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Quanto mais gente, menos árvores?

Diante da crise climática, ruas arborizadas, que já eram algo desejável, tornaram-se um atributo imprescindível para a qualidade de vida em São Paulo. O adensamento populacional no centro expandido, rico em infraestrutura, por sua vez, parece ser o caminho mais eficiente para o crescimento da capital. Será, contudo, que os dois objetivos são conflitantes, que adensamento populacional está correlacionado a mais concreto e menos árvores?

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Arquitetos e arquitetas devem resistir à “revolução” da IA

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

Recentemente, decidi que não me deixaria arrastar pelos debates vazios sobre como o ChatGPT roubaria o emprego de todo/a arquiteto/a experiente no mundo antes de 2030, mas um artigo inteligente publicado neste site por Geethanjali Raman e Mohik Acharya me fez mudar de ideia. O que não está sendo enfatizado é que os algoritmos que analisam informações na internet são tão bons quanto a qualidade dessas próprias informações. A história da arquitetura sugere que toda novidade tem prazo de validade, desaparecendo rapidamente de vista após o esgotamento do frisson inicial. Apenas o que há de melhor resiste após um longo período de avaliação e crítica. Qualquer nova arquitetura amplamente elogiada e difundida desde o surgimento da internet provavelmente ainda não foi testada pelo tempo e, portanto, não serve como parâmetro de referência. E sejamos francos: alguns dos piores edifícios já projetados por seres humanos estão espalhados pelo ciberespaço, soterrando obras muito melhores que ainda não foram digitalizadas.

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Design para a Inclusão no Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2023

O Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2023 é um convite para arquitetos e arquitetas de todo o mundo se reunirem em Copenhague, de 2 a 6 de julho, para explorar e debater como a arquitetura influencia todos os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS). Há mais de dois anos, o Eixo Científico e seu Comitê Científico internacional vêm analisando as diversas maneiras pelas quais a arquitetura responde aos ODS. O trabalho resultou na formulação de seis painéis científicos: design para Adaptação Climática, design para Repensar Recursos, design para Comunidades Resilientes, design para a Saúde, design para a Inclusão, e design para Parcerias por Mudança. Uma chamada internacional de trabalhos foi lançada em 2022 e 296 das mais de 750 propostas enviadas por 77 países foram selecionadas para apresentação no Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2023 em Copenhague. O ArchDaily está colaborando com a UIA para compartilhar artigos relacionados aos seis temas, em preparação para a abertura do Congresso.

Nesta quinta matéria, conversamos com as copresidentes do painel design para a Inclusão: a arquiteta Magda Mostafa, professora de Design no Departamento de Arquitetura da Universidade Americana do Cairo, e a arquiteta Ruth Baumeister, professora associada de Teoria e História na Escola de Arquitetura de Aarhus.

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Armário de cozinha: 20 projetos em casas e apartamentos brasileiros

Não importa qual seja o tipo da sua cozinha, uma coisa é fato: a necessidade de armários. Pensar um projeto que seja funcional e possa incorporar todos os equipamentos, alimentos e ingredientes, pode ser uma difícil tarefa dependendo da área disponível. Além disso, muitas vezes, em conjunto com as bancadas e outros revestimentos, os armários são os responsáveis por dar o tom desse espaço, revelando a importância de um bom desenho. 

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Foodscapes: uma viagem às arquiteturas que alimentam o mundo

Foodscapes: o Pavilhão da Espanha para a Bienal de Arquitetura de Veneza 2023, com curadoria de Manuel Ocaña e Eduardo Castillo-Vinuesa, explora o contexto agroarquitetônico espanhol para abordar questões de alcance global. Analisa o passado e o presente dos sistemas alimentares e as arquiteturas que os constroem para olhar em direção ao futuro e indagar sobre outros modelos possíveis capazes de alimentar o mundo sem devorar o planeta.

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Revestimento de fachada ventilada em ardósia natural: combinando paginações geométricas e design eficiente

Ao projetar obras de arquitetura, a proteção das paredes de uma edificação é fundamental para garantir sua longevidade, durabilidade e resistência às intempéries, preservando, assim, seu apelo estético. Entre as medidas de proteção disponíveis, os sistemas de revestimento são coberturas externas que integram diferentes texturas, cores e acabamentos, permitindo a personalização e a expressão criativa, ao mesmo tempo em que proporcionam resistência às intempéries e desempenho térmico. 

