Na Grécia Antiga e em Roma, as ágoras e os fóruns eram espaços onde mercadores e artesãos exibiam seus produtos. Embora não fossem showrooms no sentido moderno, já funcionavam como cenários voltados ao estímulo visual. O conceito que conhecemos hoje tomou forma séculos mais tarde, durante a Revolução Industrial, quando as novidades em louças começaram a ser apresentadas em ambientes cuidadosamente projetados. E aí está a chave: projetar. Ao longo do tempo, os espaços dedicados a exibir materiais, móveis e objetos têm sido muito mais do que vitrines; funcionaram como plataformas de exploração e experimentação. O que hoje chamamos de showroom herda esse espírito: espaços onde o design não é apenas observado, mas também tocado e projetado em tempo real, abrindo espaço para ferramentas como os moodboards.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142909/tocar-e-ver-materiais-para-projetar-4-moodboards-sensoriais-criados-a-partir-do-showroomEnrique Tovar
A arquitetura de hoje está vivenciando um momento de profunda mudança. Os projetos são cada vez mais ambiciosos, os prazos mais curtos e as demandas de sustentabilidade mais exigentes. Diante desse cenário, os/as arquitetos/as não precisam apenas de criatividade: também necessitam de ferramentas que os/as ajudem a imaginar, testar e construir com mais rapidez, precisão e confiança.
Os softwares especializados —como AutoCAD, DaVinci, Revit ou Nuke— são hoje peças-chave no fluxo de trabalho de arquitetura. No entanto, seu potencial máximo é alcançado quando integrados a hardwares de alto desempenho e tecnologias emergentes como a inteligência artificial (IA), que elevam significativamente a capacidade de projeto, análise e execução.
Hotel Hyatt Regency Andares / Sordo Madaleno Arquitectos. Image
A água, além de ser um recurso de projeto amplamente valorizado por sua estética e por sua contribuição funcional, pode se transformar em um adversário formidável ao se infiltrar por meio de rachaduras e fissuras nas superfícies construídas. Por essa razão, a impermeabilização não é apenas uma medida de proteção, mas sim uma estratégia essencial para prolongar a vida útil das estruturas, garantir a habitabilidade dos espaços e evitar problemas como infiltrações e deterioração precoce. De terraços e telhados verdes a superfícies de uso intenso, controlar a umidade representa um desafio constante para profissionais de arquitetura, engenharia e construção. Isso se torna especialmente importante em um contexto que exige materiais impermeabilizantes com desempenho cada vez mais eficiente e maior resistência contra fatores ambientais adversos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140835/arquitetura-a-prova-dagua-o-poder-dos-impermeabilizantes-de-alto-desempenhoEnrique Tovar
Os fatores externos que influenciam o ambiente construído desempenham um papel determinante na configuração das edificações, especialmente no que diz respeito às fachadas. Esses fatores podem abranger tanto fenômenos físicos, como a pressão do vento ou os movimentos sísmicos, quanto aspectos climatológicos, tais como a precipitação pluvial, a incidência solar e as mudanças de temperatura.
Consequentemente, as fachadas evoluíram para se ajustar às condições de projeto que enfrentam, promovendo a incorporação de sistemas que funcionam como envoltórios leves. Nesse cenário, destacam-se as soluções de parede de fachada de Panel Rey. Esses sistemas são utilizados como revestimento externo, empregando diversos substratos, perfis, entre outros elementos. Juntos, eles conferem à fachada leveza e resistência.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140276/construindo-com-sistemas-leves-solucoes-para-paredes-de-fachadaEnrique Tovar
O design de interiores surpreende ano após ano com novas tendências de cores, materiais, texturas e padrões que chegam para protagonizar os espaços que habitamos. Manter um diálogo equilibrado, considerando tanto as necessidades a serem atendidas quanto as sensações a serem transmitidas, faz parte da concepção de múltiplos ambientes. Os revestimentos com cerâmicas, mosaicos ou porcelanatos permitem criar ambientes que vão desde os quentes e acolhedores até os elegantes e sofisticados.
