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A história por trás da Fábrica de Cimento Portland de Perus

Quase cem mil metros quadrados conformam o terreno de um dos patrimônios industriais mais importantes do Brasil. Inaugurada em 1926 por um grupo canadense, a Fábrica de Cimento Portland Perus, São Paulo, foi fundamental para o crescimento da região, deixando um legado que vai muito além dos seus restos arquitetônicos.

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Os fractais no coração da arquitetura indígena africana

Os fractais são formas geométricas complexas com propriedades dimensionais fracionárias. Eles surgiram como padrões turbilhonantes dentro das fronteiras da matemática, tecnologia da informação e gráficos de computador. Nos últimos 30 anos, esses padrões também se tornaram importantes ferramentas de modelagem em outros campos, incluindo biologia, geologia e outras ciências naturais. No entanto, os fractais existem muito além do surgimento dos computadores e foram observados por antropólogos em sociedades africanas indígenas. Um deles é Ron Eglash; um cientista americano que apresenta a evidência de fractais na arquitetura, arte, escultura têxtil e religião de sociedades africanas indígenas. Em seu livro, "Fractais africanos: computação moderna e design indígena", os fractais nas sociedades africanas não são simplesmente acidentais ou intuitivos, mas sim temas de design que evoluem a partir de práticas culturais e estruturas sociais. Embora a África seja um continente com grande diversidade de culturas, exemplos de arquitetura e padrões urbanos fractais podem ser encontrados em muitas sociedades indígenas. Essas formas de padrões urbanos e espaciais podem ser identificadas por características básicas, incluindo recursão, escala, auto-similaridade, infinito e dimensão fractal. Elas formam a base do caráter de looping contínuo desses padrões em diferentes escalas que podem se projetar ao infinito. Enquanto os termos usados para descrever o caráter fractal muitas vezes se encontram em matemática e semiótica da natureza, os padrões urbanos nas sociedades africanas indígenas, que são precursoras dessas terminologias, são originárias de práticas culturais e normas sociais. Um exemplo de design urbano fractal é a cidade indígena de Logone-Birni, em Camarões, fundada pelo povo Kotoko. As visões aéreas da cidade mostram iterações contínuas de edifícios retangulares formando um padrão fractal como design urbano. Esses complexos de construções são casas de barro locais construídas pelo povo Kotoko e, como descrito por Eglash em seu livro, "uma arquitetura de acreção", onde novos recintos retangulares crescem adotando e projetando-se a partir das paredes preexistentes de edifícios antigos. O padrão urbano resultante nasce de uma cultura de casa patrilocal e da necessidade de defesa coletiva da cidade. "Um homem gostaria que seus filhos morassem ao lado dele, então construímos adicionando paredes à casa do pai" era a história da arquitetura contada pelos descendentes dessa comunidade. Conforme a montagem de famílias cresce, os padrões fractais emergem, os edifícios coletivos formam um recinto defensivo e a escala de um edifício na paisagem é um testemunho da hierarquia familiar. Os assentamentos Ba-ila do sul da Zâmbia fornecem outro exemplo. As visões aéreas revelam uma série de cercados circulares dispostos dentro de um anel maior que abriga a comunidade, suas casas e cercados para animais. Cada cercado circular contém uma habitação familiar, cercada por um cercado para animais à frente e um altar sagrado atrás. Os cercados diminuem gradualmente de tamanho do topo para a base do anel, revelando a hierarquia de cada família na sociedade. Esse design urbano fractal único reflete a estrutura social do povo Ila, com o chefe da comunidade no ápice e novos membros na base do anel. Designs semelhantes são encontrados em outras comunidades indígenas, como Mokoulek em Camarões e Labbenzanga no Mali. Os fractais estão presentes não apenas no planejamento urbano da arquitetura indígena africana, mas também em seus planos de construção, arte, tecidos, penteados, ritos religiosos, jogos infantis e outros elementos culturais. Em sua palestra TED, Ron Eglash destacou a Insígnia Real, que é o palácio do rei de Logone-Birni. O palácio implica uma recursão de retângulos como padrão espacial. O padrão espacial revela saguões como espirais retangulares onde, à medida que alguém se move mais para o interior do recinto, é necessário se tornar mais educado. Esses planos espaciais fractais essencialmente mapeiam uma escala social para o comportamento das pessoas. A recursão desses fractais também continua em escalas menores, como a forma como os utensílios são empilhados dentro da casa e os padrões que adornam o design de objetos domésticos. Consequentemente, a presença de fractais em vários aspectos da cultura dentro de sociedades indígenas sugere a existência de algoritmos culturais dentro de sua ética. Por exemplo, ritos religiosos, como a Adivinhação de Areia Bamana, são algoritmos fractais importantes em sociedades da África Ocidental. Essa adivinhação, que é nativa dos moradores de Dakar, Senegal, usa um código simbólico de linhas com palavras binárias de 4 bits como modos de busca de conhecimento do sobrenatural. Eglash observa em sua palestra que essa adivinhação não apenas influenciou padrões fractais na África Ocidental, mas também códigos binários e álgebra booleana nos anos 1800, que foram usados para criar o computador digital. Outro algoritmo cultural em sociedades africanas pré-coloniais foi a ausência de hierarquia política e a presença de grupos sociais descentralizados. Essas sociedades apresentavam uma abordagem ascendente para a organização comunitária, que não impunha um plano urbano fixo, mas sim ideais sociais para interpretações arquitetônicas. Essas interpretações foram exploradas com diferentes iterações de famílias individuais e, coletivamente, projetaram um padrão que era fractal. Esses padrões não apenas auxiliaram no design, mas também foram celebrados e adotados como estéticas de práticas culturais dentro dessas comunidades. Essencialmente, os fractais no coração do design indígena africano não eram uma dinâmica social inconsciente, mas sim uma representação abstrata e técnica prática para definir suas estruturas socioculturais. Bibliografia Chétima, Melchisedek. "Além das fronteiras étnicas: práticas arquitetônicas e identidade social nas Terras Altas de Mandara, Camarões". Revista Arqueológica de Cambridge 29, nº 1 (2019): 45-63. Eglash, Ron. "Fractais na arquitetura de assentamentos africanos." Complexidade 4, nº 2 (1998): 21-29. Eglash, Ron. "Fractais africanos: computação moderna e design indígena." (1999). Eglash, Ron, e Toluwalogo B. Odumosu. "Fractais, complexidade e conectividade na África." O que as matemáticas da África 4 (2005): 101-9. Kitchley, Jinu Louishidha. "Fractais na arquitetura." ARQUITETURA E DESIGN-NOVA DELHI- 20, nº 3 (2003): 42-51. Lorenz, Wolfgang E. Fractais e arquitetura fractal. na, 2002.

