva rumo a muralhas intransponíveis em busca de segurança excessiva, a cidade deve acompanhar a tecnologia na direção da abertura, do open-source, da colaboração e construção coletiva. A rua, além de sua função prática de conexão, deve potencializar vivências: espaço do acaso, reflexão, e, principalmente, apropriação.
https://www.archdaily.com.br/pt/959666/cidade-aberta-estrategias-de-experimentacao-do-espaco-urbanoJúlia Thomé de Oliveira
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Stratum, Austrália. Imagem cortesia de Randers Tegl
Na criação de uma atmosfera contemporânea para morar, diversos fatores entram em jogo. O entorno, o clima, a escolha dos materiais, a organização espacial e a atenção aos detalhes, tanto no design de interiores quanto no exterior, impactam diretamente a qualidade do projeto como um todo.
Após mais de um ano nesta experiência mundial de trabalhar em casa, ainda não encontramos a fórmula perfeita para que a força de trabalho retorne aos respectivos escritórios. Além disso, não apenas a situação do "trabalhar em casa" - Working From Home (WFH) durou mais do que o previsto, mas também se incorporou à maneira como trabalharemos para sempre. À medida que as vacinas são lançadas, os líderes de diversas organizações devem agora considerar seriamente como lidar com o retorno de seus funcionários ao escritório físico.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131454/vendo-ser-visto-a-evolucao-do-farol-de-trafalgar-e-sua-influencia-social-na-atualidadeGuillermo A. Blanco Alcón
Vista do Elevado do Anel Rodoviário M30. Fonte: Google Earth
Madri demolirá o elevado da autopista M30, localizado entre os bairros de Puente de Vallecas e Retiro. Esta foi a decisão unânime dos conselheiros do Pleno do Ayuntamiento de Madrid, parlamento municipal cujos membros são eleitos, reunidos no dia 30 de Março passado. Segundo o autor da proposta, o conselheiro e membro do partido Más Madrid, Francisco Pérez Ramos, a decisão é importante, pois o viaduto se transformou “em muro”.
https://www.archdaily.com.br/pt/959658/madri-demolira-elevado-para-dar-lugar-a-parque-e-o-minhocaoMarcos O. Costa
Projetar espaços abaixo do nível do solo é sempre um grande desafio, principalmente nos quesitos de iluminação e ventilação. Entretanto, soluções criativas possibilitam espaços subterrâneos acolhedores e arejados como o uso de painéis perfurados para entrada de luz na Casa K ou, até mesmo, a implementação estratégica de um espelho d’água com fundo de vidro no térreo permitindo que a iluminação natural atinja o subsolo da Casa Jardim do Sol.
O Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem censura sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado por David Lee e Marina Bourderonnet, ambos arquitetos, o programa traz diferentes profissionais de criação em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou reflexões descontraídas sobre a vida cotidiana e o design. O Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina recebem Marion Weiss, arquiteta e cofundadora do Weiss/Manfredi. Marion fala sobre seu interesse na infância pelas artes, arquitetura e paisagismo; a fundação de seu escritório e seu processo de projeto; a parceria com clientes em grandes projetos culturais; como a arquitetura pode gerar um impacto social para além de sua implantação física, entre outros assuntos. Aproveite!
https://www.archdaily.com.br/pt/1131135/marion-weiss-voce-poderia-gastar-30-percent-menos-e-com-um-bom-design-fazer-algo-200-percent-melhorThe Second Studio Podcast
O fascínio de Le Corbusier pelo automóvel é evidente nos vários registros fotográficos do arquiteto posando orgulhosamente ao lado de um carro na frente de uma obra. Segundo o arquiteto franco-suíço, para além de permitir uma construção mais eficiente e econômica, a industrialização da arquitetura pode constituir uma base de melhores resultados estéticos, da mesma forma que um chassi de automóvel apoia o design moderno e criativo da respectiva carroceria. Mas, embora os veículos tenham passado por mudanças impressionantes desde a década de 1930, pode-se dizer que a arquitetura demorou muito a adotar os avanços de outras indústrias.
Mas isso está mudando aos poucos. Impulsionada por preocupações em torno da sustentabilidade, o uso de recursos fósseis não renováveis e eficiência, juntamente com a demanda acelerada para construir novos edifícios e infraestruturas mais acessíveis, a indústria da construção tem incorporado inúmeras novas tecnologias, incluindo aquelas adotadas de outras indústrias. Além disso, a madeira têm sido identificada como um material de construção ideal - especialmente ao incorporar produtos inovadores de madeira em massa, como CLT e glulam, métodos e processos de design como BIM e DfMA, ferramentas para visualização como VDC e tecnologias de fabricação como o CNC. Sim, são muitas siglas, mas tentaremos esclarecê-las ao longo deste artigo.