Qual é o papel do mobiliário urbano no espaço público? Alinhado aos comportamentos humanos em sociedade, o desenho dos espaços públicos insere-se em uma investigação complexa que compreende, além da análise de usos, a participação da comunidade, o estudo das condições climáticas e geográficas, a economia de recursos, entre tantos outros fatores, a seleção de equipamentos e elementos urbanos adequados para satisfazer as necessidades de uma grande parcela da população. Como defende o arquiteto e urbanista espanhol Oriol Bohigas Guardiola, a arquitetura, além de uma arte, é um serviço direto à sociedade. Portanto, a harmonia entre as múltiplas disciplinas que intervêm simultaneamente deveria consolidar ferramentas que melhorem e/ou facilitem a vida em comunidade. Compreender o papel que o mobiliário urbano desempenha ao colaborar para a realização de certas atividades — de acordo com sua disposição, dimensões, materialidade e vida útil de longo prazo — é parte importante do funcionamento atual e futuro dos espaços urbanos.
No âmbito da Expo OBRA BLANCA 2024, realizada de 15 a 17 de outubro na Expo Santa Fe, na Cidade do México, a Porcelana Corona México e a Ambiance exibiram, com sua marcante presença no setor da construção e do design, suas recentes inovações em louças sanitárias, juntamente com uma ampla gama de produtos voltados para arquitetos/as, construtores/as e distribuidores/as no estande 224 do Pavilhão de Banheiros e Metais.
A atmosfera de uma residência se constrói gradualmente através da interação entre arquitetura, mobiliário e materiais. Cada componente traz cor, textura e profundidade, tornando a experiência de habitar sensorial e envolvente. Dentre eles, os materiais desempenham um papel decisivo: não apenas definem o aspecto visual, mas também transmitem tato, luz, temperatura e conexão com o entorno, transformando nossa percepção do lar. Quando observados de maneira contextualizada, revelam novas possibilidades para projetar e vivenciar interiores e exteriores, lembrando-nos de que cada escolha influencia o conforto e a funcionalidade.
Córdoba é uma das cidades pioneiras na implementação do paisagismo como o conhecemos hoje. Superando as praças secas da época colonial, foi a primeira cidade do país na qual o renomado paisagista e arquiteto francês Carlos Thays projetou um grande parque urbano, o Parque Sarmiento, nas encostas que delimitavam a cidade, inaugurado em 1911, integrando o bairro Nueva Córdoba.
Iniciativas como essa se sucederam ao longo dos anos, gerando corredores verdes muito característicos, como a sistematização de La Cañada, e posteriormente, durante as décadas de 1970 e 1980, a criação dos calçadões no centro da cidade, com a incorporação de pérgulas verdes, tratamento de pisos e desenho de praças, como a Plaza Italia e a Plaza España, projetadas pelo arquiteto Miguel Ángel Roca.
Atualmente, não se observa o mesmo destaque voltado ao espaço público e verde. A cidade conta com 8 m² de espaço verde por habitante, distante dos 10 a 15 m² recomendados pela OMS.
Você se perde entre blocos idênticos de tijolos? Fica em dúvida se deve virar nesta esquina ou na próxima porque todos os edifícios de uma quadra parecem iguais? Tem dificuldade para se orientar nas ruas estreitas e irregulares do centro da cidade? Na verdade, isso acontece com muitas pessoas, e é por isso que é fundamental que as cidades invistam em sistemas de sinalização urbana pensados especificamente para pedestres.
Os benefícios são muitos. A começar pelo fato de que esta é uma excelente maneira de promover os deslocamentos menos poluentes: a pé. Isso traz vantagens como a descongestão do transporte público, a redução de veículos em circulação, um conhecimento mais aprofundado da cidade e a revitalização do comércio em ruas secundárias, sem mencionar seu impacto positivo em turistas e visitantes de fora. Esse é um dos objetivos do projeto #LeerMadrid, desenvolvido atualmente pela Paisaje Transversal em parceria com a Applied Wayfinding, a Avanti Avanti, a Urban Networks/CGR e Dimas García Moreno.
O quanto você gostaria de saber mais sobre carpintaria, energia solar ou alvenaria? Leonardo Da Vinci disse que "o prazer mais nobre é a alegria da compreensão". Pessoas abertas a aprender e a expandir seus horizontes têm mais chances de aprimorar sua abordagem projetual. Se você sempre quis entender melhor sobre processos de construção, estruturas ou materiais, esta lista de cursos online é para você.
Pesquisamos em plataformas de MOOC e bancos de dados para selecionar uma série de cursos online voltados à construção e aos materiais de construção. Muitos deles estão permanentemente disponíveis e podem ser iniciados imediatamente; também reunimos informações para que você possa entrar em contato com as universidades ou instrutores/as para consultar datas de início, certificados, custos, idioma das aulas e outros detalhes relevantes.
