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Reimaginando as possibilidades para a habitação acessível em um cenário de risco climático

A habitação acessível tornou-se um problema global cada vez mais urgente. Seja no aluguel ou na casa própria, a inacessibilidade à moradia tem aumentado continuamente. Dados do Censo dos EUA ilustram um declínio acentuado na aquisição da casa própria nas últimas décadas. Embora os millennials fossem a geração mais populosa em 2019, a taxa de propriedade imobiliária entre eles era de apenas 47,9%. Em contrapartida, a taxa da Geração X era de 69%, vindo logo atrás da geração silenciosa, com 77,8%. Essa tendência de declínio geracional no acesso à casa própria se reflete em outras partes do mundo, como no Reino Unido, onde as taxas caíram continuamente de 71% em 2003 para 64% em 2018. Grande parte de especialistas aponta a falta de acessibilidade financeira como o principal motivo para essa queda.

Usando a luz como ferramenta arquitetônica com a Archilume

Para arquitetos/as e designers de interiores, a iluminação ajuda a demarcar áreas de um espaço interno, ainda que de forma sutil, por meio do elemento intangível da luz. Como uma alternativa compacta a divisórias e paredes, ela pode subdividir informalmente ambientes integrados em zonas dedicadas a diferentes usos — como a área de um bar no lobby de um hotel, por exemplo, ou o setor da cozinha em uma sala de estar integrada.

A iluminação modular, em particular, atrai designers que buscam delimitar diferentes zonas, por ser altamente flexível. Como pode ser expandida com a adição de novos componentes ou reduzida pela remoção de alguns deles, ela permite que os ambientes sejam facilmente reconfigurados para atender a necessidades em constante mudança.

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Otrostudio: quando a arquitetura, o design industrial e a fotografia convergem em um mesmo espaço

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© Zaickz Moz

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Como sabemos, em 2015 houve um boom nos espaços de coworking, um tipo de escritório compartilhado que geralmente se desenvolve em um ambiente aberto (embora algumas empresas ofereçam escritórios fechados) localizados tanto em andares inteiros de edifícios altos quanto em imóveis antigos reformados para essas novas formas de habitar. Esses novos arranjos refletem uma comunidade de profissionais que se reinventa, na qual há cada vez mais empreendedores/as, freelancers e pequenas empresas que necessitam de espaços a preços acessíveis, onde seja possível fazer networking com outros/as profissionais em ambientes de trabalho cooperativo que permitam compartilhar espaços e recursos como internet de alta velocidade, mesas, cadeiras, luminárias, arquivos, impressoras, copiadoras, copa e cabines telefônicas em regiões estratégicas da cidade.

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Documentário 'A Casa Quebrada', arquitetura e saudade

A Broken House é um documentário dirigido por Jimmy Goldblum que conta a história de Mohamad Hafez. Hafez é um sírio que viajou para os Estados Unidos com um visto de entrada única para estudar arquitetura, mas viu-se impossibilitado de retornar ao seu lar. Diante de seu destino, ele canalizou a saudade em sua expressão artística, passando a criar esculturas em miniatura de sua terra natal para recriar "a Damasco de suas memórias".

"Se você não pode voltar para casa, por que não constrói uma?". Ao contar as histórias das pessoas que ali viviam, o projeto arquitetônico assume uma dimensão política após o início da Guerra Civil Síria, retratando a extensão da destruição sofrida pela cidade, humanizando a população refugiada e compartilhando suas vivências.

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Design é para aqueles que podem pagar?

A pioneira feminista negra Gloria Jean Watkins – mais conhecida por seu pseudônimo em minúsculas bell hooks – faleceu recentemente aos 69 anos. Ela deixa para trás inúmeras ideias que servem de base para a crítica moderna de raça, classe e gênero.

Por conta de sua morte, um antigo texto publicado por bell em 1998 foi divulgado em um blog que ela costumava escrever ocasaionalmente chamado Lion´s Roar. O texto intitulado “Design: A Happening Life” é tão atual que nem parece que foi escrito há 25 anos atrás.

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Contra o esquecimento: Montserrat Palmer e o discurso da arquitetura contemporânea no Chile

Este artigo de Hugo Mondragón López e Bárbara Rozas Reinecke foi publicado originalmente com o título "Contra el Olvido: La voz de Montserrat Palmer y el discurso de la arquitectura contemporánea en Chile" na edição nº 23 da revista Dearq em 1º de julho de 2018 (DOI: https://doi.org/10.18389/dearq23.2018.02).

