Arteries of Hope por Partner-z Architects. Imagem cortesia de Partner-z Architects
A seleção desta semana de melhores projetos de Arquitetura Não Construída destaca instalações educacionais enviadas pela comunidade do ArchDaily. De uma escola de terra contextual no Senegal a uma escola colaborativa e sem fronteiras no Vietnã, esta seleção de projetos não construídos demonstra como os/as arquitetos/as integraram a natureza à arquitetura, oferecendo a estudantes a oportunidade de se conectar com a paisagem e aprender sobre o entorno a partir de suas instituições de ensino. O artigo também apresenta projetos no Líbano, Suíça, Armênia, Ucrânia e Grécia.
Hoje em dia, a reutilização e a adaptação de recursos espaciais existentes são vistas em todo o mundo como uma contribuição importante para o desenvolvimento sustentável e, com isso, surgem novos desafios às margens das tarefas clássicas da construção, impulsionados pela mudança na avaliação entre preservar ou demolir. Os projetos de Xu Tiantian nas pedreiras de Jinyun combinam aspectos de planejamento paisagístico, design de interiores, instalações artísticas e planejamento social com a revitalização econômica da área rural. Dessa forma, uma paisagem degradada e explorada torna-se um ponto de partida onde uma nova coexistência sustentável pode se vincular à narrativa histórica do lugar.
Existem conexões extraordinárias entre o mundo natural e a capacidade criativa dos seres humanos. Em seu livro Last Child in the Woods, o jornalista e escritor Richard Louv observa: “A natureza inspira a criatividade na criança ao exigir visualização e o uso pleno dos sentidos. Se tiver a oportunidade, a criança levará a confusão do mundo para a floresta, lavará essa confusão em um riacho e a virará para ver o que vive no lado oculto dela.” Ele conclui que, na natureza, “a criança encontra liberdade, fantasia e privacidade: um lugar distante do mundo adulto, uma paz à parte.” Da mesma forma, o arquiteto Frank Harmon escreveu de forma tocante sobre o ar livre, as florestas e a água como cenários perfeitos para cultivar a sede de aprendizado e descoberta: “Crianças criadas próximas a riachos nunca se entediam. Crianças de riacho não conhecem o aprendizado por repetição, tampouco estão condicionadas a trabalhar das nove às cinco. Suas primeiras descobertas são as frutas silvestres, os ninhos de pássaros e o contemplar das estrelas surgindo no céu. Mais tarde, elas descobrem os livros. Para as crianças de riacho, o aprendizado é descoberta, não instrução.”
https://www.archdaily.com.br/pt/1134302/uma-jornada-arquitetonica-pela-florestaMichael J. Crosbie & Suzanne Bott
A natureza é muitas vezes utilizada como fonte inspiradora para a arquitetura. Seja a partir de suas formas, a extração e utilização de seus materiais, ou até a incorporação de processos físicos e químicos nas tecnologias empregadas, é sempre relevante procurar relações entre o meio construído e o meio natural. Dos muitos ecossistemas presentes no planeta Terra, os oceanos representam a maior parte da superfície e guardam em si histórias, místicas, símbolos e formas que podem ser referenciadas na arquitetura.
O Programa Municipal para a Recuperação do Centro Histórico de Lima (PROLIMA) apresentou as Diretrizes de intervenção em fachadas para novas construções no Centro Histórico de Lima (CHL), instrumento que busca contribuir para novas edificações no âmbito do centro histórico.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134593/diretrizes-de-intervencao-em-fachadas-para-novas-construcoes-ferramentas-para-intervir-no-centro-historico-de-limaSarita Rodríguez, Rodrigo Martel, Oscar Becerra y Diego Vivas
Apesar da fauna e flora abundantes, muitas vezes a arquitetura brasileira resiste em encontrar estratégias para integrar a casa ao meio natural, seja ela dentro do centro urbano, seja ela emaranhada nos diversos biomas brasileiros. Selecionamos 16 casas brasileiras que integram a habitação com a natureza em diferentes cenários, a partir de diferentes abordagens.
