Banheiro CYO Metropolitan. Imagem cortesia de Dornbracht
À medida que as cidades se tornam mais densas e a pandemia continua a moldar os padrões de vida e de trabalho, as pessoas passaram a ter plena consciência de que o espaço que habitam influencia profundamente o seu bem-estar físico e mental. Diante disso, o design de interiores residencial passou a focar na promoção da sensibilidade, do conforto e da tranquilidade como uma forma de escapar das incertezas do mundo exterior. Por ser um espaço seguro onde praticamente começamos e terminamos cada dia, o banheiro moderno também se adaptou a essa realidade, assumindo um papel fundamental como um ambiente dedicado ao relaxamento e ao autocuidado. Assim, o que costumava ser uma zona puramente funcional é agora percebido como um refúgio pessoal revigorante e um espaço de convivência flexível que pode até adotar outras funções – de academia a spa privado.
Para um designer ou arquiteto, o feio não tem sido historicamente algo pelo qual se esforçar. No entanto, culturalmente, estamos cada vez mais cansados da perfeição.
Depois de anos de projetos se comportando de maneiras igualmente simples e ordeiras, especialmente no século XX com o racionalismo e a pureza do modernismo, ansiamos por expressões que sejam menos higiênicas e, ao mesmo tempo, mais humanas.
No último dia 8 de fevereiro, na Torre Glorieta Cibeles e como parte da Semana de Arte da Cidade do México, a MASA Inc. apresentou uma mostra que reúne peças de Manuel Bañó, Hollie Bowden, Frida Escobedo, Héctor Esrawe, Mario García Torres, Adeline de Monseignat, Marrow, Brian Thoreen, Joe Sweeney, ROOMS Studio, EWE Studio e VISSIO.
Figura 6. Matilde Cassani, Countryside worship/A celebration Day, 2014 — XIV Bienal de Veneza. Fonte: http://www.matildecassani.com/. Imagem via VAD
As leis italianas nunca negaram explicitamente o acesso das mulheres à universidade; no entanto, a sua escassa presença no século XIX —de 1867 a 1900 houve apenas 224 mulheres graduadas na Itália— demonstra como o que poderia ser definido como uma dupla discriminação, baseada tanto no gênero quanto na classe social, operava por meio de um sistema educacional intrinsecamente elitista e dualista.
No início do século XX, o artista Luigi Russolo apresentou sua obra “Dinamismo di une Automobile” (Dinamismo de um Automóvel), que representava o poder e a força da velocidade de um veículo automotivo. Russolo era um entusiasta do futuro e uma das principais vozes do futurismo, uma vanguarda artística que apreciava o desenvolvimento tecnológico e a inovação.
https://www.archdaily.com.br/pt/976371/reduzir-a-velocidade-dos-veiculos-pode-melhorar-o-transitoRuan Victor Amaral
Mais de 60 anos após sua morte, a história de Frank Lloyd Wright permanece relevante e intensamente estudada devido ao grande legado que ele deixou à arquitetura. Considerado o primeiro arquiteto verdadeiramente estadunidense e a primeira "estrela" de seu ofício, Wright continua vivo através de seus edifícios, sua influência e sua presença na imaginação dos arquitetos. Surpreendentemente, contudo, mais da metade dos 1.171 projetos de Wright nunca foram construídos.
Concreto armado com ferragem exposta. Imagem via Shutterstock
Concreto armado é o material de construção mais usado no mundo. No Brasil, o maior expoente da arquitetura nacional, Oscar Niemeyer, era um apaixonado pelo elemento, pois dizia que era o único que conseguia dar forma às suas curvas sinuosas.
Construtores amam o concreto, tornando-o o material de construção mais usado no mundo – mas a produção do cimento usado na maioria do concreto é responsável por 8% das emissões globais de gases do efeito estufa.
As cidades são muito criticadas pela forma como lidam com sua frota de veículos particulares, mas você já pensou em quanto do solo é dedicado aos estacionamentos térreos? Na verdade, esta pode ser uma das características mais marcantes da cidade do pós-guerra nos Estados Unidos. Habitação, instalações comunitárias e infraestrutura rodoviária muitas vezes atraem a atenção, mas a quantidade de área dedicada apenas para estacionar os carros é surpreendente.
O projeto de memória e pesquisa histórica que recupera a obra de figuras fundamentais no mundo do design de meados do século XX no México, por meio da fabricação de algumas de suas peças mais emblemáticas, o "Clásicos Mexicanos" abre suas portas mais uma vez para celebrar o trabalho de Armando Franco (n. 1921), personagem-chave no cenário da arquitetura e do design mexicano.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134579/clasicos-mexicanos-apresenta-armando-franco-e-sua-colecao-cofranArchDaily Team
A empresa MiQ Media utiliza uma divisória de correntes de alumínio suspensas da Kriskadecor para separar o espaço da recepção de uma passagem movimentada, criando ao mesmo tempo uma identidade de marca marcante. Imagem cortesia de Kriskadecor
A divisão de ambientes é muitas vezes desconsiderada como uma solução sem graça, voltada apenas para o isolamento acústico. No entanto, diversos projetos demonstram como é possível segmentar o espaço de forma artística, agregando cor, caráter e personalidade ao projeto.