A Bienal de Arquitetura de Mídia 2020 (MAB20) será realizada de forma online de 28 de junho a 2 de julho de 2021. Esta edição do evento desloca o foco da arquitetura de mídia da dimensão meramente estética para o progresso social. Como a arquitetura de mídia pode contribuir para cidades melhores, para a participação cidadã e para ecossistemas sustentáveis? O evento se encerrará com a entrega do Prêmio MAB (Media Architecture Awards), destacando projetos excepcionais nesta interseção emergente entre arquitetura, planejamento urbano, design de interação, arte e informática.
Na quinta-feira, 25 de março, o órgão responsável pelos serviços de auxílio à navegação no espaço aéreo mexicano (SENEAM) anunciou a implementação da primeira fase do Redesenho do Espaço Aéreo da Cidade do México. Entre os benefícios desse redesenho constam a redução dos tempos de voo, dos atrasos operacionais e do consumo de combustível, embora a principal razão da mudança seja a integração do futuro Aeroporto Felipe Ángeles, de Santa Lucía, ao espaço aéreo da capital do país. Desde o primeiro dia, áreas que antes não percebiam o ruído das aeronaves ao pousar no Aeroporto Internacional da Cidade do México (AICM) começaram a notar os efeitos do redesenho. Qual é a dimensão do impacto acústico do redesenho do espaço aéreo para a população da região metropolitana da capital?
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Olhando para o oeste a partir do Rio Gotham, por Anton Furst
As graphic novels integram desenhos de pessoas, espaço e tempo em suas estruturas narrativas para produzir histórias visuais potentes. Além disso, as histórias em quadrinhos e a arquitetura compartilham uma série de ferramentas comuns que são fundamentais para suas representações — o desenho, a sequenciação, o texto, a ação, o personagem, entre outras. Isso estabelece uma afinidade natural entre as graphic novels, a arquitetura e a cidade. Neste episódio, Stewart tira as graphic novels de sua estante para mostrar como e por que elas influenciaram sua abordagem ao projeto de arquitetura, levando à criação de propostas premiadas em concursos. Em especial, *Cidade de Vidro* e *Asterios Polyp*, de David Mazzucchelli, e *Building Stories*, de Chris Ware, oferecem lições para o desenvolvimento de uma abordagem holística da arquitetura, envolvendo múltiplos pontos de vista, política, ficção e design visionário.
Com a firme convicção de que "a arquitetura é [...] importante demais para ser deixada apenas para os/as arquitetos/as", Ole Bouman dedicou-se a diversas atividades ao longo de suas três décadas de atuação, refletindo sobre “a arquitetura não tanto como a arte ou técnica de construir edifícios, mas como a forma inteligente de organizar nossa vida na Terra e infundir-lhe propósito”.
Após compartilhar o ensaio de Bouman, Finding Measure, o ArchDaily teve a oportunidade de conversar com o diretor fundador da Design Society sobre suas reflexões acerca do papel da arquitetura, os desafios globais contemporâneos, a revolução digital e diversos outros temas instigantes.
O FCH Design é um estúdio de arquitetura dedicado à pesquisa e à prática da urbanização chinesa. O processo de urbanização na China avança com velocidade, densidade e modelos de desenvolvimento únicos no mundo. Composto por uma equipe de projeto com histórico internacional, o FCH Design propõe uma arquitetura contemporânea adaptada ao modelo chinês a partir do estudo e da pesquisa de suas cidades.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130929/vagas-em-shenzhen-fcha-arquitetos-as-urbanistas-e-arquitetos-as-paisagistasMilly Mo
Durante a semana de seleção final dos Prêmios Obra do Ano 2021 do ArchDaily China, recebemos um total de 75.000 votos, graças a leitores e leitoras de todo o mundo. O ArchDaily China se empenha em trazer mais escritórios chineses para a onda de intercâmbios globais e apresentar a arquitetura chinesa ao mundo.
