Estudos diversos vêm indicando que, para evitar que as temperaturas subam mais de 1,5° C, deve haver uma grande queda nas emissões de gases de efeito estufa (GEEs). Para isso, é preciso desenvolver cidades compactas para pedestres, ciclistas e para quem utiliza o transporte público, bem como adotar, de forma rápida e estratégica, veículos elétricos, com foco no transporte público.
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À medida que as pessoas continuam a migrar das áreas rurais para as urbanas, o espaço se torna um privilégio. Muitos lugares estão ficando cada vez mais congestionados – com moradias adequadas e acessíveis em escassez e sistemas de transporte lutando para atender os moradores. Mas, por mais que a conversa sobre urbanização seja sobre pessoas, às vezes também é sobre os animais que vêm com essas pessoas – a criação pecuária urbana que desempenha um papel fundamental no sustento a nível individual, além de se tornar uma via para o comércio.
A cidade de Sharm El Sheikh, no Egito, recebe a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2022, a COP27, entre 6 e 18 de novembro. A conferência avança nas negociações da COP26 em Glasgow, Escócia, em 2021, com a expectativa de que os países mostrem ambição climática e urgência para limitar o aumento da temperatura do planeta em até 1,5°C.
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Seres humanos sempre foram fascinados por reflexões. Embora eles não sejam mais do que a luz que retorna após atingir uma superfície, sempre haverá algo místico e fascinante nelas - seja um lago espelhando uma bela paisagem ou um pequeno espelho de mão, refletindo nosso rosto. Isso explica por que algumas culturas antigas consideravam os espelhos objetos sagrados com poderes mágicos, enquanto outras as associaram a portais que levavam a um mundo desconhecido. Desde então, os espelhos evoluíram para adotar muitas funções valiosas indispensáveis na vida cotidiana, sendo encontradas em carros, equipamentos médicos e, é claro, em inúmeras aplicações arquitetônicas, especialmente em interiores. Experimentar com a reflexão e a percepção do espaço tornou-se uma maneira fácil de arquitetos, designers e proprietários de imóveis transformarem qualquer sala. E, ao procurar maximizar esse impacto, o poder de espelhos excepcionalmente grandes é incomparável. Afinal, quanto maior o espelho, maior o impacto.
O Studio One Eleven converteu o varejo subutilizado em seu espaço de trabalho criativo, para 135 funcionários; o varejo local e artesanal adjacente agora pode florescer melhor. O projeto estimulou a cidade de Long Beach a rejuvenescer o Harvey Milk Park, permitir vários decks de rua para refeições ao ar livre e incentivou várias instalações de arte pública de alta qualidade por POW! WOW!.. Imagem Cortesia da Biblioteca Pública do Condado de Los Angeles
Meu primeiro encontro com a requalificação de um edifício me levou a uma viagem ao Departamento de Polícia de Long Beach. Um amigo e eu estávamos frustrados porque nossa cidade natal estava demolindo boas construções – visto que elas não correspondiam ao estilo arquitetônico atual – apenas para substituí-las por estacionamentos! Tudo em nome do "progresso". Em 1988, quando soubemos que o Edifício Jergins Trust, uma preciosidade Beaux-Arts, estava programado para ser demolido sem que nada estivesse planejado para aquele terreno, entramos em ação e nos acorrentamos ao prédio para impedir sua demolição. Nossos esforços o mantiveram vivo por mais quatro horas. E então, ele se foi para sempre.
Para responder às demandas cotidianas e permitir o correto desenvolvimento das funções domésticas, os espaços internos e externos de uma residência exigem certo nível de equipamento – por mais mínimo e essencial que seja. Em muitos casos, a escolha e o design do mobiliário que complementará o projeto de arquitetura acabam relegados a uma etapa “pós-construtiva” e, de modo geral, ficam sob a responsabilidade do próprio cliente.
No entanto, para alguns profissionais de arquitetura, o design do mobiliário é considerado parte indissociável do projeto. Aproveitando a plasticidade e a maleabilidade de determinados materiais, optam por conceber o mobiliário dos espaços internos em perfeita consonância com a arquitetura. Em seus projetos, bancos, estantes e bancadas integram-se à linguagem do espaço, desdobrando-se de forma escultórica e dando continuidade às superfícies de pisos, paredes e divisórias.
Obras em Balneário Camboriú. Fonte: Prefeitura de Balneário (Reprodução)
O Brasil é atualmente o sexto país do mundo que mais sofre com catástrofes climáticas, segundo a Organização das Nações Unidas. O principal problema são os alagamentos e inundações porque trazem consigo vendavais, deslizamentos de terra e enxurradas. Uma em cada três tragédias no Brasil está nesta categoria – foram mais de 10 mil registros oficiais entre 1991 e 2010.