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Requalificação de orlas marítimas e fluviais: projetos que repensam a relação da cidade com a água

A requalificação de orlas marítimas e fluviais é um elemento importante para a transformação de muitas áreas urbanas, podendo proporcionar uma série de benefícios significativos para as cidades e seus habitantes. A presença da água, seja na forma de rios, lagos ou mares, historicamente desempenhou um papel fundamental para a formação e desenvolvimento de muitas cidades, relacionando-se intimamente com suas dinâmicas. Essa relação modificou-se e apresentou-se de maneiras distintas ao longo do tempo e muitas vezes esses espaços foram negligenciados de inúmeras formas, sobretudo por determinado tipo de planejamento urbano que desconsiderou suas potencialidades em detrimento de outros imperativos, como o transporte rodoviário e a implantação de equipamentos industriais.

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É possível usar criptomoedas para comprar a casa própria?

A aquisição de imóveis através de criptomoedas, como o Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e Binance Coin (BNB), já é uma realidade em muitos países como os Estados Unidos, a Inglaterra e o Brasil. Com a ascensão desse mercado e a maior aceitação desses ativos como uma forma legítima de pagamento, investidores e compradores estão explorando novas possibilidades de transação com as criptomoedas, o que, nos anos recentes, vem incluindo o setor imobiliário entre as negociações.

