As portas externas não apenas proporcionam segurança, mas também definem a primeira impressão de uma residência. Isso fica evidente na porta pivotante apresentada na imagem acima, projetada e fabricada na Europa pela Air-Lux. No interior da casa, por sua vez, as portas internas garantem privacidade, atenuam ruídos, dividem ambientes e valorizam a estética arquitetônica dos espaços. Assim, para atender a essas demandas e resistir ao uso diário contínuo, elas devem ser duráveis e atemporais, sem nunca comprometer a sofisticação e o estilo. Entre as opções que atendem a esses requisitos, as portas pivotantes se destacam por combinarem movimento fluido, elegância e versatilidade. Com um design contemporâneo minimalista, essas portas vão além da função convencional das esquadrias comuns. Girando em torno de um eixo vertical graças a ferragens quase invisíveis, elas se adaptam a qualquer estilo de decoração, uso e dimensão, abrindo um leque de possibilidades criativas ilimitadas.
Nunca deixamos de explorar a manifestação da linguagem arquitetônica tradicional chinesa na arquitetura moderna, a começar pelo esforço de combinar um volume moderno com uma cobertura de paradigma tradicional. Essa herança e expressão baseiam-se no contexto, que se divide em duas categorias: "Adoção" e "Ablação". A reinterpretação das tradições a partir da "Forma", do "Sentido" e do "Modelo" constitui a "Adoção". A "Ablação" é um compromisso construtivo com o entorno que respeita a textura e a aparência originais, sejam rurais ou urbanas. Baseia-se em formas e técnicas construtivas antigas, aprimoradas com abordagens e técnicas de design moderno. Melhora as condições existentes seja por meio de sua ocultação em certas situações, seja ao desaparecer e se integrar a elas. A arquitetura contemporânea é tanto a tradição do futuro quanto a tradição do passado. Os "clássicos" são continuamente expandidos por arquitetos e arquitetas através de novas técnicas.
Cappadocia Spa Hotel por GAD ARCHITECTURE. Imagem cortesia de GAD ARCHITECTURE
Ao oferecer acomodação de curta permanência para viajantes, os hotéis representam um dos principais pilares do setor de hotelaria. Frequentemente, buscam criar um ambiente sereno, isolado do ritmo acelerado da vida urbana, sem deixar de representar a identidade local. Os hotéis-boutique constituem um subsegmento em ascensão no design hoteleiro. Trata-se de hotéis de pequeno porte, geralmente com 10 a 100 quartos e um design de interiores meticulosamente selecionado, que proporcionam uma experiência memorável aos seus hóspedes. De reformas históricas a hotéis contemporâneos construídos do zero, os projetos hoteleiros oferecem uma grande oportunidade para que arquitetos e arquitetas criem ambientes singulares voltados ao lazer e ao relaxamento.
A seleção com curadoria desta semana de Melhores Projetos Não Construídos destaca propostas enviadas pela comunidade do ArchDaily. Localizados nas florestas de Portugal, na costa da ilha grega de Creta ou nos desertos do Egito, esta seleção de projetos não construídos demonstra como as equipes de projeto respondem às condições locais para criar propostas que atendem às necessidades de turistas e viajantes.
Kinetic Cities, cortesia de RMA Architects. Imagem cortesia de RMA Architects
Rahul Mehrotra é um urbanista, educador e sócio-fundador do escritório Rahul Mehrotra Architects (RMA Architects), com sedes em Mumbai e Boston. Por toda a Índia, Mehrotra projetou trabalhos que variam de planos diretores a casas de veraneio, fábricas, instituições sociais e edifícios de escritórios. Ao longo de décadas, sua atuação no ativismo urbano culminou na fundação da Architecture Foundation do escritório, que se concentra em criar uma “consciência sobre a arquitetura na Índia” por meio de pesquisas, publicações, exposições e um diálogo público inclusivo em torno da ética e dos valores arquitetônicos.
Projeto Vencedor. Bjerg Arkitektur, Dinamarca. Imagem Cortesia de Geberit
À medida que os espaços residenciais se tornam mais escassos e caros, o design precisa desenvolver estratégias inovadoras que equilibrem funcionalidade e expressão estética, potencializando a criação de espaços menores. Com esse propósito, a Geberit lançou um concurso em seis países europeus – Alemanha, França, Grã-Bretanha, Suíça, República Tcheca e Dinamarca – para reimaginar o banheiro em uma área de 6 m², uma dimensão comum no contexto urbano que, ainda assim, permite diferentes layouts.
