O icônico desenho do Mausoléu para Newton, uma ilustração monocromática de Etienne-Louis Boullée; os desenhos experimentais de Lebbeus Woods, com cenas urbanas que evocam um futuro distante; ou os conhecidos desenhos da utópica Ville Radieuse de Le Corbusier. O desenho, assim como outras formas de representar arquitetura, sempre foram um meio útil para contemplar ideias arquitetônicas sobre o futuro. É fascinante olhar para esses desenhos futuristas feitos no passado.
“Libros Model” apresenta-se na Plaza Reial de Barcelona sob os cuidados de sua própria curadora, Ethel Baraona. Com o apoio de Santiago Bogani, eles conversam com cada um dos visitantes curiosos que perguntam o motivo daquele muro e mesa de madeira repletos de publicações de arquitetura.
Trata-se de uma seleção de 90 livros de diferentes editoras internacionais que promovem e difundem obras e ideias no campo da arquitetura, convidando à reflexão sobre o tema principal do Model. Festival de Arquiteturas de Barcelona: Re-crescer.
Como parte do “Libros Model”, um conjunto de livrarias e bibliotecas de Barcelona também apresentará coleções especiais para refletir sobre os os cinco eixos desta primeira edição do festival: Entre-Classes, Entre-Culturas, Entre-Espécies, Entre-Gerações e Entre-Matérias.
De 'A Bestiary of the Anthropocene' a 'Icebergs, Zombies, and the Ultra-Thin', apresentamos a seguir a seleção completa de livros com curadoria de Baraona.
El poder de la Data - Render interior conceptual. . Image Cortesia de Online Lab of Architecture (OLA)
Das NFTs ao metaverso e as vantagens da renderização em tempo real, este é um momento oportuno para discutir as últimas tendências na área das visualizações arquitetônicas.
Nesse sentido, queremos abrir o debate e conhecer sua opinião sobre o tema. O que podemos aprender com outras indústrias relacionadas, como o cinema, os videogames e o design industrial? Como a arquitetura pode contribuir e avançar no mundo das visualizações?
Ao desenvolver um projeto de arquitetura, independente da escala ou programa, os arquitetos se deparam com uma série de escolhas a serem feitas quanto ao processo construtivo adotado, sob aspectos variados: estrutural, econômico, mão de obra disponível, estética, entre outros – em prol da melhor solução.
A partir das muitas dúvidas que surgem no decorrer de seu desenvolvimento quanto à escolha dos sistemas construtivos, preparamos um guia prático acerca dos principais tipos de lajes de concreto moldadas in loco e pré-fabricadas que o projetista deve conhecer, com as vantagens e desvantagens de cada uma delas.
Quem vai à exposição Lelé: um Projeto de Brasil, que ficará até dia 20 de maio na Galeria da Cidade, espaço expositivo de arquitetura e urbanismo da Escola da Cidade, além de ver a exposição, sai de lá com duas listas: das pesquisas feitas sobre vários dos assuntos ali tratados e outra com os vídeos do e sobre o arquiteto João da Gama Filgueiras Lima, Lelé.
Uma obra de infraestrutura pode, literalmente, matar uma cidade? Esta é a questão que o escritor Jim Krueger propõe em seu podcast recente, The Road That Killed a City. O local em questão é a cidade onde Krueger vive hoje — Hartford, Connecticut — vizinha ao arborizado subúrbio de West Hartford, onde ele cresceu. Krueger morou em ambas as cidades, o que ajuda a equilibrar a surpreendente história que ele revela sobre como a capital de Connecticut foi empalada por uma rodovia (na verdade, duas: a I-84, de leste a oeste, e a I-91, de norte a sul, convergem em Hartford em uma espécie de marco zero viário). Conversei com Krueger sobre o que motivou o podcast, parte do que ele descobriu sobre a história dessa malfadada "melhoria" urbana e o legado de uma rodovia que continua a impedir o renascimento de Hartford — uma herança compartilhada por muitas cidades na América do Norte.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134705/uma-rodovia-matou-a-cidade-de-hartfordMichael J. Crosbie
Melhorar a qualidade de vida das pessoas é um dos maiores objetivos de profissionais da Arquitetura e do Urbanismo. Ao planejar cidades, criar habitações ou numa simples reforma, busca-se aprimorar o espaço construído independente da escala. A Reabilitação Urbana de Alto de Bomba, realizada na cidade do Mindelo, Cabo Verde, surgiu da necessidade de combater a precariedade encontrada anteriormente no local. Um projeto que exigiu a imersão diária da equipe na vida cotidiana do lugar e resultou numa prova inspiradora do quanto a arquitetura pode revelar melhores formas de viver a cidade e agir diretamente na sociedade. Não a toa, em 2022, recebeu o Prêmio Obra do Ano, eleita por nossos leitores como a grande vencedora entre centenas de projetos concorrentes.
