
Desde 2016, o Patronato Cultural do Peru é responsável por produzir e organizar o Pavilhão Peruano para a Bienal de Arquitetura de Veneza, promovendo e trabalhando na representação de obras e projetos que traduzem o cenário arquitetônico do país.

Desde 2016, o Patronato Cultural do Peru é responsável por produzir e organizar o Pavilhão Peruano para a Bienal de Arquitetura de Veneza, promovendo e trabalhando na representação de obras e projetos que traduzem o cenário arquitetônico do país.

Há aquedutos romanos construídos há mais de 2 mil anos que seguem em funcionamento. O Panteão de Roma permanece sendo o maior domo feito de concreto não-armado no mundo, com um diâmetro de 43,3 metros. Ao mesmo tempo, não raramente, vemos estruturas com menos de uma década ruindo. Entender o porquê das estruturas romanas permanecerem de pé tem sido objeto de estudos de diversos pesquisadores pelo mundo. Por que, mesmo em ambientes hostis como a água do mar ou zonas sísmicas, essas estruturas permanecem intactas? Existe algum material milagroso ou método que se perdeu na história? Um grupo internacional de pesquisadores liderado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) trouxe luz a essas questões, descobrindo que essas estruturas tinham uma capacidade de autocura anteriormente negligenciada, e como isso pode ter um enorme impacto ambiental para criar estruturas de concreto mais duráveis no futuro.

Samira Perez, uma antiga moradora da cidade de Barranquilla, na Colômbia, costumava gastar tempo e dinheiro com táxis para levar seus filhos aos shoppings locais depois da escola e aos finais de semana. Lá, eles passavam o tempo admirando vitrines de lojas sofisticadas, assistindo a shows e fazendo refeições nos restaurantes.
A presença do shopping na vida da família de Perez é comum em cidades latino-americanas que têm passado por um rápido processo de urbanização, no qual, diante da ausência de alternativas acessíveis ao ar livre, os shoppings costumam oferecer espaços de convivência seguros e limpos. Em Barranquilla, onde os shoppings são onipresentes, uma pesquisa de percepção realizada em 2009 mostrou que 90% dos moradores estavam insatisfeitos com as áreas verdes e públicas da cidade.

Os estudos sobre as mulheres começaram oficialmente na China no início da década de 1980. À medida que a sociedade se desenvolvia, as mulheres despertaram e passaram a assumir papéis de maior relevância. Embora já houvesse mulheres atuando na arquitetura há um século, Lin Huiyin só foi reconhecida como a primeira arquiteta do país na década de 1920, devido ao desenvolvimento tardio da profissão na China. Hoje, no entanto, cada vez mais arquitetas ocupam posições cruciais no setor.

O antimonumento 2146 Stones – Monument Against Racism / The Invisible Monument é uma intervenção realizada em 1993 na praça Saarbrücken por Jochen Gerz e alunos de sua disciplina na faculdade Hochschule der Künste Saar, em Saarbrücken, Alemanha. Realizada segundo a prática constante de vigilância [1] de Gerz, a obra é fruto de um momento de inquietação na produção artística alemã que questionava a arte representativa de uma geração nascida no pós-guerra, assim como a busca de quem ao mesmo tempo viveu os eventos da 2ª Guerra Mundial, do início e do fim do Muro de Berlim, enquanto havia um esforço nacional para evitar as memórias do Holocausto.

Uma moradora de Vitória pode não pensar nas florestas da Bacia do Jucu ao servir um copo de água. Os uruguaios provavelmente não pensam na Floresta Amazônica quando veem a chuva cair sobre os parques da cidade. E os habitantes de Adis Abeba possivelmente não estão pensando na Bacia do Congo quando comem injera, um alimento típico na Etiópia feito a partir do grão de teff.
Ainda assim, as florestas próximas e distantes afetam o dia a dia dessas pessoas mais do que elas estão cientes.

