
København (Copenhague), a capital da Dinamarca, está na vanguarda do pensamento de muitos/as arquitetos/as paisagistas e planejadores/as urbanos/as, tanto por suas iniciativas pioneiras em direção à sustentabilidade quanto por seus espaços públicos inovadores, cultura cicloviária, arquitetura e cenário gastronômico. Tendo passado um período significativo na cidade ao longo da última década, tive a oportunidade de começar a conhecer a fundo o lugar e seus habitantes. Um dos aspectos mais marcantes de Copenhague, perceptível mesmo durante minha estadia, é sua contínua trajetória de aprimoramento. Um esforço coletivo de pessoas trabalhando diligentemente há décadas para otimizar a cidade para a vida cotidiana de seus habitantes vem pavimentando o caminho para o que é possível realizar hoje.
Visitei Copenhague em todas as estações — no rigor do inverno, quando o termo Hygge ganha um significado mais profundo e as poucas horas de sol e os ventos gélidos despertam um forte desejo de se reunir sob a luz suave de uma lareira ou de velas para passar as horas escuras. E também durante os meses de verão, quando as longas horas de luz solar inspiram um sentimento coletivo de exultação e os espaços públicos da cidade — ruas, parques, praças, a orla e o próprio porto — transbordam de vida e energia. Contudo, a realidade era diferente há 20 ou 30 anos. O caráter da cidade mudou radicalmente, e o novo livro København: Urban Architecture and Public Spaces, editado por Sandra Hofmeister, capta com maestria o novo espírito da cidade.







