Antes dos carimbos e das impressões digitalizadas, os papéis de parede eram um artefato de alto luxo e ostentação já que todos os desenhos deveriam ser feitos à mão por artesãos. Como símbolo de riqueza, eles surgiram para substituir as tapeçarias e telas na decoração das casas europeias do século XVI. No Brasil, por exemplo, sua aplicação se tornou economicamente viável apenas em 1930 e sua popularização concretizada somente na década de 60.
Os edifícios de escritórios são conhecidos por serem utilitários, eficientes e rígidos. Embora essa tipologia tenha reputação por adotar grades retilíneas e layouts abertos, os projetos modernos começaram a explorar novas alternativas para o local de trabalho contemporâneo. Indo além das salas de trabalho padrão, espaços de reunião e zonas de apoio, esses projetos estão reimaginando as relações entre o envelope e o programa. Este é um movimento mais amplo no sentido de repensar as características formais e espaciais de onde trabalhamos. Enquanto essa tendência está sendo explorada globalmente, as cidades começaram a adotar novos projetos de escritórios em uma escala maior.
"Domingos Libro" é apresentado por Carmelo, do Enorme Studio, que a cada 15 dias analisa detalhadamente publicações de arquitetura esquecidas, livros e revistas de arquitetura das décadas de 60, 70 e 80 que trazem as histórias mais interessantes nos bastidores.
Neste décimo primeiro capítulo, intitulado "O Ovo", Carmelo fala sobre o livro escrito em 1978 por André Bruyère, intitulado "L'Oeuf". A obsessão por ovos leva o arquiteto francês a propor um arranha-céu com esse formato para Nova York e a escrever este livro que defende o ovoide como forma fundamental.
A seleção com curadoria desta semana do Melhor da Arquitetura Não Construída destaca projetos de museus enviados pela comunidade do ArchDaily. Por meio de exemplos de diversas partes do mundo, o artigo explora como esses espaços de conhecimento e descoberta são projetados para inspirar e informar.
Apresentando um museu de arte de desenvolvimento vertical na Finlândia, uma estrutura que se funde com a paisagem na China e um museu marítimo moldado pelas condições da linha costeira no Brasil, a seleção abrange vários tipos de museus e espaços de arte, bem como diferentes atitudes em relação ao ambiente construído ou natural. Os projetos a seguir revelam as ideias que moldam os museus em diferentes contextos, ilustrando diversas abordagens sobre o que constitui uma instituição voltada ao aprendizado.
Desde que o ArchDaily expandiu seus serviços de recrutamento, recebemos vagas de escritórios de arquitetura de diversas escalas e regiões do país, de Pequim e Shenzhen a Hangzhou. Com estilos singulares, essas marcas atuam de forma dinâmica em diferentes campos da arquitetura, buscando atrair talentos do setor. A seguir, destacamos 8 oportunidades selecionadas e seus respectivos projetos representativos. Convidamos todos/as os/as leitores/as interessados/as a se candidatarem.
O MUDA-Architects (MUDA慕达建筑) foi fundado em 2015 em Pequim, na China, e em Boston, nos Estados Unidos, estabelecendo seu escritório em Chengdu em 2017. O escritório conta com uma equipe internacional de arquitetura, composta por profissionais de diversas origens globais e repletos de criatividade. No campo da arquitetura e do design, a equipe possui uma visão de vanguarda, vasta experiência, alto profissionalismo e uma criatividade única. O portfólio do MUDA abrange arquitetura pública, cultural e comercial, além de desenho urbano, paisagismo e design de interiores.
A transformação das cidades construídas para os carros em ambientes que priorizam o bem-estar e a mobilidade de todas as pessoas pode tornar os centros urbanos mais resilientes e inclusivos. Não é trivial mudar ideias e práticas tão arraigadas no planejamento das cidades. Mas um novo relatório do WRI Brasil, “Ruas Completas no Brasil – Promovendo uma mudança de paradigma”, mostra que a mudança foi semeada e já gera frutos.
