Um eixo estrutural da cidade por onde passam milhares de pessoas, metrô, ônibus, carros e bicicletas diariamente. Edifícios de altos gabaritos, centros culturais, bancos e shoppings. Símbolo da cidade de São Paulo, a Avenida Paulista já teve uma imagem muito diferente desta. Por mais difícil que seja imaginar, ela já foi ocupada por grandes casarões, dos mais distintos estilos, e teve o seu destino alterado em poucos dias por questões patrimoniais e… uma pizza.
A chegada do inverno traz consigo, pela privação, a lembrança do quão imporante são as atividades ao ar livre. Embora uma variedade delas tenha seu próprio senso de realização e relaxamento, uma em particular combina sentimentos de lazer, indulgência e comunidade: cozinhar ao ar livre. Mas como essa tradição começou? E como ela evoluiu?
Cidades em todo o mundo podem salvar milhares de vidas todos os anos por meio de medidas bastante simples: a moderação do tráfego e a gestão das velocidades. Readequar os limites de velocidade veicular nas vias urbanas é uma das iniciativas destacadas pela ONU e a OMS para que países cumpram a meta de reduzir à metade as mortes e lesões graves no trânsito até 2030.
https://www.archdaily.com.br/pt/1001245/5-mitos-sobre-a-reducao-da-velocidade-do-transito-urbanoPaula Manoela dos Santos, Andressa Ribeiro e Adriana Jakovcevic
Como parte de uma iniciativa das arquitetas mexicanas Mônica Suberville e Laura A. Gómez, foi apresentada há quase três anos a plataforma arquitectas.mx. A iniciativa surge do desejo de encontrar maneiras de impulsionar, dar visibilidade e mobilizar as mulheres na arquitetura, oferecendo um espaço de encontro para profissionais de diferentes práticas do setor com o objetivo de direcionar a profissão rumo à inclusão, à equidade e à melhoria das cidades sob uma perspectiva de gênero.
Questões climáticas têm sido pauta principal nas discussões sobre o futuro das cidades, mas certamente não são novas. O alerta para a irreversibilidade das ações humanas sobre o planeta percorre o discurso científico desde a década de 1980, pelo menos. Frente às urgências ambientais cada vez mais frequentes, Donna Haraway, no livro Staying with the trouble: Making kin in the Chthulucene, sugere uma mudança de atitude da parte humana do planeta para assegurar não apenas uma recuperação ambiental (ainda que parcial), mas a própria sobrevivência da espécie.
A maior exposição da obra de Norman Foster até o momento, sediada pelo Centre Pompidou, explora seis décadas da ilustre carreira do arquiteto por meio de uma série de cadernos de esboços reveladores, desenhos, imagens, maquetes originais e vídeos. A exposição foi projetada por Norman Foster e executada em conjunto com a Foster + Partners e a Norman Foster Foundation. Uma série sob medida de vitrines modulares foi projetada por Norman Foster e por uma equipe da Norman Foster Foundation, com engenharia da Goppion, líder mundial na fabricação e instalação de vitrines de museus, para expor os cadernos de esboços e as transparências do arquiteto.
Health Through Water / GROHE SPA. Imagem Cortesia de GROHE SPA
A Semana do Design de Milão representa um dos maiores eventos anuais de design do mundo, do qual fazem parte o Salone del Mobile, a maior feira de móveis e design do mundo, e o Furiosalone, além de diversas exposições, lançamentos de produtos, conferências e eventos relacionados ao design. A edição deste ano, realizada entre 17 e 21 de abril de 2023, reuniu arquitetos, designers, fabricantes e entusiastas italianos e internacionais. Escritórios de arquitetura contribuíram com empresas para desenvolver produtos e criar instalações arquitetônicas que destacam não apenas o design de móveis e objetos, mas também o contexto da arquitetura e cultura milanesa.
Apresentando projetos de escritórios de arquitetura reconhecidos internacionalmente, como OMA, MAD Architects, Stefano Boeri Interiors e CRA-Carlo Ratti Associati, a seleção a seguir mostra intervenções temporárias em contextos históricos e contemporâneos. Os projetos apresentam vários temas recorrentes, como o interesse e fascínio pelas propriedades da água, seja ela contida em estruturas feitas pelo homem ou em seu estado natural. Muitas das empresas participantes optaram por destacar não apenas seus produtos, mas também a arquitetura histórica de Milão, usando edifícios como a Pinacoteca di Brera, Casa Maveri ou a igreja desconsagrada de San Vittore e 40 Martiri como cenário para suas instalações.
