Como resposta a desafios globais como mudanças climáticas, discriminação e vulnerabilidade física, designers e engenheiros de todo o mundo desenvolveram materiais de construção inovadores que colocam o bem-estar humano em primeiro lugar em projetos urbanos, de arquitetura e de interiores.
Nas conversas sobre arquitetura que estamos tendo no mundo de hoje, os materiais são um assunto muito difundido. Há discussões sobre a viabilidade do concreto no contexto contemporâneo, sobre como a madeira pode ser obtida de forma mais sustentável e sobre como materiais biodegradáveis, como o bambu, devem ser mais presentes em nossos ambientes urbanos.
Mas também precisamos falar sobre o que acontece nesses prédios – ou seja, os móveis que decoram, aprimoram e tornam habitáveis os prédios ao nosso redor. Os materiais usados para fabricar esses objetos evoluíram constantemente ao longo dos séculos e, à medida que nos aproximamos do final de 2022, vale a pena perguntar – o que o futuro reserva para os materiais que nossos móveis serão feitos?
Remodelación en la calle Molière / PPAA Pérez Palacios Arquitectos Asociados. Image
Ao longo dos anos, o design de interiores evoluiu de acordo com as necessidades que vão surgindo, mas sobretudo com as experiências que procura evocar no usuário. Nos últimos dois anos pudemos testemunhar uma mudança radical e um interesse especial por este tema porque a pandemia obrigou-nos a dar uma atenção específica à configuração dos lugares que habitamos. Isso trouxe consigo projetos muito mais abrangentes que buscam atender o bem-estar do usuário, combinando cores, experiências sensoriais, tecnologia e elementos naturais que promovem a saúde.
Muitos planejadores urbanos preveem que até 2050 mais de 6 bilhões de pessoas viverão nas cidades e, muitas vezes, em condições que expandi-las não é uma opção. Portanto, a única maneira de acompanhar a densidade crescente é construir para cima. Construir mais alto sempre traz inúmeros desafios e também uma competição não tão sutil entre os escritórios de arquitetura para terem seu nome vinculado aos maiores edifícios. Tão logo um arranha-céu é nomeado um dos mais altos do mundo, outro chega à prancheta e leva o título poucos anos depois. Embora o céu seja o limite, como isso afeta a construtibilidade dos projetos e quais feitos de métodos e materiais de construção nos permitiram construir nas nuvens?
De acordo com o World Happiness Report, a Dinamarca lidera a pesquisa dos países mais felizes há anos. Copenhague, capital da Dinamarca, é conhecida por seus edifícios coloridos à beira-mar e sua arquitetura contemporânea radical, ambos refletindo o espírito alegre da cidade. A metrópole marítima é o estudo de caso favorito de um designer urbano com infraestrutura neutra em carbono, facilidade para pedestres e bicicletas, além de uma próspera esfera pública. Os designers dinamarqueses decifraram o código para construir cidades mais felizes, deixando muitos modelos a serem aprendidos.
Imagem produzida a partir de fotografia evidenciando a construção do Viaduto Júlio de Mesquita Filho. Acervo do Museu da cidade de São Paulo, Ivo Justino. http://www.acervosdacidade.prefeitura.sp.gov.br/PORTALACERVOS/ExibirItemAcervo.aspx?id=439575
Que relações entre o campo social da memória e a construção da cidade podem ser identificadas no período da ditadura civil-militar brasileira? Partimos da ideia de que a formação da cidade envolve uma série de disputas e concessões entre os mais diversos entes que compõem a sociedade. Uma vez que, como sabemos, cada agente social possui um lugar de fala diferente dos demais, as suas opressões ou privilégios são transportadas ao campo das memórias, que por sua vez se transcrevem na construção do ambiente urbano. Isto é, as opiniões e vontades de determinadas comunidades, por dotarem de mais recursos, determinam muitas vezes como os lugares serão erguidos e as narrativas tecidas sobre eles.
