Antes uma via de 6 faixas, o Washington Boulevard passou por uma transformação inicial de "construção rápida" em 2019, adicionando ciclovias pintadas e protegidas, extensões de calçada, ilhas de refúgio para pedestres e ilhas de embarque que permitem o embarque/desembarque de ônibus na própria faixa. A proteção física para os ciclistas foi reforçada ainda mais em 2022. Imagem cortesia de Street Plans
A Covid-19 foi particularmente difícil para as cidades: os distritos comerciais centrais ainda enfrentam dificuldades devido à transição para o trabalho remoto; algumas cidades registraram declínio populacional; e a criminalidade disparou em praticamente todos os lugares. Além disso, a pandemia impulsionou mais pessoas para os carros, representando um retrocesso para o movimento por ruas seguras. Após anos de avanços, cidades como Nova York registraram aumentos expressivos no número de mortes de pedestres. Trata-se de um problema de escala nacional — com uma exceção notável: Jersey City anunciou recentemente que nenhuma morte foi registrada em suas ruas municipais em 2022, cumprindo as metas de seu plano de Visão Zero. O marco histórico foi resultado de anos de trabalho da prefeitura e de sua colaboradora, Street Plans, uma empresa de planejamento urbano fundada por Mike Lydon e Anthony Garcia. Lydon, ex-integrante da DPZ e coautor do livro de 2015 Tactical Urbanism (atualmente em processo de atualização), começou a trabalhar com Jersey City em uma série de iniciativas há seis anos. Conversei com Lydon na semana passada e perguntei a ele, especificamente, como a cidade e sua equipe alcançaram esse resultado.
Dérive LAB é um laboratório multidisciplinar localizado em Santiago de Querétaro, México, que busca explorar, compreender e inspirar outras (novas) maneiras de viver e pensar a vida na cidade. Por meio da pesquisa, do design e da ação, a equipe tem se focado no desenvolvimento de projetos de arte, arquitetura, desenho urbano e outras disciplinas que impactem em três escalas específicas: a vida pública, o ambiente construído e os objetos cotidianos.
Imagem criada usando IA a partir do comando: Uma ilustração expressiva de um ambiente urbano com uma paisagem exuberante que exemplifica a descarbonização da arquitetura. Imagem via DALL.E 2
A arquitetura engloba múltiplos processos, a começar pela identificação de necessidades e sua transformação em estruturas habitáveis por meio de um design cuidadoso. Historicamente, processos relacionados à construção, como a extração de recursos e o descarte ao fim da vida útil, costumavam ser negligenciados. No entanto, é fundamental reconhecer que as edificações possuem um ciclo de vida com impactos significativos nas emissões de carbono. Priorizar práticas sustentáveis é vital para minimizar nossa pegada ecológica e gerar um impacto positivo no planeta.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138309/como-reduzir-a-pegada-de-carbono-por-meio-da-arquitetura-tres-abordagens-ao-longo-do-ciclo-de-vida-da-edificacaoEnrique Tovar
Este ano marca o centenário da primeira edição de Vers Une Architecture, o livro que marcou época de Le Corbusier. Embora uma nova tradução para o inglês tenha surgido em 2007 sob calorosos elogios, a maioria dos(as) arquitetos(as) em atividade leu a primeira edição em inglês, publicada em 1928 sob o título Towards a New Architecture. Comparar as três edições é instrutivo, em especial por um aspecto crucial: a inserção da palavra "novo" no título. O livro não tratava propriamente de uma nova arquitetura, uma vez que muito pouco de seu conteúdo exibia edifícios no Estilo Internacional. Em vez disso, era sob muitos aspectos uma diatribe astuta destinada a convencer os europeus de que não tinham outra escolha senão renunciar a qualquer tipo de arquitetura construída antes da Grande Guerra e recomeçar do zero. A obra foi extraordinariamente bem-sucedida em alcançar esse objetivo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138317/afastando-se-da-antiga-arquitetura-o-que-le-corbusier-realmente-quis-dizerMark Alan Hewitt
Para nós, a prática da arquitetura é um processo orgânico de construção. Nesse percurso, enfatizamos três dimensões fundamentais: pesquisa, projeto e execução. Trata-se de etapas que, embora progressivas, estabelecem relações de paralelismo e interseção. Consolidados pelo amadurecimento de obras construídas e propostas teóricas, nossa colaboração cotidiana tornou-se mais sólida, e nosso caminho projetual reflete de forma clara três eixos principais: contexto histórico, engajamento comunitário e futuro inteligente. Nos últimos anos, amparados por uma visão arquitetônica diversa, complexa e aberta, buscamos criar cenários e espaços dinâmicos a partir da narrativa singular de cada projeto, em busca de valor e poesia atemporais. Nosso objetivo é conceber, por meio de uma linguagem arquitetônica precisa e poética, ambientes habitáveis que proporcionem dignidade à sociedade.