A mano alzada: paisaje y dibujo en la provincia de Misiones. Image Cortesía de Sebastián Galarza
O território missioneiro, na Argentina, assiste, desde o século XV, à passagem e à constante sobreposição local de um grande número de culturas extremamente diversas. Indígenas guarani, a colonização espanhola, as fundações jesuíticas, bandeirantes paulistas, populações da República de Entre Ríos e, posteriormente, da Província de Corrientes, paraguaios/as, brasileiros/as e, por fim, a chegada voraz de imigrantes da Europa que fugiam das guerras mundiais compõem algumas das camadas de seu incomensurável tecido cultural.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134262/a-mao-livre-paisagem-e-desenho-reunidos-em-croquis-de-misiones-argentinaElías Barczuk Pasamán y Sebastián Galarza
Embora inovações como a impressão 3D e a tecnologia a laser estejam se impondo no mercado, as impressões em papel – ou, melhor dizendo, em uma ampla gama de materiais – continuam sendo indispensáveis para o dia a dia de arquitetos/as, designers e engenheiros/as. Comumente conhecidas como "plotters", as impressoras de grande formato permitem transferir desenhos do computador para o meio físico por meio de um software que reconhece suas coordenadas, calculando a rota mais eficiente para traduzir, de forma permanente, uma linguagem digital para o papel. Portanto, seja para imprimir planimetrias, anúncios, fotografias o sinalizações, contar com uma impressora versátil, precisa e de alta tecnologia é fundamental em qualquer disciplina criativa.
Casa Moderna - De Aya: Life in Yop City por Marguerite Abouet e Clément Oubrerie, traduzido por Helge Dasche. Imagem cortesia de Drawn & Quarterly
As tiras de quadrinhos, a bande dessinée, a graphic novel. Todas fazem parte de um meio com uma conexão intrínseca com a narrativa arquitetônica. Trata-se de um meio que há muito tempo é utilizado para fantasiar e especular sobre possíveis futuros arquitetônicos ou, em um contexto menos espetacular, usado simplesmente como um recurso para mostrar o percurso em perspectiva por um projeto de arquitetura. No entanto, quando os quadrinhos mesclam ficção e imaginação arquitetônica, não ocorre apenas a especulação sobre cenários futuros. Há também o registro e a crítica das condições urbanas de nossas cidades contemporâneas ou do passado.
Para muitas equipes de projeto, acessar múltiplos aplicativos diariamente para obter informações BIM é a norma. No entanto, esses dados costumam ficar isolados em silos em cada plataforma, o que dificulta a tomada de decisões embasadas, a colaboração e o compartilhamento de informações entre as equipes.
A arquitetura é uma área ampla que apresenta diversas possibilidades de atuação. Cada vez mais os jovens arquitetos têm se esforçado para descobrir novos caminhos e desbravar outros espaços profissionais. A arquitetura efêmera, com seu caráter experimental e artístico, tem papel relevante nessa trajetória, fazendo os profissionais observarem e discutirem questões urbanas e sociais, paisagem e meio ambiente. Apresentamos aqui exemplos de instalações temporárias que explicitam essas questões e transformam seu entorno.
Adoramos encher nossas casas com uma maravilhosa decoração criativa que nos dá prazer cada vez que entramos em um cômodo. São essas características decorativas que transformam uma casa em um lar. Mas, para aquelas casas que têm a sorte de estar rodeadas de paisagens cativantes, por que excluir toda a decoração natural apenas para substituí-la por imitações internas?
Usando divisórias de vidro ou painéis de correr envidraçados do chão ao teto é possível conectar espaços internos e externos em uma relação mais profunda com a natureza, permitindo que a própria paisagem local se torne a decoração interior da casa. Esta é uma seleção de projetos residenciais que usam as mais recentes inovações em janelas de correr para criar uma relação íntima com a paisagem circundante:
Inspirado nas águas dos rios e mangues brasileiros, o Pavilhão do Brasil na Expo 2020 Dubai convida os visitantes a uma experiência interativa imersa em uma atmosfera de sons, projeções, temperaturas e texturas que evocam as paisagens brasileiras. O projeto dos escritórios JPG.ARQ, MMBB Arquitetos, e Ben-Avid, com curadoria de Guilherme Wisnik e Alexandre Benoit, foi o ganhador do concurso realizado em 2018 para representar o país no evento, que acontece até março de 2022.