Ao apresentarem uma abordagem realista, essas propostas funcionam como um guia sobre como projetar banheiros que otimizem o espaço e, ao mesmo tempo, combinem diferentes produtos, materiais e cores de forma integrada (e criativa).
Às vezes, neste mercado chamado design, basta uma única ideia inteligente para dar o pontapé inicial. Um momento de inspiração — uma lâmpada que se acende, por assim dizer. Um produto que traz algo inovador e oportuno, oferecendo aos clientes algo que eles nem sabiam que precisavam, mas que agora certamente desejam. Isso, no entanto, é apenas o início de uma jornada. Depois que o burburinho inicial passa, como transformar esse produto de sucesso em um negócio robusto, sustentável e com impacto que vá além de sua revolução inicial?
Tempos difíceis unem as pessoas. Nos últimos anos, vimos como o trabalho coletivo pode ser uma força motriz para ajudar as pessoas afetadas por desastres naturais ou causados pela ação humana. Após uma catástrofe ou deslocamento forçado, um ambiente físico seguro costuma ser essencial. Diante disso, a coordenação de esforços torna-se um fator crucial para prestar assistência em momentos de necessidade.
Arquitetos e arquitetas, como especialistas em abrigos, desempenham um papel fundamental na criação de ambientes seguros e adequados, sejam habitações individuais, edifícios públicos, escolas ou acampamentos temporários de emergência. No entanto, como afirma o arquiteto Diébédo Francis Kéré: "Quando você não tem nada e quer convencer a sua comunidade a acreditar em uma ideia, pode acontecer de todos começarem a trabalhar com você, mas é preciso continuar lutando para convencê-los".
Steven Holl costuma ser visto lendo poesia e pintando aquarelas em uma pequena cabana com vista para flores de lótus na beira de um lago em Rhinebeck, Nova York. A cabana fica em uma reserva de 28 acres que Holl comprou em 2014 e que hoje abriga seu escritório permanente, além do ‘T’ Space, uma organização artística sem fins lucrativos que oferece exposições criativas, instalações ambientais e residências de arquitetura. Contornando várias árvores de grande porte e conectando-se por meio de uma passagem a outra cabana existente de 1959, o Arquivo de Arquitetura e Biblioteca de Pesquisa da Fundação Steven Myron Holl, construído in 2019, é a mais recente edificação a ser cuidadosamente inserida na exuberante paisagem.
A escritora Eva Hagberg e eu nos conhecemos há muito tempo. Há bastante tempo, em um ano do qual não me lembro, eu lhe passei uma de suas primeiras pautas para uma revista. Literalmente, dezenas de outras pautas se seguiram. Foi, portanto, com certa expectativa e um pouco de surpresa que recebi seu novo livro When Eero Met His Match: Aline Louchheim Saarinen and the Making of an Architect (Princeton University Press), um texto híbrido intrigante, parte biografia de Aline e Eero, parte memórias das experiências de Hagberg como redatora de design e assessora de imprensa. (Sou brevemente mencionado no livro.) A tese principal do livro é que Aline Saarinen inventou, em grande medida, o papel de assessora de imprensa de arquitetura. Recentemente, fui até o Brooklyn Navy Yard para conversar com Eva, grávida de muitos meses, sobre o que a motivou a escrever seu novo livro, sua estrutura dupla e a ética jornalística de Aline Saarinen.
Apesar de seu acervo deslumbrante de obras-primas, a National Gallery de Londres tem sido assombrada por uma série de intervenções arquitetônicas equivocadas ao longo de seus dois séculos de existência. Apenas uma vez sua liderança tomou uma decisão de fato inspirada e visionária: em meados da década de 1980, a galeria realizou um concurso, vencido pelo escritório Venturi, Rauch and Scott Brown (VRSB), da Filadélfia, para projetar um edifício voltado a coleções especiais.
O anexo foi construído de 1988 a 1991, viabilizado por fundos doados pela família Sainsbury como um presente para a nação, e foi imediatamente aclamado como um dos edifícios mais refinados de seu gênero erguidos no século XX. Desde então, permaneceu querido pelos londrinos e cumpriu exemplarmente o papel de expansão do pouco expressivo edifício clássico de William Wilkins. Especialistas na obra de Robert Venturi, John Rauch e Denise Scott Brown consideram-no uma de suas obras-primas. Pelo visto, a National Gallery tem uma opinião diferente.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134651/em-londres-uma-obra-prima-de-venturi-e-scott-brown-esta-ameacadaMark Alan Hewitt
Com o objetivo de impulsionar a transição sustentável de recursos na indústria da construção, a ETH Zurich, em colaboração com a FenX AG, está utilizando a impressão 3D de espuma (F3DP) para fabricar fôrmas de geometria complexa destinadas à produção de elementos especiais de concreto.