Arquiteta, professora, pesquisadora, editora. Montserrat Palmer Trías foi uma voz de autoridade na cena arquitetônica e cultural do Chile entre o fim do século XX e o início do século XXI. A partir da direção editorial da revista ARQ, ela conseguiu moldar os debates disciplinares, ao mesmo tempo em que inseria no cenário internacional um grupo de arquitetos e arquitetas do Chile cuja notoriedade se forjou nas páginas da publicação. Embora tenha alimentado o mito de uma mulher que atuava em um registro baseado na intuição, é impossível ignorar sua rigorosa atividade como pesquisadora. Paradoxalmente, uma década após deixar a direção da revista, sua figura e sua contribuição para a arquitetura chilena da pós-ditadura correm o risco de cair no esquecimento. Este artigo é uma tentativa de evitar que isso aconteça.

A seguir, apresentamos o texto como parte de uma colaboração conjunta para contribuir com a difusão de pesquisas, análises e opiniões que la comunidade acadêmica nacional e internacional elabora sobre a arquitetura, as questões urbanas e áreas afins.

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Elementos de design de interiores que melhoram o conforto e a produtividade no ambiente de trabalho

Contar com um espaço físico de trabalho traz inúmeros benefícios intrínsecos, como reunir as equipes em um ambiente colaborativo e oferecer às empresas a oportunidade de consolidar sua cultura e identidade. No entanto, com a ascensão do trabalho híbrido e remoto no início da pandemia, muitos se questionaram se isso significaria o fim do escritório físico. Hoje, decorridos dois anos, a tendência se mostra evidente: em vez de serem completamente substituídos pelo modelo remoto, os escritórios físicos foram adaptados por muitas empresas para atender às novas necessidades de seus colaboradores e colaboradoras. A opção tem sido por espaços integrados, confortáveis e flexíveis que estimulam a criatividade, a colaboração e a produtividade.

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Um refúgio de montanha na Romênia e unidades habitacionais modulares na Austrália: 11 projetos não construídos de escritórios consagrados

A seleção com curadoria desta semana de Melhores Projetos Não Construídos destaca propostas enviadas por escritórios consagrados. De centros comerciais à beira-rio a torres de uso misto, este artigo explora programas comerciais e residenciais desenvolvidos por escritórios globais de arquitetura que estão em fase conceitual, venceram concursos de projeto ou já se encontram em fase de execução.

Apresentando desde uma ponte de pedestres desenvolvida pelo Grimshaw Architects na França até um arranha-céu no distrito financeiro apelidado de "Farol do Século XXI" pelo escritório Ronald Lu & Partners, este compilado explora como escritórios consolidados projetaram edifícios que atendem às necessidades espaciais e ambientais de seus usuários e suas respectivas funções. A seleção também traz propostas de SOM, IMPLMNT, Gensler e Aedas, entre outras equipes de arquitetura de destaque.

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O que é e como funciona o concreto armado?

Durante a revolução industrial e seus consequentes avanços tecnológicos, como o uso do aço em construções e a evolução de massas com agregados, Joseph Monier executou cubas e tubos com armações de aço e preenchidas com concreto em 1849. Essa foi entendida como a primeira experiência em concreto armado da construção civil. Dali em diante essa tecnologia evoluiria para o que conhecemos hoje: um dos sistemas estruturais mais utilizados do mundo, considerado por muito tempo sinônimo de progresso e grande responsável pela transformação das paisagens urbanas. Mas afinal, o que é e como funciona o concreto armado? 

O que é e como funciona o concreto armado? - Image 1 of 4O que é e como funciona o concreto armado? - Image 2 of 4O que é e como funciona o concreto armado? - Image 3 of 4O que é e como funciona o concreto armado? - Image 4 of 4O que é e como funciona o concreto armado? - Mais Imagens+ 5

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A desconcertante arquitetura das cidades cobertas

O Urbanismo de Interiores descreve espaços internos tão amplos que se comportam como verdadeiras cidades. Esse tipo de construção pode se desenvolver tanto a partir de um crescimento ad hoc ao longo do tempo quanto como um conjunto de volumes planejado e projetado de maneira coesa. Cada abordagem apresenta oportunidades e desafios próprios no que diz respeito à eficiência e à integridade arquitetônica. Este vídeo explora ambas as vertentes, utilizando como exemplos o Pedway de Chicago e o hotel Hyatt Regency, projetado por John Portman próximo ao aeroporto de O'Hare. Stewart Hicks visita esses locais, discute as implicações de trazer o urbanismo para os ambientes internos e compara as qualidades espaciais de cada um — o urbanismo contingente e cru do Pedway em contraste com a perfeição impecável do lobby e do centro de convenções do hotel.  

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Por que precisamos ensinar crianças a serem arquitetas?