O dia 3 de maio é uma festividade que tem como origem a Invenção da Santa Cruz, Cruz de Maio ou também Festa das Cruzes, que remonta ao rito romano para celebrar o culto à Cruz de Cristo. Essa comemoração evoluiu ao longo do tempo, sendo adotada em cidades do México, Chile, Espanha, Equador, El Salvador, Guatemala, Paraguai, Peru, Trinidad e Tobago, Argentina, Colômbia e Venezuela, onde parte da celebração consiste em decorar com flores, realizar procissões e danças.
A arquitetura reúne influências da arte, da cultura e do cotidiano. Ao projetar para comunidades locais e especificar materiais regionais, profissionais de arquitetura costumam se inspirar nas tradições vernáculas. Ao utilizar recursos e materiais tradicionais da região de implantação da obra, esses profissionais se baseiam no clima local e em uma história compartilhada de técnicas construtivas e ideias. Os canteiros de obras e lotes pelo mundo são locais diversos, moldados por novas tecnologias construtivas, técnicas do passado e pelas transformações da vida cultural.
Fortemente impulsionadas pela pandemia da Covid-19, as tendências de design de interiores que priorizam o conforto e o bem-estar ganharam mais destaque do que nunca nos últimos anos. Com as restrições anteriores de confinamento e a ascensão do trabalho híbrido, o tempo de permanência em ambientes internos para a realização das atividades diárias aumentou drasticamente, forçando muitas pessoas a adaptarem seus espaços de moradia. Como resultado, a demanda se concentrou em interiores residenciais que promovem calma, paz e aconchego, bem como em produtos e elementos de design que atendam com sucesso a essas novas necessidades. Mas como alcançar isso? Embora existam diversas maneiras de promover o conforto no lar, um método provou ser indiscutivelmente o mais bem-sucedido: trazer a natureza para dentro.
Levar iluminação para quem precisa, com energia solar e materiais acessíveis. Este é o trabalho da ONG Litro de Luz que, em 3 dias de ação, impactou positivamente a qualidade de vida de 173 famílias, de comunidades ribeirinhas que vivem às margens do Rio Negro, na Amazônia.
A representação gráfica, mesmo antes da linguagem e da escrita, foi o primeiro meio de comunicação e significado para a humanidade. O desenho é o ato de substituir a realidade pela representação, ou seja, substituir objetos por imagens codificadas em cada um dos sistemas de representação gráfica.
Na arquitetura, a representação gráfica estimula a imaginação e é a base do pensamento do projeto, uma vez que não só constitui nosso código de comunicação, mas também molda nossa capacidade de nos expressarmos em termos disciplinares. O desenho é primeiro construído na mente do arquiteto e depois transferido para o suporte determinado por qualquer tipo de instrumento.
O mobiliário tem influência direta na qualidade de projetos de interiores. Sua presença contribui, entre outras implicações, para a atribuição de funções aos espaços e determinar limites entre eles, mas, em alguns casos, sua posição no ambiente confere também certo destaque próprio. Isto é, o design do móvel é ressaltado pela sua relação com as texturas, cores e composições do ambiente construído.
Um espaço interno com cores neutras, por exemplo, pode colaborar para dar destaque a determinados móveis que, além de cumprirem sua função, acabam por assumir também certo caráter contemplativo. Este é o caso de móveis que se tornaram icônicos por seu design, em alguns casos pensados por grandes nomes da arquitetura que exploraram este campo e desenharam peças que se tornaram representativas do seu estilo.
Embora alguns possam questionar, a arquitetura é, essencialmente, um setor de prestação de serviços. E, como em qualquer serviço, o processo em si (reuniões, faturamento, pagamentos) pode ser tão importante quanto o resultado final (o projeto concluído). No fim das contas, ao oferecer um serviço coerente, eficiente e bem estruturado que complemente um bom projeto, os/as clientes ficarão satisfeitos/as e provavelmente retornarão. Além disso, farão a propaganda boca a boca e recomendarão o escritório, o que, em última análise, é a melhor maneira de profissionais de design e arquitetura construírem uma boa reputação e atraírem novos/as clientes.
Muitos requisitos precisam ser atendidos para prestar um bom serviço. Mas talvez um dos mais cruciais envolva o faturamento e os pagamentos, vitais para o fluxo de caixa e, portanto, fundamentais para a saúde financeira de qualquer negócio. Em setores baseados em projetos, como arquitetura e design, os honorários costumam ser pagos em várias parcelas definidas por etapas específicas, desde a entrega do estudo preliminar até a execução da obra. Dessa forma, contar com uma receita consistente e previsível em todas as etapas é indispensável, pois evita inadimplência e atrasos que podem comprometer a entrega do projeto e causar situações complexas.
Com a recente publicidade acerca do metaverso, decidimos abordar esse assunto ainda muito desconhecido! À medida que mais e mais pessoas têm se preocupado em relação às mudanças climáticas, pode ser prejudicial para os arquitetos conscientes da sustentabilidade utilizar o metaverso. Com isso, decidi entrevistar Oliver Lowrie, diretor da Ackroyd Lowrie, um escritório de arquitetura premiado com sede em Londres dedicado à construir as cidades do futuro, que já está usando essa tecnologia para aprimorar os projetos de baixo consumo de energia da empresa.