https://www.archdaily.com.br/pt/986807/o-arco-da-destruicao-politicas-de-apagamento-no-desenvolvimentismo-do-regime-militarLuiza Gibertoni Leite e Pedro Flosi Trama
Cidades e comunidades no mundo todo estão avançando para reduzir as emissões de gases do efeito estufa (GEE) e prevenir os impactos mais perigosos das mudanças climáticas. Em geral, as estratégias focam na redução de emissões em setores como transportes, energia, habitação e resíduos. Mas existe outro setor que muitas comunidades têm subestimado em seus planos climáticos: árvores e florestas.
https://www.archdaily.com.br/pt/986623/5-motivos-para-as-cidades-incluirem-as-arvores-nas-acoes-pelo-climaJohn-Rob Pool, David Gibbs, Sadof Alexander e Nancy Harris
Na arquitetura, um dos desafios enfrentados pelos profissionais são os projetos em terrenos inclinados. As encostas íngremes tornam possível pensar em uma arquitetura em que o visual predomina, como mirantes naturais. Uma oportunidade de trabalhar o contato com o território, a espacialidade e as diferentes alturas. Diversas soluções são possíveis, resultando em uma arquitetura única e sempre contextual.
Selecionamos 10 projetos residenciais no Peru que revelam diversas abordagens arquitetônicas em terrenos inclinados a partir de seus cortes.
Recife, Pernambuco. Imagem: Paulo Lopes/Prefeitura do Recife
Cada vez mais pessoas vivem em espaços urbanos. O Relatório das Cidades Mundiais 2022, da ONU Habitat, revela que esse índice passou de 25% em 1950 para mais de 50% em 2020 e a estimativa para as próximas cinco décadas é que ele chegue a 58%. O levantamento indica ainda que até 2070 o número de municípios em países de baixa renda aumentará em 76% enquanto que nas nações de renda alta e média-baixa essa elevação ficará em cerca de 20%. O estudo observa também que esse cenário mostra a urgência das localidades serem projetadas e gerenciadas de maneira que o seu crescimento futuro não sobrecarregue a infraestrutura, as áreas abertas e os serviços existentes — levando a uma expansão insustentável.
https://www.archdaily.com.br/pt/986625/o-que-e-densidade-urbana-e-quais-sao-suas-vantagens-e-desvantagensSomos Cidade
As florestas de eucalipto na Austrália são conhecidas por queimarem periodicamente. Essa também é uma forma de propagação das suas árvores, já que os frutos dessas espécies, conhecidos como “Gumnuts”, possuem uma camada isolante que é rompida com o calor do fogo. Ao se abrirem, banham o solo queimado com sementes, iniciando um processo de renovação da floresta. Glenn Murcutt, arquiteto australiano, tem uma obra enraizada na paisagem do país. A inovação de suas casas é que elas não negam a possibilidade dos frequentes queimadas, mas trazem elementos que as permitem controlá-los com o mínimo possível de perda. Em suma, as residências são construídas com envoltórias de materiais muito pouco inflamáveis, sempre contam com enormes reservatórios de água e com um “sistema de inundação” que possibilita que a edificação e seu entorno imediato sejam poupados em um incêndio florestal.
Sistema BENO: un sistema constructivo conformado por placas prefabricadas de bovedilla armada que incluyen la instalación eléctrica, muro y estructura de hormigón armado. Image Cortesía de Centro Experimental de la Vivienda Económica-AVE-CEVE-CONICET
Embora o design e o layout dos banheiros que usamos atualmente seja milenar, ainda assim eles são considerados um dos cômodos mais difíceis de projetar e reformar. Existem muitas regras a serem seguidas durante os primeiros estágios do planejamento de um banheiro, especialmente porque envolve “pré-planejamento” e associação de encanamento, circuitos elétricos, conexões em cantos e áreas pequenas de piso. Vamos explorar os fundamentos do encanamento e onde alocar cada acessório para otimizar o layout do banheiro, facilitando seu projeto “faça você mesmo” de reforma ou criando o espaço do zero.