Desde 2021, com o objetivo de oferecer um atendimento mais refinado aos projetos locais em Hangzhou e na região do Delta do Rio Yangtze, o ALYA estabeleceu seu escritório em Hangzhou e, simultaneamente, estruturou uma equipe de desenho urbano. Ao longo dos anos, o escritório tem recebido ampla atenção da mídia internacional, acumulando diversos prêmios e participações em exposições. Entre os reconhecimentos destacam-se a Medalha de Ouro da ARCASIA (Associação de Arquitetos da Ásia), o prêmio principal de Hotel do Ano do Dezeen Awards, o prêmio de Escritório de Design do Ano e Arquitetura Sustentável da BUILD, o prêmio DFA (Design for Asia Awards), a Bienal de Arquitetura de Veneza, o Wallpaper* Design Awards, o WA Chinese Architecture Award e o Future Award da IDEAT. Em 2021, o fundador do ALYA, Liu Yuyang, foi nomeado pelo Hangzhou Canal Group como consultor-chefe de planejamento e design para a integração cultural e turística do Grande Canal de Hangzhou. Após o período singular de três anos de pandemia global, o ALYA celebra em 2023 a conclusão de uma série de projetos construídos, além do desenvolvimento ordenado de novas propostas de alta qualidade, refinamento, sustentabilidade e inovação alinhadas às tendências do futuro.
Se você acompanha o desenvolvimento saudável dos escritórios de arquitetura de excelência na China, possui um espírito profissional voltado à inovação e ao detalhe, demonstra entusiasmo para explorar o desconhecido e coragem para enfrentar desafios, e deseja crescer junto a uma equipe de design profissional sediada no Delta do Rio Yangtze com projeção global, convidamos você — que compartilha de nossos valores e deseja se engajar plenamente — a se juntar ao ALYA!
Casa VM01 / Blue Heron. Imagem cortesia de Western Window Systems
A entrada de uma residência costuma causar a primeira impressão, e profissionais da arquitetura contemporânea têm utilizado panos de vidro em grande escala para criar impactos dramáticos, surpreendentes e singularmente acolhedores. Veja como seis profissionais projetaram entradas exclusivas para residências de diferentes tamanhos e localizações.
Há milênios, a madeira se consolida como uma das matérias-primas mais cobiçadas na construção civil. Através de processos como serragem, fresagem e outras técnicas de processamento de madeira engenheirada, criam-se diversas formas estruturais aplicadas a produtos, mobiliário e edifícios. Contudo, esses métodos muitas vezes alteram as linhas fundamentais da estrutura natural da madeira. Troncos podem ser fendidos e os padrões das fibras modificados; enquanto algumas espécies, como o carvalho e o cedro, adaptam-se facilmente a esse beneficiamento, outras tornam-se difíceis de manusear. Diante disso, resgata-se o interesse pelo uso da madeira roliça em construções tradicionais, como cabanas de troncos, onde peças de diferentes seções são sobrepostas para delinear a edificação. Quando bem projetado, o uso integral de troncos ou galhos potencializa suas propriedades mecânicas intrínsecas, resultando em uma estrutura altamente sustentável. Embora tais práticas pareçam distantes das técnicas construtivas contemporâneas convencionais, inovações tecnológicas recentes vêm expandindo os horizontes da construção em madeira.
O European Cultural Centre (ECC), uma organização sem fins lucrativos dedicada a promover intercâmbios culturais em escala internacional, apresentou a sexta edição da exposição de arquitetura Time Space Existence paralelamente à Bienal de Arquitetura de Veneza deste ano. A edição de 2023 centrou-se no tema da sustentabilidade em suas diversas vertentes, abrangendo tópicos relacionados a migração, tecnologias digitais de construção e pesquisa de materiais, desenvolvimentos urbanos futuros e habitação, reunindo profissionais da arquitetura, design, artes, academia e fotografia de 52 países diferentes.
