No contexto da Casa FOA, a mostra de arquitetura, design de interiores, paisagismo e indústria mais importante da América Latina, a equipe de arquitetura da SUMATORIA foi selecionada para a edição de 2018 no Chile como representante do design emergente para desenvolver uma habitação mínima, ou Tiny House, em 15 metros quadrados — o equivalente a um módulo de contêiner.
A modernização de Bogotá entre 1940 e 1970, registrada em fotorreportagens urbanas e arquitetônicas, foi documentada em diversos livros, revistas e fotolivros da época, bem como em imagens de acervos públicos e privados da cidade. Todos esses registros revelam uma abordagem intencional, e até mesmo crítica, de como a arquitetura moderna reconfigurou os centros das cidades e articulou as novas edificações e espaços urbanos com a paisagem urbana existente.
Ao analisar o impacto da fotografia a partir da arquitetura, é fundamental mencionar Paul Beer e Germán Téllez. Dentro do seu amplo espectro de temas retratados, esses dois fotógrafos se dedicaram de maneira mais específica à fotografia de arquitetura. Eles receberam encomendas dos escritórios de arquitetura mais prestigiados da época, e seus registros revelam valores, relações e aspectos distintos e complementares da arquitetura e da cidade moderna.
Feliz Ano Novo! Champanhe, abraços, telefonemas e novas metas. Passam-se alguns dias e dá a impressão de que, neste ano, você finalmente alcançará tudo o que deseja. É uma boa atitude, mas nem sempre temos clareza sobre quais são essas metas ou para onde direcionar nossa carreira. Nos dias de hoje, tudo parece possível. Se uma amiga viaja pelo mundo, você também quer ir. Se um amigo começa a frequentar a academia, você também quer entrar. Se alguns colegas decidem fazer um mestrado, você também quer, mas sabemos que não dá para fazer tudo ao mesmo tempo.
Cortesía de Santi Julià Xercavins + Bernat Pedro Planas
Fábrica Puigneró é o título do projeto de Santi Julià Xercavins e Bernat Pedro Planas, que desenvolveram como tema a adaptação de infraestruturas industriais abandonadas em vilarejos que outrora foram fortemente dependentes de sua produção.
Realizado no contexto de seu projeto final de mestrado na Universitat Politècnica de Catalunya, os/as autores/as projetam uma intervenção total na antiga fábrica Hilados y Tejidos Puigneró, no vilarejo de Sant Bartomeu (Espanha). "Esta transformação e adequação da fábrica são propostas para gerar um novo suporte habitável, utilizando a demolição seletiva e a infiltração do espaço público como principais estratégias", explicam os/as autores/as.
Conhecida popularmente como a Cidade das Caixas Reais, Chucuito é um pequeno povoado peruano localizado a 20 quilômetros de Puno e a mais de 3.800 metros de altitude. Com uma posição privilegiada às margens do Lago Titicaca, o local fez parte da milenar cultura pré-colombiana de Tiahuanaco e foi sede de governo do reino Lupaca. Durante o período colonial espanhol, tornou-se um estratégico centro de arrecadação de impostos e, atualmente, conserva um valioso legado arquitetônico em suas ruas.
Após apresentarmos as atrações imperdíveis de Puno —por ocasião do recente XV TSL Puno— recomendamos sete lugares deste povoado em plena serra peruana. Devido à altitude do local (e, em especial, do Mirante de San Bartolomé), recomenda-se visitar esses marcos em companhia, caminhar em ritmo lento e mascar folhas de coca para evitar o mal de altitude.
O que significa para uma bienal de arquitetura — especialmente uma pan-americana — completar mais de 20 edições? Evidentemente, significa um importante acúmulo de participantes, palestrantes, coordenadores/as e projetos que não apenas evidenciaram, ao longo de todos estes anos, o volume da produção regional, mas também nos lembraram periodicamente o potencial de manter ativo o debate e o intercâmbio, tanto latino-americano quanto mundial.
Por essa razão, é interessante destacar números e fatos. Ambos servem como prova empírica do desenvolvimento histórico e do alcance da Bienal de Arquitetura de Quito, ajudando-nos a responder à primeira pergunta e a compreender por que ela é considerada um dos eventos de arquitetura mais importantes do continente americano.
