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O edifício que se moveu: como transportaram uma central telefônica sem suspender suas operações?

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Em novembro de 1930, em Indiana, Estados Unidos, uma das grandes façanhas da engenharia moderna foi realizada: uma equipe de arquitetos e engenheiros transportou uma central telefônica de 11.000 toneladas sem nunca suspender as operações e suprimentos básicos para os 600 funcionários que trabalhavam no interior.

Novas tendências em hotelaria e as diversas aplicações de melamina

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Sem dúvida, a pandemia redefiniu todos os aspectos da vida cotidiana, desde a forma como as pessoas se relacionan entre si até seus padrões de habitabilidade e trabalho. Por essa razão, a arquitetura teve que se adaptar a novos paradigmas e modos de vida. Considerando que as viagens e o turismo ficaram paralisados por mais de um ano, uma das indústrias mais afetadas foi a de hotelaria, obrigando os hotéis a se reinventarem rapidamente diante de novas demandas. Desse modo, o foco está em oferecer espaços de descanso que permitam a desconexão e o relaxamento do/a usuário/a, buscando criar ambientes únicos, confortáveis e diferentes do lar — onde atualmente se costuma passar a maior parte do tempo.

Vencedores do Troféu Internacional de Gesso da Saint-Gobain 2021

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Vencedores do Troféu Internacional de Gesso da Saint-Gobain 2021 - Imagem de Destaque
Cortesia de Saint-Gobain’s International Gypsum Trophy 2021

Atualmente, os sistemas de drywall e gesso estão presentes em quase todas as obras de arquitetura. Esses sistemas permitem revestir edificações com produtos que combinam, entre outros atributos, facilidade de construção, segurança contra incêndios e possibilidade de reciclagem, tanto em estruturas históricas quanto em construções completamente novas. Desde 1998, a Saint-Gobain — uma das maiores distribuidoras desse tipo de sistema — premia os projetos que melhor os aplicam em suas soluções, dividindo-os em 6 categorias (Forros, Gesso, Placas de Gesso, Inovação e Sustentabilidade, Residencial e Não Residencial). Os projetos apresentados visam demonstrar como os/as arquitetos/as conseguiram unir engenhosamente os produtos da empresa a soluções inovadoras para superar os desafios impostos pelas obras ou seus contextos.

Em sua 12ª edição, o prêmio contou com participantes de 30 países diferentes, que apresentaram 74 projetos. Conheça os 14 premiados a seguir:

Renovação da 'Lion House' no Zoológico de Lincoln Park em Chicago: o distanciamento e a interação entre humanos e animais

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A histórica Casa dos Leões do Zoológico de Lincoln Park, em Chicago (Chicago’s Lincoln Park Zoo), há muito tempo é um marco do zoológico. O escritório global de arquitetura Goettsch Partners (GP) foi convidado a renovar e ampliar a estrutura original, com o objetivo de aumentar o espaço útil e criar novas experiências espaciais, preservando o edifício histórico. A Casa dos Leões abriga principalmente quatro leões africanos, além de lince-canadenses, pandas-vermelhos e leopardos-das-neves.

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As cidades podem prosperar em tempos de crise? 3 perguntas para as cidades em 2022

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Surtos de doenças contagiosas podem exercer uma influência de longo prazo no desenho urbano – muitos moldaram de forma inegável a maneira como as cidades modernas são e operam. Parques, ruas largas e até mesmo os banheiros de nossas casas são um legado importante de surtos de cólera no passado. Hoje estão tão incorporados em nosso dia a dia que são considerados elementos básicos das cidades modernas. Ao longo de gerações, as cidades se recuperaram do choque inicial do contágio e reconstruíram a confiança das pessoas depois de períodos de incerteza.

O interior dos monumentos: Uma inversão de perspectiva

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A Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Barcelona sempre foi prolífica na formulação de novas e transformadoras maneiras de observar as nossas cidades. O olhar crítico sobre objetos que, no cotidiano, costumamos ignorar é outra característica frequentemente destacada. O arquiteto chileno Javier Toledo Cárdenas, no âmbito do seu trabalho final de mestrado do MBArch desenvolvido na referida cidade, reúne esses dois modos de estudar a realidade através de O interior dos monumentos.