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Regionalismo no design de varejo: personalizar de acordo com o lugar

Há dois anos, a filial do Starbucks em Al Seef, Dubai, chamou a atenção do público por seu design "contextual". Localizado na parte mais antiga de Dubai, o popular café possui um telhado de palha, acabamentos exteriores que lembram barro, telas tradicionais e móveis de madeira, todos mantendo o charme pitoresco da paisagem. O design não apenas chamou muita atenção nas redes sociais, mas também atraiu clientes curiosos para a loja. Misturando-se facilmente com seu contexto, a filial de Al Seef se tornou uma parte do lugar — ao menos visualmente. A loja é uma das muitas ações da Starbucks para regionalizar suas filiais internacionais e se aproximar dos clientes. Em uma era em que os consumidores buscam conexões mais profundas, o regionalismo no design de varejo emerge como uma poderosa estratégia de design.

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Arquiteturas que celebram o sol: o solstício incorporado ao projeto

Em dois dias específicos do ano, 21 de junho e 21 de dezembro, se você olhar para o céu vai perceber que o sol parece estagnado em seu limite sul ou norte, antes de completar seu caminho diário e interver a direção. Essa impressão de que o astro rei está parado no espaço fez com que o evento fosse denominado de solstício, derivado das palavras em latim 'sol' e 'sistere' que significa parado. Ele ocorre quando o sol atinge seu arco diurno mais ao norte ou sul em relação ao Equador, portanto, há dois solstícios que acontecem anualmente e marcam o início do inverno e o início do verão nos hemisférios.

Historicamente, este momento é muito importante para diferentes culturas, indicando feriados, rituais, festivais e cerimônias que, por sua vez, envolvem a religião, a agricultura e simbolizam a fertilidade. Ao reconhecer a importância desses rituais para o patrimônio cultural e suas tradições milenares, a ONU instituiu dia 21 de junho como Dia Internacional da Celebração do Solstício procurando assim incentivar o respeito mútuo entre as diferentes culturas.

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Por que os Estados Unidos têm mais espaço para abrigar carros do que pessoas?

Este artigo foi originalmente publicado em Common Edge.

Como chegamos ao ponto de construir ambientes onde o carro é tratado de maneira melhor do que muitos dos nossos semelhantes? Nos Estados Unidos, centro da cultura automobilística, espera-se que os estacionamentos sejam convenientes, disponíveis e gratuitos, escreve Henry Grabar em seu novo livro, Paved Paradise: How Parking Explains the World (Penguin Press). Os estacionamentos consomem vastas áreas de terra; em Los Angeles, por exemplo, totalizam cerca de 520 quilômetros quadrados. Apenas em Nova York, há 3 milhões de vagas de meio-fio (sem contar os estacionamentos), que correspondem a 6% da área da cidade - o equivalente a 13 Celtra Parks! Grabar pergunta: que melhor uso poderíamos dar a este espaço? Um estudo de 2021 revelou que, se Nova York recuperasse apenas um quarto do espaço de rua destinado aos carros, poderiam ser criados os seguintes espaços: 800 quilômetros de faixas de ônibus; 65 quilômetros de vias exclusivas de ônibus; 3,5 milhões de metros quadrados de espaço comunitário; 1.600 quilômetros de ruas abertas; 280 mil metros quadrados de novos espaços para pedestres; e 500 mil metros quadrados para restaurantes, empresas e instituições culturais.

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Qual é o papel futuro dos/as arquitetos/as na era da IA e dos dados?