Ao explorar materiais que vão além do revestimento tradicional de alvenaria ou dos sistemas comerciais de fachada-cortina, a Cupa Pizarras desenvolveu fachadas ventiladas de ardósia natural. De padrões lineares a colmeias, essas paginações geométricas de fachada atendem às exigências das tendências arquitetônicas atuais, que demandam edifícios mais sustentáveis e energeticamente eficientes. A combinação de ardósia tectônica de alta durabilidade com técnicas inovadoras de fixação, além da eficiência da fachada ventilada, torna o CUPACLAD uma alternativa sustentável e esteticamente atraente para potencializar a certificação LEED dos projetos.

Sem futuro para o 'business as usual': lançamento do programa experimental de habitação 'Living Places'

O mais recente relatório do painel do clima da ONU afirma que o setor da construção civil responde por 34% do consumo global de energia e por 37% das emissões globais de CO2. Conforme destacado no documento: "O setor de edifícios e construção não está no caminho para alcançar a descarbonização até 2050." Números dramáticos e notícias bastante desanimadoras. Diante dessa realidade, a fabricante dinamarquesa de janelas VELUX propôs-se recentemente a iniciar um projeto para demonstrar que, se o setor estiver disposto a mudar, aqui e agora, isso é possível. Em conjunto com seus parceiros — o escritório dinamarquês de arquitetura EFFEKT e a consultoria de engenharia Artelia —, a VELUX desenvolveu um programa habitacional experimental chamado Living Places, que exemplifica e comprova que, com as tecnologias e materiais de construção atuais, a transição para um modo de vida mais saudável e sustentável já está ao nosso alcance.

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Fugindo da cerâmica: ideias de revestimentos para banheiros

Se por um lado os banheiros apresentam certa rigidez quando pensamos no layout e sua disposição espacial, é nos revestimentos de piso e de parede que essa lógica se inverte. Com a grande variedade de modelos e padrões disponíveis no mercado, os revestimentos cerâmicos e porcelanatos são muitas vezes utilizados para dar qualidade e identidade ao espaço. Ao mesmo tempo, a facilidade de acesso aos revestimentos cerâmicos e porcelanatos e também sua facilidade de instalação, acabam por condicionar nossas escolhas, dificultando pensar outras possibilidades de acabamentos para essas áreas.

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Cenografia teatral: equilíbrio entre estética e funcionalidade

O teatro é composto por múltiplos elementos que ajudam a complementar o conceito que se deseja transmitir. Um deles é a cenografia, integrada por diversos objetos e técnicas que auxiliam na criação de uma atmosfera condizente com o universo narrativo. Em entrevista realizada por Erika Malo, Jorge Ballina, cenógrafo mexicano, menciona que a ambientação não é apenas um recurso visual para o público, mas também ajuda o elenco a incorporar os personagens para transmitir a mensagem desejada de maneira eficaz.

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Arquitetura emocional: como soluções contextuais podem combater a "epidemia do tédio"

Em seu mais recente TED Talk, Thomas Heatherwick lamenta uma condição que afeta áreas da cidade definidas por edifícios monótonos, ou o que ele chama de "epidemia de tédio". Reconhecendo a funcionalidade que impulsionou esses projetos, ele afirma que essa característica por si só não pode garantir que as estruturas se tornem partes ativas da vida urbana, pois muitas vezes não conseguem provocar uma resposta emocional nas pessoas. Heatherwick explica que, em sua opinião, essa função emocional, ou a capacidade dos edifícios de significar algo para seus usuários e visitantes, é essencial. Quando bem-sucedida, a arquitetura pode contribuir positivamente para a qualidade de vida e bem-estar de seus moradores, promover a coesão social e contribuir para um senso de identidade. Então, como a arquitetura pode provocar uma conexão emocional positiva e fornecer um pano de fundo agradável para as comunidades que atende?

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“Como arquiteto/a, você projeta para o presente, com consciência do passado, para um futuro que é essencialmente desconhecido”: Sobre a obra e a evolução de Foster

Este é um trecho editado por Philip Jodidio da próxima publicação da TASCHEN, Norman Foster.

