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Antigamente, em um contexto urbano menos adensado e populoso, as casas e prédios eram construídas com uma relação direta com a rua, não havendo a necessidade de existir muros e cercas frontais. Com o tempo, o tecido urbano foi se transformando e a divisão entre espaços públicos e privados se fez cada vez mais evidente e — sob o argumento da segurança pública — necessária. Apesar dessa divisão acontecer de diferentes formas nas cidades brasileiras, de maneira geral, utiliza-se muros, cercas e grades nas fachadas, criando uma espécie de espaço de transição entre a rua e o edifício e transformando a relação entre o objeto arquitetônico e a rua.
Criar a paisagem que dialoga com a arquitetura a partir de elementos naturais que podem compor com o espaço. A junção de diferentes texturas, materiais e espécies. Conceber a harmonia entre o tempo da natureza e o da construção. São diversas as frases possíveis para tentar resumir um projeto de paisagismo, que a partir de seus desenhos, referências e conceitos, é fundamental não apenas para trazer mais beleza aos lugares, mas também conforto e qualidade.
https://www.archdaily.com.br/pt/994515/os-melhores-projetos-brasileiros-de-paisagismo-de-2022ArchDaily Team
Uma nova plataforma lançada pela 3D Agora promete revolucionar o setor de visualização arquitetônica ao simplificar processos historicamente complexos e fragmentados. Encontrar o/a artista 3D ideal para cada projeto, compartilhar arquivos pesados de diversos formatos e acompanhar todas as versões, revisões e alterações promete ser muito mais simples com a base de dados global da 3D Agora. O sistema traz recursos como filtros inteligentes, painel de feedback e uma área de colaboração desenvolvida especificamente para o setor.
Desde que o Congresso da FIFA de 2018 escolheu os Estados Unidos, o México e o Canadá como sedes da Copa do Mundo de 2026 - oficialmente apresentada como United Bid - os três países norte-americanos vêm trabalhando para entregar a próxima edição do mais prestigiado torneio de futebol do mundo.
https://www.archdaily.com.br/pt/994128/confira-a-lista-completa-de-estadios-da-copa-do-mundo-fifa-2026-nos-estados-unidos-mexico-e-canadaArchDaily Team
Imagine entrar em um hospital e se deparar com vegetação, vistas externas, luz natural fluindo através de grandes janelas e espaços abertos que promovem calma e serenidade. Essas condições favoráveis desempenham um papel crucial na definição da experiência de pacientes, tornando seus dias um pouco mais fáceis e ao mesmo tempo estimulando a recuperação. De fato, já se comprovou que um bom design em ambientes de saúde pode reduzir o tempo de internação, as taxas de infecção, erros médicos e de medicação, além de melhorar a atração e o desempenho das equipes de trabalho. Afinal, uma instalação bem projetada tem o poder de transportar pacientes de um ambiente clínico e estéril para outro acolhedor, convidativo e até mesmo inspirador. Esse é o caso do Crystal Clinic Orthopaedic Center, projetado pelo escritório HGA Architects, que foi selecionado entre os cinco vencedores do Shaw Contract Design Awards 2022 “Best of Globe” por sua abordagem inovadora voltada para a saúde.
O mobiliário é fundamental para melhorar a qualidade dos interiores de uma residência. A escolha de cada cor, textura e material, aplicados ao design de cada móvel, é fundamental para uma boa composição espacial. Seja pelo conjunto de móveis adotado ou por uma peça colocada de forma isolada a ponto de se tornar protagonista do espaço, cada peça ajuda a conformar os ambientes e a circulação de um projeto.
No século XIX, muitos estadunidenses que viviam em cidades e vilas em ascensão frequentemente se viam passeando pelos caminhos sinuosos de jardins desenhados, parando para descansar à sombra de uma árvore e fazer um piquenique com a família e amigos. As áreas gramadas eram pontilhadas lápides, marcando os locais de sepultamento daqueles que foram enterrados. Embora o conceito de relaxar em um cemitério possa parecer um pouco estranho para algumas pessoas e crenças, muitas vezes era a única opção que as pessoas encontravam para recreação e lazer. Muitos dos parques que temos hoje se originaram da evolução e planejamento de cemitérios.