Municípios diversificados, intensos e com combinações de usos possuem as sementes de sua própria regeneração, com energia de sobra para solucionar os problemas e as necessidades que apareçam, defende a jornalista, escritora e ativista Jane Jacobs em seu livro “Morte e vida de grandes cidades”. Lançada em 1961, a obra é uma referência até hoje para planejadores urbanos que desenvolvem cidades para pessoas, com vias seguras, vibrantes e que incentivam a circulação de seus moradores em diferentes horários e para a realização de variadas atividades. A partir da análise de localidades dos Estados Unidos, a autora afirma que a melhor maneira de desenhar ou reurbanizar os municípios é olhando para os indivíduos e como eles se movimentam pelas ruas e as utilizam — e não partindo de visões idealistas.
https://www.archdaily.com.br/pt/982800/como-as-fronteiras-desertas-levam-as-cidades-a-decadenciaSomos Cidade
Profissionais que trabalham com impressão profissional de grande formato necessitam de soluções e equipamentos que facilitem o trabalho diário e entreguem impressões com a mais alta qualidade. Para obter esses resultados, as plataformas de impressão híbridas podem ser excelentes soluções. Nesse sentido, as impressoras HP Latex Série R entregam alta qualidade de imagem em uma ampla gama de materiais rígidos e flexíveis, com maior produtividade e eficiência no uso de insumos.
Quem trabalha com impressões profissionais de grande formato necessita de soluções e equipamentos que facilitem o trabalho diário e entreguem impressões da mais alta qualidade. Para obter esses resultados, as plataformas de impressão híbridas despontam como excelentes soluções. Nesse sentido, as impressoras HP Latex Série R entregam alta qualidade de imagem em uma ampla gama de materiais rígidos e flexíveis, proporcionando maior produtividade e eficiência no uso de insumos.
O termo "alto desempenho" pode evocar diferentes imagens, que variam de um/a estudante brilhante a um/a violinista virtuoso/a ou a um/a funcionário/a dedicado/a. Por mais diversos que sejam, esses indivíduos de "alto desempenho" compartilham atributos comuns. Destacando-se dos demais, eles superam expectativas e geram valor agregado por meio de sua atuação. Entregam os melhores resultados possíveis dentro de suas limitações, garantindo a qualidade em todo o processo. Acima de tudo, mantêm a consistência em seus resultados e utilizam sua excelência para influenciar positivamente suas próprias vidas e as daqueles que os cercam.
Steven Holl costuma ser visto lendo poesia e pintando aquarelas em uma pequena cabana com vista para flores de lótus na beira de um lago em Rhinebeck, Nova York. A cabana fica em uma reserva de 28 acres que Holl comprou em 2014 e que hoje abriga seu escritório permanente, além do ‘T’ Space, uma organização artística sem fins lucrativos que oferece exposições criativas, instalações ambientais e residências de arquitetura. Contornando várias árvores de grande porte e conectando-se por meio de uma passagem a outra cabana existente de 1959, o Arquivo de Arquitetura e Biblioteca de Pesquisa da Fundação Steven Myron Holl, construído in 2019, é a mais recente edificação a ser cuidadosamente inserida na exuberante paisagem.
De papel relevante na composição espacial, as escadas podem gerar dinamismo no espaço e trazer o movimento do corpo para a arquitetura. Em alguns projetos, elas ganham um destaque ainda maior ao serem acompanhadas por um desenho paisagístico, que traz o verde para os interiores e transforma o modo como percebemos o espaço ao mesmo tempo que brinda diversas vantagens para o usuário.
O projeto “Moray, o território perdido – Experimentando Muyus” foi realizado no âmbito da AAVS Nanoturismo, um programa experimental de ensino, pesquisa e desenvolvimento promovido pela AA Visiting School da Architectural Association, School of Architecture de Londres, Reino Unido. A iniciativa foi desenvolvida por uma equipe multidisciplinar em 2019 em Maras, Cusco, Peru.