Quer eles cresçam ou não para serem arquitetos, as habilidades básicas que impulsionam o design e a arquitetura podem ter enormes benefícios para nossos filhos. A maneira como as crianças crescem para pensar, se comportar, resolver problemas e criar pode ser aprimorada incomensuravelmente, ensinando-as desde tenra idade a pensar como arquitetos.

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As precursoras da proximidade: Genealogia feminista da cidade de 15 minutos

A proximidade, entendida como uma qualidade urbana que facilita a gestão e o desenvolvimento das diferentes atividades da vida cotidiana, tem sido, há décadas, uma reivindicação do urbanismo feminista e com perspectiva de gênero. Nos anos 1970, acadêmicas de diferentes disciplinas começaram a analisar o vínculo entre a configuração e o uso dos espaços e as relações e papéis de gênero. Desde então, desenvolveu-se uma crítica consistente à configuração androcêntrica da cidade, ao mesmo tempo que se elaboraram propostas e critérios para repensar os espaços a partir de uma perspectiva de gênero.

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Colocando o Rio de Janeiro no mapa

O futuro do planejamento urbano pode estar na segunda maior cidade do Brasil: o Rio de Janeiro. Mas não é ao longo da brilhante orla de Ipanema, negligenciada por abrigar alguns dos imóveis mais caros da América Latina. Tampouco está no Centro, reformado para as Olimpíadas de 2016 e agora foco de um grande plano de revitalização urbana. Para vislumbrar o futuro das cidades, deve-se passar pela Lagoa Rodrigo de Freitas até chegar ao bairro do Jardim Botânico e depois olhar para os morros, onde o imenso bairro da Rocinha está perigosamente empoleirado nas encostas.

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Das fachadas ao mobiliário: arquitetos/as e designers que utilizam o vidro para criar espaços modernos

O efeito sonoro de vidro se quebrando é, há muito tempo, um recurso clássico em esquetes de comédia. Sempre que um objeto leve de cena voa para fora da tela ou do palco, ele inevitavelmente estraçalha uma vidraça um instante depois. Hoje em dia, isso ainda é divertido, embora absurdamente inofensivo, mas, em pouco tempo, a ideia de uma bola de futebol chutada por uma criança quebrando a janela de um vizinho causará apenas estranhamento e ceticismo.

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Leaside Innovation Centre, em Toronto, será o primeiro edifício flatiron de madeira engenheirada do Canadá

O Canadá não tem escassez de edifícios tipo flatiron, com exemplos históricos espalhados pelas províncias, de Toronto e Vancouver a Lacombe, em Alberta, e além. O país também goza do status de polo da construção em madeira engenheirada, com Quebec servindo como uma espécie de epicentro desse movimento. No entanto, essas duas frentes — a tipologia dos edifícios flatiron e o uso de madeira engenheirada — nunca haviam sido combinadas antes.

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Como mover um edifício de central telefônica de 11.000 toneladas sem interromper seu funcionamento?

Em novembro de 1930, no estado de Indiana, nos Estados Unidos, consolidou-se um grande feito da engenharia moderna: uma equipe de engenharia e construção moveu um edifício de telefonia de 11.000 toneladas (22 milhões de libras) sem interromper suas operações ou suspender os serviços essenciais para as 600 pessoas que trabalhavam em seu interior.

Os desastres naturais de Minas Gerais e o que a arquitetura tem a ver com isso

As temporadas de verão no hemisfério sul, principalmente na região entre os trópicos e a linha do Equador são marcadas por alta umidade, fortes chuvas e alta temperatura. Junto das tempestades de verão, o Brasil também lida com uma série de eventos violentos como enchentes, desbarrancamentos e rupturas de barragens. Ao longo dos anos, tem sido cada vez mais comum a concentração desses eventos durante os meses de novembro a março e seu acontecimento está diretamente relacionado às chuvas de verão, mas também às atividades econômicas em curso no Brasil. 

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Um percurso fotográfico pela "Casa dos Milagres" do arquiteto mexicano Danilo Veras Godoy

Um percurso fotográfico pela "Casa dos Milagres" do arquiteto mexicano Danilo Veras Godoy - Image 1 of 4Um percurso fotográfico pela "Casa dos Milagres" do arquiteto mexicano Danilo Veras Godoy - Image 2 of 4Um percurso fotográfico pela "Casa dos Milagres" do arquiteto mexicano Danilo Veras Godoy - Image 3 of 4Um percurso fotográfico pela "Casa dos Milagres" do arquiteto mexicano Danilo Veras Godoy - Image 4 of 4Um percurso fotográfico pela Casa dos Milagres do arquiteto mexicano Danilo Veras Godoy - Mais Imagens+ 19

A "Casa dos Milagres", localizada na floresta úmida na periferia de Xalapa, Veracruz e projetada pelo arquiteto mexicano Danilo Veras Godoy, é um espaço concebido com formas orgânicas, terra, aberturas com formas inesperadas e vidro em mosaico em diferentes tonalidades. Foi projetada para atender às necessidades de Rosalinda Ulloa, uma mãe solteira que ali viveria com seus dois filhos pequenos. Foi construído por etapas, que começaram a partir de 1995 e foi concluído em 2002, com algumas mudanças feitas até 2006.

