À medida que a geração pós-pandemia de locais de trabalho ganha forma, o conforto do escritório está se tornando rapidamente seu principal atrativo. Contudo, isso não pode se resumir apenas a sofás de trabalho grandes e confortáveis e algumas almofadas soltas. Com as opções híbridas de casa, escritório ou um terceiro espaço em pauta, a maioria dos/as profissionais ainda opta por passar uma grande parte de seu tempo de trabalho em conjunto, beneficiando-se do sentimento de comunidade e da atmosfera criativa, mas, acima de tudo, do ambiente de trabalho profissional e de seu design de interiores. Assim, embora espaços confortáveis e acolhedores ajudem as pessoas a se sentirem em casa, o arranjo tradicional com mesas e cadeiras individuais voltado ao foco e à concentração não pode ser subestimado.
Diante do aumento no valor dos aluguéis e com grandes empresas já em processo de redução de espaço para sobreviver à era do trabalho digital, apenas locais de trabalho projetados com flexibilidade e adaptabilidade podem oferecer tipologias voltadas tanto ao conforto quanto ao foco.
O LIGA, Espacio para arquitectura é uma instituição sem fins lucrativos que busca promover a arquitetura emergente latino-americana por meio de uma agenda pública com destaque para exposições, palestras e publicações. No último dia 23 de setembro de 2022, foram celebrados os 10 anos de trabalho em sua sede localizada na Calle Doctor Erazo 176, na Colonia Doctores, Cidade do México. Além disso, destacou-se o trabalho de três grandes mulheres cuja atuação tem sido crucial para a arquitetura latino-americana: Tatiana Bilbao (Mex), Marta Moreira (Bra) e Florencia Rodríguez (Arg).
A geração Z compreende o grupo de pessoas nascidas a partir de 1995. Cresceram junto com a popularização da internet e interagem com o mundo integrando todas as formas de tecnologia disponíveis.
A diversidade de mídias disponíveis, a velocidade no tráfego de informação, a interatividade no ambiente virtual e o uso cotidiano desses ativos tecnológicos comuns nos dias de hoje, influencia o comportamento dos indivíduos dessa geração, imprimindo polivalência, agilidade e curiosidade.
Acompanhando o lançamento de nosso primeiro livro, The ArchDaily Guide to Good Architecture, já disponível para compra, analisamos durante o mês de setembro diferentes definições e pontos de vista sobre a "boa arquitetura". Explorando temas como materialidade, contexto e abordagem, nossa equipe de conteúdo desenvolveu artigos que buscam questionar e descrever alguns dos aspectos que fazem uma arquitetura ser boa.
Veja a seguir uma seleção de artigos que colocam esta pergunta em perspectiva, reunidos sob os temas: cidades, materiais, história, contexto e interiores. Leia também, ao fim, um trecho do livro do ArchDaily.
Se você deseja elevar suas habilidades no SketchUp a um novo patamar, aprender a renderizar animações pode ser uma excelente maneira de apresentar seus projetos. Neste tutorial, mostrarei como criar uma animação profissional usando o SketchUp e o plugin de renderização fotorrealista V-Ray. O primeiro passo será criar uma animação simples de câmera e, em seguida, animar a variação da luz solar ao longo do dia. Depois disso, animaremos as nuvens para criar um céu em time-lapse e aprenderemos a compartilhar os clipes renderizados finais.
Ao nascer e ao se pôr, o sol invade os espaços interiores e os inunda com alegria como nenhum teto ou aparelho de parede poderia fazer. Esses momentos, no entanto, são breves e difíceis de pegar em meio a uma agenda pesada.
O que é uma boa arquitetura? Há mais de dois mil anos, Vitruvius teria respondido que boa arquitetura é aquela que contempla três princípios básicos: firmitas (firmeza), utilitas (utilidade) e venustas (beleza), como descreveu em seu tratado De Architectura, e provavelmente, ninguém o teria questionado. Hoje, essa ampla pergunta é capaz de despertar centenas de respostas, todas pessoais e subjetivas, que têm a ver com a vivência e experiência de cada um.
Em parceria com a editora gestalten, publicamos recentemente nosso primeiro livro: The ArchDaily Guide to Good Architecture. Uma pausa para olhar para os mais de 40.000 projetos curados durante os últimos 15 anos, extrair suas contribuições e responder a uma pergunta ambiciosa: O que é boa arquitetura?
Quisemos que vocês — nossos queridos leitores — também enfrentassem essa questão com uma chamada aberta de opiniões. Após ler uma imensa quantidade de comentários recebidos, tanto de profissionais da construção civil quanto de estudantes e pessoas interessadas em arquitetura, foi uma surpresa encontrar de forma generalizada convergências no entendimento de que, antes de tudo, a boa arquitetura não esquece por que e para quem existe. Leia algumas das principais respostas a seguir.