Em uma conferência de 2007, Norman Foster declarou: “Como arquiteto/a, você projeta para o presente, consciente do passado, para um futuro que é essencialmente desconhecido”. Aquela palestra abordava a agenda verde, classificada por ele como a questão mais importante da atualidade, afirmando que ela “não se trata de moda, mas de sobrevivência”. É inegável que o aumento do interesse público pela arquitetura contemporânea após a criação do Prêmio Pritzker em 1979 (Foster foi o vencedor de 1999) concentrou-se mais em formas e personalidades do que no conteúdo. Philip Johnson, o primeiro laureado com o cobiçado prêmio, deixou clara a sua opinião: “A arquitetura é arte, nada mais”. Ensaios, revistas e livros deleitam-se com as excentricidades, verbais e de vestuário, de arquitetos/as célebres — os chapéus e os óculos de gênio. Evidentemente, figuras como Frank Lloyd Wright e Le Corbusier não precisaram de um prêmio para se tornarem famosas, e parece apropriado que o alter ego literário de Wright, Howard Roark, dissesse: “A arte é uma recriação seletiva da realidade de acordo com os julgamentos de valor metafísicos do/a artista”. O/A arquiteto/a-artista moderno/a como demiurgo, encarregado/a de moldar e manter o universo: “...na compreensão, quão semelhante a um anjo! na ação, quão semelhante a um deus!”

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Ocupando o quintal: diferentes tipos de coberturas para áreas externas

Independentemente da região, a cultura brasileira preza por momentos ao ar livre. Seja para festas, refeições, conversas descontraídas, fazer exercícios ou simplesmente relaxar, o clima brasileiro em geral permite que os espaços externos façam parte da rotina das pessoas, que conseguem encaixar em seu dia a dia tempos de lazer, descanso ou até trabalho em ambientes externos. Para tanto, muitas casas planejam espaços exteriores com coberturas que tragam conforto para esses ambientes. 

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Estratégias de economia de água para os banheiros do futuro

Como um dos grandes desafios atuais e futuros, a crise climática está definindo a maneira como a arquitetura se adapta e projeta o ambiente construído. As ações do presente são fundamentais para o desenvolvimento de um futuro sustentável e habitável, no qual precisamos ajustar nossos comportamentos enquanto respondemos às mudanças ambientais. As duas transformações mais críticas são a crise hídrica e as emissões de CO2, que têm gerado apelos pela conservação da água na tentativa de salvaguardar os recursos que ainda restam e reduzir o consumo de energia necessário para o seu aquecimento. No que diz respeito à arquitetura, o uso racional dos recursos naturais é parte essencial de uma estratégia de projeto verdadeiramente eficiente, podendo ser incorporado à criação de novos espaços e produtos inovadores em projetos de arquitetura.

Trabalhando no desenvolvimento de uma gestão sustentável da água para um futuro mais verde, o Grupo Hansgrohe desenvolveu diversas torneiras, chuveiros e acessórios que economizam recursos naturais no design de banheiros. Como os banheiros são uma das áreas de maior consumo de água em residências e hotéis, é fundamental encará-los como espaços estratégicos para os esforços de sustentabilidade.

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Arquitetura para comunidades resilientes no Congresso Mundial de Arquitetos UIA 2023

O Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2023 é um convite aos arquitetos de todo o mundo para se encontrarem em Copenhague de 2 a 6 de julho e explorar como a arquitetura influencia os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Há mais de dois anos, a Science Track e seu Comitê Científico internacional analisam as várias formas pelas quais a arquitetura responde aos ODS. O trabalho resultou na formulação de seis painéis científicos: arquitetura para Adaptação Climática, arquitetura para Repensar Recursos, arquitetura para Comunidades Resilientes, arquitetura para Saúde, arquitetura para Inclusão e arquitetura para Parcerias e Mudanças.

Uma chamada internacional de trabalhos foi divulgada em 2022 e 296 das mais de 750 inscrições de 77 países foram convidadas a participar do Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2023 em Copenhague. O ArchDaily está colaborando com a UIA para compartilhar artigos relacionados aos seis temas como preparação para a abertura do Congresso.

Neste terceiro artigo, nos reunimos com os co-presidentes do painel arquitetura para Comunidades Resilientes, Anna Rubbo, Pesquisadora Sênior, Centro de Desenvolvimento Urbano Sustentável (CSUD), The Climate School, Columbia University, e Juan Du, Professor e Reitor da John H. Daniels Faculty of Architecture, Landscape and Design Universidade de Toronto.

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5 Obstáculos ao converter escritórios em moradias

A conversão de prédios de escritórios para o uso residencial é um tema importante entre os incorporadores e municípios que buscam trazer mais estoque de habitação para cidades com poucas moradias. E por um bom motivo: as taxas de ocupação dos escritórios ainda não se recuperaram dos declínios da era da pandemia, e muitos defensores argumentam que as cidades norte-americanas têm prédios de escritórios demais devido ao seu planejamento.