O dormitório é um dos ambientes mais íntimos de uma casa. É nele onde repousamos e nos refugiamos da nossa rotina para recarregar as energias. Muitos têm o quarto como um santuário, um espaço sagrado de intimidade e cuidado. Para além de uma cama confortável, o dormitório pode ser ambientado com elementos que ajudam no descanso, lazer e refúgio.
Ainda que conforto seja um conceito pessoal, no caso dos dormitórios, existem ideias gerais que podem ajudar a direcionar escolhas para ambientar seu quarto da melhor maneira possível. Para além de grandes aberturas com vistas paradisíacas, é possível compor um dormitório alterando a posição e o tipo da cama, adicionando objetos decorativos ou funcionais, ou ainda incorporando outras atividades como escritório ou sala de tv. Veja a seguir algumas ideias de como transformar e compor seu dormitório.
O ano de 2022 presenciou um aumento nas buscas por temas como saúde e bem-estar. Dois anos após o início da pandemia de Covid-19, a indústria da arquitetura está mais informada sobre práticas de construção saudáveis e equipada para impulsionar soluções impactantes. O Dia Mundial da Arquitetura 2022 focou na “Arquitetura para o Bem-Estar”, em paralelo com a designação de 2022 como Ano do Design para a Saúde em edifícios e cidades pela UIA (União Internacional de Arquitetos). À medida que um novo ano começa, o ArchDaily explora os "espaços saudáveis" como uma tendência, juntamente com ideias que persistirão no futuro.
Cada carro em circulação precisa de um local para ser colocado — mas os estacionamentos são a resposta? Eles são frequentemente vistos como a antítese do planejamento urbano amigável às pessoas. Grandes caixas cinzas são usadas apenas para guardar carros temporariamente, fazendo um mau uso do espaço, especialmente em cidades onde o custo da terra é elevado. A presença cada vez mais incisiva destes edifícios transformou núcleos urbanos em distritos de estacionamento, alterando drasticamente suas paisagens. Em várias cidades a legislação urbana acaba contribuindo com o problema, exigindo um número mínimo de vagas por região. Estacionamentos estão por toda parte — ao redor de shoppings, torres residenciais e equipamentos esportivos.
Em Childhood’s End, clássico livro de ficção científica de Arthur C. Clarke de meados do século XX, um personagem questiona se os habitantes achatados que experimentam a tremenda força gravitacional de um planeta distante estão cientes da terceira dimensão. Nos últimos anos, essa hipótese encontrou paralelos em nosso crescente universo digital, onde somos continuamente atraídos para nossas telas planas para confirmar nossa relevância, nos conectar com pessoas que pensam como nós ou criar perfis de namoro. Com lapsos de atenção cativados pelo infinito conteúdo digital, andar na rua tornou-se uma dança delicada de impedir que as pessoas olhem inadvertidamente para seus telefones - aqueles que, lembrando a famosa pergunta de Ada Louise Huxtable, "Chutaram um edifício ultimamente?".
Mobilidade urbana como um direito social. Figura produzida pela autora
É perceptível a exclusão do gênero feminino da formação do espaço, refletindo um lugar de insegurança e de vulnerabilidade. Neste contexto, a mobilidade urbana, tal qual conhecemos, reproduz as desigualdades de gênero, raça e classe existentes em nossa sociedade. Seja por meio da caminhabilidade ou do transporte público, o fato é que a forma como os deslocamentos são realizados não se adequa às necessidades das mulheres, especialmente aquelas autodeclaradas pretas e pardas e com menor renda. Buscamos aqui, portanto, dar especial atenção para o modo como as noções de interseccionalidade têm operado nessa mobilidade urbana como um direito social para todas e todos.
A construção de mais rodovias urbanas continua em muitos lugares. Na América Latina, vemos projetos sendo desenvolvidos em Santiago (Américo Vespucio Oriente), Lima (Linha Amarela), Quito (Solución Vial Guayasamín), São Paulo (Rodoanel Mário Covas) e Cidade do México (Segundo Piso a Cuernavaca), apenas para citar alguns.
Na Colômbia, o Governo Nacional anunciou um novo programa para melhorar o acesso às áreas urbanas durante o XVIII Congresso da Câmara Colombiana de Infraestrutura. Nas palavras do presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, “nosso objetivo também é transformar o acesso às cidades. Não vale a pena economizar tempo em viagens interurbanas se esse tempo é perdido em áreas urbanas”.
