Fora da China, as projeções arquitetônicas costumam se comportar como individualistas orgulhosas, competindo pela atenção da noite. Na China, no entanto, é comum encontrar em diversas áreas metropolitanas conjuntos de projeções de fachadas que transmitem uma mensagem unificada. Essas projeções integram visualmente múltiplos arranha-céus em uma entidade panorâmica única. Mas por que esse fenômeno ocorre especificamente na China? E como ele começou? A Bienal de Arquitetura de Mídia conecta política e cultura para oferecer respostas sobre a emergência dessa paisagem digital chinesa.
Ao descrever o processo de estruturação espacial da cidade de São Paulo, o professor Flávio Villaça constata que o seu crescimento no período entre a construção da ferrovia São Paulo Railways, em 1867, e o início do século XX foi voltado predominantemente para a burguesia pois, na época, as camadas populares ainda não constituíam um mercado significativo para terrenos urbanos.
Estamos há vinte e um anos no século vinte e um. O mundo nunca esteve mais conectado com o advento de novas tecnologias, mas as desigualdades históricas ainda são enormes. Essas desigualdades se manifestam de maneiras diferentes. As viagens globais, por exemplo - apesar da onipresença dos aviões hoje em dia - ainda são amplamente acessíveis apenas aos cidadãos de países “desenvolvidos” devido às restrições proibitivas de visto. No ensino de arquitetura, muitas instituições ainda priorizam um currículo eurocêntrico, cuja arquitetura de populações não ocidentais é amplamente ignorada. Outra perpetuação de sistemas preconceituosos é o Orientalismo - e explorar este conceito através de lentes arquitetônicas é útil para interrogar abordagens projetuais contemporâneas e futuras.
O verão está chegando e com ele a vontade de aprimorar os espaços ao ar livre de nossas casas. Seja para tomar um sol, aproveitar a brisa ou encontrar amigos, ambientes como os pátios, quintais e varandas podem ser extremamente versáteis de acordo com a forma que ocupamos. Por isso, selecionamos algumas dicas fundamentais para tirar maior proveito desses lugares.
A arquitetura, por assim dizer, possui duas frentes de ação: uma que presa pela permanência e outra pela efemeridade. Definida por suas condições materiais, a arquitetura e forma como construímos nossos edifícios se reflete também nas estruturas que nós, como humanidade, decidimos preservar para o futuro. Promovendo a cooperação internacional nas áreas da educação, arte, ciência e cultura, a UNESCO é uma organização comprometida a preservar os principais locais de memória e de importância histórica para a humanidade. À medida que a arquitetura, assim como as paisagens naturais e urbanas encontram-se cada dia mais ameaçadas pelas crises sociais, econômicas e climáticas, debatermos a importância da preservação de sítios arqueológicos e lugares da memória para o futuro tornou-se mais urgente que nunca.
No restaurante Four Seasons de Nova York, projeto de Philip Johnson e Mies van der Rohe no icônico Seagram Building, uma piscina retangular assumia posição de protagonismo no espaço, destacada por quatro árvores plantadas em vasos em cada um dos vértices. O leve barulho que a água emitia tornou-se consagrado. Além de dotar o salão de personalidade, cumpria a função de absorver as conversas (muitas vezes sigilosas) entre as mesas. Bem como a maneira como a luz adentra um espaço, ou como serão apreendidas as paisagens do interior, o som é mais uma característica de um ambiente, algo geralmente preterido por parte dos arquitetos. Isso vai além de dotá-lo de uma acústica eficiente, mas criar uma atmosfera sonora a um espaço. O conceito de soundscape, ou paisagens sonoras, trata sobre isso.
Há alguns meses - em julho de 2021, um incêndio danificou parte considerável da estrutura do icônico Mercado de Kariakoo na cidade de Dar es Salaam. Projetado pelo arquiteto tanzaniano Beda Amuli e inaugurado em 1974, o Mercado de Kariakoo desempenhou por anos um papel fundamental como elemento de referência no tecido social e urbano da maior cidade da Tanzânia. Desde o fatídico incêndio de julho, muito se fala sobre o possível projeto de reforma do mercado, principalmente depois que começaram a circular as primeiras imagens do novo projeto, as quais revelam uma estrutura mais alta, com a adição de três novos pavimentos. A questão central é se a tipologia de “torre” seria realmente apropriada para este caso, considerando a natureza impopular de outros projetos de mercados “verticais” construídos em Dar es Salaam.