Sou um engenheiro de software (comumente chamado de programador). Criar um software envolve muitas funções diferentes. Empresas diferentes têm funções diferentes e nomes diferentes para as funções, mas tipicamente isso envolve engenheiros de software, gerentes de produto e designers de UX (user experience, ou experiência do usuário).
Cada função tem seus próprios pontos fortes e sua própria responsabilidade. Os gerentes de produto identificam as necessidades do usuário e ditam o que devemos construir. Os designers de UX determinam a aparência do produto — o layout, telas diferentes, texto, imagens, marca, etc. Os engenheiros de software fazem a implementação real: eles resolvem os problemas técnicos necessários para construir o produto.

Um dos elementos mais importantes da arquitetura são as circulações verticais, isto é, elevadores ou escadas, Embora alguns escritórios optem por abordá-las de forma discreta, outros decidem dedicar a elas atenção específica, transformando-as em esculturas. As escadas helicoidais são as preferidas quando se quer chamar a atenção e, na nossa consciência coletiva, guardamos alguns exemplos icônicos, como o caso da escada na Casa O'Gorman, onde este elemento dá o carácter da obra, sendo quase impossível imaginá-la sem a escada.

A profissão de arquiteto é muitas vezes marcada por aqueles indivíduos que usam seu talento e recursos para proporcionar mudanças e trazer uma visão de um futuro melhor. Enquanto alguns iniciaram o seu percurso com gestos arrojados que chamaram a atenção do mundo arquitetônico e mudaram paradigmas, outros trabalharam de forma mais tranquila, voltando o foco para os usuários dos espaços e questionando-se sobre como podem contribuir da melhor forma para a melhoria da vida daqueles que os cercam.
Com o início do novo ano, paramos para olhar para os arquitetos que faleceram ao longo do ano passado, mas cujo legado e contribuição para a arquitetura sobrevivem. Entre eles, lembramos o ganhador do Prêmio Pritzker e pioneiro da alta tecnologia Richard Rogers, o ícone pós-moderno Ricardo Bofill, o atencioso Gyo Obata, a defensora e inovadora Doreen Adengo, a pioneira da habitação social Renée Gailhoustet e o multifacetado ganhador do Prêmio Pritzker Arata Isozaki.

Você está sentado confortavelmente neste momento? OK, eu vou esperar alguns segundos para você ajeitar a postura e continuarmos o texto. Por mais que todos saibamos que as costas devem estar eretas, os ombros para trás e os glúteos encostados na parte posterior da cadeira, assim que paramos de prestar atenção nisso, é comum que nosso corpo vá escorregando até que nossa coluna se torne um grande ponto de interrogação. E isso pode desencadear diversos problemas de postura e circulação, dores crônicas e aumentar a fadiga após um longo dia, semana, mês ou anos de trabalho. Mas saiba que você não está sozinho e isso não é (necessariamente) sua culpa. Que elementos tornam uma cadeira confortável? Como elas podem manter sua postura adequada por mais tempo? É possível ter design e conforto no mesmo produto? Neste artigo, tentaremos responder a essas questões e trazer alguns exemplos do catálogo do Architonic.

Para arquitetos e urbanistas, o mais difícil no processo de desenvolvimento das cidades talvez seja lidar com as estratégias políticas utilizadas em temas que, para nós, seriam somente uma questão de planejamento urbano. No passado, tínhamos em nosso imaginário que as cidades eram criadas e transformadas somente com o desenho do arquiteto, mesmo tendo certeza que sempre existiram diversas forças atuando sobre isso. No caso de Inhoaíba, localizada na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, infelizmente, as forças externas aos arquitetos e urbanistas estão muito mais presentes do que gostaríamos, o que me levou a escrever este texto.

A temporada mais recente de ByDesign –série de televisão que explora o design, apresentando os/as designers que dão vida às ideias– retorna com os olhos voltados para a arquitetura dos Estados Unidos. America ByDesign: Architecture apresentará seis das realizações arquitetônicas mais significativas dos EUA, que competirão em uma final para determinar o projeto vencedor. As temporadas anteriores do ByDesign focaram em Nova York, Califórnia e Austrália—e, agora, a série volta suas lentes para a "Cidade dos Ventos" e para a School of the Art Institute of Chicago (SAIC).