O efeito sonoro de vidro se quebrando é, há muito tempo, um recurso clássico em esquetes de comédia. Sempre que um objeto leve de cena voa para fora da tela ou do palco, ele inevitavelmente estraçalha uma vidraça um instante depois. Hoje em dia, isso ainda é divertido, embora absurdamente inofensivo, mas, em pouco tempo, a ideia de uma bola de futebol chutada por uma criança quebrando a janela de um vizinho causará apenas estranhamento e ceticismo.
Formar-se em arquitetura costuma vir acompanhado da expectativa de trabalhar em um escritório das 9h às 18h. No entanto, a realidade é que muitos/as recém-formados/as estão se aventurando em carreiras diversificadas e explorando campos como fotografia de arquitetura, escrita, renderização, cenografia e gerenciamento de projetos. Neste Editor's Talk, o/a fundador/a e editor/a-chefe do ArchDaily, o/a diretor/a de desenvolvimento de produtos de software, os/as editores/as executivos/as e o/a editor/a de redes sociais compartilham suas experiências de graduação em arquitetura e como acabaram explorando caminhos profissionais diferentes, porém altamente complementares, provando que a prática da arquitetura vai muito além de projetar espaços físicos construídos.
A edição de 2022 da Shenzhen Fashion Home Design Week (doravante denominada "Semana de Design") chegou ao fim com sucesso. Em meio aos desafios impostos pela pandemia, o ArchDaily, em parceria com a MEFine, apresentou o fórum temático "Um Passo à Frente: Reflexões Contemporâneas sobre o Habitar". Integrado ao "Design Loud" — espaço de debates focado em design e criatividade idealizado pelo Design Dome —, o evento foi concluído com êxito, deixando reflexões marcantes.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134773/forum-archdaily-x-shenzhen-creative-home-design-week-um-passo-a-frente-reflexoes-contemporaneas-sobre-o-habitarDai Le
Impulsionado em grande parte pela migração rural para as cidades e pelo crescimento populacional geral, 68% das pessoas em todo o mundo viverão em áreas urbanas até 2050. Com isso, grande parte da população se beneficiará de um maior acesso a serviços básicos, da proximidade com o transporte público e de melhores oportunidades de educação e emprego. No entanto, a busca por uma vida urbana também leva ao isolamento do ambiente externo — seja uma floresta, um campo ou as montanhas —, o que pode impactar negativamente nossa saúde física e mental. Há muito se comprovou que a exposição à natureza reduz os níveis de estresse, melhora o humor, estimula a produtividade e, acima de tudo, potencializa o bem-estar. Portanto, considerando que costumamos passar cerca de 93% do nosso tempo em espaços fechados (e que a pandemia ampliou essa estatística), hoje, mais do que nunca, buscamos uma conexão com o exterior e todos os seus benefícios inerentes. Assim, os/as arquitetos/as enfrentam o importante desafio de trazer a natureza para o interior, que é justamente onde o design biofílico entra em cena.
"Domingos Libro" é apresentado por Carmelo, do Enorme Studio, e se aprofunda em publicações de arquitetura esquecidas, livros e revistas de arquitetura das décadas de 1960, 1970 e 1980, revelando as histórias mais fascinantes por trás delas.
A seleção desta semana de Melhores Projetos de Arquitetura Não Construída destaca propostas vencedoras de concursos enviadas pela comunidade do ArchDaily. De desenvolvimentos urbanos de grande escala a intervenções na paisagem, passando por projetos residenciais, espaços educacionais e edifícios comerciais, esta compilação apresenta uma variedade de abordagens de projeto, programas e escalas. As propostas selecionadas resultam de concursos locais e internacionais, englobando desde conceitos criativos a projetos atualmente em andamento.
As propostas vencedoras de concursos abrangem uma variedade de projetos desenvolvidos tanto por novos escritórios quanto por firmas já consolidadas. Entre os destaques desta semana estão um empreendimento urbano no estilo "cidade dentro da cidade" na Ucrânia, um posto para veículos elétricos (VE) no Canadá que reinterpreta a tipologia tradicional das áreas de serviço de rodovias, um bloco residencial sustentável na Finlândia e uma sede social integrada à paisagem da Nova Zelândia.