Pode chocar algumas pessoas ouvir isso, mas arquitetura não é planejamento urbano. Não é planejamento de transportes, sociologia, ciência política ou geografia crítica. No entanto, a arquitetura — especificamente a arquitetura de novos edifícios de apartamentos — tornou-se um bode expiatório nas redes sociais para a atual crise de habitação urbana: uma gentrificação crescente e impulsionada pelo mercado imobiliário.
Por curiosidade, pesquisei em vários bancos de dados acadêmicos por pesquisas que correlacionassem com sucesso a estética arquitetônica de novos edifícios de apartamentos com a gentrificação. Embora muitos/as autores/as e usuários/as das redes sociais queiram culpar o estilo sem graça, em formato de caixote e dominado por revestimentos da habitação multifamiliar urbana atual pela gentrificação, receio que essa pesquisa não exista. Na verdade, um estudo apresentado em um artigo sobre sistemas de alerta precoce de gentrificação em bairros aponta a arquitetura histórica como um dos cinco preditores de gentrificação na região de Washington, D.C.
Nascido em Oxford, o designer Jay Osgerby alcançou praticamente tudo o que há para alcançar no mundo do design. Junto de seu sócio Edward Barber, Osgerby comanda o internacionalmente renomado estúdio de design Barber & Osgerby. De projetos diversos para fabricantes de grande prestígio, como Vitra e B&B Italia, à tocha oficial dos Jogos Olímpicos de Londres em 2012 e a uma moeda de duas libras em comemoração aos 150 anos do metrô de Londres, Osgerby e seu sócio têm sido quase incansáveis na criação de inúmeros ícones. “Acho bastante difícil não pensar em trabalho. Estou sempre pensando no que vem a seguir. Sou péssimo em parar e apenas refletir.”
https://www.archdaily.com.br/pt/1118043/jay-osgerby-o-design-e-a-resposta-para-uma-pergunta-muito-dificilSponsored Post
Na década de 1990, o campo do projeto de arquitetura foi transformado pela adoção generalizada de computadores e programas CAD. Essa revolução afetou todo o processo de projeto, do início ao fim, incluindo as técnicas de apresentação. As tradicionais pinturas em aquarela foram substituídas por imagens geradas por computador que podiam mostrar o projeto sob múltiplos ângulos. Uma câmera virtual podia, inclusive, sobrevoar o projeto e produzir um passeio em vídeo pelo conceito ainda não construído.
O ano está chegando ao fim e olhamos em retrospectiva… o que mais nos cativou? Depois de apresentar o melhor da arquitetura do ano, agora focamos em identificar projetos representativos. Entre a ampla gama de obras peruanas que publicamos neste ano de 2018, as que mais influenciaram nossa plataforma abrangem diversas escalas e tipologias; assim, apresentamos a seguir desde uma residência unifamiliar até uma biblioteca pública, de profissionais consolidados a nomes emergentes, reflexos de uma arquitetura para todas as pessoas.
No último mês de maio, o Festival Internacional de Cinema Ambiental das Canárias (FICMEC) celebrou sua vigésima edição em Garachico, uma pequena vila costeira no norte de Tenerife. Na ocasião, um grupo de estudantes da Escola de Arquitetura da Universidade Europeia das Canárias participou do festival com o projeto e a construção de uma série de quatro instalações de arquitetura efêmera que colonizaram, com provocativa ousadia, lugares emblemáticos da orla de Garachico.
Em quatro intervenções, os/as estudantes transformaram a orla com o duplo objetivo de dar visibilidade ao festival e conscientizar a população sobre o impacto que nossos hábitos diários têm no meio ambiente.
Conheça as propostas a seguir.
https://www.archdaily.com.br/pt/1118055/quatro-instalacoes-efemeras-dao-visibilidade-ao-ficmec2018-em-tenerifeJavier García Librero
O modelo de habitação social parece uma utopia atualmente na Espanha. Sob o domínio de incorporadoras e imobiliárias, o país se vê imerso em uma política de Estado que não atende — nem nunca atendeu — ao problema da moradia.