No mundo da arquitetura, as práticas não estabelecidas são muitas vezes negligenciadas mas, ao desafiar os dogmas tradicionais da indústria, podem ter um impacto significativo no ambiente construído. O Young European Architecture Festival (YEAH!) explora o trabalho desses futuros escritórios de arquitetura, observando como compartilham ideias, visões e experiências no velho continente. O evento é dividido em duas seções: "Habitats", explorando ideias de domesticidade e tipologia residencial, e "Híbridos", iniciativas que estão repensando os sistemas tradicionais de planeamento da cidade.
A seguir, uma seleção de projetos de práticas arquitetônicas emergentes selecionadas pela YEAH! para a categoria "Híbridos". Muitas dessas iniciativas estão desafiando as ideias de espaço público mas, ao fazê-lo, também lançam luz sobre as estruturas sociais mais amplas que estão em jogo nesses espaços. A seleção inclui espaços comunitários, escolas, centros de transporte e até projetos iniciados pelos próprios arquitetos, que perceberam deficiências em seu ambiente e estão trabalhando não apenas para corrigi-las, mas para aumentar sua presença e capacitar a comunidade local por meio delas.
O design para montagem (DFA, design for assembly) não é novo. A cadeira No. 14 de 1859 da Thonet, quando desmontada, podia ser enviada em lotes de 36 cadeiras por caixa de 40 polegadas quadradas.
Essas economias de custo vinculadas ao DFA ainda são valiosas. E como ajudou a revolucionar o transporte marítimo na era industrial, agora carrega prestígio como uma poderosa ferramenta de redução de carbono. Na verdade, o DFA é atualmente a característica distintiva de pelo menos seis lançamentos de produtos de alta visibilidade entre os fabricantes de móveis comerciais apenas no ano passado.
Houve um tempo em que os edifícios queriam ser montanhas, os telhados queriam ser florestas, os pilares queriam ser árvores. Enquanto o mundo começava a entrar em estado de alerta com os derretimentos das geleiras e o consequente aumento da temperatura terrestre, a arquitetura – desde uma perspectiva geral – estava preocupada em imitar a forma da natureza. Uma aproximação de “ecossistemas” feitos pelo homem vista por muitos como figurativa e decorativa, estando a serviço de imagens comercializáveis de um “desenvolvimento sustentável”.
Viña del Mar Moderna é uma pesquisa sobre a arquitetura moderna que se consolidou nas décadas de 1950 e 1960 na cidade de Viña del Mar, Chile. A pesquisa foi realizada por Karla Silva, designer graduada pela UVM, juntamente com o historiador Daniel Briones, que realizaram o levantamento e estudo de 10 imóveis residenciais construídos a partir do planejamento urbano da cidade-balneário. Assim nasce esta interessante publicação que se materializa em uma plataforma digital e em um livro, ambos de livre acesso, nos quais se apresenta a análise e a contextualização histórica da América Latina, do Chile e do movimento moderno.
Faz tempo que Baby Boomers, Geração X, Millennials e Geração Z dominam a conversa sobre como as diferentes gerações influenciam a arquitetura e o ambiente construído. Do planejamento urbano e tentativas de zoneamento até o grande debate sobre se os locais de trabalho devem ser completamente abertos ou com muitos escritórios, cada geração teve suas opiniões sobre como os espaços que habitamos são projetados - amplamente influenciadas pelas características socioeconômicas, políticas e tecnológicas que moldaram nossas vidas de diferentes maneiras. Olhando adiante, o que podemos esperar? Entra a Geração Alfa, a primeira geração nascida inteiramente no século XXI.
Jardim de chuva no parque Lagoa do Nado, em Belo Horizonte. Foto: Nereu Jr./WRI Brasil
Soluções baseadas na natureza (SBN) têm se difundido como abordagens eficientes para adaptar as cidades à crise do clima e mitigar os desastres cada vez mais frequentes. Projetos como jardins de chuva, parques lineares, restauração de encostas e agricultura urbana, ajudam a tornar as cidades mais resilientes diante de eventos climáticos extremos, enquanto geram benefícios adicionais para a sociedade, a economia e o meio ambiente.
https://www.archdaily.com.br/pt/991534/solucoes-baseadas-na-natureza-exemplos-implementados-por-cidades-brasileirasHenrique Evers, Lara Caccia, Bruno Incau, Vitor Tornello e Fernando Corrêa
Montagem realizada sobre a imagem do trabalho "Uma outra sede para a Escola de Belas Artes" de Marcos Antonio Studt Roxo, participante de 2022.