A publicação documenta o resultado de quatro anos de atuação da Rede Nacional para Mobilidade de Baixo Carbono, iniciativa do WRI Brasil e da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) que reuniu 21 cidades brasileiras comprometidas com a mudança do paradigma no desenho das ruas e das cidades.
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Juvenal Baracco. Image Cortesía de Archivo de ideas recibidas
Archivo de Ideas Recibidas é um projeto interdisciplinar de pesquisa e difusão que busca registrar e relacionar as ideias de pessoas que contribuem para o ecossistema criativo contemporâneo a partir da arte, do design e da arquitetura. Ele é construído a partir das conversas que a equipe mantém com diversos criadores e criadoras, nas quais se aprofundam temas relacionados à memória, à academia, ao contexto cultural, às suas principais influências e metodologias de trabalho.
Os painéis de policarbonato translúcido apresentam uma estética única e marcante, ao mesmo tempo que mantêm uma eficiência na funcionalidade. Eles podem adicionar profundidade e cor a uma fachada e se adaptar para atender a uma ampla gama de requisitos de desempenho, desde resistência à temperatura até resistência ao impacto, proteção UV e muito mais. A Rodeca, empresa líder na indústria de painéis de policarbonato, oferece produtos de alta qualidade com alta personalização em relação a cores, níveis de transparência, tratamentos, perfis, tamanhos, sistemas de junta e muito mais. Abaixo trazemos uma lista detalhada dessas muitas opções, acompanhada por diagramas e etapas de instalação. Também discutimos vários estudos de caso em que fachadas de policarbonato foram usadas com grande sucesso, aproveitando ao máximo as opções disponíveis junto com as qualidades estéticas intrínsecas dos painéis translúcidos para complementar e elevar seus projetos.
https://www.archdaily.com.br/pt/966598/como-projetar-e-instalar-fachadas-de-policarbonato-translucidoLilly Cao
Sabe-se que a indústria da construção civil é uma das mais poluentes do planeta, porém, muitas vezes temos dificuldade de vincular o trabalho do arquiteto e do urbanista a essa indústria, nos abstendo da responsabilidade de estar inserido dentro de uma das cadeias produtivas mais nocivas que existem. Nesse sentifo, é urgente ressaltar a importância de questionar, não somente os materiais empregados nos projetos, mas também os sistemas produtivos envolvidos.
Trecho da planta térrea do Museu Anahuacalli (à esq.) e trecho da planta térrea do Solar do Unhão (à dir.). Ilustração feita por Beatriz Sallowicz e Teodoro Saldanha
Em 1963, a exposição “Nordeste” inaugurou o Museu de Arte Popular do Unhão em Salvador. Apesar do fortuito cenário para que Lina Bo Bardi deslanchasse o projeto do museu nas dependências restauradas do Solar do Unhão, suas atividades foram interrompidas após um ano de existência. A mostra temporária e única aberta ao público contou com empréstimos de diferentes coleções particulares e acervos museológicos para apresentar uma extensa reunião de objetos variados, baixo um convite ao público geral para compreender o valor do fazer técnico popular. A exposição que a gosto da arquiteta teria sido intitulada ‘Civilização Nordeste’ acusou posturas de classe pouco relacionadas com o conhecimento do que qualificou como a "atitude progressiva da cultura popular ligada a problemas reais". (BO BARDI, 1963)
O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelo arquiteto David Lee e pela arquiteta Marina Bourderonnet, o programa recebe diferentes profissionais de áreas criativas em conversas espontâneas que dão margem a reflexões profundas e discussões pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros apresentam dicas para colegas de profissão, avaliações de edifícios e projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify, e YouTube.
Esta semana, David e Marina conversam com Phyllis Lambert, arquiteta, diretora de planejamento da sede da Seagram e diretora fundadora emérita do Canadian Centre for Architecture em Montreal.
