Charles-Édouard Jeanneret-Gris, mais conhecido como Le Corbusier, é um dos principais referenciais e grandes mestres do Movimento Moderno. Sob a direção de Gerardo Panero, o documentário de longa-metragem intitulado “Plan para Buenos Aires” busca expor as tentativas do arquiteto de concretizar suas ideias sobre o traçado da cidade de Buenos Aires.
Artigos
“Plano para Buenos Aires”: Le Corbusier e seu desejo de transformá-la em uma cidade moderna
Como o poder do lugar molda as cidades

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.
Há poucas perguntas mais poderosas que “de onde você é?”. As pessoas se sentem profundamente conectadas às cidades e se identificam com outras pessoas que sentem essa mesma conexão. Em outras palavras, tendemos a entender e vivenciar os lugares de uma forma muito pessoal.
No entanto, para entender o lugar – na verdade, para entender os assentamentos humanos em geral – é importante reconhecer que os lugares não são criados por acaso. Eles são criados com o propósito de promover uma agenda política ou econômica. Cidades melhores surgem quando as pessoas que as moldam pensam de forma mais ampla e consciente sobre os lugares que estão criando.
Os antigos arranha-céus do Iêmen: como o conflito apaga o patrimônio

Arranha-céus são elementos inerentes às cidades contemporâneas. Seja em São Paulo ou Nova York, em Seul ou Dubai, essas estruturas imponentes são onipresentes no tecido urbano e a imagem convencional que se tem delas é de planos de vidro. Isso não ocorre no Iêmen, onde há exemplos antigos que são bem diferentes dos arranha-céus atuais. No centro do país, a cidade de Shibam é cercada por uma muralha fortificada e é o lar de exemplos deslumbrantes de habilidade arquitetônica: casas em torre que datam do século XVI com até sete andares de altura.
Após anos de revitalização, Detroit ainda tem um longo caminho a percorrer

Detroit é diferente.
Afirmamos isso com convicção, cientes de que a demografia da cidade (quase 80% de população afro-americana e um dos maiores índices de pobreza dos Estados Unidos) impõe desafios únicos para a geração de oportunidades econômicas. E dizemos isso com certeza, sabendo que um histórico pernicioso de redlining, discriminação de crédito e outras desigualdades negou à maioria negra de Detroit o poder de decisão e influência no design e no desenvolvimento econômico que geraria resultados mais favoráveis.
Interiores mexicanos: projetos de salas de jantar em casas e apartamentos

Ao longo dos anos, a arquitetura de interiores evoluiu de acordo com as necessidades que foram surgindo mas, sobretudo, com as experiências que procura evocar no usuário. Nos últimos dois anos pudemos testemunhar uma mudança radical e um interesse especial por este tema já que a pandemia obrigou-nos a dar uma atenção específica à configuração dos lugares que habitamos. Isso trouxe consigo projetos muito mais abrangentes que buscam atender ao bem-estar do usuário, combinando cores, experiências sensoriais, tecnologia e elementos naturais que promovem a saúde.
Guadalupe Ibarra, a primeira arquiteta equatoriana

Nascida em 1947 na cidade de Quito, Guadalupe Ibarra se estabeleceu em Cuenca durante sua adolescência graças ao trabalho de seu pai no exército. Ali ela decidiu estudar arquitetura e se matriculou na Universidade de Cuenca em 1963. Estudante de alto rendimento, Ibarra obteve sua graduação em arquitetura em 1970, tornando-se a primeira equatoriana a se formar nesta profissão no país.
A quem serve a arquitetura hoje?

In 1969, o coletivo "The Architects' Resistance", formado por estudantes da Universidade de Yale, da Universidade de Columbia e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), publicou um manifesto intitulado "Arquitetura: a quem ela serve?"
Com este manifesto, o grupo buscava situar a prática da arquitetura em um contexto econômico, social e ambiental mais amplo do que aquele ensinado nas salas de aula das universidades. Em apenas duas páginas e meia, encontramos um poderoso apelo para resgatar uma arquitetura mais social e ecologicamente consciente. O texto denuncia de forma inequívoca o papel que a arquitetura desempenhou naqueles anos como uma prática a serviço do poder, acrescentando que "a submissão do/a arquiteto/a ao sistema começa com a crença de que possui habilidades e conhecimentos especiais inacessíveis ao público em geral".
Qual é o futuro do BIM? Graphisoft revela o Archicad 26

Considerada a segunda habilidade mais solicitada no setor (atrás apenas da experiência de campo) e utilizada por um número crescente de profissionais de projeto, a Modelagem de Informação da Construção (BIM) provou ser o presente da arquitetura. No entanto, com constantes novos recursos e melhorias promissoras, a tecnologia é também, em grande medida, o futuro. Há décadas, esse software revolucionário vem se consolidando como uma ferramenta poderosa, com uma longa lista de recursos valiosos: detecção de erros, redução de custos e de desperdício de materiais, mitigação de riscos, otimização de fluxos de trabalho e, acima de tudo, a viabilização de uma colaboração multidisciplinar fluida.
O que é arquitetura salutogênica?