No conjunto dos diferentes espaços de um projeto de arquitetura, os banheiros costumam ser uma mescla de áreas funcionais e de relaxamento. Sua inserção no projeto exige uma seleção cuidadosa de metais e acessórios, permitindo que profissionais de arquitetura e design explorem diferentes formas, cores e texturas para dialogar com a identidade visual de todo o conjunto. Servindo de inspiração para inúmeros metais sanitários, a coleção TARA da Dornbracht combina formas geométricas com uma modernidade atemporal, expressa por meio de uma linguagem formal clara.
Este ano, a linha TARA celebra seu 30º aniversário. Para comemorar a data, os designers Michael Sieger e seu irmão Christian Sieger relembram o processo de criação da coleção e sua trajetória até se tornar um ícone ao longo dos anos. Hoje, a dupla de designers busca serenidade, simplicidade e sustentabilidade: “Não queremos nos definir por um design extravagante, ou mesmo pelo design em si”. Alinhada às inovações lançadas em 2022, a equipe projetou um conceito único de arquitetura de banho referencial para a coleção.
Quando os vencedores do prestigioso Prêmio Aga Khan de Arquitetura são anunciados a cada três anos, a arquitetura celebrada é, sem dúvida, o que há de melhor e mais importante no mundo. Embora os anúncios do ciclo de 2022 estejam iminentes, olhar para trás e analisar os seis projetos laureados em 2019 revela-se uma reflexão valiosa.
A importância do uso de tecnologias avançadas, como a realidade virtual (VR) no cenário arquitetônico, tornou-se cada vez mais evidente. Por mais bela que seja uma imagem renderizada, ela sempre carecerá da capacidade de transmitir plenamente a escala geral e a sensação de um projeto. Isso reforça ainda mais a necessidade de adotar essas tecnologias no campo profissional.
Arquitetos e arquitetas que optam por não utilizar a tecnologia de realidade virtual no processo de projeto acabam em desvantagem. Atualmente, a questão já não passa pela acessibilidade, uma vez que a VR está ao alcance de profissionais de todas as origens.
As escadas podem parecer uma parte imutável do DNA de um edifício. Seja em uma construção do zero ou em uma reforma, pode ser difícil conceber a alteração do ângulo, da direção ou mesmo do posicionamento dos degraus; por isso, escolher o modelo correto é fundamental. Apresentamos a seguir dez maneiras diferentes de viabilizar o projeto de interiores dos seus sonhos.
A consultoria de gestão global McKinsey & Company observou, em 2016, que o setor da construção civil estava pronto para uma disrupção. Considerado um dos maiores setores do mundo, o avanço forçado e a adoção de tecnologias inovadoras permitiram que a indústria de engenharia e construção (E&C) perseverasse nos últimos dois anos. De fato, um relatório mais recente, também da McKinsey, apontou que o setor tende a emergir da pandemia mais enxuto, mais digitalizado e com um olhar mais atento à sustentabilidade.
À medida que as discussões sobre a forma como trabalhamos avançam para além das preocupações iniciais da pandemia e de formatos híbridos, remotos ou do chamado escritório tradicional, tanto empregadores quanto profissionais continuam a reavaliar as necessidades de bem-estar mental no cenário pós-pandemia. Embora existam diversos tipos de ambientes de trabalho e necessidades profissionais que devem ser tratados de forma distinta (indo muito além dos profissionais de escritório ou do conhecimento), tanto no âmbito do design quanto das políticas corporativas, um modelo específico e recente vem despontando nos últimos anos. Trata-se de uma proposta observada, até o momento, em alguns escritórios japoneses singulares que, apesar de pequena escala, desafiam as convenções vigentes.
Um skyline famoso pode evocar ricas associações e liberar a imaginação, mas a verdadeira experiência de uma cidade acontece em suas ruas. Os primeiros humanos evoluíram para enxergar os primeiros seis metros à sua frente, acima e ao seu redor, de modo a identificar potenciais ameaças na paisagem. Em nosso ambiente urbano moderno, ainda é assim que experienciamos edifícios e lugares. Embora as vistas aéreas e as imagens do Google Earth sejam úteis para referência, a principal experiência do exterior de um edifício é aquilo pelo qual passamos na rua, até aproximadamente o segundo ou terceiro pavimento. A altura de uma edificação não importa necessariamente se a experiência da rua for rica e acessível.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134814/ativando-as-bordas-como-criar-ruas-vivas-e-ativasAmanda Loper, Daniel Simons, David Baker