Muito tem se falado sobre a circularidade na construção civil. Inspirando-se na natureza, a economia circular trabalha em um processo contínuo de produção, reabsorção e reciclagem, auto gerindo e regulando-se naturalmente, onde os resíduos podem ser insumos para a produção de novos produtos. Trata-se de um conceito interessantíssimo, mas que enfrenta algumas dificuldades práticas no cotidiano, seja no processo de demolição / desmontagem, na destinação correta dos materiais e resíduos, mas, muitas vezes, na carência por tecnologias para reciclar ou dar um novo uso aos materiais de construção. Cerca de 40% de todos os resíduos gerados no Planeta Terra provém da construção civil, e boa parte deles poderiam ser reciclados. Especificamente o concreto é um material chave, seja por conta de sua grande pegada de carbono na produção, sua onipresença e uso massivo, mas também devido à dificuldade de reciclá-lo ou reutilizá-lo.
O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast explícito sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa recebe diferentes profissionais da área criativa em conversas espontâneas que dão espaço a reflexões aprofundadas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros apresentam dicas para colegas de profissão, avaliações de edifícios e outros projetos, ou explorações descontraídas sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina recebem Sarah Whiting, diretora e professora de arquitetura Josep Lluís Sert na Harvard University Graduate School of Design (GSD), além de cofundadora da WW Architecture, para discutir seu interesse inicial pela arquitetura, a comunicação do valor da arquitetura para o público em geral, a GSD, questões sociais e ambientais na arquitetura, o futuro da prática profissional, movimentos arquitetônicos e muito mais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134710/the-second-studio-podcast-entrevista-com-sarah-whitingThe Second Studio Podcast
Cada projeto pode ser uma poderosa ferramenta de transformação do contexto. Esse é um dos fundamentos conceituais do BLOCO Arquitetos, fundado por Daniel Mangabeira, Henrique Coutinho e Matheus Seco. Baseados em Brasília, capital brasileira e símbolo da arquitetura moderna mundial, o escritório trabalha em diferentes escalas e programas, e é caracterizado por sua atuação multidisciplinar que abrange iniciativas de valorização da cultura arquitetônica brasileira e da própria profissão.
Puerto Vallarta ensuite bathroom / Studio Utkan Gunerkan. Image Courtesy of Studio Utkan Gunerkan
Embora o minimalismo branco continue sendo a norma, as tendências retrô estão voltando seriamente nos designs modernos de banheiros, incorporando toques de cor, acessórios clássicos e superfícies padronizadas. Apesar de muitas vezes serem espaços estáticos e tradicionais nas residências, os banheiros certamente sofreram transformações significativas ao longo dos anos. Enquanto os da década de 1970 trouxeram cores vibrantes como o verde abacate e o amarelo mostarda, os anos 80 introduziram os ladrilhos cerâmicos em tons pastéis mais suaves. Por outro lado, este século estabeleceu o ideal em superfícies brancas e marmorizadas, acabamentos lisos e brilhantes e acessórios prateados. No entanto, mesmo que esse visual todo branco continue a ser o protagonista, aprimoramentos retrô arrojados estão revivendo e se misturando com elementos contemporâneos para criar atmosferas elegantes, mas animadas, com um caráter forte.
Este vídeo investiga a ideia de compreender os edifícios como criaturas não humanas. Embora a premissa possa parecer absurda à primeira vista, o conceito tem uma longa história e desdobramentos práticos potencialmente muito positivos. Edifícios precisam ser cultivados como um jardim; eles demandam manutenção e cuidado. Se assumirmos que possuem vida, a necessidade desse cuidado torna-se mais evidente e intuitiva. Essa metáfora também nos instiga a criar empatia pelas pessoas que conceberam e construíram o edifício, tratando o trabalho humano envolvido em sua construção com admiração e reverência.
A tecnologia solar tem um enorme potencial, mas tem sido subutilizada. Para se ter uma ideia, a cada 24 horas, a quantidade de luz solar que atinge a Terra forneceria energia para todo o planeta por 24 anos. Evidentemente, é necessário coletá-la adequadamente, através de sistemas fotovoltaicos. Com a crise climática, cada vez mais presente nos nossos cotidianos e causando um aumento das preocupações em torno da obtenção de energias de fontes renováveis e da diminuição nas emissões de carbono, utilizar as possibilidades do sol para gerar energia limpa parece um caminho sem volta. Mas ainda existem algumas dificuldades que reduzem sua utilização, como a obtenção de produtos solares econômicos, a estética, a disponibilidade desses produtos, regulamentação e mesmo questões de instalação.
A seguir, elencamos os principais desafios de incorporar a energia solar nos projetos e de que forma é possível superá-los:
Urban Radicals é um coletivo de design sediado em Londres, fundado em 2019 por Era Savvides e Athanasios Varnavas. O escritório atua na intersecção de múltiplas disciplinas, explorando o espaço público e a noção de coletividade em uma variedade de escalas, contextos e expressões projetuais. Selecionado como uma das Novas Práticas de 2021 do ArchDaily, o Urban Radicals se contrai e se expande organicamente por meio de seus projetos, dissolvendo as fronteiras entre diversos campos do conhecimento e contornando a estrutura tradicional de escritório para integrar uma multiplicidade de perspectivas na arquitetura.