A complexidade do nosso mundo está em constante crescimento e, com ela, aumentam a pressão e as exigências sobre o ambiente construído. Os/as arquitetos/as enfrentam uma tarefa monumental: traduzir as necessidades em constante mudança da sociedade em soluções tangíveis, eficazes e sustentáveis. Questões urgentes como a crise climática, a rápida urbanização, a densidade populacional e o déficit habitacional exigem uma nova arquitetura — que não tenha medo de questionar as formas tradicionais de trabalho e que esteja preparada para assumir esse desafio. Hoje, o setor precisa se adaptar, evoluir e inovar para lidar com tais desafios. A disponibilidade de dados está mudando as regras do jogo e, à medida que a tecnologia continua a avançar, novas formas de pensar, criar e interagir com o ambiente construído serão viabilizadas.

Neste artigo, investigamos os efeitos da transformação digital, de que forma ela está reconfigurando o setor e os questionamentos que levanta sobre o futuro papel dos/as arquitetos/as. 

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Campinas integra soluções baseadas na natureza em planos ambientais

Campinas revisou seus planos ambientais e formalizou as soluções baseadas na natureza (SBN) como parte central das políticas, ações e metas para o meio ambiente do município. Instituída por decreto municipal, a revisão fortalece o compromisso da cidade paulista com a adaptação climática, resiliência, visão de longo prazo e priorização de um desenvolvimento urbano sustentável, equitativo e inclusivo.

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Sinergia entre Interior e Exterior: Coleção 2023 da Minotti

Em um mundo em rápida transformação, a busca da Minotti por um design atemporal, somada ao seu aprimorado conhecimento técnico, resulta em peças elegantes prontas para elevar qualquer ambiente com sofisticação e estilo. A Coleção 2023 demonstra essa premissa ao equilibrar classicismo e contemporaneidade, linhas orgânicas e volumes sólidos.

Sob a coordenação de Rodolfo Dordoni com o Minotti Studio, a nova coleção expressa uma linguagem única de coerência estilística, traduzida por vozes internacionais como Marcio Kogan / studio mk27, Nendo, GamFratesi, Inoda+Sveje e Gordon Guillaumier. Mesmo mantendo-se fiel à visão de design da Minotti, a Coleção 2023 explora novos horizontes para responder à natureza dinâmica do habitar contemporâneo.

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Antes e depois: o Tropicário do Jardim Botânico de Bogotá

Há quase uma década, uma notícia inundou os meios de comunicação colombianos: o anúncio do projeto vencedor para o Tropicário do Jardim Botânico de Bogotá. Hoje, trazemos todas as informações que coletamos desde aquele momento, tanto sobre o concurso vencido pelo DARP e o processo de construção — até a inauguração em 2021 e sua evolução nos últimos tempos.

Esperamos que este caminho arquitetônico ajude você a conhecer cada passo, cada decisão e cada detalhe que contribuiu para essa realização, entendendo que seu verdadeiro legado está na forma como transforma vidas, inspira comunidades e perdura no tempo.

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Design para a Saúde no Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2023

O Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2023 é um convite para que arquitetos e arquitetas de todo o mundo se reúnam em Copenhague, de 2 a 6 de julho, para explorar e debater como a arquitetura influencia todos os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS). Há mais de dois anos, o Painel Científico e seu Comitê Científico internacional vêm analisando as diversas maneiras pelas quais a arquitetura responde aos ODS. Esse trabalho resultou na formulação de seis painéis científicos: design para Adaptação Climática, design para Repensar Recursos, design para Comunidades Resilientes, design para a Saúde, design para a Inclusão, e design para Parcerias por Mudança. Uma chamada internacional de trabalhos foi lançada em 2022 e 296 das mais de 750 submissões de 77 países foram selecionadas para apresentação no Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2023 em Copenhague. O ArchDaily está colaborando com a UIA para compartilhar artigos relacionados aos seis temas, preparando o público para a abertura do Congresso.

Nesta quarta reportagem especial, conversamos com os copresidentes do painel design para a Saúde: o arquiteto Arif Hasan, ex-professor visitante na NED University de Karachi e membro do Grupo Consultivo da ONU sobre Despejos Forçados, e o arquiteto Christian Benimana, diretor principal e codiretor executivo do MASS Design Group.

