Quando se trata de design de interiores com visão de futuro, adaptabilidade e atemporalidade são dois fatores-chave que podem garantir que uma casa pareça tão atual quanto no momento da sua construção. Ao emprestar elementos de vários estilos proeminentes e combiná-los em um todo harmônico, os interiores contemporâneos permanecem atuais mesmo com o avanço das tendências. Mas quais são os componentes que se mantém presentes mesmo com as frequentes mudanças? Exploramos sete elementos de design que resistem ao tempo e definem os interiores contemporâneos.
Uma pesquisa do Journal of Transport and Land Use (JTLU), publicada no começo de 2022, revelou que 37% dos proprietários de casas unifamiliares de Sacramento, na Califórnia (EUA), não guardavam os automóveis em suas garagens. Esses espaços acabaram virando depósitos ou grandes closets, como compara a pesquisadora Catie Gould em artigo do Instituto Sightline. Apesar de ser o retrato de uma cidade, os dados estão alinhados com informações obtidas em uma série de estudos mundiais que apontam a ociosidade dos estacionamentos nas residências. Em São Francisco, também na Califórnia, um levantamento verificou que 49% das 97 vagas de garagens analisadas no bairro Mission District não eram utilizadas para guardar veículos, exemplifica Catie.
https://www.archdaily.com.br/pt/1000311/vagas-de-garagem-inimigas-das-moradias-baratasSomos Cidade
Oxford planeja transformar todo seu centro em uma Área de Zero Emissão. Foto de Suad Kamardeen, via Unsplash
A necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) no setor de transportes é urgente, e a implementação de medidas nesse sentido é tanto um desafio quanto uma oportunidade para as governanças locais. É o caso das Áreas de Zero Emissão (ZEAs, do inglês Zero Emission Areas), que são áreas das cidades onde as emissões de gases poluentes são neutralizadas. Essa medida beneficia principalmente as pessoas que irão usufruir de um espaço urbano mais saudável e de atividades comerciais mais ativas. Entretanto, para viabilizar seu êxito, ou ao menos reduzir o retorno negativo da opinião pública, é fundamental o engajamento social e uma comunicação efetiva com a população.
https://www.archdaily.com.br/pt/1000105/tudo-que-voce-precisa-saber-sobre-areas-de-zero-emissaoITDP Brasil
Uma das principais funções da arquitetura é proporcionar abrigo, atendendo às necessidades fisiológicas e de segurança na base da hierarquia da motivação humana de Abraham Maslow. Ao longo da história, a necessidade de proteção ficou evidente no comportamento de nossos ancestrais, que buscavam refúgio em cavernas para se proteger de intempéries climáticas e predadores. À medida que as sociedades passaram do estilo de vida nômade para o sedentário e as necessidades básicas foram mais facilmente supridas, os abrigos tornaram-se mais avançados, evoluindo para espaços construídos com propósitos específicos. Esses primeiros abrigos resistiram aos elementos de seu tempo e lançaram as bases para a arquitetura moderna como a conhecemos hoje.
Hoje, as condições climáticas extremas decorrentes das mudanças no clima testam cidades, edifícios e materiais. Veneza sofre com inundações, e o Svalbard Global Seed Vault enfrenta o derretimento do gelo. Sem medidas concretas, a situação continuará a se agravar, aumentando a necessidade de estratégias eficazes que nos permitam coexistir com o meio ambiente e desenvolver materiais mais resistentes para nossos edifícios. Um exemplo desses materiais do futuro é o NATURCLAD-B, um sistema de painéis de madeira de alta qualidade e livre de manutenção, projetado para arquitetura, design de interiores e construção.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138602/arquitetura-a-prova-de-clima-revestimentos-supertexturizados-para-condicoes-extremasEnrique Tovar
Como parte de um concurso realizado pela Fundação Casa Wabi, em 2021 foi anunciado o projeto vencedor para o "Pavilhão de Orquídeas", desenvolvido pelo escritório CCA Centro de Colaboración Arquitectónica, sediado na Cidade do México e liderado por Bernardo Quinzaños. Projetado para a Casa Wabi, trata-se de uma estrutura de madeira permanente, sustentável e leve, voltada para a conservação de orquídeas na região de Puerto Escondido, Oaxaca. A proposta estabelece uma sólida relação entre a diversidade biológica e cultural da paisagem entre o mar e a montanha, integrando os saberes do artesanato local em cerâmica, barro, palha e madeira com a filosofia japonesa wabi-sabi (侘寂), que busca a sabedoria por meio da simplicidade.