Em um hospital, uma única conversa pode trazer boas ou más notícias aos pacientes. Nesse contexto, quando não são levados às pressas para as salas de tratamento, os doentes geralmente se sentem preocupados e estressados com sua saúde. No âmbito hospitalar, os profissionais da medicina têm um dos trabalhos mais extenuantes, com mudanças repentinas nas condições de saúde dos enfermos. A atmosfera geral nos hospitais tradicionais é, portanto, tensa e preocupante, e isso tem um efeito adverso no bem-estar dos pacientes.
Luz Amorocho, a primeira arquiteta formada na Colômbia

Como a primeira arquiteta formada na Colômbia, em 1945, María Luz Amorocho Carreño representa uma figura de destaque no campo arquitetônico do país, tendo exercido a profissão em diversas frentes — desde o ensino e o projeto para os setores público e privado até a escrita e a crítica, principalmente na revista Proa. Com uma trajetória de mais de 40 anos, soube defender seus ideais em meio a um contexto de transição voltado à consolidação da modernidade, abrindo um precedente histórico para a prática profissional de futuras arquitetas. A partir da análise de seu trabalho e de sua obra, é possível examinar os diferentes papéis desempenhados por arquitetos e arquitetas, que vão do desenho e da construção à pesquisa e à gestão.
As Torres de Babel de Nova York

O mundo está diante de um século urbano. A população mundial está desmoronando nos centros das cidades, pois a indústria e a agricultura precisam de menos humanos, já que a tecnologia substitui a mão humana por máquinas. A população urbana mundial cresceu de 751 milhões em 1950 para 4,46 bilhões em 2021, e crescerá para 6,68 bilhões em 2050.
Enquanto arquitetos e designers querem definir e controlar o futuro de nossas cidades, a realidade imediata da cidade de Nova York, agora, é uma lição sobre o que pode ser nosso futuro. Sua resposta pode ser vista pelo advento da The Tower no tecido de Manhattan.
Como escolher o tipo certo de tapete para a sua casa?

Os tapetes não costumam ser itens que passam despercebidos nos ambientes residenciais. Além de esquentar o ambiente e deixá-los mais aconchegantes, quando usados corretamente, os tapetes conectam os móveis e dão unidade à decoração. Veja a seguir algumas dicas de como dimensionar e escolher corretamente esse item em sua casa.
O direito à praia: murando a erosão costeira

No início da pandemia de coronavírus, em março de 2020, os parisienses abastados afluíram para suas segundas residências na costa atlântica da França, quando foi declarado o lockdown no país. Em junho de 2020, quando as restrições afrouxaram na Inglaterra, os moradores se dirigiram para cidades litorâneas como Bournemouth para aproveitar o tempo ensolarado. O primeiro cenário reflete a crescente lacuna entre ricos e pobres da França, enquanto o último é um reflexo do poder democratizante das praias de acesso público.
Em ambas as situações, o que se busca é a tranquilidade natural normalmente encontrada nas praias. Globalmente, no entanto, há um fenômeno inquietante, segundo o qual, entrelaçado com mudanças climáticas e decisões políticas, as praias estão se tornando cada vez mais espaços privados e inacessíveis.
Parrillas argentinas: 22 casas com churrasqueiras ocultas

Como protagonista da cena culinária argentina, o churrasco ocupa um papel de destaque. Na arquitetura, para além das dimensões dos espaços onde são instaladas, as churrasqueiras se consolidam como ponto de encontro de visitantes e residentes das moradias, entrando em contato direto com os costumes e a cultura do país.
CasaCor 2022: quando as memórias inspiram o espaço

Celebrando seus 35 anos, esta edição da CasaCor reúne projetos de 68 renomados profissionais distribuídos em mais de 10mil m² dentro do ícone do modernismo paulistano, o Conjunto Nacional. Sob o tema “Infinito Particular”, a mostra desse ano se concentra no acúmulo temporal, na história contada e que contamos sobre nós mesmos. Nesse universo de formas de habitar o mundo, e dos rastros que deixamos ao nosso redor, desde a gordura dos dedos nas paredes até a poeira que trazemos na sola de nossos sapatos, estamos sempre buscando algo que é só nosso, inesgotavelmente próprio.
Quanto vale uma estação de metrô? O caso de São Paulo

No debate urbanístico, a defesa do transporte coletivo é quase tão consensual quanto recorrente. Propostas como o desenvolvimento orientado para o transporte (TOD), que defende o adensamento das cidades de forma coordenada com corredores de transporte, têm ganhado força nas últimas décadas: saíram da academia e foram para as recomendações e estudos de caso de instituições como o Banco Mundial, para as propostas de políticos, documentos oficiais e já se encontram em várias intervenções urbanas mundo afora — de Curitiba a Toronto, principalmente na Ásia.
Urbanismo com perspectiva de gênero: 7 diretrizes para o desenho de espaços públicos em Buenos Aires