Design para a Saúde no Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2023 - Imagen 1 de 4Design para a Saúde no Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2023 - Imagen 2 de 4Design para a Saúde no Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2023 - Imagen 3 de 4Design para a Saúde no Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2023 - Imagen 4 de 4Design para a Saúde no Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2023 - Mais Imagens+ 21

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Como projetar uma casa em um terreno estreito? Exemplos em Mérida, México

A cidade de Mérida – capital do estado de Yucatán, no México –, é uma das regiões que tem experimentado um boom importante na arquitetura nos últimos anos, graças ao talento emergente que vem se destacando em prêmios e bienais por todo o país. Devido ao seu clima tropical, a arquitetura local responde a condições geográficas específicas que a tornam um dos destinos mais visitados. Mérida é uma cidade construída sobre os vestígios da cidade maia chamada T'Ho e é composta por uma vasta cultura que conjuga diferentes momentos da história. Por conta disso, a arquitetura contemporânea desta região é composta por elementos tradicionais, como abóbadas, elementos vazados e acabamentos artesanais e sustentáveis, reinterpretados para criar uma nova linguagem que expressa o momento em que foram construídos.

Uma metrópole fluvial: projeto para a Bacia Hidrográfica do Lageado em São Paulo

Rios urbanos, nas suas diferentes escalas, podem ser eixos estruturadores de uma urbanização com qualidade ambiental urbana. O objeto deste artigo, que se baseia em conceitos desenvolvidos pelo Grupo Metrópole Fluvial, é a Bacia Hidrográfica do córrego Lageado, situada no extremo leste do município de São Paulo e parte do município de Ferraz de Vasconcelos. O Tietê, rio para onde confluem as águas dessa bacia, o Lageado e seus afluentes estabelecem três escalas de rios e de urbanização, que comportam programas distintos relacionados aos usos da água: da navegação e energia, no âmbito regional, ao parque fluvial do bairro, passando pelo abastecimento, drenagem, energia e irrigação.

Uma metrópole fluvial: projeto para a Bacia Hidrográfica do Lageado em São Paulo - Imagen 1 de 4Uma metrópole fluvial: projeto para a Bacia Hidrográfica do Lageado em São Paulo - Imagen 2 de 4Uma metrópole fluvial: projeto para a Bacia Hidrográfica do Lageado em São Paulo - Imagen 3 de 4Uma metrópole fluvial: projeto para a Bacia Hidrográfica do Lageado em São Paulo - Imagen 4 de 4Uma metrópole fluvial: projeto para a Bacia Hidrográfica do Lageado em São Paulo - Mais Imagens+ 16

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As Paisagens do Mundo do Atlântico Negro

A instituição da escravidão moldou as paisagens de ambos os lados do Oceano Atlântico. Por sua vez, pessoas africanas escravizadas e livres e seus descendentes criaram novas paisagens nos Estados Unidos, no Caribe e na África Subsaariana. As populações africanas tinham relações íntimas próprias com a terra, o que lhes permitiu afirmar sua própria agência e cultura.

No Dumbarton Oaks, em Washington, D.C., um simpósio — Histórias Ambientais do Mundo do Atlântico Negro: Histórias da Paisagem da Diáspora Africana —, organizado por N. D. B. Connolly, docente na Johns Hopkins University, e Oscar de la Torre, docente na University of North Carolina em Charlotte, buscou destacar essas relações esquecidas entre as pessoas e seu meio ambiente.

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Quadras em grelha e mobiliadas: ruas compartilhadas, ruas de convivência

O dérive LAB, como parte de uma nova ramificação do laboratório multidisciplinar de origem mexicana, apresenta o projeto "Ruas Compartilhadas". Trata-se de uma iniciativa que busca transformar espacialmente as ruas, migrando do controle por dispositivos de tráfego para a regulação baseada nas relações humanas. O projeto nos convida a refletir sobre como as ruas não são apenas canais de trânsito e transporte, mas também espaços que acolhem diversas outras atividades sociais, econômicas e culturais.