Após ao menos cinco anos de estudos, chega o momento dos alunos de Arquitetura e Urbanismo apresentarem seus trabalhos finais de graduação - chamados frequentemente de TCC, TFG ou Projeto de Final de Curso. Ao escolher o tema, os estudantes evidenciam projetos civis, urbanos ou teóricos que são de grande importância por levantarem um debate sobre o futuro de nossas cidades, do ambiente construído, da infraestrutura urbana, da mobilidade e tantos outros tópicos fundamentais para discutir e desenvolver o modo como habitamos o espaço.
https://www.archdaily.com.br/pt/991842/os-melhores-trabalhos-de-conclusao-de-curso-em-2022-envie-o-seuArchDaily Team
Bienais, exposições e festivais focados em arquitetura oferecem uma plataforma para abrir debates, realizar pesquisas e impulsionar a inovação, mas também podem contribuir para as mudanças que moldam a imagem e o caráter de uma cidade. Através de instalações e experiências temporárias, estes eventos podem expandir linhas de investigação sobre a qualidade dos espaços urbanos, convidando visitantes e residentes a desacelerar, romper com a sua rotina diária e questionar os seus ambientes locais. Os efeitos podem não ser imediatos, mas ao acumular essas impressões e momentos de contemplação, festivais de arquitetura e design podem ter um impacto duradouro nas cidades que os recebem.
Dimensões, texturas e cores não são os únicos fatores a serem considerados ao projetar um espaço. A escolha da iluminação correta também se eleva como uma estratégia-chave para criar a atmosfera de um projeto. A iluminação apropriada adiciona novos aspectos ao espaço: dentro do mesmo projeto, diferentes maneiras de aplicar a luz desenvolve diversas situações, brincando com luz e sombra, calor e frieza, além de profundidade e altura.
Através dos produtos de iluminação ilimitados disponíveis nas seções de 'iluminação interna' e 'iluminação externa' no Architonic, os arquitetos podem brincar com um novo ângulo para aplicar em seus projetos futuros. A discussão a seguir traz quatro maneiras - orientadores de caminho, iluminação externa, objetos de arte e uma combinação com móveis - nos quais a arquitetura aplica a iluminação como uma estratégia de design.
O Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado por David Bruce Lee e Marina Bourderonnet, profissionais de arquitetura, o programa traz diferentes profissionais da área criativa em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. O The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Nesta semana, David e Marina respondem a duas perguntas dos ouvintes: como lidar com a sensação de fracasso na faculdade de arquitetura e se a arquitetura é ou não difícil e estressante. A dupla discute por que estudantes recém-ingressos costumam ter falsas expectativas de sucesso, a importância de aceitar o fracasso, por que não se deve buscar aprovação de professores/as ou clientes, como lidar com exercícios de projeto "bobos", como superar o bloqueio criativo, os principais motivos pelos quais a prática da arquitetura é desafiadora, entre outros temas!
https://www.archdaily.com.br/pt/1134288/the-second-studio-podcast-superando-o-fracasso-na-faculdade-de-arquiteturaThe Second Studio Podcast
Em 1972, Caetano Veloso anuncia na canção Triste Bahia que “o vapor de Cachoeira já não navega mais no mar”. De fato, somos uma geração que desconhece a capacidade náutica de Salvador, uma vez que a maioria não teve a oportunidade de conviver com o cotidiano da cidade portuária. Um breve olhar nos registros realizados por fotógrafos como Marcel Gautherot, Pierre Verger e Lázaro Roberto, entre as décadas de 1950 a 1970, permite verificar que as dinâmicas cotidianas realizadas junto ao mar eram abissalmente diferentes das atuais.
A Copa do Mundo de Futebol é um dos maiores eventos do mundo e envolve torcedores de todas as nacionalidades. Já tendo passado por vários continentes, o evento este ano acontecerá no Qatar, um país da península árabe com uma população de cerca de 2,7 milhões de habitantes, sendo a maioria islâmica. Além deste, outros 31 países disputarão o título de melhor do mundo.
Para além de um evento esportivo, a Copa é também uma oportunidade de observar, conhecer e conviver com outras culturas, principalmente para o país sede. Divididos em 8 diferentes grupos, os primeiros a jogar, do grupo A e B, serão Qatar, Equador, Inglaterra, Irã, Senegal, Países Baixos, Estados Unidos e País de Gales. Veja a seguir alguns exemplos da arquitetura desses países.
