
Com uma das atuações mais variadas da arquitetura contemporânea paulistana, o Metro Arquitetos construiu seu legado variando entre diferentes escalas, do design ao desenho urbano.

Com uma das atuações mais variadas da arquitetura contemporânea paulistana, o Metro Arquitetos construiu seu legado variando entre diferentes escalas, do design ao desenho urbano.

Diferentemente do ar, a temperatura no subsolo varia muito pouco durante o ano ou segundo a posição geográfica. Alguns metros abaixo da superfície a temperatura do solo fica entre cerca de 10 a 21° C (50 a 70 °F) conforme a região. Cavando mais, a temperatura aumenta entre 20 a 40 graus centígrados por km, chegando ao núcleo da Terra, que se aproxima dos 5000 °C. De fato, considerar que habitamos uma esfera orbitando pelo espaço com o centro incandescente pode trazer aflição a alguns. No entanto, utilizar essa energia de formação da Terra para gerar eletricidade é uma forma sustentável e eficiente já usual em alguns países. Outra possibilidade é aproveitar a temperatura amena de alguns metros sob o solo para climatizar as edificações, seja nos climas quentes ou frios.

A cidade compacta diz respeito ao modelo urbano associado a uma ocupação mais densificada com a consequente sobreposição de usos (residências, comércios e serviços) e o favorecimento do deslocamento de pedestres, ciclistas e usuários do transporte público. Amsterdã e Copenhague são exemplos conhecidos de tal modelo.

Por décadas, carros têm sido associados a uma promessa de praticidade, autonomia e conforto. Do ponto de vista individual, pode até ser verdade. Mas a priorização do automóvel no desenho das cidades torna a mobilidade urbana ineficiente e fomenta a desigualdade ao privar grande parte da população do acesso a oportunidades. Usar o carro é uma escolha individual que gera muitos prejuízos coletivos. Cobrar pelos custos sociais dessa escolha é uma forma promissora de desestimulá-la e, ao mesmo tempo, gerar recursos para a mobilidade sustentável.

Com o início do novo ano analisamos os projetos mais esperados para 2022. Em uma mistura de programas culturais e comerciais, os projetos estão localizados nos cinco continentes, muitos com previsão de construção para vários anos. Projetados em uma ampla gama de escalas, eles representam uma mistura de paisagens interconectadas, museus e novos arranha-céus.

Assim como outras profissões, Arquitetura e Urbanismo muitas vezes gira em torno de um linguajar próprio. O que pode parecer um termo básico para profissionais da área, muitas vezes podem soar completamente estranho ou sem sentido para aqueles que iniciam seus estudos ou são curiosos pelo campo. Por esse motivo, criamos um pequeno glossário com algumas palavras que são importantes para ampliar o seu vocabulário e colaborar para uma futura discussão sobre o seu projeto.

Ao redor do mundo, os museus funcionam como símbolos culturais - espaços de significado que frequentemente se tornam símbolos da paisagem arquitetônica de uma cidade. Exemplos históricos como o Museum de Fundatie, na Holanda, e o Museu do Louvre, na França continuam a atrair milhões de visitantes, com as intervenções arquitetônicas contemporâneas sobre eles redefinindo suas contribuições espaciais a seus contextos locais.

Temos usado tecido para criar abrigos por milhares de anos, tornando-se uma forma arquetípica de construção. Hoje, a arquitetura contemporânea tem redescobrindo o princípio da tenda e levou seu desenvolvimento adiante, implementando novas tecnologias para gerar tecidos mais avançados e duráveis que permitem a extensão de áreas maiores. Tornando-se um setor altamente especializado na indústria da construção, várias formas têxteis tornaram-se comuns em uma ampla gama de aplicações arquitetônicas - não apenas para estruturas temporárias, mas também para edifícios permanentes. Para além da sua utilização em fachadas, estas podem ser utilizadas em interiores para criar espaços altamente funcionais com experiências sensoriais únicas.

A fachada é um dos fatores mais importantes em determinados edifícios, podendo transformar completamente a experiência dos ocupantes e o desempenho energético. O Whole Building Design Guide mostra que a fachada pode ter uma participação de até 40% no uso total de energia do edifício. Além do uso de energia, as fachadas também impactam significativamente a produtividade dos ocupantes dentro de um edifício e, claro, a aparência do mesmo. Existem muitos fatores que contribuem para a criação de uma fachada de alto desempenho. Neste artigo, descrevemos as 5 principais coisas que uma equipe de projeto deve considerar.