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Snøhetta e MADWORKSHOP criam instalações para a mostra "Time Space Existence" na Bienal de Veneza 2023

Na Bienal de Arquitetura de Veneza deste ano, o Centro Cultural Europeu (ECC) apresentou a sexta edição de sua extensa exposição de arquitetura intitulada Time Space Existence. A edição de 2023 da mostra coletiva chama a atenção para as expressões de sustentabilidade em suas várias formas, abrangendo desde o foco no meio ambiente e paisagem urbana até debates sobre inovação, reuso, comunidade e inclusão. 217 projetos de participantes renomados como Snøhetta ou MADWORKSHOP e profissionais emergentes como Urban Radicals ou ACTA estão atualmente em exibição até 26 de novembro de 2023, nos Palazzos Bembo e Mora, e nos Jardins de Marinaressa em Veneza.

Em resposta às mudanças climáticas, as instalações apresentadas investigam novas tecnologias e métodos de construção que reduzem o consumo de energia por meio de design circular e desenvolvem materiais de construção inovadores, orgânicos e reciclados. Os participantes também abordam a justiça social ao apresentar soluções habitacionais idealizadas para comunidades deslocadas e minorias, enquanto outros examinam as tensões entre o ambiente urbano construído e a natureza que o cerca para identificar oportunidades de coexistência.

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O impacto dos aterros e do manejo da terra em cidades costeiras

O manejo do terreno junto ao mar tornou-se um fenômeno popular no desenvolvimento costeiro. É a solução mais comum para suprir a necessidade de terra em áreas costeiras e foi implementada para vários tipos de uso, incluindo controle de inundação e agricultura. Hoje em dia, tornou-se uma conhecida resposta para o rápido aumento da urbanização costeira, da atividade econômica e para o aumento da população mundial. Países como a China e os Países Baixos lideram a lista em área. No entanto, a maioria dos projetos ocorrem dentro de centros urbanos no sul global. Cidades na África Ocidental, Leste Asiático e Oriente Médio criam essas novas porções de terra para impulsionar a economia industrial ou para gerar espaço para projetos residenciais de luxo.

Mas a relação entre o design do aumento da faixa de terra e a resposta da água em ambientes oceânicos é complexa. Requer uma relação simbiótica com corpos d'água para estabilidade, mas pode provocar forças naturais quando negligenciado no mar. Comportamentos da água do oceano, incluindo acúmulo de maré, aumento do nível do mar, conexão com áreas úmidas e biodiversidade aquática, podem questionar o sucesso ou fracasso dos projetos em diferentes contextos.

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Camadas metálicas em diálogo com a luz: uma intervenção abstrata na Casa Batlló

Alguns nomes da arquitetura deixaram sua marca na história; um desses casos é Antoni Gaudí. Através de suas concepções inspiradas na natureza, ele se tornou o principal expoente do modernismo catalão. O impacto da obra de Gaudí pode ser visto em várias escalas arquitetônicas, incluindo a Sagrada Família, o Parc Güell, a Colònia Güell, a Casa Milà e a Casa Batlló, sendo esta última um marco icônico da arquitetura de Barcelona.

A Casa Batlló surgiu da reforma de um edifício de 1877, adquirido em 1903 e posteriormente confiado a Gaudí para sua transformação. Inspirada em formas animais, em especial marinhas, a fachada e o interior foram renovados por meio de curvas e de uma combinação de cores vibrantes. Essa intervenção marcou um ponto de virada para a residência, pois alterou significativamente a fachada, redistribuiu o interior e proporcionou uma interação sublime com a luz natural. Dando continuidade ao espírito da reforma iniciada por Gaudí, um novo projeto de interiores para a escadaria e o átrio da Casa Batlló foi desenvolvido em 2021. Essa renovação é o resultado do diálogo entre as correntes de alumínio anodizado desenvolvidas pela Kriskadecor e a abstração do uso engenhoso da luz na Casa Batlló por meio do projeto de Kengo Kuma.