Praça Cultural Zenteno: Densificação equilibrada no Centro Histórico de Santiago

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Construir um espaço público capaz de recuperar o valor patrimonial do bairro, bem como de fomentar a participação e a apropriação do local por parte dos moradores e moradoras da região, é um dos principais objetivos que motivaram a criação da Plaza Cultural Zenteno. Esta praça faz parte de um projeto de densificação equilibrada que busca integrar o patrimônio histórico e cultural local, ao mesmo tempo em que projeta espaços flexíveis e integrados. O projeto, realizado pela Activa Inmobiliaria, viabilizou também a preservação da Basílica “Inmaculado Corazón de María”, imóvel patrimonial vizinho à nova praça. Localizada no centro histórico de Santiago, na esquina das ruas Zenteno e Copiapó, a proposta liberou uma área anteriormente ocupada por um edifício de depósitos para revelar e restaurar a parede de tijolos da fachada da basílica, declarada monumento histórico em 1987.

Entenda a diferença entre jardinagem e paisagismo

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Apesar de serem práticas relacionadas, o paisagismo e a jardinagem são atuações diferentes que trabalham com elementos naturais e vivos no ambiente construído. Veja a seguir a atuação de cada uma dessas práticas. 

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O potencial da cartografia nos jogos de computador

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Nesta nova colaboração titulada originalmente Cartografias do Metaverso, os arquitetos espanhóis Enrique Parra e Manuel Saga - fundadores do blog MetaSpace- exploram o potencial da cartografia nos jogos de computador, uma ferramenta que às vezes sobrepassa o papel de mero orientador, como na sequencia Diablo e torna-se um elemento gravitante dos jogos, como em Civilization e World of Warcraft.

A linguagem cartográfica e planimétrica próprias da arquitetura é comum também no mundo dos videogames. Muitos deles baseiam grande parte da sua experiência na interação com um ou vários mapas sobre os quais nos orientamos, descobrimos em que ponto nos encontramos e para onde se supõe que devemos nos dirigir. 

Exemplo disto é a saga Civilization, uma série de jogos de gestão de impérios publicados desde 1991 até hoje. Todas suas versões se desenvolvem sobre um mapa, uma visão geográfica do mundo que representa suas distintas áreas, os recursos disponíveis, o equilíbrio geopolítico e outros fatores. Estas variantes constituem as regras a seguir. a situação a enfrentar; o mapa converte-se em um tecido dinâmico, ou seja, a interface que permite o jogo.

Cozinhas para lofts e estúdios: integração e flexibilidade

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Ao longo dos séculos as cozinhas passaram por um interessante processo de modificação que ditou tanto o seu uso – antes frequentada apenas pelos empregados, hoje é um espaço essencial de socialização – como seu tamanho – de maior cômodo da casa para um dos menores. Entretanto, independentemente das suas dimensões, a cozinha representa cada vez mais o coração da casa. Um espaço essencial que, nos dias atuais, transcende o simples ato de preparar os alimentos, tornando-se um local associado também ao lazer e a união. Para tanto, este ambiente precisa estar apto a responder uma série de particularidades que exige funcionalidade e eficiência mas, ao mesmo tempo, conforto e bem-estar.

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Impressão 4D? A união de fabricação aditiva e materiais inteligentes

Enquanto ainda estamos tentando entender sobre as possibilidades e limites da impressão tridimensional e a manufatura aditiva, mais um termo chega para o nosso vocabulário. A impressão 4D nada mais é que uma tecnologia de fabricação digital, de impressão 3D, onde se inclui uma nova dimensão: a temporal. Isso quer dizer que o material impresso, após pronto, poderá se modificar, transformar ou se movimentar autonomamente por conta de suas propriedades intrínsecas que respondem aos estímulos do ambiente.

O conceito foi popularizado pelo pesquisador Skylar Tibbits, que dirige o Self-Assembly Lab do Massachusetts Institute of Technology (MIT), em colaboração com as empresas Stratasys e Autodesk. A tecnologia ainda é bastante nova, mas espera-se que ela seja utilizada em muitos campos, desde a construção civil, infraestrutura, indústria automobilística e aeronáutica e até mesmo para a saúde, combinado com a bioimpressão.

Território contestado: relações entre a crise climática e a propriedade da terra

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A arquitetura é um ofício ou prática que, na maioria dos casos, envolve a construção de estruturas físicas e materiais. A arquitetura procura dar forma a edifícios destinados a servirem diferentes propósitos como trabalho, moradia, convivência, oração entre outros tantos. Estruturas construídas e intervenções arquitetônicas, no entanto, necessitam de um espaço físico para materializar-se. Dito isso, a melhor compreensão a relação intrínseca entre espaço e arquitetura, pode ser a chave para estabelecermos práticas mais sustentáveis nos campos da arquitetura, engenharia e construção civil.