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Abrindo-se / Autenticidade revelada: a jornada do Hotel Gerl

Na sexta parte de Opening Up, o público é imerso na história do Hotel Gerl, um refúgio austríaco que mescla com elegância tradição e modernidade.

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Uma praça central na Grécia e um relógio gigante na Alemanha: 8 espaços públicos não construídos enviados pela comunidade do ArchDaily

Espaços públicos são o coração pulsante de nossas cidades. Eles atuam como polos de atividade social e cultural onde as pessoas se reúnem, interagem e escapam do clamor urbano. Essas áreas são cruciais para determinar a identidade e o caráter de uma cidade, bem como o bem-estar e o padrão de vida de seus cidadãos e cidadãs. Por meio de seus projetos arquitetônicos, equipamentos e atividades, os espaços públicos podem definir nossas comunidades e impactar significativamente a maneira como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Além disso, oferecem oportunidades de lazer, exercícios e recreação, permitindo que as pessoas escapem da rotina diária e se conectem com a natureza.

A seleção com curadoria desta semana de Melhor Arquitetura Não Construída destaca projetos enviados pela comunidade do ArchDaily que apresentam diferentes propostas para aprimorar o espaço público. Desde a reimaginação de praças centrais até a inserção de monumentais obras de Land Art no epicentro urbano, esses espaços públicos elevam a qualidade de vida da população local. Na Alemanha, o redesenho de todo o entorno do Memorial dos Julgamentos de Nuremberg propõe um local de encontro enraizado na história, ao passo que, em Havana, a nova Praça Cubana explora a metáfora da união no centro da cidade. O desenho e a acessibilidade dos espaços públicos impactam significativamente nosso bem-estar e qualidade de vida. Espaços inclusivos e bem planejados, com assentos, áreas verdes e infraestrutura amigável para pedestres, podem promover a atividade física, a saúde mental e o engajamento comunitário no meio urbano.

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7 tendências de iluminação: como iluminar os espaços interiores de hoje

O legado de Luis Barragán reside no modo como ele utilizava a luz e a cor; a compreensão sensível da luz natural por Tadao Ando estabeleceu sua linguagem arquitetônica única; e as dramáticas transformações de interiores de James Turrell exploram uma percepção singular da experiência visual, na qual “a luz não é um instrumento para possibilitar a visão, mas sim o próprio objeto a ser visto”. Além disso, as instalações imersivas de Olafur Eliasson estimulam a psicologia do público por meio da luz, da água e do ar. Esses profissionais da arquitetura e do design, entre outros, reinventaram a percepção da luz, inspirando gerações a seguir seus caminhos na compreensão e aplicação desse elemento.

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Neurodiversidade, arquitetura e inclusão no ambiente corporativo: princípios e estratégias de design

De fato, a principal responsabilidade do arquiteto é proteger a saúde, a segurança e o bem-estar do público, que inclui uma população diversificada com graus variados de habilidades físicas e intelectuais.

A neurodiversidade refere-se a essa variabilidade intelectual e cognitiva que incluem uma mistura de pessoas neurotípicas e neurodivergentes. Os “divergentes” são normalmente conhecidos como aqueles com diferenças na comunicação, aprendizado ou comportamento. Logo, o objetivo de um arquiteto não é projetar um edifício exclusivamente para populações neurotípicas ou neurodivergentes, mas sim um edifício onde todos os usuários se sintam bem-vindos e confortáveis.

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De-colonizando o cânone: pavilhão "Terra" do Brasil na Bienal de Veneza

Terra é o título da participação do Brasil na Bienal de Arquitetura de Veneza 2023, uma exposição com curadoria de Gabriela de Matos e Paulo Tavares que ocupa os espaços do pavilhão brasileiro no Giardini. Dividida em duas galeiras, a mostra propõe questionar os cânones da arquitetura moderna ao mesmo tempo que busca em narrativas ancestrais invisibilizadas alternativas para um futuro de-colonizado e descarbonizado. Terra é o primeiro pavilhão brasileiro a ser reconhecido com o prêmio máximo da Bienal de Arquitetura de Veneza, o Leão de Ouro.