A cada ano, o Fondo Nacional para la Cultura y las Artes (FONCA), por meio do Sistema Nacional de Creadores de Arte (SNCA), homenageia os expoentes da excelência na cultura nacional com o Programa Jóvenes Creadores. Através de bolsas de estudo, o programa impulsiona o processo criativo e formativo de jovens artistas do México, criando condições favoráveis para a realização de projetos de criação originais, significativos e positivos. Nesta edição, a lista de bolsistas da especialidade de “Design Arquitetônico” foi composta por Ruy Berumen, Diego González, Juan José Kochen, Ignacio Pérez, Elsa Ponce, Luca Salas e Tania Tovar, que contaram com a orientação dos tutores Elena Tudela Rivadeneyra, Rafael Ponce Ortiz e Patricia Ivonne Álvarez De Anda.

Verão, férias escolares e o desejo de um mergulho no mar. Motivos não faltam para visitar o litoral brasileiro nessa época do ano. Pensando na sua vasta diversidade, selecionamos alguns hotéis dispostos em diferentes estados e que, em seus projetos, trazem distintas formas de dialogar com o contexto, mas também conforto e lazer para seus hóspedes.


O Noroeste Pacífico é sinônimo de montanhas chuvosas, costas extensas e florestas densas. Conhecida por suas paisagens majestosas, a região possui uma conexão inata com a água. Ao longo do tempo, esses canais passaram a ser chamados de Mar de Salish. Abrangendo o Estreito de Geórgia, o Estreito de Juan de Fuca e o Puget Sound, essa intrincada rede de baías e enseadas é delimitada pela Colúmbia Britânica e pelo estado de Washington. Pontuado por grandes cidades portuárias, incluindo Bellingham, Vancouver e Seattle, o Mar de Salish também tem sido, historicamente, o lar de muitos povos indígenas.

Neste dia 2 de fevereiro, celebra-se uma nova edição do Dia Mundial das Áreas Úmidas sob o lema revitalizar e restaurar as áreas úmidas degradadas. O tema de 2023 destaca "que, se realizada corretamente, a recuperação dessas áreas pode vir a oferecer os mesmos benefícios proporcionados pela área úmida natural original".

"O piso plano é uma invenção dos arquitetos. Adapta-se a máquinas, não a seres humanos." Inspirado pelos secessionistas vienenses e pelos artistas austríacos Egon Schiele e Gustav Klimt, assim como pelas ousadas formas gaudinianas, o autor dessa frase, Friedensreich Hundertwasser (1928-2000), foi um prolífico pintor, escultor e arquiteto. Suas obras são marcadas pela dualidade entre a disciplina e a indisciplina, entre o esperado e o inesperado, o racional e o irracional. Na sua aventura criativa, Hundertwasser não era um simples inimigo da linha reta, ele desprezada o racionalismo arquitetônico reivindicando formas fluídas e cores marcantes.

Como parte da agenda do What Design Can Do (WDCD) — uma organização internacional que busca acelerar a transição para uma sociedade sustentável e justa utilizando o poder do design —, ao longo de 2022 ocorreu uma série de eventos e conferências em Amsterdã que reuniu palestrantes de diversos países para apresentar seus projetos e perspectivas diante dos desafios atuais enfrentados pela comunidade do design.