O nanoturismo reconsidera o turismo tradicional e o direciona para uma perspectiva crítica, criativa e local. Por essa razão, a metodologia de pesquisa utilizada foi o método PAR (Pesquisa-Ação Participativa), que, por meio da participação, ação e pesquisa, permitiu identificar aspectos fundamentais “escondidos” dentro do contexto determinado.
Este artigo foi publicado originalmente no La Joven Cuba em 28 de junho de 2022.
Há algumas semanas visitei o terraço mirante do hotel Paseo del Prado e me extasiei com tanta beleza durante o entardecer. À frente, a entrada da baía e o Castelo dos Três Reis do Morro; girando para a esquerda, a silhueta do Malecón; virando para a direita, o Paseo del Prado, com o imenso Capitólio coroando a perspectiva. Poucas cidades no mundo possuem tanta beleza arquitetônica e paisagística, tanta história e monumentalidade.
No entanto, ao olhar para trás, o que percebi não era motivo de orgulho. Embora ainda mantivesse certa beleza, era uma vista triste e cinzenta: a grande massa desbotada e deteriorada de toda a cidade por trás das fachadas do Prado e do Malecón.
O A’ Design Award nasceu "do desejo de destacar os melhores designs e produtos bem projetados". Trata-se de um prêmio internacional cujo objetivo é proporcionar a designers, arquitetos/as e inovadores/as de todas as áreas do design uma plataforma para apresentar seus trabalhos e produtos a um público global. A edição deste ano já está aberta para inscrições antecipadas; os/as profissionais podem registrar seus projetos aqui.
Luminárias de teto pendentes Calla. Imagem cortesia de Cocoweb
Caracterizada por uma estrutura simples e telhado de duas águas, a tipologia tradicional de celeiro responde à sua função original: abrigar produtos agrícolas e gado. Nos últimos anos, no entanto, a estética dos celeiros evoluiu drasticamente, despertando o interesse de designers por seu charme rústico duradouro, forma minimalista, ornamentação refinada e modularidade — qualidades que há muito a tornam popular em refúgios de campo. Reinterpretada para se adequar a um estilo contemporâneo, essa tipologia vintage conquistou projetos modernos que buscam oferecer um refúgio da realidade densa e acelerada da vida urbana. Ao reformar fazendas históricas ou construir novas residências projetadas para se assemelharem a celeiros, arquitetos e arquitetas têm se inspirado nas origens industriais das instalações agrícolas tradicionais, mas com um toque moderno.
Quando falamos de produção social, tratamos dos processos em que os líderes das comunidades são adultos que representam e tomam as decisões por sua comunidade; mas deixamos de fora as crianças que também se apropriam e vivem em seus espaços. Quem têm imaginação e criatividade ilimitadas, que criam cenários em Marte em uma quadra de basquete. Quem têm as melhores corridas de carros na areia espalhada de seu quintal. Meninos e meninas que, por diferentes circunstâncias familiares ou econômicas, não podem escrever uma carta, mas conseguem dizer o que sentem e querem nas entrelinhas.
Rem Koolhaas, co-fundador do Office for Metropolitan Architecture (OMA), ganhador do Prêmio Pritzker em 2000 e um dos mais proeminentes teóricos do urbanismo hoje em dia, foi um dos primeiros a questionar o fenômeno dos arranha-céus e sua influência na transformação da cidade. Particularmente intrigado com a região do Golfo Pérsico e as ambições urbanas desta área, em 2009, durante a 9ª edição da Bienal de Sharjah, fez uma palestra sobre o potencial de reinventar a urbanização nos Emirados Árabes Unidos.