Compreendendo a diversidade e a pluralidade de pessoas que habitan e transitam pelas cidades dia após dia, o urbanismo com perspectiva de gênero propõe incorporar todas as identidades, perspectivas e atividades que durante anos foram invisibilizadas. Ao compreender as complexidades que envolvem as cidades e ao se envolver nas experiências urbanas de quem nelas habita, os espaços públicos revelam-se o cenário de desenvolvimento da vida urbana e, como tal, devem reunir uma série de diretrizes e considerações alinhadas a este novo paradigma, atuando como ferramentas de planejamento para compor essa rede de espaços e contemplar todas as pessoas que utilizam a cidade.
Ranking de ciclovias e ciclofaixas nas capitais brasileiras

O uso de bicicletas em meios urbanos tem se intensificado cada vez mais. Saúde, lazer, economia, comodidade, diversos são os motivos e benefícios que levam a optar por elas. Para que essa escolha seja feita, há um fator fundamental em jogo: a segurança durante a corrida, dada principalmente por ciclovias e ciclofaixas. Por isso, apresentamos um ranking que traz quais capitais brasileiras mais priorizam o ciclista e a qualidade de sua rota, favorecendo a construção de uma cidade melhor através da mobilidade ativa.
Dia da Mulher Arquiteta e Urbanista: conhecendo as pioneiras no Brasil

O Dia da Mulher Arquiteta e Urbanista foi estabelecido em 2020 pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil para reafirmar o compromisso com a promoção da igualdade de gênero em todas as suas instâncias e na relação com a sociedade. Conforme levantamento do próprio CAU/BR em seu Anuário 2019, mulheres representam 63% dos arquitetos e urbanistas, uma proporção que deve aumentar no futuro próximo. Considerando apenas os profissionais com até 30 anos, são 75% de mulheres contra 25% de homens.
O lucro acima do público: a lógica da concessão de uso na cidade de São Paulo

Recentemente, a cidade de São Paulo presenciou dois eventos envolvendo espaços que antes eram públicos e agora estão sob concessão privada. A já consagrada Virada Cultural Paulistana voltou a acontecer após os anos iniciais da pandemia de covid-19, e teve como um de seus palcos o novo Vale do Anhangabaú. Além dela, o complexo do Pacaembu, que recentemente deixou de ser um equipamento público, tornou-se uma concessão e vem passando por uma série de reformas e transformações, recebeu a Feira ArPa, evento que juntou uma série de importantes galerias para exposição, compra e venda de obras de arte. Apesar da diferente natureza desses eventos, seus processos despertam reflexões a respeito do modelo de privatizações que estamos vivendo nas cidades hoje.
O papel das bibliotecas na construção de uma sociedade criativa e inovadora

Como portas de acesso ao conhecimento e à cultura, as bibliotecas desempenham um papel fundamental na sociedade. Essenciais na criação de oportunidades de aprendizagem, bem como no apoio à alfabetização e à educação, os recursos e serviços que cada biblioteca oferece ajudam a moldar novas ideias que são centrais para a construção de uma sociedade criativa e inovadora.
Como a conexão com a internet afeta a desigualdade urbana

Se você está lendo isso agora, ou já leu um artigo no ArchDaily, é porque você estava em um lugar que permitia que você se conectasse à internet. Pense em um momento em que você se encontrou em uma zona morta, onde a Internet estava ruim e você não conseguiu conectar seu computador ao WiFi para concluir uma tarefa, ou sem conseguir conectar seu telefone para pesquisar rapidamente no Google. Você provavelmente correu para o café mais próximo, ou lugar onde o WiFi era mais confiável, apenas para ter a sensação de estar online novamente. A internet, em um mundo ideal, é igualmente aberta a todos, proporcionando acesso ao conhecimento e a capacidade de se conectar facilmente com outras pessoas. Mas o que acontece quando você não tem internet? Como sua vida é afetada se você estiver do lado errado da exclusão digital e morar em uma área sem acesso à banda larga?
A cidade como organismo

A natureza tem sido continuamente considerada uma musa inspiradora para os arquitetos. Cores e formas do mundo natural encontram-se embutidas em construções artificiais. Os edifícios também são moldados por padrões de vento e sol, topografia e vegetação. Enquanto a arquitetura é alimentada pelos efeitos da natureza, os edifícios têm sido propostos como objetos inertes que permanecem estáticos num mundo em evolução biológica. As “selvas” de concreto antropocêntricas são desprovidas de vida, separando os humanos dos ambientes naturais e causando desequilíbrios que se manifestaram em forma de pandemias. Mas, como seriam as cidades se não houvesse fronteiras entre humanos e ecossistemas?
Apartamentos duplex em Buenos Aires: 15 exemplos em planta

Nas grandes cidades, é cada vez mais comum encontrar edificações que comportam diferentes configurações e distribuições em seus espaços internos. No final dos anos 1960, começaram a surgir as tipologias de duplex em edifícios entre empenas na cidade de Buenos Aires, quando o Código de Edificação permitia que fossem implantados nos recuos obrigatórios dos pavimentos superiores.