As novas gerações de arquitetos estão tendo que enfrentar inúmeros desafios, não apenas aqueles relacionados à sociedade contemporânea mas principalmente dentro do seu próprio campo profissional. Neste contexto, jovens arquitetos e escritórios emergentes de arquitetura estão redefinindo os limites da sua profissão a medida que buscam soluções para as principais questões do mundo hoje, como a sustentabilidade do ambiente construído, a acessibilidade das infra-estrutura e do espaço urbano e a equidade nas cidades. Isso significa dizer que o campo de atuação dos profissionais da arquitetura está passando por um intenso e acelerado processo de transformação, fazendo com que o papel do arquiteto na sociedade contemporânea pareça cada dia mais ambíguo. A seguir, enumeramos os muitos desafios enfrentados por estes jovens profissionais em seus escritórios, assim como de que forma eles estão percebendo estas mudanças em seu campo de atuação e o impacto destas no ambiente construído de nossas cidades.
Ao contrário da arquitetura clássica, caracterizada por um conjunto de divisões com funções e espaços muito definidos, o projeto arquitetônico contemporâneo busca integrar os espaços para atingir elevados graus de adaptabilidade e flexibilidade. Desse modo, os limites dos enclaves são borrados e surgem novas soluções que valem a pena ser analisadas. No caso dos dormitórios, os banheiros muitas vezes já não são uma pequena divisão adjacente e separada, mas espaços multifuncionais integrados e sutilmente ocultos. Assim como Mies van der Rohe, que agrupava os serviços em áreas estratégicas para criar pisos abertos, vamos rever alguns casos que adotaram a solução específica do banheiro escondido atrás da cama.
A arquitetura residencial é uma das categorias mais consultadas por nosso público leitor. Durante o ano de 2021, publicamos mais de 1.300 casas, apresentando projetos de diferentes regiões do mundo e oferecendo uma variedade de soluções, materiais, contextos, ambientes, escalas e tipologias. Trata-se de uma ampla fonte de conhecimento para quem busca soluções tanto para sua própria casa quanto para projetos profissionais.
O crescimento das cidades brasileiras sem o devido acompanhamento dos poderes públicos acarretou em uma série de problemas relacionados à falta de moradia digna na nossa sociedade. Desde a década de 1980, associações populares e acadêmicos se juntaram na luta para pressionar o poder público a desenvolver políticas habitacionais que pudessem, não somente construir novas habitações e novos bairros, mas também garantir outros direitos como educação e saúde. Hoje, 40 anos depois desse levante, observamos a ausência de políticas públicas habitacionais nas três escalas de governo que atuem frente à população mais vulnerável, ao mesmo tempo que percebemos a popularização das iniciativas de Assessorias Técnicas para Habitação de Interesse Social, conhecidas como ATHIS.
A arquitetura sustentável começa com projetos para ciclos de vida mais longos e reutilização. Procurando criar futuros mais inclusivos e viáveis, os arquitetos estão explorando a reutilização adaptativa como uma das melhores estratégias para enfrentar a crise climática e promover a justiça social. Reutilizar mantém viva a cultura de uma região, fazendo a ponte entre o antigo e o novo à medida que os projetos ultrapassam os limites do design circular e adaptável.
Cheio de conotações e nuances, o termo paisagem é um conceito complexo e amplo. Ao lidarmos com o material e o imaterial, entendemos que trata-se de uma construção mental que relaciona um ambiente físico a um contexto sócio-cultural específico. De 12 a 27 de novembro, Jordi Giner, Francisco Garrido e Alberto Moragrega apresentaram Al-luvió, uma proposta para Lluèrnia, a festa da luz e do fogo realizada todos os anos em Olot, que reinterpreta a forma como em geral entendemos a ideia de paisagem e as formas habituais de intervir sobre ela.
Este vídeo acompanha um dia de trabalho de Hiba Bhatty, arquiteta na Valerio Dewalt Train em Chicago. As atividades diárias de um/a arquiteto/a podem, por vezes, parecer misteriosas. Isso se deve, provavelmente, ao fato de que nenhum dia é realmente “típico”. O desenvolvimento de projetos passa por diversas etapas, cada uma com responsabilidades bastante distintas.
Pode-se dizer que um dos principais aspectos a serem levados em conta ao projetar uma piscina é a escolha da cor de seu revestimento. A luz, as sombras, a profundidade, o ambiente e os elementos que a envolvem são variáveis que afetam diretamente a tonalidade final da água. Os efeitos da iluminação artificial e/ou natural também são determinantes de sua estética final, portanto, se ela estiver em um espaço externo refletindo o céu, produzirá um efeito diferente do que se ficar em um espaço interno, onde o teto influenciará sua cor.