Por ocasião do jubileu de ouro dos Emirados Árabes Unidos, marcando 50 anos desde que foram fundados em 1971, 50U, publicado pela Archis, explora os diferentes desenvolvimentos no Golfo, esta região que "testemunhou a transformação de uma cidade parcialmente nômade, parcialmente baseada na comunidade em uma sociedade metropolitana globalmente ativa”. Depois de Al Manakh, em 2007, seguido em 2010 por Al Manakh Cont’d, 50U conta a história dos Emirados Árabes Unidos por meio de 50 retratos de pessoas, plantas e lugares. O livro também compartilha um trecho da palestra de Koolhaas em 2009 que reflete sobre as condições contemporâneas, focando especificamente em sua leitura de Dubai, seu envolvimento arquitetônico e suas previsões urbanas futuras.
Visitamos o “país dogon” no Mali (paralelo 15°N) em 2008 para observar como a arquitetura vernácula “dogon” (Patrimônio da UNESCO) alcançou a contraforma das vivências. Buscávamos a coerência entre sociedade e habitar com a arquitetura e o urbanismo em outra dimensão e em outra cultura.
Você moraria em uma casa construída em uma fábrica? A evolução tecnológica no projeto e produção arquitetônica está trazendo mudanças inegáveis na maneira como pensamos e construímos a arquitetura. A possibilidade de materializar uma casa através de um sistema de peças fabricadas industrialmente em uma área fora do canteiro final da obra abriu a porta para muitos arquitetos investigarem e experimentarem novos materiais e tecnologias alimentados pela fabricação digital.
A Era da Digitalização começou há quase 40 anos com a ascensão da tecnologia da informação. Com ela, vieram mudanças profundas na maneira como os seres humanos interagem e as indústrias operam — exceto, contudo, no campo da educação. Por muito tempo, apesar das tecnologias em constante evolução ao nosso redor, o aprendizado em sala de aula permaneceu o mesmo. O/A professor/a se posicionava diante dos/as estudantes, transmitindo conhecimento por meio de métodos convencionais de leitura, oratória e desenhos na lousa. Essa também tem sido a realidade do ensino de arquitetura até o momento. No entanto, os tempos estão mudando. Os/As estudantes de hoje cresceram cercados/as por tecnologias digitais e, por isso, podem se beneficiar de novos métodos de aprendizado, como a gamificação, para desafiar seus intelectos.
Os seres humanos se esforçam muito para fazer o inexplicável ser entendido. A nossa espiritualidade torna-se religião. A justiça torna-se lei. E o que nos encanta torna-se a estética, e a estética se reduz ao “estilo” nas artes plásticas e na arquitetura. A descrição, depois a definição, da estética nos permite julgar e, com sorte, controlar o que nos emociona: "Os estilos podem mudar, os detalhes podem ir e vir, mas as amplas exigências do julgamento estético são permanentes". — Roger Scruton
Mas o prazer instantâneo que às vezes sentimos quando ouvimos, provamos, pensamos ou vemos partes de nossa experiência é irracional em sua apreensão. Tentamos criar valor em nossos resultados, definindo-os além da experiência — isso é estética.
Agravada pela pandemia, a crise habitacional tornou-se um fenômeno global. O aumento dos preços, a falta de acesso e as políticas habitacionais deficientes traduziram-se em maior escassez e condições de precariedade. O caso do Chile não é exceção. Inclusive, de acordo com os últimos relatórios emitidos pela Câmara Chilena da Construção (CChC), existem “mais de 700 mil famílias com problemas de coabitação involuntária e moradias irrecuperáveis, somando-se às 81 mil famílias que vivem em acampamentos”.
As periferias constituem um dos campos de ação preferidos de quem trabalha com arquitetura social em contextos de "primeiro mundo". Em 2020, um grupo de estudantes do curso de Architecture for Humanity da YAcademy — a renomada escola internacional de arquitetura localizada em Bolonha, na Itália — teve a oportunidade de trabalhar com Michele De Lucchi para levar arte, beleza e qualidade às cinzentas periferias de Milão.