Hoje, com estilos de vida interconectados e em ritmo acelerado, tendências futuras de mobilidade e inovações materiais constantes pressionam a resistente indústria da construção. Como a arquitetura pode acompanhar essa tendência? Seguindo estilos de vida dinâmicos e nômades, arquitetos devem explorar novos sistemas estruturais capazes de alcançar vários locais, adaptáveis e reutilizáveis no futuro. Ao aplicar a tecnologia revolucionária para componentes circulares, escaláveis e edifícios carbono negativos, UrbanBeta –uma estúdio de inovação, conceitos de construção, ferramentas preditivas e plataformas para criar espaços transformadores- desenvolveu o BetaPort, um sistema de construção robótico alimentado por inteligência artificial e automação .
Com base nos princípios da economia circular, Urban Beta e BetaPort criam um plano de construção sustentável, pronto para crescer e mudar com o tempo. O estúdio concebe sistemas sustentáveis de arquitetura sob demanda para edifícios flexíveis com base em um kit de peças.
O canal do Youtube Never Too Smalltem 2,25 milhões de inscritos – uma plataforma que apresenta a manipulação imaginativa do espaço em plantas pequenas. Vídeos de microapartamentos, em Paris, Londres e outras cidades alcançam milhões de visualizações. Claramente há uma demanda por conteúdo voltado para a vida em espaços pequenos, já que uma crise imobiliária global acelerou a queda na disponibilidade de residências acessíveis e maiores em áreas urbanas. Para aproveitar ao máximo o espaço limitado dentro dessa realidade restrita, arquitetos têm projetado plantas com menos de 40 metros quadrados visando criar uma experiência espacial não claustrofóbica.
Cortesia de Shaw Contract, Fotos por Marc Tan (Studio Periphery), Owen Raggett e Alex Soh
Com o foco em revitalizar espaços, o escritório Avalon Collective intervém em um edifício preexistente para transformá-lo em um hotel contemporâneo que se conecta com a identidade local e as origens da Orchard Road, ao mesmo tempo em que capta sua dinâmica comercial moderna. Por meio de uma linguagem de design coerente e de uma abordagem que incorpora história e regeneração, o novo Hilton Singapore Orchard foi selecionado como um dos cinco vencedores do prêmio 2022 Best of Globe Winner.
Este artigo de Nicolás Santiago Diaz Bejarano foi publicado originalmente na edição nº 16 da revista rita com o título "Arquitetura para objetos. Rumo a uma arquitetura pós-humana: densidade e compressão na Biblioteca Nacional do Chile". A seguir, apresenta-se uma reflexão sobre a relação existente entre um edifício fechado em tensão — uma biblioteca nacional — e o componente aberto que o define — seus depósitos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138152/arquitetura-para-objetos-densidade-e-compressao-na-biblioteca-nacional-do-chileNicolás Santiago Diaz Bejarano
O escritório mexicano de arquitetura Tatiana Bilbao ESTUDIO divulgou seu projeto para a sala de degustação da Tequilera Casa Dragones. Fundada em 2009 por Bertha González Nieves para criar tequilas saborosas produzidas com o máximo cuidado e experiência, a Casa Dragones se tornou a primeira marca de tequila a ser parceira oficial da Art Basel Miami, evento para o qual Tatiana Bilbao também projetou um espaço em dezembro passado.
Há alguns meses, o mundo se reuniu em Sharm El Sheik, no Egito, para a cúpula anual sobre mudanças climáticas: a COP27. Como o resto da África, a Nigéria é representada por seu séquito de burocratas, defensores do clima e outros grupos interessados. Desde a última reunião na Escócia (COP26), a Nigéria assinou a Lei de Mudanças Climáticas, estabelecendo uma meta de atingir zero emissões líquidas de gases de efeito estufa entre 2050 e 2070.
Nesse tempo, o país desenvolveu um ambicioso plano de energia que veria a transição dos combustíveis fósseis para as energias renováveis, utilizando a sua vasta reserva de gás natural. O país está na vanguarda da Iniciativa dos Mercados Africanos de Carbono e planeja arrecadar pelo menos US$ 500 milhões com o comércio de créditos de carbono para compensar o carbono emitido.
https://www.archdaily.com.br/pt/995058/a-ambiciosa-agenda-climatica-da-nigeria-e-sua-fixacao-com-a-pegada-de-carbonoMathias Agbo, Jr.
