Mobiliário interno nos escritórios da Coromandel | Andreu World. Imagem cortesia de Andreu World
Contar com um espaço físico de trabalho traz inúmeros benefícios intrínsecos, como reunir as equipes em um ambiente colaborativo e oferecer às empresas a oportunidade de consolidar sua cultura e identidade. No entanto, com a ascensão do trabalho híbrido e remoto no início da pandemia, muitos se questionaram se isso significaria o fim do escritório físico. Hoje, decorridos dois anos, a tendência se mostra evidente: em vez de serem completamente substituídos pelo modelo remoto, os escritórios físicos foram adaptados por muitas empresas para atender às novas necessidades de seus colaboradores e colaboradoras. A opção tem sido por espaços integrados, confortáveis e flexíveis que estimulam a criatividade, a colaboração e a produtividade.
Para muitas equipes de projeto, acessar múltiplos aplicativos diariamente para obter informações BIM é a norma. No entanto, esses dados costumam ficar isolados em silos em cada plataforma, o que dificulta a tomada de decisões embasadas, a colaboração e o compartilhamento de informações entre as equipes.
Trata-se de um componente essencial do processo de projeto, no qual as ideações espaciais são traduzidas em forma construída – o desenvolvimento do protótipo. Projetos de arquitetura, ao longo da história e na prática contemporânea, recorrem a protótipos para realizar testes técnicos e estéticos, permitindo compreender melhor a integridade da proposta. É a fronteira difusa entre o experimental e o prático.
Em março de 2021, a ACO e a AIT-Dialog lançaram com sucesso um tour virtual pelos sete continentes do mundo, convidando arquitetos/as, urbanistas, engenheiros/as e arquitetos/as paisagistas a fazerem parte do "beyond.aco | architecture across continents". Agora, a jornada continua: participe do próximo evento ao vivo em 8 de novembro de 2022 e assista a palestras inspiradoras de palestrantes internacionais.
Jim Polshek, que faleceu aos 92 anos na semana passada, foi um premiado arquiteto (Medalha de Ouro do AIA, 2018), designer, defensor público e educador (diretor da faculdade de arquitetura de Columbia de 1973 a 1987). Nascido em Akron, Ohio, no Meio-Oeste americano, ele abriu seu próprio escritório em 1963, fundando o James Stewart Polshek Architects. Com o tempo, o escritório ganhou reconhecimento internacional como Polshek Partnership Architects. Em 2010, os sócios rebatizaram a empresa como Ennead Architects, na qual ele continuou atuando como consultor de projeto.
https://www.archdaily.com.br/pt/1135301/james-stewart-polshek-reflexoes-sobre-uma-vida-na-arquiteturaMichael J. Crosbie
Como parte do festival de design de 14 dias realizado na Cidade do México, o SPACE10 apresentou a mostra “Deconstructed Home”, com o objetivo de levá-la a diferentes regiões do país. O projeto contou com a participação de cinco designers que, ao longo de seis semanas intensas de pesquisa e experimentação prática, identificaram e exploraram novas possibilidades e usos para o biomaterial de sua escolha.
Realidades Alternativas | AR 2022. Imagem cortesia de Charette _ Por Lau Yee Mu, Ang Hui Yi, Melissa Ho Er Shwen _ Chia Hui Yen - Primeiro Prêmio
Além de diversos outros fatores fundamentais, o sucesso de um projeto de arquitetura depende muito de como ele é comunicado a seus/suas usuários/as e construtores/as. A maioria dos/as arquitetos/as opta por renderizações realistas geradas por computador para apresentar seus projetos, enquanto outros/as preferem explorar diferentes técnicas, traduzindo suas narrativas arquitetônicas por meio de colagens de fotos, esboços, animações, modelos em miniatura hiper-realistas, passeios virtuais, diagramas e, ocasionalmente, roteiros.