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Habitar após o desterro: Novos habitats no Putumayo, Colômbia

Este artigo de Jheisson Joseph Lasso Imbachi foi publicado originalmente com o título "Habitar tras el destierro: Desplazamiento forzado y retorno como configurador de nuevos hábitats en el Putumayo" na edição nº 30 da revista Dearq em 1º de maio de 2021 (DOI: https://doi.org/10.18389/dearq30.2021.05).

O texto explora os processos migratórios no sul do país, decorrentes de economias extrativistas que determinaram a organização territorial e provocaram desterros, deslocamentos forçados e dois fenômenos menos debatidos: o estabelecimento e a permanência da população em um território de acolhimento e o retorno ao seu lugar de origem. Para tanto, foram estudadas, analisadas e interpretadas fontes documentais e testemunhais que permitem uma aproximação direta com a comunidade deslocada pela violência, a fim de analisar as diversas formas de habitar após o deslocamento, concluindo com algumas considerações para futuras propostas de habitação rural de fácil acesso para a população vítima.

A seguir, apresentamos o texto como parte de uma colaboração conjunta para contribuir com a difusão de pesquisas, análises e opiniões que a comunidade acadêmica nacional e internacional elabora sobre arquitetura, temas urbanos e áreas afins.

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Do discurso à ação: 6 temas de sustentabilidade para acompanhar no mundo em 2022

Neste momento sem precedentes que vivemos, é grande a incerteza sobre o futuro. A pandemia de Covid-19 não terminou, os efeitos das mudanças climáticas já são sentidos em todos os lugares e muitas pessoas pelo mundo seguem sofrendo com a desigualdade. E isso é apenas o que acontece no cenário geral, sem contar como essas questões afetam umas às outras. Em um mundo em constante transformação, com histórias que surgem e evoluem diariamente, quais terão o maior impacto nas pessoas e no planeta?

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Projetar em todas as escalas: conhecendo a obra de Metro Arquitetos

Com uma das atuações mais variadas da arquitetura contemporânea paulistana, o Metro Arquitetos construiu seu legado variando entre diferentes escalas, do design ao desenho urbano.

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Energia geotérmica: utilizando o calor da Terra para climatizar edifícios e gerar eletricidade

Diferentemente do ar, a temperatura no subsolo varia muito pouco durante o ano ou segundo a posição geográfica. Alguns metros abaixo da superfície a temperatura do solo fica entre cerca de 10 a 21° C (50 a 70 °F) conforme a região. Cavando mais, a temperatura aumenta entre 20 a 40 graus centígrados por km, chegando ao núcleo da Terra, que se aproxima dos 5000 °C. De fato, considerar que habitamos uma esfera orbitando pelo espaço com o centro incandescente pode trazer aflição a alguns. No entanto, utilizar essa energia de formação da Terra para gerar eletricidade é uma forma sustentável e eficiente já usual em alguns países. Outra possibilidade é aproveitar a temperatura amena de alguns metros sob o solo para climatizar as edificações, seja nos climas quentes ou frios.

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O que são cidades compactas?

A cidade compacta diz respeito ao modelo urbano associado a uma ocupação mais densificada com a consequente sobreposição de usos (residências, comércios e serviços) e o favorecimento do deslocamento de pedestres, ciclistas e usuários do transporte público. Amsterdã e Copenhague são exemplos conhecidos de tal modelo.

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Por que cobrar pelo uso dos carros é uma solução justa e inteligente para a mobilidade sustentável

Por décadas, carros têm sido associados a uma promessa de praticidade, autonomia e conforto. Do ponto de vista individual, pode até ser verdade. Mas a priorização do automóvel no desenho das cidades torna a mobilidade urbana ineficiente e fomenta a desigualdade ao privar grande parte da população do acesso a oportunidades. Usar o carro é uma escolha individual que gera muitos prejuízos coletivos. Cobrar pelos custos sociais dessa escolha é uma forma promissora de desestimulá-la e, ao mesmo tempo, gerar recursos para a mobilidade sustentável.

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