Usar apenas a luz natural para documentar catedrais inglesas pode se tornar um grande desafio logístico e técnico. No entanto, o trabalho fotográfico de Peter Marlow resultou em uma série notável de registros de templos espirituais icônicos, cuja atmosfera contemplativa raramente está acessível a outras pessoas. Direcionar a câmera para o leste, em direção à nave, enquanto a luz do amanhecer atravessa a janela principal, abre uma perspectiva purista e mística que remete à época em que essas estruturas sagradas foram erguidas.
Finalmente chegou a hora de escrever isso. Durante anos - em reuniões, passeios no campus e conversas informais - falei sobre o Wurster Hall da Universidade da Califórnia em Berkeley, agora Bauer Wurster Hall, incentivando as pessoas a ver e apreciar o significado e a beleza deste edifício. Não foi algo fácil de se fazer.
Bauer Wurster Hall abriga o College of Environmental Design (CED). Originalmente, abrigava os departamentos de arquitetura, paisagismo, planejamento urbano e design. O prédio foi projetado e construído especificamente para o CED, a nova faculdade fundada em 1959 que reuniria esses departamentos pela primeira vez. William Wurster, que originalmente deu nome ao prédio, foi o reitor fundador da faculdade e visionário quanto ao prédio.
Vi o Wurster Hall pela primeira vez em 1976, quando cheguei a Berkeley para fazer pós-graduação em arquitetura. O prédio, então com pouco mais de uma década, já era considerado um dos mais feios do campus, causando um especial desconforto por ser a sede do Departamento de Arquitetura. Eu não via dessa forma, mas estava muito ocupada nos ateliês e nas salas de aula para prestar atenção no design do edifício. Pelo que me lembro, embora os arquitetos do corpo docente do prédio ainda estivessem presentes, eles não discutiram o prédio conosco. Certamente estávamos cientes do caráter incomum do edifício.
https://www.archdaily.com.br/pt/994904/ha-mais-de-uma-maneira-de-definir-o-contextoEmily B. Marthinsen
Conhecido como a casa do estado, o palácio presidencial ou uma variedade de outros termos - o edifício que abriga a sede do governo de um país geralmente é bastante impressionante em termos arquitetônicos. Frequentemente opulenta, grandiosa e às vezes imponente, a casa do governo destina-se a funcionar como um marco visual distinto de uma nação - uma extensão da identidade de um país. No continente africano, região que viu uma parte significativa ser colonizada por nações europeias, essa identidade de estado, no sentido arquitetônico, é complexa.
Em 2013, o ArchDaily publicou o artigo “Podemos parar de desenhar árvores no topo dos arranha-céus?” - e o autor ficou frustrado com o greenwashing desenfreado. Se você quiser fazer parecer sustentável, basta colocar uma árvore nele. As plantas sempre foram uma tática de marketing eficaz de apelo aos ambientalmente conscientes, mas assim que são editadas no Photoshop, são descartadas ao primeiro sopro de engenharia de valor. Dada a volumosa enxurrada de comentários e debates vigorosos após essa publicação (2013, 2016, 2016), fica claro que algo persiste. Talvez um instinto amplamente sentido de que, na verdade, nossas “paisagens” urbanas são insustentáveis e muitas vezes inabitáveis. Nossas cidades não apenas aproveitam os serviços ecossistêmicos de florestas distantes e águas subterrâneas para sustentar nossa produção de carbono, poluição do ar e desperdício de água, esgotando terras aráveis para alimentar nossas populações cada vez mais urbanas, mas também criam áreas urbanas desprovidas de vida que aumentam nossa pegadas de carbono e impactam negativamente a saúde e o bem-estar humanos.
https://www.archdaily.com.br/pt/993648/construindo-calorias-entendendo-o-valor-de-viver-com-as-plantasAndreas Theodoridis, Christina Ciardullo & Anna Dyson
Há oito anos o ArchDaily celebra os melhores desenhos do ano. A edição de 2022 é particularmente especial, pois apresenta uma ampla gama de técnicas e representações no campo da arquitetura. Da pintura tradicional às colagens digitais e desenhos axonométricos, a seleção deste ano agrada todos os gostos.