A seleção com curadoria desta semana de Melhor Arquitetura Não Construída destaca projetos enviados pela comunidade do ArchDaily que são apresentados por meio de diferentes mídias. De um esboço feito à mão para uma requalificação costeira na Noruega a uma composição abstrata de fotografia e desenhos arquitetônicos na Polônia, esta seleção de projetos não construídos apresenta diversas tipologias arquitetônicas e suas visualizações singulares. O artigo também inclui projetos dos Países Baixos, Hungria, Polônia, Emirados Árabes Unidos e Uzbequistão.
O Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pela arquiteta Marina Bourderonnet e pelo arquiteto David Lee, o programa traz diferentes profissionais de áreas criativas em conversas espontâneas que dão espaço a reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros apresentam dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. O Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina respondem à pergunta: “Devo fazer faculdade de arquitetura?” Ambos abordam a relevância do ensino superior, a experiência no curso de arquitetura, se é necessário estudar a área para exercer a profissão, se ter um diploma ajuda a conseguir emprego, a preparação para o curso, a escolha da formação ideal, os custos da faculdade de arquitetura e muito mais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1135283/podcast-the-second-studio-devo-fazer-faculdade-de-arquiteturaThe Second Studio Podcast
SUPERTOMATO é uma empresa de serviços focada em design corporativo. Centrados no cliente, oferecemos soluções de design de escritórios eficazes, sustentáveis e voltadas para o futuro.
A SUPERTOMATO está constantemente explorando as formas como as pessoas trabalham, buscando criar, por meio do design, ambientes de trabalho que reflitam a cultura de marca das empresas. Acreditamos que tais espaços são capazes de estimular e aumentar a produtividade, além de promover a saúde física e mental de forma dinâmica.
A SUPERTOMATO auxilia seus clientes a otimizarem seus investimentos em espaços corporativos de maneira inteligente, entregando ambientes que aliam estética e funcionalidade como retorno de valor.
Além de participar do desenvolvimento do Centro de Serviços ao Cidadão de Xiong'an — um projeto de escala nacional —, a equipe da SUPERTOMATO também conta com projetos realizados em Hong Kong, nos Estados Unidos, na Índia, entre outras regiões.
A SUPERTOMATO busca novos impulsos por meio de um constante questionamento interno:
No início dos anos 1980, quando assisti pela primeira vez ao filme The Social Life of Small Urban Spaces e, logo depois, li o livro, ambos de autoria de William H. Whyte, aquilo me fascinou. Eu já conhecia Holly — como era carinhosamente chamado — desde a minha época de repórter no New York Post nos anos 1970, e costumávamos ter ótimas conversas sobre a cidade de Nova York, os erros cometidos por planejadores/as urbanos/as e o descaso de incorporadores/as imobiliários/as. Nos anos 1980, eu já trabalhava em meu primeiro livro, The Living City: Thinking Small in a Big Way, e conversava frequentemente com Jane Jacobs, que viria a se tornar uma grande amiga e mentora. Jacobs validava os pequenos esforços comunitários de base (de baixo para cima) em Nova York que eu vinha observando e que seriam os estopins — tantas vezes ignorados — para impulsionar o lento e constante renascimento da cidade. Minhas observações eram categoricamente rejeitadas — e até ridicularizadas — por profissionais de planejamento e de desenho urbano, mas foram celebradas e incentivadas tanto por Whyte quanto por Jacobs, e hoje fazem parte do consenso geral.
Finanças bem gerenciadas podem ser o caminho para o sucesso de um escritório, mas, se não forem mantidas sob controle, rapidamente se transformam em um assassino silencioso. Por quê? Como nós, arquitetos/as, não recebemos muita formação em negócios na faculdade, um dos problemas mais comuns acaba sendo a má gestão financeira.