A pandemia do Covid-19 aprofundou a crise dos centros urbanos, especialmente daqueles que, como o Rio de Janeiro, têm sua vitalidade associada às atividades comerciais e de serviços.
A determinação de períodos de lockdown e o estabelecimento das práticas de trabalho remoto diminuíram de forma substancial a circulação de pessoas, que alimentavam uma série de atividades, especialmente os bares e restaurantes, o pequeno comércio e os estabelecimentos culturais.
https://www.archdaily.com.br/pt/966549/reviver-centro-uma-nova-perspectiva-para-o-centro-do-rio-de-janeiroPedro Duarte e Naiara Amorim
Mirante do Gavião Amazon Lodge / Atelier O'Reilly. Foto: Jean Dallazem
A arquitetura de povos originários manifesta uma profunda relação com o contexto no qual está inserida, de modo que os materiais encontrados no local são trabalhados e testados empiricamente até se desvendarem técnicas de construção e modos de habitar que melhor satisfazem os sentidos de abrigo e simbólico de uma comunidade. Na Amazônia, não é diferente. Com diversos povos habitando o seu território - seja na terra ou nas águas -, foram tecidas muitas sabedorias construtivas que são buscadas por arquitetos que trabalham nessas regiões. Assim, conjuntamente, há uma troca de conhecimentos que se embasam em culturas ancestrais para trazer novas alternativas arquitetônicas para a região.
Biblioteca de Muyinga. Imagem Cortesia de BC Architects
Em seu ensaio clássico de 1983 Por um regionalismo crítico: seis pontos para uma arquitetura de resistência, Kenneth Frampton discutiu uma abordagem alternativa para a arquitetura definida pelo clima, topografia e tectônica como uma forma de resistência à placidez da arquitetura moderna e a ornamentação gratuita do pós-modernismo. Uma atitude arquitetônica, o Regionalismo Crítico propôs uma arquitetura que abraçasse as influências globais, embora firmemente enraizada em seu contexto. O seguinte artigo explora o valor e a contribuição das ideias de Frampton para a arquitetura contemporânea.
O clima mudou e ficamos às voltas com as consequências: altas temperaturas, inundações, secas e muito mais. À medida que o mundo muda (ou tenta mudar) para maneiras de mitigar a crise, a arquitetura e a indústria da construção encontram-se em uma posição particularmente importante, cujas escolhas podem criar um impacto real. Algumas dessas opções podem incluir produtos inovadores que oferecem soluções reais para problemas complexos, como o resfriamento das temperaturas em cidades altamente densas.
https://www.archdaily.com.br/pt/966773/tinta-branca-pode-resfriar-nossas-cidades-do-aquecimento-globalDaniela Porto
Imagen: javarman. Shibam, provincia de Hadramaut, Yemen. El método de construcción de los edificios es con tierra cruda. Image via Shutterstock
A participação da construção civil na atual crise climática é preocupante: entre a produção de materiais, a execução e a operação dos edifícios, o setor é um dos maiores emissores de gases de efeito estufa. Ao mesmo tempo, as populações urbanas estão crescendo a taxas históricas e constatamos que na construção das grandes cidades, importantes consumidoras de energia, parece que a redução do impacto da disciplina vem de pequenas iniciativas de comunidades e indivíduos e não de grandes ações políticas e profissionais.
A história nos mostra diversas técnicas e materiais locais que conseguiram ser sustentáveis ao longo do tempo. O uso eficiente de recursos que não precisam ser transformados por grandes etapas de processamento industrial e que eliminam a necessidade de longos deslocamentos. Em alguns casos, ao final da vida útil, podem até ser devolvidos ao meio ambiente como o adobe e a madeira.
Após mais de seis anos fechada para reforma, a renovada Neue Nationalgalerie de Mies van der Rohe em Berlim foi finalmente reinaugurada no dia 22 de agosto de 2021.