Brutalist Paris de Nigel Green e Robin Wilson é um livro que expande o trabalho anterior da dupla, o Brutalist Paris Map (2017). A crítica perspicaz do texto e a fotografia aguçada fornecem um exame detalhado do significado histórico, político e cultural do brutalismo, com ênfase em seu design comunitário inovador. Através de uma análise meticulosa dos espaços públicos dos edifícios selecionados, incluindo sua orientação, materiais e fachadas, Green e Wilson revisitam o legado do movimento e sua contribuição para o campo da arquitetura.
A cultura contemporânea do design indiano pode ser descrita em uma palavra: fusão. Uma análise cuidadosa das tendências na moda, cinema, música e arte logo revela as aspirações do país como uma nação globalizada. Revelando uma nova era, a arte e o design da Índia aparecem como uma combinação de influências da vida tradicional e do mundo ocidental. Uma imagem "neo-indiana" informa múltiplas formas de expressão cultural, incluindo arquitetura e design de interiores. À medida que os indianos e a arquitetura indiana esculpem o lugar do país no mundo, uma nova tendência floresce, impulsionada por estilos de vida modernos, influências internacionais, um passado colonial e um desejo de permanecer conectado às suas raízes.
Chashitsu, termo japonês para casa de chá ou salão de chá, são construções projetadas especificamente para a realização da Cerimônia do Chá, um ritual tradicional japonês no qual o anfitrião prepara e serve chá aos convidados. As casas de chá são geralmente pequenas e íntimas, feitas de madeira, onde cada detalhe foi concebido para afastar o indivíduo das perturbações materiais do mundo.
https://www.archdaily.com.br/pt/962144/casas-de-cha-reinterpretando-espacos-tradicionaisClara Ott
O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e cotidiano. Apresentado pela dupla de arquitetos David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais de áreas criativas em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Uma grande variedade de temas é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e projetos, ou explorações descontraídas sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
No episódio de esta semana, David e Marina, sócios do FAME Architecture & Design, discutem a habitabilidade de casas autorais. A dupla aborda o desenvolvimento de projetos que conciliam funcionalidade e estética, a durabilidade dos materiais, mudanças no estilo de vida, eficiência espacial, a criação de projetos com base em imagens de referência e as vantagens de se adaptar a ambientes residenciais focados no design.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138545/the-second-studio-podcast-a-habitabilidade-das-casas-de-designThe Second Studio Podcast
Quando se trata de design de interiores com visão de futuro, adaptabilidade e atemporalidade são dois fatores-chave que podem garantir que uma casa pareça tão atual quanto no momento da sua construção. Ao emprestar elementos de vários estilos proeminentes e combiná-los em um todo harmônico, os interiores contemporâneos permanecem atuais mesmo com o avanço das tendências. Mas quais são os componentes que se mantém presentes mesmo com as frequentes mudanças? Exploramos sete elementos de design que resistem ao tempo e definem os interiores contemporâneos.
Uma pesquisa do Journal of Transport and Land Use (JTLU), publicada no começo de 2022, revelou que 37% dos proprietários de casas unifamiliares de Sacramento, na Califórnia (EUA), não guardavam os automóveis em suas garagens. Esses espaços acabaram virando depósitos ou grandes closets, como compara a pesquisadora Catie Gould em artigo do Instituto Sightline. Apesar de ser o retrato de uma cidade, os dados estão alinhados com informações obtidas em uma série de estudos mundiais que apontam a ociosidade dos estacionamentos nas residências. Em São Francisco, também na Califórnia, um levantamento verificou que 49% das 97 vagas de garagens analisadas no bairro Mission District não eram utilizadas para guardar veículos, exemplifica Catie.