Ao longo da última década a civilização humana tornou-se tão consciente que foi criado até mesmo um novo termo em inglês para ela, "woke" (desperta). E embora esse despertar recém-descoberto derive da busca por destacar o inerente anteriormente ignorado por muitas injustiças e comportamentos raciais, sociais e políticos em nossas vidas, durante o movimento inicial #blacklivesmatter e em tempos mais recentes passou a representar a convocação de todas as formas de injustiça.
O propósito da arquitetura, como afirma o livro The ArchDaily Guide to Good Architecture [O Guia ArchDaily para uma Boa Arquitetura] é 'dar forma aos lugares onde vivemos'. O primeiro capítulo do livro, 'Boa arquitetura é atenciosa' sugere que, para melhorar a qualidade de vida proporcionada por espaços projetados pelo homem, precisamos empregar uma abordagem humana e empática.
Como repositórios de conhecimento e catalisadores de inovação, os museus representam uma tipologia arquitetônica repleta de oportunidades. Eles atuam como intermediários entre o público geral e os/as artistas, historiadores/as e pesquisadores/as, criando o meio para a exibição de culturas e da criatividade, ao mesmo tempo em que buscam tornar o conhecimento acessível a todas as pessoas. Por meio de uma curadoria atenta e do design de exposições, oferecem uma plataforma para a educação e a pesquisa, promovendo a compreensão e a valorização de diversas culturas, histórias e ideias. Para os/as arquitetos/as, representam também a oportunidade de conceber espaços alinhados às obras expostas, criando uma experiência imersiva para os/as visitantes.
A seleção desta semana do Melhor da Arquitetura Não Construída destaca projetos enviados pela comunidade do ArchDaily que evidenciam arte, tecnologia e inovação por meio de programas de museus e centros culturais. Apresentando propostas de escritórios de arquitetura emergentes e consagrados, como Hariri Pontarini Architects, Beyer Blinder Belle, Studio Saheb, RAMSA e Ho Khue Architects, a seleção abrange uma variedade de escalas e programas — desde um museu dedicado à memória do Holocausto até um museu privado de carros esportivos na Áustria ou uma galeria de arte de formas complexas no Vietnã.
Embora menos conhecida, a cidade húngara de Veszprém é uma das mais antigas e importantes do país. Nomeada Capital Europeia da Cultura em 2023, Veszprém ostenta uma longa história, visível em seus monumentos arquitetônicos em constante evolução, mas bem preservados. De fato, ao caminhar por suas ruas, uma das primeiras observações notáveis é o ecletismo e as camadas de edifícios historicamente diversos que surgem de forma esporádica. Apesar da diferença de estilos e linguagens arquitetônicas, essas estruturas contam, coletivamente, a história da região e sua relevância espiritual e política. Suas ruas propícias para pedestres, além de numerosos parques e espaços públicos, conectam os monumentos de Veszprém, convidando a um passeio histórico.