As propostas submetidas ao anual Architecture Drawing Prize são avaliadas em três categorias: desenho à mão, digital e híbrido. No ano passado, Dafni Filippa, estudante de pós-graduação no mestrado em Arquitetura de Paisagem (MLA) na Bartlett School of Architecture, venceu na categoria híbrida e também foi consagrada a grande vencedora do prêmio com seu projeto Flood-responsive landscape performance — um desenho primoroso criado por meio de uma variedade de técnicas de representação e modelagem feitas à mão, em gesso e em múltiplas plataformas de software.
No ArchDaily, nosso trabalho se fundamenta em narrativas. Entre a prática profissional e os projetos, editoriais e notícias, escrevemos para compartilhar de que maneira a arquitetura e o design transformam não apenas nosso modo de vida, mas também as razões por trás dele. Além disso, assumimos a responsabilidade de escolher quais histórias são contadas e quais permanecem no silêncio. O texto a seguir é uma reflexão sobre o design em Los Angeles — uma cidade bela, imensa, dispersa e diversa que chamei de lar por muitos anos.
Estar na vanguarda, bem como renovar as linhas e contatos de negócios em qualquer setor, é fundamental para prosperar. Por isso, mantendo sua tradição de 32 edições presenciais e duas digitais, a Expo CIHAC está de volta ao Centro Citibanamex e se consolida em 2022 como um HUB para os setores de arquitetura, construção e design de interiores no México e na América Latina.
Florestas para tratamento de água no Espírito Santo. Foto: Ademir Ribeiro/WRI Brasil
E se os formuladores de políticas, ao tomarem as decisões sobre como fazer investimentos públicos, não olhassem só para grandes obras de cimento e concreto, mas também prestassem atenção nas florestas?
Pensar na conservação, restauração e manejo da vegetação nativa – em outras palavras, em soluções baseadas na natureza – como alternativas de investimentos para melhorar a infraestrutura dos centros urbanos é uma abordagem inovadora que pode trazer grandes benefícios para a sociedade. Um exemplo disso está no setor de tratamento e abastecimento de água: as florestas podem desempenhar um papel tão importante nesse setor a ponto de ser considerada como uma infraestrutura natural.
https://www.archdaily.com.br/pt/987534/florestas-para-agua-uma-solucao-baseada-na-natureza-para-enfrentar-crises-hidricasVitor Tornello, Lara Caccia, Mariana Oliveira e Bruno Calixto
A Autoridade de Redesenvolvimento de Roosevelt Roads (LRA) de Porto Rico lançou uma chamada de propostas (RFP #2022-004) por meio de um concurso de projeto. O objetivo desta licitação é selecionar empresas de arquitetura e engenharia qualificadas para fornecer serviços integrados e completos (incluindo estudos preliminares, projeto, design sustentável, obtenção de licenças, entre outros) para o futuro projeto do Centro de Pesquisa e Inovação em Operações Marítimas (MBRIC). O local do projeto está situado na região leste de Porto Rico, especificamente no antigo píer da Guarda Costeira em Roosevelt Roads, no município de Ceiba. Além disso, o projeto será desenvolvido pela Bluetide Puerto Rico em parceria com a LRA, definindo conjuntamente os requisitos e necessidades para o desenvolvimento do MBRIC, cabendo também à Bluetide supervisionar a operação e manutenção das instalações.
CityMakers está trabalhando em parceria com o ArchDaily para publicar uma série de artigos, conversas e entrevistas com os diferentes agentes da coprodução da cidade que estão por trás do CityMakers Barcelona Lab 2022, evento que acontecerá de 14 a 18 de novembro. Desta vez, Víctor Torres, arquiteto e mestre em Planejamento Territorial e Gestão Ambiental pela Universidade de Barcelona, apresenta seu artigo "Renaturalizar a Cidade a partir da menor escala: O Bairro".