Ao longo dos anos, promoveu-se a ideia de que alugar um imóvel era quase um crime, um desperdício de dinheiro que poderia ser investido na compra da casa própria. Boas-vindas ao maravilhoso mundo da especulação imobiliária. Com aluguéis abusivos, cujos preços são estipulados por imobiliárias ou particulares, sem qualquer tipo de regulação estatal ou provincial que os controle, o próprio sistema empurra a população a contrair hipotecas e a alimentar a incorporação privada. Se na década de 1950 mais de 50% das moradias na Espanha eram alugadas, esses números hoje estão muito distantes do declínio progressivo que nos trouxe ao cenário atual: quase 80% dos imóveis hoje são próprios, reduzindo a apenas 20% o total de habitações sob regime de aluguel.
Utilizando cortes, perspectivas e axonometrias, o arquiteto Carlos Valarezo representou as principais obras da arquitetura equatoriana dos últimos anos, comunicando e destacando as principais características de cada obra e sua relação com o/a espectador(a).
A segunda edição do workshop organizado pela Escola de Arquitetura (EA) da Universidad San Sebastián (Chile) teve como convidado principal o arquiteto espanhol Alberto Veiga, sócio-fundador do escritório Barozzi / Veiga e autor de projetos como a Filarmônica de Szczecin e a Sede de Ribera del Duero. Além de participar de uma série de debates com os participantes do workshop, Veiga manteve uma conversa pública com o arquiteto chileno Pedro Alonso (vencedor do Leão de Prata na Bienal de Veneza de 2014), compartilhando a produção do escritório e suas reflexões sobre a arquitetura em uma aula magna.
Um total de 10 equipes de diferentes escolas de arquitetura do país reuniu-se na edição de 2017 desta iniciativa, somando 67 participantes entre estudantes e docentes. Buscando incentivar a produção de projetos capazes de promover o debate, cada dia do workshop abordou um tema diferente com acadêmicos/as convidados/as: Ernesto Silva, diretor da Escola de Arquitetura (estratégias), Pedro Alonso, renomado professor e pesquisador (argumentos) e Albert Tidy, decano da Faculdade de Arquitetura (materialização do projeto). Para o encerramento, na sexta-feira, 13 de outubro, foi realizada uma exposição coletiva com os projetos finais produzidos pelas diferentes equipes (que permaneceu aberta ao público pelas duas semanas seguintes) e uma atividade de integração para celebrar tanto o encontro das escolas quanto a qualidade da experiência e de seus resultados.
Com previsão de inauguração para 2020, o escritório Benoy divulgou seu projeto para um edifício acadêmico central em Jidá, na Arábia Saudita. O espaço abrigará a Global Business School, um polo educacional que atrairá estudantes de negócios locais e internacionais por meio de programas de educação executiva em colaboração com o Program on Negotiation da Harvard Law School (Universidade de Harvard, EUA), o SC Johnson College of Business da Cornell University (EUA) e a Imperial College Business School (Reino Unido).
Na descrição que o escritório Zaha Hadid Architects faz de seu Library and Learning Centre na Universidade de Economia de Viena, o exterior do edifício é apresentado como "caracterizado por dois elementos de cores contrastantes separados por uma junta de vidro: casca e sombra". Por esse motivo, a obra revelou-se o tema ideal para o arquiteto e fotógrafo Edwin Seda, que se declara fascinado pelo efeito que a luz exerce sobre as construções. "O projeto é concebido para trabalhar com a luz natural, mas nunca tem o controle real sobre esse aspecto", afirma Seda. "Este conjunto de imagens, portanto, explora a luz como um meio de transformação arquitetônica, uma espécie de quarta dimensão que só se materializa quando o edifício está concluído e as estações começam a mudar."
O ensaio fotográfico de Seda captura o Library and Learning Centre ao longo de um dia: desde o período diurno, quando os elementos claros e escuros do volume são claramente distinguidos; passando pelo pôr do sol, quando uma das fachadas se aproxima mais do laranja do que do branco ou preto planejados pela equipe de arquitetura; até a noite, quando as luzes internas trazem uma dinâmica totalmente diferente à composição da obra. Continue lendo para conferir a série completa de imagens.
Construir a própria casa. Este talvez seja um dos grandes desejos de muitas pessoas — não apenas de arquitetos e arquitetas, mas de qualquer um que queira ver materializada a imagem de sua casa dos sonhos. Outros, no entanto, encaram esse desejo sob a perspectiva do legado: frases como “esta casa foi construída pelo meu bisavô” são o leitmotiv que os move. Preservar a própria memória em forma de construção.