A madeira maciça, utilizada desde a pré-história e ainda muito valorizada hoje em dia, é extraída diretamente das árvores sem passar por processos de laminação, prensagem ou colagem. Embora continue sendo um material de uso universal na arquitetura, sua ampla utilização gerou um aumento na demanda e uma gestão de recursos menos eficiente. Diante disso, busca-se otimizar seu uso nos processos produtivos e reduzir seu consumo sem perder suas propriedades e beleza característica. Para enfrentar problemas como empenamento, envelhecimento e os altos custos ambientais associados à madeira maciça, foram desenvolvidos materiais como o Technowood. Ao combinar tecnologia e compostos de alta resistência com lâminas de madeira natural, o Technowood mantém a beleza e as características da madeira maciça, porém com maior durabilidade e uma abordagem sustentável, apresentando-se como uma alternativa viável.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138307/criando-fachadas-decorativas-e-duradouras-com-madeira-natural-e-tecnologiaEnrique Tovar
Fundadora e diretora do African Futures Institute (AFI) com sede em Accra, Gana, Lesley Lokko é uma arquiteta, educadora e romancista ganesa-escocesa. Com uma carreira que abrange Joanesburgo, Londres, Accra e Edimburgo, ela ocupou vários cargos como professora e é amplamente reconhecida em seu campo. A professora Lokko foi nomeada curadora da 18ª Exposição Internacional de Arquitetura, La Biennale di Venezia, em dezembro de 2021, depois de ter atuado como membro do júri do Golden Lions Awards da edição anterior da Bienal de Veneza. Em sua primeira entrevista ao ArchDaily, após ser nomeada curadora da Bienal de Arquitetura de 2023, Lesley Lokko compartilha ideias sobre os preparativos, o tema e esta 18ª edição.
Vista geral do conceito de banheiro AXOR por Barber Osgerby. Imagem cortesia de AXOR
Ao projetar banheiros, maximizar o espaço é fundamental para criar layouts funcionais que atendam às necessidades de quem os utiliza e melhorem seu bem-estar, sem deixar de lado a estética. Além de oferecer orientação sobre a melhor disposição de cada elemento, a coleção para banheiros da AXOR eleva esses espaços por meio de uma variedade de produtos, incluindo misturadores, chuveiros, cubas, banheiras e acessórios. Esses elementos integram-se perfeitamente a paletas de cores, materiais e acabamentos cuidadosamente selecionados para compor o ambiente.
Por ser um dos espaços mais íntimos de nossas casas, a criação de banheiros personalizados tem impacto direto em nosso cotidiano. Com a campanha Make it yours!, a AXOR mergulha no luxo sob medida e em como aplicá-lo ao design de banheiros. Ao explorar estilos diversos, cores marcantes e detalhes personalizados, suas coleções conseguem refletir múltiplas personalidades, concebendo espaços singulares inspirados em conceitos inovadores de grandes nomes do design. Em colaboração com o escritório londrino Barber Osgerby, a AXOR desenvolveu o conceito 'Skyline', um projeto personalizável desenhado com distinção individual.
Coluna de chuveiro AXOR Citterio E e AXOR Starck. Imagem cortesia de AXOR
Hadi Teherani costuma abordar seus projetos de arquitetura e design de forma holística. Nascido em Teerã e criado em Hamburgo, o profissional é um designer prolífico e versátil, com obras espalhadas pela Alemanha e por todo o mundo. Seus projetos receberam prêmios de renome internacional por sua sustentabilidade ecológica e abordagem integrada. Talvez resida aí a origem de seu fluxo contínuo de ideias: ele encara o processo criativo como uma resposta àquilo que vê, sente e vivencia.
O conceito de banheiro AXOR DISTINCTIVE de Teherani nasce de percepções pessoais e de um design inspirado. Quando a marca o questionou sobre como definiria o seu "banheiro personalizado", o arquiteto respondeu que o projeto reflete uma visão íntima desse espaço, originada de sua própria autoimagem — tanto no uso diário quanto no design e no mobiliário.
No âmbito do 2° Model: Festival de Arquiteturas de Barcelona, o escritório de arquitetura H3o Architects, com sede na mesma cidade e liderado por Adrià Orriols, Joan Gener e Miquel Ruiz, apresentou a instalação efêmera “Nomad Assembly” (Assembleia Nômade). Como uma das cinco instalações que integram este festival com curadoria de Eva Franch i Gilabert e coorganizado pela Prefeitura de Barcelona e pela Fundação Mies van der Rohe, a equipe pôde desenvolver o projeto até sua materialização no espaço público sob a cobertura do Mercat dels Encants, tornando-se o palco principal do evento.