Engarrafamentos elétricos não são a solução

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Líderes do poder público, privado e representantes da sociedade civil de todo o mundo se reuniram na COP26, realizada em Glasgow entre os dias 31 de outubro e 12 de novembro, para debater e deliberar sobre uma das questões mais importantes do século 21, o processo de mudanças climáticas. O encontro girou em torno de quatro diretrizes principais, sendo elas:

"A forma segue todas as funções": leitores opinam sobre adaptabilidade na arquitetura

Devido à necessidade, diferentes tipos de edifícios mudaram seu uso. Igrejas que hoje são bibliotecas, armazéns abandonados que hoje são centros culturais - e embora muito tenha sido escrito sobre o assunto, desde o conceito Open Building de N. John Habraken nos anos 70, até o contemporâneo From Mixed-Use to Diff-Use de Adamo Faiden, hoje temos mais do que nunca um interessante debate global em torno da adaptabilidade em habitação. É necessário ter tantos metros quadrados dedicados a escritórios quando durante a pandemia percebemos que muito do trabalho pode ser feito remotamente? Esta foi uma das principais questões durante a quarentena dos últimos anos.

Como usar pisos drenantes?

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São muitas alternativas para quem quer trazer mais verde para sua casa e cidade: árvores que atraem pássaros, hortas, plantas medicinais, entre outros. Mas, existem partes das áreas externas que são usadas como passagem, espaço de lazer, estacionamento ou outras funções. E para estes lugares o piso drenante é uma boa alternativa.

Transporte elétrico: nossas cidades estão prontas para a micromobilidade?

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Ao longo dos últimos anos, testemunhamos um crescimento exponencial da frota de patinetes elétricos circulando no centro das grandes cidades, os quais muito rapidamente passaram a fazer parte do nosso dia-a-dia. Ao facilitar os deslocamentos urbanos de forma um tanto divertida, os patinetes elétricos caíram nas graças das novas gerações, conquistando uma infinidade de novos adeptos e orgulhando-se de seu caráter sustentável. Primeiramente implementados na costa oeste dos Estados Unidos, os patinetes rapidamente migraram para o leste do país, eventualmente tornando-se muito populares nas principais cidades da Europa e Ásia. Embora sejam rápidos e convenientes para quase todo tipo de deslocamento urbano, precisamos nos perguntar: as nossas cidades estão prontas para este aumento exponencial na frota de patinetes elétricos e outras formas de micromobilidade?

Explorando o brise-soleil na França: exemplos aplicados em projetos

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A relação entre o envelope do edifício e sua estrutura continua a ser uma peça central da arquitetura. A casca é o que torna os projetos abertos ou fechados, controlando as condições ambientais, a iluminação natural e as vistas. Quer sejam perfurados, ranhurados ou modulares, os brise-soleils são envelopes elegantes, que criam novas condições espaciais. Tal fato é especialmente verdadeiro na França, onde os arquitetos estão repensando a tradição para dar vida a novas estruturas teladas.

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O potencial do bambu e da madeira engenheirada para a indústria da construção: entrevista com Pablo van der Lugt

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Pablo van der Lugt é arquiteto, autor de livros e palestrante. Sua pesquisa enfoca o potencial de materiais como bambu e madeira engenheirada para o setor da construção civil e seus impactos positivos no mundo. “Ao longo de minha carreira profissional na universidade (incluindo minha pesquisa de doutorado sobre a pegada de carbono de bambu e madeira engenheirada) e na indústria, nos últimos 15 anos, descobri que há muitos conceitos errôneos sobre esses materiais que dificultam sua adoção em larga escala. Por esta razão, eu ‘traduzi’ minhas descobertas de pesquisa em dois livros contemporâneos para designers e arquitetos sobre o potencial do bambu: Booming Bamboo e madeira projetada: Tomorrow’s Timber. Eles visam dissipar esses mitos e mostrar o incrível potencial da última geração de materiais de construção de base biológica na necessária transição para um ambiente de construção circular, saudável e neutro em carbono. ” Recentemente, tivemos a oportunidade de conversar com ele sobre esses temas. Leia mais abaixo.

São Paulo precisa de mais espaço

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Verticalização e adensamento populacional são fatores pouco compreendidos das nossas cidades. Diferentemente do que se imagina, nem sempre quanto mais verticalizada a cidade, mais densa ela é. No Brasil, favelas ou residências semiformais compõem algumas das áreas urbanas mais densas. São residências pequenas, com pouco espaço entre elas, e muitas vezes habitadas por mais de uma família. Por outro lado, há bairros com muitos prédios e pouca gente. Prédios podem ser comerciais, sem moradores, ou ter apartamentos grandes, famílias pequenas e áreas livres ao seu redor. Poucos sabem que Cidade Ademar, distrito de casas na zona sul de São Paulo, tem o dobro da densidade da selva de prédios do Itaim Bibi.