Como parte das atividades que integram a programação da Semana de Arte na Cidade do México, a CAPITALES apresenta sua quinta exposição, intitulada "Objetos Arquitetônicos", de 8 a 13 de fevereiro de 2022 na Frontera 88, Roma Norte. A mostra foi realizada em colaboração com Manada Architectural Boundaries e conta com a participação de 27 estúdios, tais como Alejandro Tapia, Ariel Rojo, Blanca Arcos, Carlos Bedoya, Carlos Candia, Carlos Torre Hütt, Chuen Mx, Déjate Querer, Dosa Studio, EDAA, Enrique Rosas, Estudio Atemporal, Fernando Polidura, Jimena Hogrebe, Julia Reyes Retana C, Lanza Atelier, Lupe Toys, María Santibáñez, Martacarmela, Onnis Luque, PRODUCTORA, PLECA, Rafael Rodríguez, Roberto Michelsen, Unidad de Protocolos e Vera Primavera.

"Pôr a mesa" é uma reflexão ilustrada das arquitetas Florencia Köncke e Paula Olea Fonti. Nos parágrafos seguintes, as autoras desenvolvem uma primeira abordagem do estudo da mesa como "o centro de nossa noção de domesticidade"(1). Na relação entre espaço, objetos e pessoas e como catalisador social de encontro e troca.

André Ricard e Daniel Giralt-Miracle, membro responsável pelo o ADI/FAD, propõem a ilha de Ibiza como sede do congresso bienal do ICSID em 1971. Assim começa a história. A essa altura, o chamado “Urquinaona Design Open Group” já existia em Barcelona. O grupo, com Carlos Ferrater à frente, ofereceu ajuda à organização do congresso. Eles negaram pois tudo parecia já organizado. Junto com Fernando Bendito, Ferrater pergunta sobre a hospedagem dos alunos. Eles ainda não tinham nada. Surge a oportunidade que estavam esperando. Milhares de convites são enviados para estudantes de todo o mundo. O número de respostas é maior que o número de inscritos.

Video games e mundos virtuais estão cheios de ambientes criativos para explorar, tempos alternativos para conhecer e estilos arquitetônicos inventados para folhear em cada realidade em que escolhermos mergulhar. Com os avanços recentes em tecnologia, maiores do que em qualquer momento da história, estamos testemunhando gerações de consoles e PCs com habilidade de produzir cenários praticamente reais, onde jogadores podem perambular, se perder, e explorar todas as nuances pertencentes a essas realidades praticamente autênticas.

A captura de uma imagem tornou-se espontânea e imediata. Embora a fotografia móvel mantenha a qualidade, perde-se o ritual de fotografar — isto é, o ato de pensar uma imagem ao caminhar por uma nova cidade ou de explorar as possibilidades de enquadramento de um edifício a partir do seu ponto de vista. Em suma, cada imagem é o resultado do foco, da abertura, da exposição e das características do próprio espaço. Viajar com uma câmera de 35 mm impõe limites: há quem diga que se trata da lente mais próxima do olho humano, enquanto outros a consideram muito estreita para capturar uma obra pelo exterior; sem dúvida, contudo, tudo depende do seu critério e das capacidades do equipamento disponível.

Embora a pesquisa pareça ser intrínseca ao processo de projeto, a pesquisa arquitetônica é um caminho profissional em si, cujo objetivo é destacar evidências científicas e explorar alternativas fora das normas pré-estabelecidas ou considerações empíricas. Seu objetivo é criar uma estrutura de conhecimento que possa informar o design visando alcançar resultados objetivamente melhores. A seguir, discutimos o papel e o estado da pesquisa em arquitetura, algumas áreas de investigação proeminentes e os arquitetos ou instituições que dedicam seu trabalho a esses assuntos.

A escolha pelo uso de carros particulares é compreensível para além da chamada “cultura do automóvel”. A possibilidade de um transporte que leva da origem direto ao destino, com horário flexível e que oferece sensação de segurança justifica seu uso, especialmente em locais onde os sistemas de transportes mais sustentáveis não atendem toda a população de forma satisfatória. Mas será que os motoristas realmente pagam pelos impactos que causam?