Por meio de múltiplos suportes e perspectivas, os e as participantes exploraram os conceitos filosóficos de Tempo, Espaço e Existência. Com um total de 217 projetos em exibição, a mostra acontece no Palazzo Bembo, no Palazzo Mora e nos Jardins Marinaressa, em Veneza, ao longo dos seis meses de duração da Bienal de Arquitetura de Veneza 2023, de 20 de maio a 26 de novembro de 2023. Com foco também em jovens talentos emergentes da arquitetura, do design e da pesquisa, a edição de 2023 da exposição é um esforço proativo para reimaginar estilos de vida alternativos e reconceitualizar a arquitetura no cenário contemporâneo.
Para muitas pessoas, as escolas e os jardins de infância representam o primeiro contato com a arquitetura pública. Essas instituições, junto a qualquer outro espaço educacional, servem de base para o aprendizado e a disseminação do conhecimento, desempenhando um papel fundamental na formação de crianças e jovens. Consequentemente, esses edifícios precisam responder às demandas de diferentes faixas etárias, criando espaços funcionais e flexíveis não apenas para o aprendizado, mas também para o lazer e a interação espontânea. As exigências de iluminação e ventilação aumentam a complexidade desses programas arquitetônicos. Ainda assim, projetar instalações educacionais oferece oportunidades de inovação e expressão criativa, uma vez que elas devem se adaptar continuamente às novas necessidades de estudantes e docentes, criando, ao mesmo tempo, um ambiente propício para o aprendizado.
A seleção com curadoria de projetos não construídos desta semana destaca propostas enviadas pela comunidade do ArchDaily voltadas a instituições culturais e de ensino. De um centro de aprendizagem concebido para oferecer a meninas em Moçambique oportunidades iguais de aprender, brincar e conviver, a uma estação naval redesenhada como centro de pesquisa na costa de Porto Rico, esta seleção apresenta projetos criados para estimular o aprendizado, a curiosidade e o intercâmbio de saberes e experiências. O artigo inclui projetos de escritórios de arquitetura tanto consagrados quanto emergentes, entre eles Moore Ruble Yudell, C+S ARCHITECTS (liderado por Carlo Cappai e Maria Alessandra Segantini), Hello Wood e snkh studio.
A arquitetura tradicional do passado às vezes pode parecer muito distante dos ambientes modernos e integrados que desfrutamos hoje. No entanto, embora algumas tipologias de salas da alta sociedade, aparentemente obsoletas — como salas de visitas, salas de estar formais e salas de fumo ainda existam sob outros nomes — como salas íntimas, refúgios e "man caves", para citar alguns —, outras complexidades arquitetônicas raramente são replicadas.
Escadas de serviço, copas de lavagem de louça e salas de secagem, por exemplo, já foram indispensáveis para o funcionamento de imóveis de certo porte e prestígio. Porém, assim como um suéter de lã lavado acidentalmente no ciclo errado, a tecnologia reduziu drasticamente o tamanho das áreas de serviço ao longo do último século. Casas pequenas, como o Apartamento Sob o Céu do Barão em São Paulo, por exemplo, hoje conseguem substituir lavanderias e despensas separadas por cozinhas com área de refeições integradas, que incorporam pequenos eletrodomésticos de lavar e secar ao layout aberto, liberando mais espaço para o convívio.
Há algo nas tonalidades saturadas das flores que desabrocham na primavera e nos tons quentes e ardentes de um pôr do sol sobre a paisagem urbana que nos traz alegria. O ser humano anseia por cores. De fato, somos fascinados por elas desde os primórdios da nossa existência. Tanto que tudo, desde a cor de nossas roupas até os pixels brilhantes nesta tela, é uma tentativa de recriar – e intensificar – os tons vibrantes da natureza, encontrando neles uma fonte de inspiração e vitalidade. Nosso cérebro está programado para associar cores a sensações e experiências: o verde exuberante de uma floresta evoca sentimentos de tranquilidade e renovação, enquanto o azul profundo do oceano desperta um senso de mistério e aventura. É essa capacidade de suscitar emoções que torna as cores uma ferramenta inestimável para arquitetos/as e designers — o que também explica por que as tendências estão se afastando do minimalismo neutro que antes reinava, aproximando-se de uma estética mais maximalista que adota toques de cor, dimensão e texturas lúdicas.