Equipo Pilares, puntales y vigas. Image Cortesía de Colegio de Arquitectos del Perú - Regional Lima
Foi realizada a premiação do Concurso de Anteprojetos para a ampliação do Country Club Villa – sede Chorrillos, Lima. O Colégio de Arquitetos do Peru - Regional Lima foi convidado pela instituição para organizar o concurso, que foi o primeiro a ser realizado seguindo as diretrizes do Regulamento Nacional de Concursos. Com 489 propostas inscritas, 48 formalmente apresentadas, 3 finalistas e 2 menções honrosas, o concurso busca oferecer à instituição propostas para seus novos ambientes de academia, restaurante e serviços, em consonância com as demandas do clube e altos padrões de qualidade arquitetônica.
Nova Orleans foi projetada em 1721 a partir de uma malha cartesiana. Você a conhece como o famoso French Quarter ou Vieux Carré. Essas malhas ortogonais recebem esse nome em referência ao sistema de coordenadas cartesianas que aprendemos nas aulas de álgebra ou geometria, com eixos perpendiculares X e Y, usados para medir unidades de distância em um plano. Fruto da mente de René Descartes (1596–1650), essas malhas refletem seu racionalismo: a visão de que a razão, e não a experiência empírica ou corporal, é a única fonte e o critério seguro do conhecimento. William Penn utilizou uma malha semelhante em 1682 ao promover a Filadélfia como um paraíso urbano onde a indústria prosperaria em meio à natureza selvagem recém-ocupada. E assim como as construções colossais da arquitetura racionalista italiana (ou seja, fascista) expressam o controle autoritário, as malhas cartesianas também transmitem, implicitamente, a mesma mensagem: Alguém está no comando aqui. Está tudo sob controle. Confiem em nós.
Em parceria com a editora gestalten, publicamos recentemente nosso primeiro livro: The ArchDaily Guide to Good Architecture. Uma pausa para olhar para os mais de 40.000 projetos curados durante os últimos 15 anos, extrair suas contribuições e responder a uma pergunta ambiciosa: O que é boa arquitetura?
Quisemos que vocês — nossos queridos leitores — também enfrentassem essa questão com uma chamada aberta de opiniões. Após ler uma imensa quantidade de comentários recebidos, tanto de profissionais da construção civil quanto de estudantes e pessoas interessadas em arquitetura, foi uma surpresa encontrar de forma generalizada convergências no entendimento de que, antes de tudo, a boa arquitetura não esquece por que e para quem existe. Leia algumas das principais respostas a seguir.
Como uma bela pintura, as janelas revelam os interiores e emolduram paisagens que conectam as pessoas ao mundo exterior, direcionando nosso olhar para o que realmente importa. Contudo, além de emoldurar vistas e facilitar a comunicação visual, as janelas desempenham múltiplas funções essenciais que as tornam componentes vitais em qualquer projeto. Elas iluminam as casas com os raios solares, proporcionam ventilação natural, filtram a luz, isolam contra o frio e o calor, barram a água e garantem proteção. Como a maioria dos/as profissionais de design concordaria, o fechamento em vidro também desempenha um papel estético crucial; seus materiais, estilo e dimensões certamente fazem uma diferença significativa na aparência de fachadas e espaços.
Em 27 de agosto de 1883, o vulcão Krakatoa, nas ilhas da Indonésia, entrou em erupção. Cinzas e rochas foram lançadas a quilômetros de altitude. Barômetros oscilaram três vezes e meia ao registrar a onda de pressão atmosférica circundando o globo. O estrondo foi ouvido do outro lado do Oceano Índico e na Austrália. Durante anos, pequenas partículas de cinza flutuaram na atmosfera, difundindo a luz do sol e dispersando cores pelo mundo.
CHINAS CHINAS é um projeto de pesquisa realizado por FLORA. Consiste em um percurso pela cidade de Buenos Aires, Argentina, a partir da análise tipológica de supermercados chineses. Tem o objetivo de reconhecer e explorar os modos de apropriação e as microescalas domésticas que neles ocorrem, evidenciando que a arquitetura da cidade é moldada a partir das banalidades cotidianas. É assim que a arquitetura ganha sentido quando as condições de vida são dadas pelas próprias pessoas. Habitar (para além do funcional) tem a ver com isso.