Dezembro de 2019: o primeiro caso de Covid-19. Dezembro de 2022: o fim das restrições sanitárias mais rígidas.
Neste ano, para além de nossas identidades profissionais, fomos apenas mais um rosto nas longas filas de testes de PCR, mais um nome em correntes virtuais de apoio mútuo, mais uma pessoa confinada por trás de grades e lacres, mais um corpo sob o calor extremo, enfrentando a melancolia política e o esgotamento mental, dependentes de um comprimido de ibuprofeno — testemunhas de uma era volátil e em constante transformação.
Neste mesmo ano, no universo da arquitetura e do design, referências da profissão nos deixaram no rigor do inverno; honorários de projeto tornaram-se irrecuperáveis, profissionais da arquitetura perderam seus empregos, escritórios faliram e fecharam as portas, vagas em cursos de arquitetura ficaram ociosas, e o dia a dia tornou-se uma oscilação constante entre a apatia e a exaustão produtiva.
Algumas feridas permanecem abertas, mas ninguém nos prometeu tempos fáceis. Diante da desordem, resta-nos persistir no que acreditamos ser correto. Cada profissional da arquitetura busca solucionar os dilemas do nosso tempo por meio do projeto, desenhando espaços mais abertos, combatendo as mudanças climáticas com o design sustentável e aplicando o conhecimento técnico para devolver uma centelha de esperança aos espaços.
No ano que passou, o ArchDaily publicou 4.669 projetos concluídos, 2.160 artigos temáticos, 323 anúncios de concursos e 258 informações sobre exposições. Dedicamos nossa atenção à expansão da plataforma e a novos conteúdos, alcançando diversos marcos inéditos:
Portanto, as palavras-chave do ArchDaily para 2023 são: Novas jornadas, evolução contínua
Queremos fomentar ainda mais discussões temáticas, unindo forças e perspectivas de designers de todo o mundo para fazer ouvir a nossa voz!
Por muito tempo, a atenção se voltou apenas para o "momento" estético da obra concluída, ignorando os dias e noites de esforço conjunto de arquitetos e arquitetas, construtoras, fornecedores de materiais e toda a equipe técnica. Do primeiro esboço conceitual aos detalhamentos executivos, da seleção criteriosa entre inúmeros materiais ao rigor técnico no canteiro de obras para alcançar o melhor resultado... o ArchDaily convida você a entrar nos bastidores de cada projeto de sucesso.
A conclusão do edifício em madeira engenheirada mais alto do mundo: a história do Ascent
A quem serve a arquitetura de hoje?
O que é um museu infantil?
Desafiando o impossível: o avanço tecnológico impulsionado pelo projeto de arquitetura
Norman Foster fala sobre o DJI Sky City: 8 dados de alta tecnologia que revelam sua construção
O nascimento da maior estrutura híbrida de madeira do mundo! Relatório de construção do campus Swatch & Omega
Um passeio com Sou Fujimoto pelo 'templo' das folhas douradas | ArchDaily Viagens
Mais é mais: quando o Pavilhão de Barcelona de Mies van der Rohe encontra a madeira
Dubai não tem apenas o arranha-céu mais alto, mas também o 'museu de construção mais impressionante'
Como um veículo de arquitetura comprometido com seu papel social, buscamos ser mais do que uma vitrine de projetos. Por meio de nossa curadoria de conteúdo e seleção editorial, manifestamos nosso posicionamento, estimulando arquitetos e arquitetas, profissionais do setor e a sociedade civil a refletirem sobre os desafios urgentes da indústria da construção para fomentar um desenvolvimento saudável da área.
Quais problemas o projeto de arquitetura enfrenta atualmente?
O que define um bom design de interiores?
Na era da reabilitação urbana, como respondem os laureados do Pritzker?
Quais são os critérios de avaliação dos prêmios de arquitetura?
22 projetos, 11 estilos de design de interiores风格
Parar de demolir, começar a desmontar
O passado e o futuro das cidades flutuantes
Disrupt: o primeiro simpósio de negócios na arquitetura reúne grandes referências
Novas Práticas 2022: ArchDaily anuncia os escritórios de arquitetura vencedores!
Os melhores projetos colaborativos de 2021
Qual é o real propósito de uma bienal de arquitetura?
Espaços educacionais: como manifestar a igualdade?
Como projetar banheiros sem distinção de gênero?
Em todo o mundo, busca-se um modo de vida adaptado à coexistência com as transformações pós-pandemia e ao enfrentamento do calor extremo nas cidades. Nossas dinâmicas de moradia estão mudando: a residência contemporânea deve acomodar, simultaneamente, o habitar, o trabalhar e o lazer. Além disso, a busca por habitações e estilos de vida mais verdes, saudáveis e humanos continua sendo uma de nossas maiores pautas permanentes.
Como resfriar as nossas cidades?
Habitação e estilos de vida na China
A modularidade é o futuro dos hospitais? OMA apresenta o 'Al Daayan' no Catar
A vida nas alturas: por que somos tão fascinados por mirantes e terraços?
Os jardins tornaram-se um privilégio?
Como construir habitações em terrenos urbanos complexos e reduzidos?
Trabalhadores urbanos podem desfrutar de áreas verdes?
Home office: como projetar espaços de transição?
9 estratégias para uma vida mais saudável na arquitetura e nas cidades
Como projetar um estilo de vida doméstico sustentável?
Em direção a um 'capitalismo' verde
Como os estádios da Copa do Mundo são resfriados?
A impressão 3D pode remodelar o mercado de habitação?
Como as grandes empresas imobiliárias de Nova York moldam o desenvolvimento urbano?
O coliving é uma alternativa viável para o mercado imobiliário?
Qual é o futuro da residência unifamiliar?