https://www.archdaily.com.br/pt/1000311/vagas-de-garagem-inimigas-das-moradias-baratasSomos Cidade
Oxford planeja transformar todo seu centro em uma Área de Zero Emissão. Foto de Suad Kamardeen, via Unsplash
A necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) no setor de transportes é urgente, e a implementação de medidas nesse sentido é tanto um desafio quanto uma oportunidade para as governanças locais. É o caso das Áreas de Zero Emissão (ZEAs, do inglês Zero Emission Areas), que são áreas das cidades onde as emissões de gases poluentes são neutralizadas. Essa medida beneficia principalmente as pessoas que irão usufruir de um espaço urbano mais saudável e de atividades comerciais mais ativas. Entretanto, para viabilizar seu êxito, ou ao menos reduzir o retorno negativo da opinião pública, é fundamental o engajamento social e uma comunicação efetiva com a população.
https://www.archdaily.com.br/pt/1000105/tudo-que-voce-precisa-saber-sobre-areas-de-zero-emissaoITDP Brasil
Como parte de um concurso realizado pela Fundação Casa Wabi, em 2021 foi anunciado o projeto vencedor para o "Pavilhão de Orquídeas", desenvolvido pelo escritório CCA Centro de Colaboración Arquitectónica, sediado na Cidade do México e liderado por Bernardo Quinzaños. Projetado para a Casa Wabi, trata-se de uma estrutura de madeira permanente, sustentável e leve, voltada para a conservação de orquídeas na região de Puerto Escondido, Oaxaca. A proposta estabelece uma sólida relação entre a diversidade biológica e cultural da paisagem entre o mar e a montanha, integrando os saberes do artesanato local em cerâmica, barro, palha e madeira com a filosofia japonesa wabi-sabi (侘寂), que busca a sabedoria por meio da simplicidade.
Ao longo da última década a civilização humana tornou-se tão consciente que foi criado até mesmo um novo termo em inglês para ela, "woke" (desperta). E embora esse despertar recém-descoberto derive da busca por destacar o inerente anteriormente ignorado por muitas injustiças e comportamentos raciais, sociais e políticos em nossas vidas, durante o movimento inicial #blacklivesmatter e em tempos mais recentes passou a representar a convocação de todas as formas de injustiça.
O propósito da arquitetura, como afirma o livro The ArchDaily Guide to Good Architecture [O Guia ArchDaily para uma Boa Arquitetura] é 'dar forma aos lugares onde vivemos'. O primeiro capítulo do livro, 'Boa arquitetura é atenciosa' sugere que, para melhorar a qualidade de vida proporcionada por espaços projetados pelo homem, precisamos empregar uma abordagem humana e empática.
Fundadora e diretora do African Futures Institute (AFI) com sede em Accra, Gana, Lesley Lokko é uma arquiteta, educadora e romancista ganesa-escocesa. Com uma carreira que abrange Joanesburgo, Londres, Accra e Edimburgo, ela ocupou vários cargos como professora e é amplamente reconhecida em seu campo. A professora Lokko foi nomeada curadora da 18ª Exposição Internacional de Arquitetura, La Biennale di Venezia, em dezembro de 2021, depois de ter atuado como membro do júri do Golden Lions Awards da edição anterior da Bienal de Veneza. Em sua primeira entrevista ao ArchDaily, após ser nomeada curadora da Bienal de Arquitetura de 2023, Lesley Lokko compartilha ideias sobre os preparativos, o tema e esta 18ª edição.
Vista geral do conceito de banheiro AXOR por Barber Osgerby. Imagem cortesia de AXOR
Ao projetar banheiros, maximizar o espaço é fundamental para criar layouts funcionais que atendam às necessidades de quem os utiliza e melhorem seu bem-estar, sem deixar de lado a estética. Além de oferecer orientação sobre a melhor disposição de cada elemento, a coleção para banheiros da AXOR eleva esses espaços por meio de uma variedade de produtos, incluindo misturadores, chuveiros, cubas, banheiras e acessórios. Esses elementos integram-se perfeitamente a paletas de cores, materiais e acabamentos cuidadosamente selecionados para compor o ambiente.
Por ser um dos espaços mais íntimos de nossas casas, a criação de banheiros personalizados tem impacto direto em nosso cotidiano. Com a campanha Make it yours!, a AXOR mergulha no luxo sob medida e em como aplicá-lo ao design de banheiros. Ao explorar estilos diversos, cores marcantes e detalhes personalizados, suas coleções conseguem refletir múltiplas personalidades, concebendo espaços singulares inspirados em conceitos inovadores de grandes nomes do design. Em colaboração com o escritório londrino Barber Osgerby, a AXOR desenvolveu o conceito 'Skyline', um projeto personalizável desenhado com distinção individual.