O conceito de sustentabilidade surgiu na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano (UNCHE), realizada em Estocolmo em 1972, e foi cunhado pela norueguesa Gro Brundtland no Relatório “Nosso Futuro Comum” (1987). De acordo com essa definição, o uso sustentável dos recursos naturais deveria “suprir as necessidades da geração presente sem afetar a possibilidade das gerações futuras de suprir as suas”. Entretanto, apesar da urgência do conceito e da constante evolução que ele tem sofrido ao longo do tempo, sua aplicação ainda se limita muitas vezes ao uso controlado dos recursos naturais e à preservação da vida selvagem. Ou seja, está baseada em relações e ações que abordam a situação sob a perspectiva do “homem versus natureza”, como um entendimento dicotômico em detrimento de uma visão holística.
A colaboração é um dos pilares da Modelagem de Informação da Construção (BIM). Ao unir clientes e equipes de projeto em uma plataforma unificada, é possível promover uma comunicação mais eficiente, melhorando os resultados do projeto e garantindo uma conclusão mais rápida do trabalho. Dessa forma, a colaboração multiusuário em tempo real (semelhante ao Figma) representa um avanço crucial para o setor de Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC).
Snaptrude facilita essa colaboração fluida entre equipes de projeto e clientes em uma ampla variedade de formatos, incluindo desenhos de AutoCAD, modelos do SketchUp, PDFs e imagens. Além disso, é possível trocar modelos de projeto facilmente entre o Revit e o Snaptrude por meio de um recurso de vinculação bidirecional, otimizando todo o processo de desenvolvimento.
O principal objetivo de bares, pubs e restaurantes é proporcionar aos clientes – tanto individuais quanto em grupo – um ambiente e uma atmosfera onde possam aliviar as tensões do dia ou da semana, seja com uma bebida tranquila em um canto reservado, seja em grupos maiores e mais sociáveis.
Mesmo antes de a pandemia trazer horários de fechamento mais rígidos, o avanço da TV sob demanda e dos serviços de entrega de comida já fazia com que ficar em casa – com o abraço acolhedor do travesseiro a poucos passos de distância – se tornasse uma escolha cada vez mais popular. Diante disso, não surpreende o surgimento crescente de estabelecimentos que oferecem um entretenimento mais ativo do que apenas uma noite de trívia ou salas de karaokê.
Apresentamos a seguir cinco exemplos de bares e restaurantes projetados para quem gosta de jogar.
Estive na China pela primeira vez em 2002, um ano após o Comitê Olímpico Internacional conceder os Jogos de Verão de 2008 a Pequim. Aquela viagem inicial teve como foco explorar a natureza, a culinária, templos antigos, sítios arqueológicos e, de modo geral, vivenciar o estilo de vida no país, principalmente fora das grandes metrópoles. Minha motivação era a pura curiosidade de quem, como turista ocidental, viajava a um país oriental em busca do velho mundo, do exótico, na esperança de vislumbrar uma rica cultura tradicional às vésperas de sua inevitável e radical transformação. Naquela época, não se podia falar em uma arquitetura moderna — ou melhor, contemporânea — na China. Havia apenas os primeiros indícios promissores do desenvolvimento de uma linguagem arquitetônica potencialmente nova, elaborada por um punhado de arquitetos/as independentes que atuavam quase inteiramente fora do radar.
“Parece que os meninos importam mais”, diz Molly (10 anos), durante uma entrevista para o podcast Mulheres Visíveis (Visible Women), no qual Caroline Criado Perez expões como a falta de dados e de design em torno das formas como mulheres e meninas utilizam o espaço público resulta em espaços urbanos projetados apenas para o gênero padrão: o masculino.