O bloco de concreto é um material pré-fabricado utilizado, sobretudo, para a construção de paredes e muros. Como os tijolos comuns, os blocos funcionam em conjunto quando empilhados e quando unidos com argamassa. Para realizar esta união, os blocos têm um interior oco que permite a passagem de barras de aço e enchimento de argamassa.
Há uma grande variedade de dimensões e texturas, desde as superfícies lisas mais tradicionais até os acabamentos ondulados ou rugosos. Existem unidades especiais para cantos ou blocos próprios para receberem armaduras longitudinais. Suas dimensões variam entre o clássico 8x8x16 polegadas (aproximadamente 19x19x39 cm), para uso estrutural e outras versões mais finas para partições, com dimensões próximas a 8x3,5x39 polegadas (aproximadamente 19x9x39 cm). Mas como incorporá-los de forma criativa em nossos projetos?
Sem dúvida, as portas pivotantes estão mais em alta do que nunca. Girando em torno de um eixo vertical com componentes quase invisíveis, essas portas se caracterizam por suas linhas limpas, estética contemporânea e infinitas possibilidades de design – atributos que as tornam ideais para uma ampla gama de aplicações, especialmente como elementos de destaque no projeto. O grande diferencial dessas portas, no entanto, é o seu movimento fluido e elegante, que proporciona transições suaves entre os ambientes, distinguindo-as das portas de dobradiça comuns. Para garantir esse movimento característico, duas etapas são indispensáveis: a escolha de ferragens de alta qualidade e uma instalação correta.
Design Justice é um ramo da arquitetura e do design focado em redesenhar cidades, produtos, serviços e ambientes pensando em reparações históricas.
O termo surgiu há mais ou menos 7 anos quando os debates e diálogos sobre inclusão e diversidade nos espaços começaram a ficar mais fortes criando movimentos que lutavam pelo direito de pessoas que tiveram suas raízes e escolhas negadas na sociedade.
Com níveis de produtividade 50% superiores em comparação aos modelos anteriores, a HP apresenta sua nova linha de soluções de impressão de grande formato HP Latex. A série é composta por quatro dispositivos – as HP Latex 700 e 800, e as HP Latex 700W e 800W–, que oferecem a capacidade de impressão com tinta branca pela primeira vez nesta categoria. Os trabalhos de impressão executados por esta nova série não apenas apresentarão cores mais brilhantes e detalhes mais nítidos, mas também serão realizados em velocidades ainda maiores, alcançando até 36 m² por hora.
A ascensão do co-living começou a moldar radicalmente o design de interiores. Em projetos residenciais e empreendimentos comerciais, o co-living está ligado ao surgimento da ideia de uma moradia sem cozinha. Iniciada pela arquiteta espanhola Anna Puigjaner, essa ideia está conectada a uma série de inovações em design de interiores e co-living construídas nos últimos cinco anos. Por sua vez, esses novos interiores começaram a contar uma história de habitação e experiência espacial enraizada na vida moderna.
Cada vez mais disciplinas se preocupam com o direito à moradia. Seja no campo da arquitetura, do direito, da economia, do urbanismo, da geografia ou da ciência política, diferentes pessoas buscam identificar os obstáculos para sua efetivação, sobretudo em ambientes urbanos cada vez mais hostis. No entanto, embora todos falemos sobre o direito à moradia, não estamos falando da mesma coisa.
Cortesia de Juan Barrios Duarte (Labrantía Estudio)
É normal se sentir intimidado pelo número crescente de representações de arquitetura sendo publicadas nas mídias sociais. Somando isso ao funcionamento do famigerado algoritmo, acabamos sendo expostos a publicações que são, em muitos aspectos, semelhantes entre si. Mas para nós, arquitetos, designers e estudantes, as redes sociais não são apenas uma plataforma de networking e divulgação de nossos trabalhos, elas servem também como fonte de inspiração. Se o algoritmo não está nos ajudando a conhecer coisas novas e diferentes, cabe a nós procurá-las.
Nada mais representativo para um escritório do que carregar o nome do país na sua identidade. Longe de parecer banal, a arquitetura do Brasil no Brasil Arquitetura passa por uma análise minuciosa que destaca aspectos de nossa cultura e sociedade.
Cortesia de S'Winter Station - Ryerson University – Department of Architectural Science
A indústria da construção tem experienciado mudanças severas nas últimas décadas. Se antes era possível contar com mão-de-obra abundante e uma falsa noção de que os recursos naturais eram infinitos, hoje em dia o setor tem se esforçado a buscar inovações para tornar-se mais sustentável, sobretudo considerando o seu enorme impacto e importância no mundo. Além disso, a recente pandemia do COVID-19 alterou diversos contextos e dinâmicas e exigiu dos projetistas criatividade para superar os desafios. Isso pode abranger o próprio processo projetual que precisou ser revisto em alguns casos. O projeto S'Winter Station, desenvolvido por alunos e professores da Ryerson University’s Department of Architectural Science, é um destes exemplos, já que se amparou na tecnologia existente de visualização e fabricação para ser concretizado.