Como ocorreu em ocasiões anteriores, o Ministério das Culturas, Artes e Patrimônio do Chile organizou a montagem de Testimonial Spaces, o mais recente pavilhão nacional apresentado na Bienal de Veneza 2021, no hall do Museu de Arte Contemporânea do Parque Forestal (Santiago) para que possa ser visitado pelo público local.
Embora a chamada que o ministério costuma realizar para a convocatória de cada edição da bienal seja focada no projeto de um pavilhão, o edital especifica que o/a curador/a selecionado/a será responsável pela elaboração de um conceito curatorial e de uma proposta arquitetônica. Certamente, no contexto contemporâneo, a noção de pavilhão é uma categoria amplamente maleável, razão pela qual não deixa de ser interessante essa diferença estabelecida nas próprias bases da convocatória: embora seja evidente que o conceito curatorial deva estar associado a alguma instância arquitetônica relevante, ele não é, necessariamente por si só, uma proposta arquitetônica.
Charles-Édouard Jeanneret-Gris, mais conhecido como Le Corbusier, é um dos principais referenciais e grandes mestres do Movimento Moderno. Sob a direção de Gerardo Panero, o documentário de longa-metragem intitulado “Plan para Buenos Aires” busca expor as tentativas do arquiteto de concretizar suas ideias sobre o traçado da cidade de Buenos Aires.
Com níveis de produtividade 50% superiores em comparação aos modelos anteriores, a HP apresenta sua nova linha de soluções de impressão de grande formato HP Latex. A série é composta por quatro dispositivos – as HP Latex 700 e 800, e as HP Latex 700W e 800W–, que oferecem a capacidade de impressão com tinta branca pela primeira vez nesta categoria. Os trabalhos de impressão executados por esta nova série não apenas apresentarão cores mais brilhantes e detalhes mais nítidos, mas também serão realizados em velocidades ainda maiores, alcançando até 36 m² por hora.
Figura 1. Itinerários da vida cotidiana. Fonte própria, elaboração das autoras.. Image via VAD
A proximidade, entendida como uma qualidade urbana que facilita a gestão e o desenvolvimento das diferentes atividades da vida cotidiana, tem sido, há décadas, uma reivindicação do urbanismo feminista e com perspectiva de gênero. Nos anos 1970, acadêmicas de diferentes disciplinas começaram a analisar o vínculo entre a configuração e o uso dos espaços e as relações e papéis de gênero. Desde então, desenvolveu-se uma crítica consistente à configuração androcêntrica da cidade, ao mesmo tempo que se elaboraram propostas e critérios para repensar os espaços a partir de uma perspectiva de gênero.
https://www.archdaily.com.br/pt/1135175/as-precursoras-da-proximidade-genealogia-feminista-da-cidade-de-15-minutosCol·lectiu Punt 6
Etimologicamente, a palavra balcón (sacada) vem do italiano balcone: “plataforma saliente de um cômodo superior na fachada de um edifício, cercada por um guarda-corpo”, e a palavra italiana balcone provém do germânico (longobardo) balko, que significa viga. E é assim que são conhecidas, como pequenos recintos que se projetam das fachadas dos edifícios, mas a realidade é que seu significado, seu simbolismo e sua importância para o desenvolvimento de nossas vidas vão muito além.
A arquiteta Jimena Hogrebe apresenta “Bordado Arquitetônico”, um projeto íntimo que explora as possibilidades de representar e compreender a arquitetura a partir dos limites de outras disciplinas, como uma atividade múlipla e diversa. O bordado é uma técnica milenar que exige abstração e uma compreensão clara do que se borda, mas trata-se, sobretudo, de fazer uma pausa no tempo; assim como no desenho à mão, conecta-se a mão ao cérebro, vincula-se a reflexão à memória e realiza-se um registro e uma interpretação da arquitetura sob outra narrativa.