A arquitetura é capaz de reconciliar o sentido de pertencimento e dignidade espacial. Além de projetar equipamentos habitacionais ou de cultura, abordar o espaço público em comunidades que habitam espaços vulneráveis também é urgente e necessário para brindar uma infraestrutura digna que traga qualidade de vida à população. Por isso, reunimos sete intervenções em territórios marginalizados que demonstram o potencial de transformação que pode surgir a partir do espaço.
Bisman Ediciones é um escritório fundado em 1997 que se dedica à edição e ao desenvolvimento integral de diversos formatos para comunicar a arquitetura.
"Somos editores (ou talvez cartógrafos) de um tempo líquido e sem certezas, no qual a informação tende a desmaterializar-se; tradutores de uma realidade construída ou por construir; somos intérpretes de arquitetos e arquitetas que opinam sobre essa realidade e, por sua vez, a traduzem em cidades. Queremos comunicar o potencial cultural da arquitetura para um grande número de pessoas".
Sua sede fica no bairro de San Telmo, em Buenos Aires, e Hernán Bisman (fundador e diretor), junto a Pablo Engelman (Editor Geral Associado), nos recebem de braços abertos. Em suas prateleiras, exibe-se sua grande trajetória: publicaram material especializado para importantes instituições, empresas, arquitetos e arquitetas e coletivos profissionais na Argentina, além de terem organizado exposições temáticas em eventos culturais de várias cidades, como Veneza, Tóquio, Londres, Montevidéu, São Paulo e Havana.
A ICFF e a WantedDesign Manhattan retornam este mês ao Jacob K. Javits Convention Centre, com ambas as feiras agora sob a direção das fundadoras da WantedDesign, Odile Hainaut e Claire Pijoulat. Imagem cortesia de ICFF / WantedDesignManhattan
No próximo mês, ICFF e WantedDesign Manhattan, feiras de design simultâneas que formam a espinha dorsal do NYCxDESIGN Festival em Nova York, reúnem-se sob a mesma liderança pela primeira vez. Compartilhando o mesmo teto — o do Jacob K. Javits Convention Center — desde 2021, a ICFF, consagrada plataforma para o design estadunidense estabelecido e seus pares internacionais, e a WantedDesign Manhattan, dedicada a talentos independentes e emergentes locais e globais, passam a ser coordenadas pelas fundadoras da WantedDesign, Odile Hainaut e Claire Pijoulat. Ao integrar as programações e direcionar as feiras rumo a um formato mais interativo, as fundadoras buscam unificar a visão dos eventos, preservando a essência e o propósito de cada um.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138691/o-que-ha-de-novo-no-design-icff-e-wanteddesign-manhattan-2023-adotam-uma-visao-compartilhadaEmma Moore
“Qual é o melhor lugar para se viver em São Paulo? ”, perguntou um amigo que vai se mudar para a capital paulista e que, apesar de economista (como eu), não aceitou “depende” como resposta.
É claro que não existe uma resposta objetiva para a questão, já que a avaliação depende (sim, depende…) não só de inúmeras variáveis, muitas não disponíveis para análise, como também das próprias preferências do morador.
https://www.archdaily.com.br/pt/1000025/qual-e-o-melhor-lugar-para-se-viver-em-sao-pauloVitor Meira França
Seja para estabelecer uma maior fluidez entre os ambientes, para integrar elementos distintos de um projeto arquitetônico ou para criar uma atmosfera mais lúdica, o uso de estruturas suspensas em habitações é capaz de produzir e proporcionar uma série de experiências variadas nos espaços.
Os espaços desocupados dentro da cidade normalmente são encarados como situações entre o problema e o potencial. Cabe em parte à arquitetura e ao urbanismo mobilizar esses espaços de maneira qualificada no contexto citadino. Com essas questões em mente, o escritório Vazio S/A propõe a ativação de espaços tidos como residuais na paisagem urbana ou em contextos particulares, apoiando-se na potência que espaços vagos oferecem.