A iniciativa Architecture 2030 está convocando profissionais de arquitetura, engenharia, planejamento urbano e do setor da construção em todo o mundo a projetar todos os novos projetos, reformas, intervenções paisagísticas, desenhos urbanos e infraestruturas para serem carbono zero a partir de agora.
Quando pensamos em fenômenos migratórios, pensamos em movimento. Pensamos no fluxo de pessoas que se deslocam sobre a superfície da Terra em busca de pastagens mais verdes—de uma vida melhor para suas famílias. Mas a migração também nos faz pensar em conflitos e ameaças, na fome e no desespero em busca por sobrevivência. Historicamente, a guerra tem sido um dos principais motivos pelos quais as pessoas migram, a razão pela qual existem refugiados. A instabilidade, a falta de segurança e perspectiva em países como a Síria, o Iraque e a República da África-Central fizeram que ao longo dos últimos anos milhões de pessoas tivessem que abandonar suas casas, lançando-se em uma desesperada busca por refúgio além das fronteiras de sua terra natal. Somado-se a isso, existe também aqueles que são forçados a migrar para outros países por conta das consequências das mudanças climáticas na Terra—a esse fenômeno nos referimos como “a migração climática”.
O coletivo artístico Space Saloon concluiu recentemente o programa inaugural de Residência Artística em Arte Pública e Ecologia na região de Okoboji, no noroeste de Iowa. A partir da observação das paisagens locais e de seus diversos ecossistemas, a equipe desenvolveu uma série de instalações temporárias, esculturas site-specific e performances multiespécies. Realizado em parceria com a Imagine Iowa Great Lakes e o Iowa Lakeside Lab, o processo resultou em uma série de eventos públicos que propõem novas formas de interação com as ecologias regionais.
Na republicação desta semana da Metropolis, a National Gallery of Victoria, uma instituição na vanguarda do pensamento contemporâneo, examina os campos em constante expansão do design especulativo e crítico na Austrália por meio do trabalho do estúdio Formafantasma.
Em Mendoza, na Argentina, o laboratório de pesquisas em fabricação digital Nodo 39 FabLab criou uma estrutura-bastidor de tecido feita em madeira cortada digitalmente com telas e pontos para facilitar o processo de tecelagem e composição iconográfica dos indígenas da região central do país. No interior do Ceará, Brasil, por meio de uma pesquisa intitulada “Artificies Digitais” da Universidade Federal do Estado, fez-se o uso de ferramentas de fabricação digital, mais especificamente a impressão 3D, para a obtenção de modelos digitais das partes danificadas do retábulo do altar-mor da Igreja Matriz da cidade de Russas, sendo possível a produção de próteses digitais para sua restauração.
Este artigo de Diego Navarro-Mateu, Oriol Carrasco e Ana Cocho-Bermejofoi publicado originalmente com o título "Design reverso para superfícies duplamente regradas: aproximação geométrica e otimização do hypar da Igreja de Nossa Senhora do Vale de Félix Candela" no número 27 da revista Dearq em 01 de julho de 2020 (DOI: https://doi.org/10.18389/dearq27.2020.08). A seguir, propõe-se uma metodologia de engenharia/design reverso baseada em computação evolutiva para encontrar o hiperboloide oculto e primordial que compõe a cobertura da Igreja de Nossa Senhora do Vale (Espanha), legado da obra do arquiteto Félix Candela.
A seguir, o apresentamos como parte de uma colaboração conjunta para contribuir com a difusão de pesquisas, análises e opiniões que a comunidade acadêmica nacional e internacional elabora sobre a arquitetura, os temas urbanos e as áreas afins.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130766/design-inverso-para-superficies-duplamente-regradas-na-igreja-de-nuestra-senora-del-valle-de-felix-candelaDiego Navarro-Mateu, Oriol Carrasco y Ana Cocho-Bermejo