O conceito de sustentabilidade surgiu na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano (UNCHE), realizada em Estocolmo em 1972, e foi cunhado pela norueguesa Gro Brundtland no Relatório “Nosso Futuro Comum” (1987). De acordo com essa definição, o uso sustentável dos recursos naturais deveria “suprir as necessidades da geração presente sem afetar a possibilidade das gerações futuras de suprir as suas”. Entretanto, apesar da urgência do conceito e da constante evolução que ele tem sofrido ao longo do tempo, sua aplicação ainda se limita muitas vezes ao uso controlado dos recursos naturais e à preservação da vida selvagem. Ou seja, está baseada em relações e ações que abordam a situação sob a perspectiva do “homem versus natureza”, como um entendimento dicotômico em detrimento de uma visão holística.
Estive na China pela primeira vez em 2002, um ano após o Comitê Olímpico Internacional conceder os Jogos de Verão de 2008 a Pequim. Aquela viagem inicial teve como foco explorar a natureza, a culinária, templos antigos, sítios arqueológicos e, de modo geral, vivenciar o estilo de vida no país, principalmente fora das grandes metrópoles. Minha motivação era a pura curiosidade de quem, como turista ocidental, viajava a um país oriental em busca do velho mundo, do exótico, na esperança de vislumbrar uma rica cultura tradicional às vésperas de sua inevitável e radical transformação. Naquela época, não se podia falar em uma arquitetura moderna — ou melhor, contemporânea — na China. Havia apenas os primeiros indícios promissores do desenvolvimento de uma linguagem arquitetônica potencialmente nova, elaborada por um punhado de arquitetos/as independentes que atuavam quase inteiramente fora do radar.
“Parece que os meninos importam mais”, diz Molly (10 anos), durante uma entrevista para o podcast Mulheres Visíveis (Visible Women), no qual Caroline Criado Perez expões como a falta de dados e de design em torno das formas como mulheres e meninas utilizam o espaço público resulta em espaços urbanos projetados apenas para o gênero padrão: o masculino.
A arquitetura é capaz de reconciliar o sentido de pertencimento e dignidade espacial. Além de projetar equipamentos habitacionais ou de cultura, abordar o espaço público em comunidades que habitam espaços vulneráveis também é urgente e necessário para brindar uma infraestrutura digna que traga qualidade de vida à população. Por isso, reunimos sete intervenções em territórios marginalizados que demonstram o potencial de transformação que pode surgir a partir do espaço.
Bisman Ediciones é um escritório fundado em 1997 que se dedica à edição e ao desenvolvimento integral de diversos formatos para comunicar a arquitetura.
"Somos editores (ou talvez cartógrafos) de um tempo líquido e sem certezas, no qual a informação tende a desmaterializar-se; tradutores de uma realidade construída ou por construir; somos intérpretes de arquitetos e arquitetas que opinam sobre essa realidade e, por sua vez, a traduzem em cidades. Queremos comunicar o potencial cultural da arquitetura para um grande número de pessoas".
Sua sede fica no bairro de San Telmo, em Buenos Aires, e Hernán Bisman (fundador e diretor), junto a Pablo Engelman (Editor Geral Associado), nos recebem de braços abertos. Em suas prateleiras, exibe-se sua grande trajetória: publicaram material especializado para importantes instituições, empresas, arquitetos e arquitetas e coletivos profissionais na Argentina, além de terem organizado exposições temáticas em eventos culturais de várias cidades, como Veneza, Tóquio, Londres, Montevidéu, São Paulo e Havana.
“Qual é o melhor lugar para se viver em São Paulo? ”, perguntou um amigo que vai se mudar para a capital paulista e que, apesar de economista (como eu), não aceitou “depende” como resposta.
É claro que não existe uma resposta objetiva para a questão, já que a avaliação depende (sim, depende…) não só de inúmeras variáveis, muitas não disponíveis para análise, como também das próprias preferências do morador.
https://www.archdaily.com.br/pt/1000025/qual-e-o-melhor-lugar-para-se-viver-em-sao-pauloVitor Meira França