Ao pensar em Istambul, mesquitas imponentes e bazares movimentados logo vêm à mente. No entanto, o arquiteto e fotógrafo Yener Torun direciona suas lentes para uma outra faceta da cidade: documentar bairros locais pouco conhecidos para revelar uma Turquia surpreendente e colorida como um caleidoscópio.
Yener Torun frequentemente utiliza seus amigos, familiares e até a si mesmo como modelos, recorrendo à fotografia como meio para narrar histórias visuais lúdicas e peculiares. As figuras sob suas lentes parecem integradas à composição, complementando as paletas de cores das imagens. Torun define o processo de buscar e registrar esses edifícios como uma espécie de “caça ao tesouro”, com o objetivo de apresentar uma Istambul diferente e pouco explorada, desconstruindo a imagem orientalista e homogênea que se costuma ter do país.
Os memoriais desempenham um papel fundamental na homenagem a pessoas, momentos ou eventos marcantes. Nos últimos anos, eles se transformaram em glorificações da tragédia, buscando expressar horrores inimagináveis de maneira poética e esteticamente atraente. O problema com as diversas formas que os memoriais assumem é que eles tentam aplacar a reação imediata e a dor de um acontecimento — uma resposta social compreensível, mas que muitas vezes parece protocolar e vazia.
Mas e se os memoriais buscassem preservar a memória das pessoas afetadas oferecendo uma solução que enfrentasse as causas da tragédia? A resposta internacional a tragédias tornou-se, por padrão, instalar uma estátua, construir um muro, criar um espelho d'água contemplativo, erguer uma escultura aspiracional ou simplesmente renomear um parque. Nenhuma dessas respostas é inerentemente ruim — costumam ser bem-intencionadas e, ocasionalmente, bastante comoventes —, mas existe outra abordagem possível: mudar a percepção pública dos memoriais ao analisá-los sob a ótica de soluções, incentivando as pessoas a pensar neles como um testemunho ou uma resposta adequada à tragédia, e não apenas como uma placa que, com o tempo, passa despercebida. Embora essa abordagem possa ser difícil em alguns casos, o incêndio da Torre Grenfell, em Londres, apresenta uma solução bastante óbvia.
ARCA / Belén Salvatierra. Image Cortesía de Arquitectura Caliente
Após analisar 94 projetos de estudantes de graduação provenientes de 20 escolas de arquitetura distribuídas em 8 regiões do Chile, o júri do Concurso Arquitectura Caliente 2018 apresentou os projetos vencedores de sua mais recente edição.
Trata-se de projetos de todo o país e em diversas tipologias: desde planejamento urbano até residências estudantis, passando por projetos de paisagismo e iniciativas estruturais para emergências.
A seguir, apresentamos os projetos premiados do segundo ano:
Cortesía de Santi Julià Xercavins + Bernat Pedro Planas
Fábrica Puigneró é o título do projeto de Santi Julià Xercavins e Bernat Pedro Planas, que desenvolveram como tema a adaptação de infraestruturas industriais abandonadas em vilarejos que outrora foram fortemente dependentes de sua produção.
Realizado no contexto de seu projeto final de mestrado na Universitat Politècnica de Catalunya, os/as autores/as projetam uma intervenção total na antiga fábrica Hilados y Tejidos Puigneró, no vilarejo de Sant Bartomeu (Espanha). "Esta transformação e adequação da fábrica são propostas para gerar um novo suporte habitável, utilizando a demolição seletiva e a infiltração do espaço público como principais estratégias", explicam os/as autores/as.
Apresentar projetos a terceiros pode ser uma tarefa desafiadora. Embora o/a arquiteto/a compreenda perfeitamente os espaços que projetou, para os clientes costuma ser difícil imaginar ou sentir um espaço; por isso, cada vez mais escritórios de arquitetura incorporam a realidade virtual em seus fluxos de trabalho e nas apresentações de projetos.
A seguir, apresentamos 5 escritórios de arquitetura que utilizam o SentioVR para apresentar seus projetos. Para ver o conteúdo em 360º, clique sobre eles e mova o mouse.
O Observatório Metropolitano de Habitação de Barcelona, criado com o objetivo de fornecer tanto à cidadania quanto às administrações públicas as informações e ferramentas necessárias para avaliar e formular políticas habitacionais, divulgou os primeiros resultados obtidos a partir do trabalho realizado durante o ano de 2017.