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Arquitetura e mezcal: bares e destilarias no México

O mezcal é uma bebida de origem mexicana que adquiriu grande popularidade na última década. Sua história remonta aos tempos pré-hispânicos, onde as culturas consumiam de diferentes formas bebidas que obtinham do agave. Durante o período pré-colombiano, esta planta era utilizada para fins diversos, desde a alimentação até a elaboração de fibras e remédios. No entanto, dentro de tantos diferentes processos, descobriram que podiam fermentar e destilar o suco do agave para obter uma bebida alcoólica, que chamaram de "pulque".

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5 Mudanças para acelerar a reintegração da natureza em cidades brasileiras

Com os impactos cada dia mais frequentes e intensos das mudanças climáticas sobre as cidades, as soluções baseadas na natureza (SBN) têm despontado como parte da estratégia de adaptação a essa realidade.

A natureza e os ecossistemas prestam serviços valiosos às pessoas, da regulação do clima à promoção da saúde e do bem-estar. Reintegrar esses serviços à paisagem urbana é parte da transformação necessária para que cidades enfrentem desafios complexos, como os impactos das chuvas cada vez mais intensas, o calor extremo e a poluição. Ao mesmo tempo, pode ampliar a resiliência e o acesso das populações mais vulneráveis a infraestruturas essenciais, espaços para o lazer e oportunidades econômicas.

Dez anos de artesania em metal maciço para interiores modernos

Em 2013, a marca de design de interiores Buster + Punch surgiu em uma garagem no leste de Londres, com uma abordagem inovadora para detalhes e ferragens do dia a dia que os elevou ao status de peças de desejo altamente contemporâneas.

O fundador da marca, Massimo Buster Minale, era conhecido por trabalhar como arquiteto durante o dia e construir motocicletas personalizadas à noite — estas últimas vendidas em uma garagem a poucos metros de seu apartamento em Londres. Seus clientes de motocicletas começaram a encomendar peças exclusivas de mobiliário e detalhes sob medida para suas casas. Minale, que sempre tivera dificuldade para encontrar ferragens e acabamentos de alto padrão para seus projetos de arquitetura nos escritórios de Richard Rogers e Foster & Partners, viu ali uma clara lacuna no mercado. 

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O que considerar ao escolher os materiais para o telhado?

Arquitetura pode ser definida de diversas maneiras, das mais técnicas às mais poéticas, valendo-se de inúmeros aspectos diferentes dentro de seu contexto: espaço, programa, tectônica e gesto. Este último faz referência ao traço, ao desenho, ao projeto. Talvez o croqui rápido que se anuncia à mente ao falar em gesto é aquele do abrigo: um corte ou elevação, com escala humana, de vedações verticais e cobertura.

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Colaboração entre culturas: uma ferramenta para imaginar o futuro da África

À medida que a Bienal de Arquitetura de Veneza apresenta sua 18ª edição intitulada O Laboratório do Futuro, ela se concentra na África como um lugar para testar e explorar possíveis soluções para o mundo. De acordo com a curadora Lesley Lokko, a Bienal explora conceitos arraigados como clima, direitos à terra, decolonização e cultura. Isso nos desafia a questionar como a história da África pode ser uma ferramenta radical para a imaginação e nos lembra da declaração de Stephen Covey: "Viva fora da sua imaginação, não apenas da sua história". O título da bienal é provavelmente a questão mais ambiciosa dos últimos anos e nos obriga a revisitar todas as fronteiras das sociedades históricas do continente, explorar a influência das fronteiras coloniais impostas sobre elas e examinar as identidades que surgiram disso. Devemos considerar como essas identidades podem ser instrumentos de criatividade e, mais importante, reconhecer que cada sociedade africana tem um ponto de vista específico. Esse ponto de vista anseia por colaboração intercultural como uma ferramenta poderosa para a imaginação.

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