Este ano, o escritório CCTN Design, com o Museu do Alto-Forno Nº 3 de Shougang, foi selecionado para o primeiro lugar, adotando a estratégia de projeto de “selar o antigo, desmontar o excedente e reabastecer o novo”, transformando as ruínas industriais de Pequim em um espaço urbano acolhedor. O MAD Architects, com o Jardim de Infância YueCheng Courtyard, conquistou o segundo lugar ao desmontar e expandir uma tradicional casa com pátio. Já o escritório gad, com o Mountain & Sea Art Museum, ficou com o terceiro lugar ao solucionar o desafio da construção em encostas montanhosas e moldar a forma escultórica do museu de arte.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130608/entrevista-com-os-vencedores-do-premio-archdaily-china-obra-do-ano-2021韩爽 - HAN Shuang
Dan Klyn, que leciona arquitetura de informação na Universidade de Michigan, está atualmente pesquisando e escrevendo uma biografia intitulada Richard Saul Wurman’s 5 Lives. É um título apropriado, já que o intelectualmente peripatético Wurman teve várias encarnações profissionais: arquiteto, autor, editor, designer, pintor, escultor, empresário (ele criou e fez a curadoria minuciosa das primeiras palestras do TED). “De certa forma, sou um amador, um diletante, não faço nada excepcionalmente bem, mas vejo padrões entre as coisas”, ele me disse em uma entrevista recente, embora sua modéstia aqui pareça um tanto infundada: Wurman é membro do Art Directors Club Hall of Fame; Membro Honorário (Fellow) do AIA; escreveu, projetou e publicou mais de 100 livros; ganhou um prêmio pelo conjunto de sua obra do Cooper Hewitt; e recebeu a Medalha de Ouro do AIGA.
Cabe aos arquitetos e arquitetas a responsabilidade de proteger a saúde, a segurança e o bem-estar público. Quando os edifícios falham — seja por sobrecarga, falhas de projeto ou desastres naturais —, essa incumbência também recai sobre quem tem a capacidade e a disposição de ajudar quem precisa. As equipes de bombeiros vivenciam o colapso da arquitetura regularmente, muitas vezes arriscando a própria vida para salvar ocupantes e pessoas desconhecidas. Contudo, esses profissionais e as equipes de emergência também têm seus próprios edifícios aos quais chamam de lar: tipologias raras onde as atividades recreativas, domésticas e profissionais se encontram.
O Twinmotion 2021.1 oferece novas e poderosas possibilidades para criar, desenvolver e apresentar visualizações como um membro totalmente integrado ao ecossistema da Epic, consolidando sua posição como um componente essencial de todo o processo de archviz — do conceito à experiência fotorrealista avançada. Além disso, com esta versão, a Unreal Engine dá continuidade aos seus esforços para aprimorar recursos e fluxos de trabalho existentes com base no feedback dos/as usuários/as.
Este autodiálogo de Francesco Careri (professor/a associado/a, Università Roma Tre), traduzido por Alessandra Merlo (professora associada do Departamento de Lenguas y Cultura, Universidad de los Andes), foi publicado originalmente com o título Autodialogo sulla produzione di utopie concrete, em Alessandra Criconia (org.), Una Città per todos: Diritti, spazi, cittadinanza [Milão: Donzelli, 2019, 111-120] e, anteriormente, no número 28 da revista Dearq em 01/01/2020, sob o título "Francesco Careri, Autodiálogo sobre a produção de utopias concretas" (https://doi.org/10.18389/dearq28.2020.02) e faz parte de uma colaboração conjunta de difusão.
Arroio Cheonggyecheon, em Seul (Coreia do Sul), onde uma via expressa elevada foi demolida para a construção de um amplo espaço público de lazer. Foto de Ken Eckert, via Wikimedia Commons. Licença CC BY-SA 4.0
A construção de ruas ao longo do século XX foi baseada principalmente na premissa de que mais infraestrutura facilita o trânsito. Evidências mostram, porém, que, em vez de reduzir o congestionamento, construir mais ruas na verdade aumenta o tráfego. Quando se reduz o tempo dos deslocamentos feitos de carro, aumenta a conveniência – com isso, em paralelo ao apelo exercido pelo veículo particular como indicador de riqueza e posição social, as pessoas tendem a fazer mais viagens de carro. Um estudo recente de pesquisadores da Universidade de Barcelona analisou dados de 545 cidades europeias entre 1985 e 2005 e confirmou que os esforços empreendidos ao longo dessas duas décadas para ampliar a capacidade das ruas levaram ao aumento do tráfego de veículos, e não à redução, e os congestionamentos não foram amenizados.
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Preguiçosa manhã de domingo, renderizada no Lumion por Gui Felix (projeto de Marcio Kogan do MK27)
Há vida em cada projeto. Na maneira como as folhas de uma árvore se movem com o vento, na energia de um edifício público movimentado com seu fluxo incessante de pessoas interessantes e singulares, ou na sensação de uma noite aconchegante em um ambiente interno enquanto a chuva forte bate nas janelas.