Num esforço para ampliar o acesso ao conteúdo exposto em Veneza, apresentamos aqui os textos e imagens da primeira galeria, chamada De-colonizando o cânone. A segunda galeria, Lugares de origem, arqueologias do futuro, pode ser vista aqui. O ArchDaily agradece à Fundação Bienal de São Paulo, que generosamente cedeu o material do pavilhão Terra para esta publicação.

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A inteligência artificial é realmente a próxima grande novidade na arquitetura?

Este artigo foi originalmente publicado em Common Edge.

Está aqui! A renascença digital do século XXI acabou de produzir sua última debutante, e sua entrada chique e sensacional enviou o mundo a uma histeria impressionada. Agora, sambando sem esforço na disciplina da arquitetura, brilhando com a promessa de ser imaculada, revolucionária e invencível: o ChatGPT. O mais recente chatbot da OpenAI foi recebido com uma recepção frenética que parece tudo muito familiar, quase um dèjá vu de algum tipo. A razão é esta: toda vez que qualquer inovação tecnológica aparece no horizonte da arquitetura, ela é imediatamente empurrada para um holofote cegante e anunciada como o "próximo grande acontecimento". Mesmo antes de ser entendida, absorvida ou ratificada, a ideia já atraiu uma multidão de defensores e uma horda ainda maior de detratores. Hoje, enquanto todos se preparam para serem varridos pela enxurrada de uma nova descoberta, voltamos nosso olhar introspectivo, desembrulhando onde a tecnologia nos levou e o que mais está por vir.

O laboratório modernista do futuro: explorando a arquitetura de Le Corbusier e Louis Kahn na Índia

No início de 2022, a curadora Lesley Lokko anunciou o título da 18ª Exposição Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia: O Laboratório do Futuro. A intenção do tema é destacar o continente africano como protagonista do futuro, um lugar “onde todas essas questões de equidade, raça, esperança e medo convergem e se aglutinam”. Como o continente de urbanização mais rápida, a África é vista como uma terra com potencial, mas também repleta de desafios, onde questões de equidade racial e justiça climática são tratadas com um impacto significativo no mundo em geral.

No entanto, no final dos anos 1950, outro laboratório do futuro estava se formando, onde as novas ideias do modernismo produziram projetos monumentais e estruturas urbanas completas em uma escala sem precedentes: a Índia. Em busca de uma imagem moderna e democrática, o país recém-independente acolheu mestres da arquitetura ocidental como Le Corbusier e Louis I. Kahn e confiou a eles uma ampla gama de encomendas, desde o traçado urbano de Chandigarh e seus principais edifícios governamentais até universidades, museus e projetos domésticos de menor escala. O resultado é uma mistura de culturas influenciando-se mutuamente para gerar resultados inesperados.

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Temas emergentes na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2023: destaques dos pavilhões nacionais

Desafiando o público a pensar de forma diferente e mais empática, a bienal de Lesley Lokko é uma representação autêntica de um assunto altamente complexo. Inaugurada em 20 de maio, a 18ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia, intitulada O Laboratório do Futuro, já provocou discussões em todo o mundo.

Ao adotar uma perspectiva mais ampla sobre a arquitetura, a exposição desloca seu foco para a disciplina em si, em vez de apenas para a profissão. Não se trata apenas de "construir edifícios", explica a curadora ao ArchDaily. Em vez disso, busca-se questionar nossa compreensão convencional da arquitetura e, com isso, das exposições arquitetônicas. A Bienal de 2023 é um laboratório em todos os sentidos da palavra, uma plataforma global de experimentação e um espaço para explorar novas ideias diante da falta de locais que nos permitam fazê-lo. "Ela empresta sua estrutura e formato de exposições de arte, mas difere da arte em aspectos críticos que muitas vezes passam despercebidos", afirma Lesley Lokko.

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Representando a África na Bienal de Arquitetura de Veneza 2023: conceitos e abordagens recorrentes

A 18ª Exposição Internacional de Arquitetura, com curadoria da arquiteta, educadora e romancista ganensa-escocesa Lesley Lokko – que também é fundadora e diretora do African Futures Institute (AFI) em Accra, Gana – foi aberta ao público em 20 de maio e ficará em exibição até 26 de novembro. Intitulada O Laboratório do Futuro, a Bienal de Arquitetura de Veneza deste ano destaca pela primeira vez o continente africano como uma força líder na formação do mundo que está por vir, e a curadoria de Lokko leva os participantes a questionar as noções tradicionais sobre o que o futuro pode trazer e como será a arquitetura.

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