Em um ano marcado pelo distanciamento físico, as redes sociais ganharam uma presença ainda maior nas formas de nos relacionarmos e nos informarmos. Nossas contas no Instagram superaram seus números de alcance e aproximaram o público do melhor que publicamos em nosso site: projetos, artigos, entrevistas e notícias do mundo da arquitetura, inspirando novas ideias e ferramentas para um futuro melhor para as nossas cidades.
Encravada entre a França e a Espanha, Andorra é a sexta menor nação da Europa. Com uma área de menos de 500 quilômetros quadrados, o microestado sem saída para o mar está localizado no leste dos Pirineus, na Península Ibérica. Hoje, uma nova arquitetura surge entre as montanhas escarpadas de Andorra e os três vales estreitos que se unem para formar o rio Gran Valira.
À medida que os efeitos das mudanças climáticas se intensificam em todo o mundo, a indústria de Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC) se volta para as construções sustentáveis a fim de enfrentar a crise climática de maneira eficaz. Em 2020, os membros do American Institute of Architects (AIA) aprovaram por ampla maioria uma resolução que estabelece a responsabilidade ambiental como a principal prioridade da organização. Desde então, avanços consistentes foram feitos para desenvolver um Plano de Ação Climática, evoluir o Framework for Design Excellence e aumentar a participação no Compromisso 2030. O setor da construção civil é responsável por 36% do consumo de energia, 38% das emissões de carbono relacionadas à energia e 50% do consumo global de recursos. Espera-se que o impacto total dessas porcentagens dobre até 2060, agravando os efeitos negativos das mudanças climáticas no meio ambiente. O Relatório de 2021 do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) alerta para ondas de calor, secas e inundações cada vez mais extremas, além da superação de um limite crítico de temperatura em pouco mais de uma década. O mundo precisa agir rápido para evitar esses eventos catastróficos, e a descarbonização do ambiente construído é um passo fundamental nessa direção.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131023/energia-net-zero-e-carbono-net-zero-estrategias-de-projeto-para-alcancar-metas-de-desempenhoSponsored Post
A arquitetura residencial é uma das categorias mais populares entre o nosso público leitor. Em 2021, publicamos mais de 3.800 projetos de casas em diferentes regiões do mundo, apresentando uma grande variedade de soluções, materiais, contextos, ambientes, escalas e tipologias. O conjunto serve como uma rica fonte de inspiração para quem busca referências para o próprio projeto residencial.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131490/melhores-casas-de-2021Clara Ott
Na reimpressão desta semana, a equipe editorial da Metropolis selecionou uma variedade de livros de arquitetura e design recém-lançados ou que estão por vir, reunindo uma lista de leitura instigante para a temporada. Os títulos a seguir vão de monografias e investigações teóricas a obras de referência essenciais, de autoria de nomes como Michael Sorkin, Robert A.M. Stern ou Paul Dobraszczyk.
København (Copenhague), a capital da Dinamarca, está na vanguarda do pensamento de muitos/as arquitetos/as paisagistas e planejadores/as urbanos/as, tanto por suas iniciativas pioneiras em direção à sustentabilidade quanto por seus espaços públicos inovadores, cultura cicloviária, arquitetura e cenário gastronômico. Tendo passado um período significativo na cidade ao longo da última década, tive a oportunidade de começar a conhecer a fundo o lugar e seus habitantes. Um dos aspectos mais marcantes de Copenhague, perceptível mesmo durante minha estadia, é sua contínua trajetória de aprimoramento. Um esforço coletivo de pessoas trabalhando diligentemente há décadas para otimizar a cidade para a vida cotidiana de seus habitantes vem pavimentando o caminho para o que é possível realizar hoje.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130643/aprendendo-com-copenhague-foco-na-vida-cotidianaJohn Bela
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‘O-ring de precisão’ nos chuveiros de mão EcoSmart: se a pressão da água for alta, o tamanho da abertura diminui. Se for baixa, ela se expande. Imagem cortesia de Hansgrohe
A escassez de água afetará diretamente quase 20% da população humana até 2025, de acordo com diversos relatórios da ONU, além de influenciar indiretamente os demais habitantes do planeta, as economias e ecossistemas inteiros. Projetar sistemas eficazes de gestão hídrica é um processo fundamental que engloba o planejamento, o desenvolvimento e a gestão dos recursos hídricos — tanto em termos de quantidade quanto de qualidade — em todas as suas formas de uso. Esse processo envolve as instituições, a infraestrutura, os incentivos e os sistemas de informação que apoiam e orientam essa gestão.