A década de 1970 foi uma época sombria para Nova York. Enquanto a economia estava em baixa, as taxas de criminalidade estavam em alta. A imagem pública negativa também afastou os turistas, levando a cidade a uma crise financeira. Para mudar as percepções sobre a Big Apple, o Departamento de Desenvolvimento Econômico do Estado de Nova York procurou a empresa de publicidade Wells Rich Greene para criar uma operação de marketing convidativa. Após 45 anos, a campanha I Love NY resultante permanece fresca nas mentes dos moradores e turistas, renovando com sucesso a marca da cidade de Nova York. Cidades de todo o mundo, como Paris, Amsterdã e Jerusalém, também investiram pesado na construção de marcas atrativas.
Por mais pretensioso que isso possa parecer, podemos afirmar sem medo que o bambu é dos materiais mais promissores para a indústria da construção civil. Neil Thomas, engenheiro diretor do atelier one, afirma que, se projetássemos um material de construção ideal, ele se pareceria muito com o bambu. Isso porque ele cresce muito rapidamente em boa parte do mundo, possui uma seção transversal altamente eficiente e apresenta uma resistência à cargas impressionante. Mas, além do uso estrutural em seu formato bruto, o bambu é um material que permite alto nível de processamento, podendo ser laminado para pisos, utensílios e, como veremos neste artigo, para estruturas de Structural Engineered Bamboo (SEB), que se assemelham muito às de Madeira Engenheirada. Conversamos com Luke D. Schuette, fundador e CEO da ReNüTeq Solutions, LLC, empresa de St. Louis, Missouri, que vem trabalhando com este sistema construtivo.
A maioria dos arquitetos pode se identificar com a sensação de estar mergulhado em uma profunda devoção à arquitetura. O que começa como uma carreira dos sonhos se torna um pesadelo para muitos. Depois de uma formação rigorosa, a experiência de uma carreira tumultuada pode desanimar os profissionais. Postagens no Twitter e no LinkedIn têm debatido amplamente as longas horas de trabalho e os salários díspares, com poucas soluções. Os arquitetos estão constantemente em guerra entre profissão e paixão, uma sobreposição de amor e desespero. Talvez, na raiz desses problemas esteja a definição coloquial do substantivo ‘arquiteto’.
Imagine que você tem agendada uma visita à uma edificação muito importante para a história da arquitetura, uma obra-referência para todos os entusiastas do meio. Você provavelmente se equiparia com uma câmera fotográfica ou um bom celular, em alguns casos, levaria lápis, caderno e até uma trena para registrar curiosamente todos os seus aspectos.
Hoje em dia, entretanto, esse não é único meio pelo qual podemos “visitar” uma edificação de importância histórica ou, pelo menos, é o que alguns pesquisadores estão se esforçando em mostrar. Além de todas as facetas assumidas pelo metaverso, está sendo explorado também o seu papel na preservação histórica da arquitetura e da cultura de determinados locais, gerando materiais disponíveis para diferentes gerações.
“A compreensão precede a ação.” Esse é o lema do Urban Observatory, uma instalação interativa e aplicativo da web criados pelo fundador do TED, Richard Saul Wurman, que compilou uma ampla gama de dados urbanos para mais de 150 cidades, permitindo aos usuários comparar várias características dessas urbes – da densidade populacional aos limites de velocidade do tráfego – lado a lado. O Urban Observatory foi criado pela primeira vez em 2013, um ano marcante para notícias sobre big data urbano; mais tarde naquele mesmo ano, Waag ganhou as manchetes com seu mapa interativo visualizando a idade de cada edifício nos Países Baixos. O surgimento de tais plataformas permitiu que as pessoas vissem o mundo ao seu redor desde novas perspectivas.
Com o surgimento do Google Earth e outras ferramentas GIS, além das plataformas como envelope.city ou simulações ambientais baseadas em modelos de cidades gêmeas digitais, o big data urbano passou discretamente a sustentar uma ampla gama de ferramentas usadas por profissionais que moldam nossas cidades, com a quantidade de dados coletados e a influência que eles têm sobre a tomada de decisões se expandindo enormemente. No entanto, esses avanços geralmente acontecem a portas fechadas e em espaços antidemocráticos. Quanto tempo devemos esperar por um software que tenha toda a facilidade de uso, acessibilidade e apelo dessas plataformas mais antigas, mas que forneça ao cidadão comum as ferramentas para moldar sua cidade? Em outras palavras, se “a compreensão precede a ação”, então por que, depois de quase uma década, não vemos aplicativos baseados em big data que incentivam o público a realmente fazer algo?