O paisagismo é um componente fundamental em diversos tipos de projeto, sobretudo para pensar a integração das edificações com seus entornos e estabelecer articulações entre ambientes. O uso da vegetação confere diversas qualidades aos espaços, e apesar de figurar mais usualmente nas partes externas, o uso de jardins internos pode ser um fator de transformação total na atmosfera dos projetos.
"Domingos Libro" é apresentado por Carmelo, do Enorme Studio, no qual ele se aprofunda em publicações de arquitetura esquecidas, livros e revistas de arquitetura dos anos 60, 70 e 80, que trazem por trás as histórias mais interessantes.
Após uma pausa em 2022, a série retornou com o episódio 19, intitulado “Sempre Jovem”, contando a história de Ettore Sottsass Jr., e "Ninguém é profeta em sua terra", uma homenagem ao recém-falecido mestre da arquitetura Ricardo Bofill. Agora, o programa apresenta "Apenas os melhores produtos vão para o museu", a primeira parte de um episódio duplo dedicado aos "arquitetos/as" norte-americanos/as do SITE — James Wines, Alison Sky e Michelle Stone — e a como levaram as lojas BEST ao ápice da arte.
Considerando o tempo, a energia e o impacto ambiental de um processo de construção, a arquitetura deve explorar diferentes metodologias que funcionam com o ambiente construído existente. Por exemplo: Como dar vida a um edifício esquecido? A reutilização adaptativa oferece novas oportunidades a edifícios abandonados, seguindo a ideia de que a boa arquitetura deve ser durável, inovadora e reciclável.
Os arquitetos não devem projetar apenas para o presente, mas também devem pensar em como adaptar os edifícios para o futuro. Em vista da situação atual do mundo em relação à crise climática e aos recursos naturais disponíveis, a reutilização adaptativa explora estratégias para a sustentabilidade e a inovação projetual, trabalhando para reduzir o consumo de energia, com menos emissão de carbono e impacto social positivo.
Uma cidade de eletrizante diversidade arquitetônica — as estruturas modernistas de Belgrado conferem à capital sérvia um caráter único. O cinza do concreto brutalista de Belgrado é uma das assinaturas arquitetônicas da cidade, manifestando-se tanto em complexas fachadas volumétricas quanto em formas retilíneas monolíticas. No entanto, embora existam inúmeras análises arquitetônicas sobre as qualidades externas das estruturas brutalistas em Belgrado e arredores, o registro fotográfico de seus interiores brutalistas é relativamente escasso — algo que a fotógrafa Inês d’Orey buscou transformar em sua mais recente exposição.
A importância do contato com a natureza é tema de diversos estudos. Uma pesquisa da Escola de Saúde Pública de Harvard aponta que morar perto de bosques, parques e jardins está associado a um menor risco no desenvolvimento de doenças renais e respiratórias, além de reduzir a depressão. Porém, quem vive em grandes centros urbanos, nem sempre consegue suprir esta falta, seja pela falta de parques, de tempo ou mesmo pela distância da área verde mais próxima. Em tais casos, uma alternativa é levar a natureza para dentro de casa, apostando no poder das plantas como parte integrante da decoração.
Playa de La Barceloneta, Fotografía Ingus Kruklitis / Shutterstock. Image Cortesía de CityMakers
CityMakers está trabalhando com o ArchDaily para publicar uma série de artigos, conversas e entrevistas com os diferentes atores da co-produção de cidade por trás do CityMakers Barcelona Lab 2022, um evento que acontecerá de 14 a 18 de novembro. Nesta ocasião, Camilo Osorio, Arquiteto e Mestre em Desenvolvimento Urbano e Territorial na Universidade Politécnica da Catalunha - Barcelona Tech, apresenta seu artigo "Barcelona: Alegria e Ordem". Os dotes naturais e artificiais de uma cidade exemplar".
Skyline de Londres. Foto de João Barbosa via Unsplash
O grande debate continua: como projetar e construir uma cidade moderna de modo que toda a população se beneficie? Tradicionalmente, assume-se um dos lados dessa disputa urbana. De um lado, estão os NIMBYs (sigla em inglês para “Não no meu quintal”), que se opõem a novos empreendimentos em seus bairros; de outro, os YIMBYs (“Sim no meu quintal”), defensores do desenvolvimento urbano por diferentes razões. No entanto, essas siglas genéricas não dão conta das questões reais que levam as pessoas a se posicionarem nessa eterna queda de braço entre o “Não! Não construam isso!” e o “Sim! Construam!”
Seja para um momento de pausa, descontração ou até mesmo para um wifi gratuito, as cafeterias costumam abrigar uma série de situações que envolvem mais que apreciar uma xícara de café. Um lugar tranquilo e agradável, que além de tudo ofereça uma boa bebida quente, é um grande atrativo para quem busca por uma cafeteria para passar algumas horas.