A expressão "tempestade perfeita" refere-se a um evento, geralmente não favorável, que é agravado em decorrência de uma confluência de fatores negativos ou imprevisíveis. É muito utilizada para retratar fenômenos meteorológicos, mas também abrange outros campos, como a economia, por exemplo. Essa analogia também pode funcionar para a relação entre a crise climática e a dependência do mundo com o concreto. Conforme evidenciado no Relatório da Chatam House, enquanto o cimento (essencial para a fabricação de concreto) é um material extremamente prejudicial ao efeito estufa e à crise climática, representando cerca de 8 % das emissões globais de CO2, prevê-se que sua produção global aumente nos próximos 30 anos para suprir a demanda da rápida urbanização de regiões como o Sudeste Asiático e a África Subsaariana. Ao mesmo tempo, o último relatório da IPCC nos alertou que nos restam apenas 11 anos restantes para reduzir as emissões e evitar danos irreversíveis da mudança climática. Ou seja, o setor de cimento está enfrentando uma expansão significativa no momento em que as emissões precisam cair rapidamente.
Brooke Street Pier / Cinca Morris Nunn. Imagem cortesia de Danpal
Na arquitetura, o conceito de iluminação natural refere-se à entrada de luz natural nos edifícios para proporcionar uma série de benefícios, que vão desde o maior conforto visual e produtividade até a melhora na saúde e maior economia de energia. No entanto, para alcançar níveis ideais de luz solar, o equilíbrio é fundamental; enquanto o excesso pode produzir um ofuscamento desconfortável e uma quantidade excessiva de calor, a falta de luz pode causar problemas de saúde e uma maior dependência da iluminação artificial. Sob essa perspectiva, as qualidades dos painéis de policarbonato são incomparáveis, tornando-se uma escolha atraente para fachadas e coberturas ao proporcionar uma luz suave e difusa, com diferentes níveis de transparência, brilho e opacidade.
20 de março de 2020: Estou em Nova York, “o epicentro da Covid-19”, repetem incessantemente as notícias na TV, como se tivessem orgulho da conquista. Nova York sempre foi excessiva, então por que não agora? Mais casos, mais hospitalizações, mais internações em UTIs, mais intubações, mais mortes. As notícias são aterrorizantes e, ao mesmo tempo, completamente incompatíveis com a experiência cotidiana da cidade, que se tornou estranhamente silenciosa, pacífica. Sem trânsito, sem barulho de obras, sem alarmes de carro irritantes, sem gritos aleatórios no meio da noite. Até as ambulâncias estão em sua maioria silenciosas, sem carros contra os quais lutar.
Cortesía de Alejandro Merino Guerrero, Gianella S. Díaz Castañeda
No âmbito do projeto "Preparação inclusiva, resposta eficaz: Fortalecimento dos sistemas comunitários de preparação e proteção contra desastres por meio de uma abordagem inclusiva e de gênero, das comunidades da região de Cantagallo em Lima", desenvolvido pelo consórcio composto pela Plan International, COOPI - Cooperazione Internazionale e Humanity Inclusion, o escritório Arquitectura del Medio de Alejandro Merino e Gianella Díaz busca implementar uma obra demonstrativa na Comunidade Shipibo Konibo de Cantagallo, no distrito do Rímac, Lima, considerando aspectos ambientais e o potencial de replicabilidade.
https://www.archdaily.com.br/pt/1135248/conibox-modulo-habitacional-em-contexto-de-emergencia-para-a-comunidade-shipibo-konibo-em-limaDiego Vivas
"Harmonious Contradiction" é a terceira e última exposição de verão na Sotheby's East Hampton Gallery Nova York e a primeira colaboração entre a MASA e a Sotheby’s. Trata-se de uma exposição coletiva – que acontecerá de 24 de agosto a 18 de setembro – na qual são apresentados oito artistas contemporâneos que produzem obras de piso em latão e bronze polido da Masa Gallery – com sede na Cidade do México – em diálogo com uma seleção de obras contemporâneas e do pós-guerra sob a curadoria da Sotheby's.
Artifício da decoração de interiores, a determinação de pontos focais nos ambientes oferece dinamismo, personalidade e ativa ambientes internos e externos a partir do destaque de objetos decorativos ou de elementos construtivos. Veja a seguir o que é e como usar no projeto e decoração da sua casa.