O relatório traz resultados preocupantes e permite dar visibilidade à complexa e problemática realidade vivida por muitos cidadãos e cidadãs, para quem é muito difícil ou simplesmente impossível arcar com valores de aluguel tão elevados quanto os atuais em Barcelona e em praticamente todo o resto das cidades espanholas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1118282/os-barceloneses-dedicam-ate-43-percent-de-seu-salario-ao-aluguel-de-suas-moradiasJavier García Librero
A proposta Ensamble San Borja conquistou o segundo lugar no concurso Pasarelas San Borja, no Chile. O objetivo principal do concurso foi reconhecer "as melhores ideias de desenho urbano que contribuam para definir critérios de intervenção e geração de propostas para o Bairro San Borja".
Segundo explica a equipe de autoria, a proposta premiada com o segundo lugar busca criar "um espaço vivo que se transforma conforme as necessidades e se adapta às exigências".
Desde sua fundação em 1994, o escritório Allied Works tornou-se conhecido por seu portfólio de obras delicadamente equilibradas e de forte caráter cívico. Seu Clyfford Still Museum, em Denver, foi especialmente reconhecido em diversas premiações e publicações — mas talvez venha a ser eclipsado por seu projeto construído mais recente.
O National Veterans Memorial and Museum, localizado em Columbus, Ohio, eleva o que poderia ter sido um programa austero e solene a um espaço público de vocação urbana. O museu, composto por faixas que se cruzam em concreto branco, abre-se para uma paisagem exuberante (projetada pelo escritório OLIN) e conecta a outrora negligenciada orla fluvial ao centro da pequena cidade.
Nós as pronunciamos todos os dias no meio arquitetônico, mas será que conhecemos seus fundamentos, origens e derivações?
Etimologia: o estudo da origem das palavras. Embora sua complexidade possa abranger diferentes teorias, processos e fatores dentro de uma construção coletiva, podemos ter certeza de que se trata de algo interessante de se aplicar em relação à arquitetura.
Apresentamos a seguir uma seleção das principais palavras que utilizamos na disciplina, com suas origens e significados.
Prison to Prison, a representação oficial do Uruguai na Bienal de Veneza 2018, investiga a existência de um inédito Freespace presente na relação íntima de dois modelos arquitetônicos distintos de prisões.
A exposicição, com curadoria de Sergio Aldama, Federico Colom, Diego Morera, Jimena Ríos e Mauricio Wood, é um convite para iniciar outros diálogos e discussões que vão além dos próprios objetos de estudo, permitindo enriquecer e nos reencontrar com a dimensão cultural da arquitetura.
No contexto da Casa FOA, a mostra de arquitetura, design de interiores, paisagismo e indústria mais importante da América Latina, a equipe de arquitetura da SUMATORIA foi selecionada para a edição de 2018 no Chile como representante do design emergente para desenvolver uma habitação mínima, ou Tiny House, em 15 metros quadrados — o equivalente a um módulo de contêiner.
A modernização de Bogotá entre 1940 e 1970, registrada em fotorreportagens urbanas e arquitetônicas, foi documentada em diversos livros, revistas e fotolivros da época, bem como em imagens de acervos públicos e privados da cidade. Todos esses registros revelam uma abordagem intencional, e até mesmo crítica, de como a arquitetura moderna reconfigurou os centros das cidades e articulou as novas edificações e espaços urbanos com a paisagem urbana existente.
Ao analisar o impacto da fotografia a partir da arquitetura, é fundamental mencionar Paul Beer e Germán Téllez. Dentro do seu amplo espectro de temas retratados, esses dois fotógrafos se dedicaram de maneira mais específica à fotografia de arquitetura. Eles receberam encomendas dos escritórios de arquitetura mais prestigiados da época, e seus registros revelam valores, relações e aspectos distintos e complementares da arquitetura e da cidade moderna.
Com forte influência do movimento moderno — e, em especial, da presença de Le Corbusier — a arquitetura indiana contemporânea reflete uma mescla de referências tradicionais e ocidentais. Utilizando principalmente materiais locais, como tijolo, concreto e pedra, os edifícios indianos destacam-se por seu alto impacto visual e por uma robustez marcante.
Devido à sua escassez, a madeira é utilizada majoritariamente em detalhes e acabamentos, e não em estruturas principais. Alguns dos principais nomes da arquitetura na Índia conseguiram equilibrar com sutileza o uso do concreto e da madeira, em um gesto delicado que evoca elegância e texturas brutas.
Apresentamos a seguir alguns dos melhores exemplos da arquitetura indiana contemporânea que utilizam tanto o concreto quanto a madeira de maneira harmoniosa e atraente.