Nesse sentido, um projeto paisagístico que integre o verde a estes ambientes pode aumentar significativamente o conforto dos clientes, ao amenizar temperaturas e oferecer uma barreira contra a poluição atmosférica, sonora e visual. Além disso, após as restrições impostas pela pandemia de Covid-19, espaços abertos, com ventilação natural e jardins passaram a ser prioridades para muitos projetos, inclusive cafeterias.
Habitação Comunitária Aranya / Vastu-Shilpa Consultants . Imagem Cortesia de Vitra Design Museum
Em quase todas as línguas indianas, um termo coloquial para "família" (ghar wale em hindi, por exemplo) se traduz literalmente como "aqueles que estão em (minha) casa". Tradicionalmente, os lares indianos abrigavam gerações de uma família sob o mesmo teto, formando bairros próximos de parentes e amigos. A arquitetura residencial, portanto, foi influenciada pelas necessidades desse sistema familiar. Espaços de interação social são essenciais na habitação coletiva, assim como estruturas que se adaptam às necessidades de mudança de cada família. A relação matizada entre cultura, tradições e arquitetura é maravilhosamente manifestada na sintaxe espacial da habitação indiana.
Hoje, 7 de outubro de 2022, foi anunciada nas redes sociais a notícia do falecimento do arquiteto mexicano Fernando González Gortázar. Nascido na Cidade do México, ele passou a maior parte de sua vida na cidade de Guadalajara, onde se graduou em 1966 e despertou um grande interesse pela escultura por meio de diversas oficinas realizadas com o mestre Olivier Seguin.
A cada ano, a TIME publica a TIME100 Next, uma lista, inspirada em sua conhecida TIME100, que busca reconhecer 100 pessoas de todas as indústrias do mundo cujas carreiras estão em ascensão. Como resultado, a lista de 2022 da TIME100 Next apresenta desde músicos e profissionais médicos, a funcionários do governo, líderes de movimentos e denunciantes de alto nível ao lado dos principais diretores executivos, todos selecionados pelos jornalistas da revista. Entretanto, na lista deste ano figura a única profissional representante da classe: a arquiteta mexicana Frida Escobedo.
O Chile possui uma rica e vasta arquitetura patrimonial, que gradativamente vem ganhando relevância por meio de diferentes iniciativas voltadas à renovação desses edifícios para lhes dar uma segunda vida. As edificações e infraestruturas encontravam-se deterioradas, em desuso ou danificadas, mas possuem grande valor arquitetônico, representando uma contribuição importante para a reconstrução da história das cidades chilenas.
Em nossa condição de seres humanos, não podemos viver sem histórias. Precisamos delas para preencher as lacunas que existem em nossa realidade, para viver em nossa imaginação esses milhares de vidas diferentes das nossas e, em alguns casos, impossíveis.
Poderíamos classificar como “boa arquitetura” aquela que tem uma ou várias histórias para nos contar? Aquela que é uma história por si só? Uma pergunta tão subjetiva como essa certamente gera diferentes respostas, mas uma resposta possível é “sim”. E um exemplo disso é o projeto do Túmulo Brion, uma das principais obras-primas do arquiteto veneziano Carlo Scarpa.
“La Olotera” Autores: Alfombristas Mexicanos. Image Cortesía de Mextrópoli
Pela oitava vez, o Festival de Arquitetura e Cidade MEXTRÓPOLI realizou o concurso Arquine N.º 24 | Pavilhão MEXTRÓPOLI 2022, uma plataforma onde a arquitetura, o urbanismo e a arte se encontram para pensar e celebrar a Cidade do México. O evento também tem a vocação de conectar a população por meio da ocupação do espaço público com peças de arquitetura que possam ser ativadas por visitantes. Celebrar os espaços públicos ou propor um olhar diferente sobre os lugares por onde se transita diariamente é a razão pela qual o MEXTRÓPOLI exibe essas peças de arquitetura efêmera.
O papel da área de entrada de um edifício é fundamental em um mundo onde as primeiras impressões são tudo. Ela antecipa o que está por vir, marca o ponto de partida de uma jornada arquitetônica e define o tom para o restante do interior. Como uma “passagem” prática entre diferentes lugares, a entrada conecta e une, mas, ao mesmo tempo, separa, protege e garante a segurança tanto de moradores(as) quanto de visitantes. Desse modo, cada aspecto transmite características formais específicas para cumprir essa função; desde a posição da porta até a forma do limiar e a estrutura do teto.
A escassez de moradia nos EUA é mais severa na faixa mais acessível do mercado. Em um momento de escalada generalizada de custos, no qual imóveis até pouco tempo atrás viáveis para muitos tornaram-se inacessíveis para a maioria, isso não chega a ser uma surpresa. O problema é mais agudo, naturalmente, nos mercados mais aquecidos, onde exigências de acessibilidade e o controle de aluguéis tentam preservar a acessibilidade da locação para uma parcela da população, visto que a casa própria nesses locais é um sonho restrito aos mais ricos. (Nenhuma das medidas discutidas neste artigo tem impacto sobre esses mercados.)