Existe um grupo de jovens arquitetos/as chineses/as que se define de forma única e apresenta ao público a “nova geração” de profissionais da área. Não se apegam a definições e rompem com as convenções. Pensam por si e agem de acordo com suas próprias crenças. Além de arquitetos/as, também são artistas, pintores/as, escultores/as e pesquisadores/as. A identidade já não é única entre a nova geração; sua forma de trabalhar é determinada por seus propósitos, e seguir o caminho que escolheram os/as guiará a uma nova direção e a uma nova vida.

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.
Para quem viaja com frequência à Europa, é frustrante constatar as condições urbanas cada vez mais discrepantes do outro lado do Atlântico. No continente europeu, as cidades são amplamente valorizadas e acolhidas, tendo se tornado ambientes de alta qualidade para uma vida inclusiva e sustentável. As ciclovias de Copenhague — e, não muito longe dali, o centro sem carros de Oslo — geram constantemente publicações de admiração em blogs e artigos deste lado do Atlântico. O planejamento urbano da Holanda, voltado para pedestres e ciclistas, atrai sua própria parcela de admiradores entusiasmados. Berlim está realizando um referendo para banir carros de sua região central, uma área maior que Manhattan. Em Madri, a prefeita que restringiu o acesso de automóveis ao centro da cidade de fato perdeu a reeleição, mas seu sucessor foi obrigado a recuar em suas tentativas de revogar essas políticas devido a uma forte onda de indignação popular.

O conceito de "cidade ideal" é algo que se fala muito hoje, quando olhamos para o futuro e pensamos em que aspectos da vida urbana sentimos serem mais importantes para que os habitantes prosperem em uma comunidade saudável. Entretanto, as cidades ideais foram concebidas durante o Renascimento italiano, com arquitetos e urbanistas que priorizaram a lógica em seus projetos focalizando os valores humanos, as capacidades urbanas e as recorrentes ondas de revoluções culturais e artísticas que influenciaram os projetos de planejamento em larga escala.

O contexto global de crise energética e ecológica tem feito com que, há vários anos, esses temas comecem a ecoar em diversas disciplinas. A arquitetura não permaneceu alheia a isso. É nesse momento que surge o questionamento sobre a contribuição dos nossos edifícios para mitigar esses problemas. Nesse contexto, invadiram a cena global da produção arquitetônica edifícios que abordam o problema com uma alta dependência tecnológica. Com o objetivo de enfrentar os problemas ambientais, há quem tenha esquecido que a arquitetura pode assumi-los em uma resposta sintética, por meio da compreensão do lugar e da manipulação da forma, da matéria e da energia.

À medida que as cidades se tornam mais densas e a pandemia continua a moldar os padrões de vida e de trabalho, as pessoas passaram a ter plena consciência de que o espaço que habitam influencia profundamente o seu bem-estar físico e mental. Diante disso, o design de interiores residencial passou a focar na promoção da sensibilidade, do conforto e da tranquilidade como uma forma de escapar das incertezas do mundo exterior. Por ser um espaço seguro onde praticamente começamos e terminamos cada dia, o banheiro moderno também se adaptou a essa realidade, assumindo um papel fundamental como um ambiente dedicado ao relaxamento e ao autocuidado. Assim, o que costumava ser uma zona puramente funcional é agora percebido como um refúgio pessoal revigorante e um espaço de convivência flexível que pode até adotar outras funções – de academia a spa privado.

Para um designer ou arquiteto, o feio não tem sido historicamente algo pelo qual se esforçar. No entanto, culturalmente, estamos cada vez mais cansados da perfeição.
Depois de anos de projetos se comportando de maneiras igualmente simples e ordeiras, especialmente no século XX com o racionalismo e a pureza do modernismo, ansiamos por expressões que sejam menos higiênicas e, ao mesmo tempo, mais humanas.
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No último dia 8 de fevereiro, na Torre Glorieta Cibeles e como parte da Semana de Arte da Cidade do México, a MASA Inc. apresentou uma mostra que reúne peças de Manuel Bañó, Hollie Bowden, Frida Escobedo, Héctor Esrawe, Mario García Torres, Adeline de Monseignat, Marrow, Brian Thoreen, Joe Sweeney, ROOMS Studio, EWE Studio e VISSIO.

As leis italianas nunca negaram explicitamente o acesso das mulheres à universidade; no entanto, a sua escassa presença no século XIX —de 1867 a 1900 houve apenas 224 mulheres graduadas na Itália— demonstra como o que poderia ser definido como uma dupla discriminação, baseada tanto no gênero quanto na classe social, operava por meio de um sistema educacional intrinsecamente elitista e dualista.