Vidas anfíbias: influência das cidades transforma a arquitetura ribeirinha

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Os elementos da natureza, as pessoas e sua cultura, enquanto afirmação da arquitetura e organização de sociedade juntamente com a relação incisiva com o rio, criam a arquitetura com caráter amazônico. Esta pesquisa abrange o estudo dos conhecimentos sociais e simbólicos adquiridos ao longo dos anos pelas comunidades ribeirinhas da Ilha de Marajó, e suas consequências nas materialidades das construções locais, que passaram por mudanças ao longo das últimas décadas.

Soluções de sistemas de encanamento não convencionais para residências de poluição zero

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De acordo com o Relatório do Índice de Desperdício de Alimentos de 2021 da ONU, cerca de 17% da produção global de alimentos é desperdiçada, tornando-se a terceira maior fonte de emissões de gases de efeito estufa. Desse total, 11% do desperdício é gerado pelas próprias residências, o que não apenas agrava a crise climática, mas também resulta em enormes perdas econômicas, declínio da biodiversidade e níveis de poluição que crescem a um ritmo sem precedentes. Diante disso, considerando o papel crucial que a arquitetura e o design desempenham ao oferecer opções de habitação mais ecológicas, torna-se essencial adotar e fortalecer abordagens mais autossuficientes e de poluição zero.

Pátios comunitários em escolas públicas: uma oportunidade de mudança para o futuro

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Um recente relatório publicado pela The Trust for Public Land (TPL), apresenta dados bastante convincentes, os quais poderão incentivar a transformação de muitos pátios de escolas públicas em áreas de uso comum abertas às comunidades locais. A TPL reitera que abrir e disponibilizar os pátios e infraestruturas públicas das escolas para os moradores locais após o horário escolar e também nos finais de semana, pode ser uma poderosa ferramenta para fortalecer e engajar comunidades. Se todas as 90.000 escolas públicas dos Estados Unidos disponibilizassem seus pátios às comunidades onde se encontram, mais pessoas teriam acesso a espaços públicos e infra-estruturas esportivas a um passo de suas casas. A TPL argumenta ainda que a abertura de todos os pátios de escolas públicas do país, essencialmente transformando-os em centros comunitários de acesso irrestrito em horários específicos, “disponibilizaria de imediato um novo parque a uma distancia de apenas 10 minutos de casa para quase 20 milhões de pessoas— resolvendo a dificuldade de acesso a espaços públicos de qualidade para um quinto das mais de 100 milhões de pessoas que atualmente não contam com um parque nas proximidades de sua casa.”

O viés oculto da preservação arquitetônica

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Como decidimos quais edifícios valem a pena ser preservados e quais não, considerando a relevância de seu projeto arquitetônico? Este vídeo conta a história do Portland Building, de Michael Graves, uma obra com uma história tumultuada que acabou sendo salva da demolição quando a cidade arrecadou quase US$ 200 milhões para reformar a estrutura envelhecida. Esse processo foi impulsionado, em parte, pela inclusão do edifício na lista de Lugares Históricos Nacionais (National Historic Places). No entanto, essa é apenas parte da história. O que significa ser considerado um Lugar Histórico ou um Marco devido ao seu projeto arquitetônico? Será que essa distinção de fato ajuda a salvá-lo de uma demolição precoce? As respostas a essas perguntas podem surpreender.

Edward Mazria, da Architecture 2030, sobre o que vem a seguir após a COP26

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Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

A maior parte das notícias vindas da recém-concluída cúpula do clima em Glasgow foi decepcionante. Cúpulas anteriores haviam terminado de maneira igualmente desanimadora, e a COP26 não foi exceção. O encontro reconheceu a gravidade do problema e a urgência do momento — a necessidade de limitar o aquecimento global a menos de 1,5 grau Celsius (alguns cientistas acreditam que já seja tarde demais para evitar isso) —, mas adiou os compromissos firmes necessários para de fato resolver a questão. Ao mesmo tempo, esta cúpula pareceu diferente. Havia um senso de urgência nas ruas de Glasgow, e a atenção do mundo estava inegavelmente voltada para as mudanças climáticas. Como esse foco se traduzirá em ações no campo político, contudo, continua sendo uma questão em aberto.

No entanto, o arquiteto Edward Mazria, diretor executivo do Architecture 2030, acredita que, apesar dos imensos obstáculos enfrentados por ativistas do clima, o setor da construção está prestes a ajudar a mudar os rumos do planeta. Ele vê motivos reais para otimismo e para um esforço renovado. Diante das notícias aparentemente sombrias vindas de Glasgow, conversei com ele na semana passada sobre o caminho a seguir, sobre como alcançamos um ponto de inflexão importante, por que o uso de energia atrelado a edifícios começou a diminuir globalmente e os passos necessários para descarbonizar totalmente o ambiente construído.

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