Contudo, é preciso lembrar os inconvenientes de ser o próprio promotor, de não depender do trabalho de nenhuma imobiliária. Um caminho árduo. É por isso que muitas pessoas abandonam esse sonho para evitar complicações, acabando por optar pela compra de um apartamento ou de uma casa.
Em um artigo recente no New York Times, a escritora Allison Arieff propõe a recorrente pergunta que a comunidade da arquitetura insiste em se fazer: "Onde estão todas as arquitetas?". Não se tratando mais de uma disparidade de gênero na formação acadêmica, a persistência de um número reduzido de mulheres em cargos de liderança e direção em escritórios simplesmente não condiz com a realidade. Ela argumenta que, talvez ainda mais importante do que as estatísticas, o real problema resida na própria definição de sucesso.
Uma pesquisa independente recente, realizada com mais de 2.000 profissionais de visualização arquitetônica, revelou uma tendência intrigante. Mais de 20% desses profissionais de design e arquitetura já utilizam a renderização em tempo real em seus fluxos de trabalho de apresentação, enquanto outros 40% estão testando a tecnologia para adotá-la.
Colônia do Sacramento, margens do Rio da Prata, ao sul do Uruguai. A partir do barco — se você chega de Buenos Aires — avista-se o famoso farol que se ergue sobre um conjunto de antigas casas e ruas de pedra; um centro histórico declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco que não apenas apresenta uma arquitetura colonial e pós-colonial que é uma fusão de influências espanholas e portuguesas, mas também interessantes projetos de restauração e reforma que evidenciam uma apropriação pertinente da memória uruguaia.
Os locais de interesse arquitetônico surgem naturalmente de sua atmosfera congelada no tempo, enquanto se percorre a cidade a pé, por sua orla e espaços verdes. Veja, a seguir, uma lista de 10 locais que você deve conhecer e visitar.
À medida que o fim do ano se aproxima, gostaríamos de agradecer a todos e todas novamente por fazerem de 2018 o nosso melhor ano. Graças ao seu apoio contínuo e à proximidade que mantemos com nosso público, hoje alcançamos um número ainda maior de profissionais da arquitetura em todo o mundo, inspirando a criação de melhores ambientes urbanos.
A modernização de Bogotá entre 1940 e 1970, capturada em ensaios fotográficos urbanos e arquitetônicos, foi registrada em diversos livros, revistas e fotolivros da época, bem como em imagens de arquivos públicos e privados da cidade. Todos esses registros revelam uma abordagem intencional, e inclusive crítica, de como a arquitetura moderna reconfigurou os centros das cidades e relacionou os novos edifícios e espaços urbanos com a paisagem urbana existente.
Ao analisar o impacto da fotografia aérea, é inevitável recordar Rudolf Schrimpff e Saúl Orduz. Embora os temas retratados pelas lentes desses dois fotógrafos-aviadores sejam amplos e variados, seus registros em sobrevoos pela cidade são muito numerosos e compõem uma produção consistente de imagens da cidade moderna em plena transformação, permitindo compreender o desenvolvimento urbano, bem como a inserção e a relação de diferentes edifícios e espaços urbanos modernos com o seu entorno.
No leste de Londres, The Trampery on the Gantry está apostando alto no aspecto "criativo" do reuso adaptativo. Parte do enorme centro de transmissão utilizado durante os Jogos Olímpicos de 2012, o antigo pórtico de climatização (HVAC) foi reformado pelo escritório de arquitetura Hawkins\Brown para se tornar um polo de inovação em arte e mídia.
O escritório chileno Biourban Arquitectos venceu a licitação para o projeto do novo terminal rodoviário de Castro, no extremo sul do Chile. O projeto será implantado no centro histórico da principal cidade da Ilha Grande de Chiloé e contará com estacionamento, supermercado, centro comercial e um mirante urbano.
"Parte do desafio da nova concessão é aproveitar os benefícios sociais e urbanos de estar em pleno centro da cidade, com boa acessibilidade a todos os serviços básicos", afirma a equipe de projeto.