Os últimos dois anos viraram a sociedade e seus hábitos de cabeça para baixo. O mesmo ocorreu com o mundo do trabalho, onde quase nada é como costumava ser. No entanto, esse recomeço tem se mostrado uma excelente oportunidade para repensar conteúdos e processos de trabalho, além de se reinventar. Desde o outono passado, no mais tardar, ficou claro para onde essa jornada se direciona. Em outubro, a fabricante internacional de mobiliário corporativo Brunner apresentou novidades em design inovador que oferecem soluções para essas novas questões e para o cenário atual.

Com o início do novo ano, aguardamos com expectativa os projetos mais emocionantes planejados para 2023. A segunda torre mais alta do mundo está atualmente em construção na Malásia; no Egito, o maior museu arqueológico está quase pronto para abrir suas portas; na Albânia o MVRDV está atualmente trabalhando na requalificação de um importante marco brutalista. De escritórios como Snøhetta, OMA, Studio Gang, Zaha Hadid Architects, BIG, e o mais recente vencedor do Prêmio Pritzker, Francis Kéré, a seleção a seguir reúne projetos localizados em várias partes do mundo, de diferentes escalas e programas, de aeroportos internacionais a galerias de arte e museus.
Vários projetos aqui apresentados também constaram na compilação do ano anterior. A disponibilidade de recursos e as questões trabalhistas geradas pela pandemia também continuaram a influenciar os cronogramas de abertura, mas com um impacto cada vez menor. Seguindo as tendências previstas para 2023, mais e mais projetos envolvem a reutilização adaptativa das estruturas existentes. Um tema subjacente é visível no crescente interesse em expandir os espaços artísticos e culturais e integrar o patrimônio histórico na expressão da arquitetura contemporânea.

“A cor é vida; pois um mundo sem cor nos parece morto.” O ilustre pintor Johannes Itten descreveu com essas palavras o poder excepcional da cor em nossa percepção do mundo. Como um evento sensorial, a cor define não apenas o que vemos, mas também como nos sentimos e pensamos; comprovadamente, ela é capaz de alterar a produtividade, inspirar a tomada de decisões, moldar nossa perspectiva e influenciar nosso bem-estar. Especialmente na arquitetura, esses efeitos se materializam e atingem seu esplendor máximo. O design é, afinal, uma forma visual de comunicação, e as paletas de cores –combinadas com luz, sombra, textura e brilho– desempenham um papel fundamental na transmissão da mensagem de um edifício. Elas criam a atmosfera que apoia a função de um espaço, transformando completamente a experiência de uso. Até mesmo os grandes nomes reconheceram esse poder: “A policromia é uma ferramenta arquitetônica tão poderosa quanto a planta e o corte,” disse uma vez Le Corbusier.

Na medida em que adentramos 2023 e começamos o Ano do Coelho, compartilhamos com vocês algumas reflexões sobre o que o ano passado nos trouxe e como nos preparamos para mais um ano.
No ano passado, expandimos nossa rede através da plataforma DAAily, tendo como missão o futuro do ambiente construído. Tornamo-nos mais conscientes de como contribuir para esse objetivo através de nosso conteúdo diário, tendo em vista que a maioria de nossos maiores desafios converge para o futuro das cidades. Da crise habitacional e emergência energética à desigualdade, migração e guerra, o ambiente construído é o denominador comum e não podemos ficar indiferentes a isso.
Ao passo que a arquitetura se torna uma questão mais ampla e mais pessoas começam não apenas a se interessar por ela, mas a querer se engajar de forma ativa, assumimos a responsabilidade de abrir a caixa preta dessa disciplina e construir pontes através do conhecimento. No esforço para reduzir distâncias, buscamos responder à pergunta "o que é boa arquitetura?" através de nosso primeiro livro The ArchDaily Guide to Good Architecture publicado pela editora gestalten.