A identidade é um conceito complexo e em constante evolução, resultado de uma construção social composta por elementos históricos, fatores culturais, circunstâncias e fenômenos que se manifestam em um determinado lugar. No caso da arquitetura mexicana, a identidade se reflete na produção arquitetônica concebida sob a ótica de artistas e arquitetos/as, como Diego Rivera e Agustín Hernández, que plasmaram em obras como o Museu Anahuacalli e a Casa en el Aire as proporções colossais, a simetria e as formas simples do passado pré-hispânico mexicano. Por sua vez, atributos distintivos, como a singularidade folclórica das tradições, refletem-se na sensibilidade do uso da cor em obras de Luis Barragán e Javier Senosiain, criando um rico amálgama de expressões artísticas que encarnam a identidade arquitetônica mexicana em sua diversidade e constante evolução.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138246/revestimentos-ceramicos-em-evolucao-identidade-arquitetonica-mexicana-no-design-de-interiores-do-futuroEnrique Tovar
As últimas décadas trouxeram uma concepção renovada da ruína, condicionada pela lógica da sociedade contemporânea. Podemos encontrar essas ruínas, por exemplo, na demolição de edifícios industriais de escala desmedida. No entanto, elas estão desprovidas de seus valores históricos e enigmáticos, por termos presenciado seu nascimento e por sua coexistência no presente.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138253/rumo-a-uma-estetica-da-destruicao-desmantelamento-na-usina-nuclear-de-vandellosCarlos Gonzalvo Salas
A 9ª edição da Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Duas Cidades (UABB) de Shenzhen e Hong Kong foi inaugurada em 10 de dezembro de 2022. Com curadoria de Lu Andong, Prince Gong e Aric Chen, a exposição reúne centenas de artistas, designers e arquitetos/as de quinze países. A mostra terá duração de três meses.
O tema da Bienal, "Cosmologias Urbanas", abrange tanto a simbiose espacial quanto os ritmos temporais da vida. Trata-se de uma fonte da antiga sabedoria chinesa, bem como de uma cosmologia voltada para o futuro. A "Cosmologia da Cidade" é um campo de simbiose, parte da "comunidade de vida entre o ser humano e a natureza".
“Como garantir que os novos parques não causem uma ‘gentrificação verde’, o que pode levar à exclusão e ao deslocamento de comunidades vulneráveis? Como assegurar que não desalojemos as próprias comunidades que os novos parques deveriam atender?”, perguntou Dede Petri, CEO da Olmsted Network (anteriormente National Association of Olmsted Parks), durante um evento da Olmsted 200.
Novos parques deveriam ser acessíveis a todos, mas, em muitas áreas urbanas, parques viabilizados pelo setor imobiliário atraem principalmente a parcela mais rica da população. Embora as cidades se beneficiem do aumento do desenvolvimento imobiliário no entorno dessas novas áreas verdes — o que gera maior arrecadação de impostos —, isso levanta questionamentos sobre se tais espaços podem, na prática, resultar no deslocamento de comunidades locais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138255/novas-estrategias-para-prevenir-a-gentrificacao-verdeJared Green
O Concurso Pavilhão TEMA nasce com a intenção de oferecer oportunidades a jovens arquitetos/as, estudantes da comunidade acadêmica da Universidade de Guadalajara, para realizar um projeto de características efêmeras que expresse ideias diferentes daquelas exigidas por uma universidade ou faculdade de arquitetura e design.
A cidade de Mérida – capital do estado de Yucatán, no México –, é uma das regiões que tem experimentado um boom importante na arquitetura nos últimos anos, graças ao talento emergente que vem se destacando em prêmios e bienais por todo o país. Devido ao seu clima tropical, a arquitetura local responde a condições geográficas específicas que a tornam um dos destinos mais visitados. Mérida é uma cidade construída sobre os vestígios da cidade maia chamada T'Ho e é composta por uma vasta cultura que conjuga diferentes momentos da história. Por conta disso, a arquitetura contemporânea desta região é composta por elementos tradicionais, como abóbadas, elementos vazados e acabamentos artesanais e sustentáveis, reinterpretados para criar uma nova linguagem que expressa o momento em que foram construídos.
Isolar bem as edificações e utilizar os materiais adequados são pilares fundamentais no momento de construir um projeto. Essas estratégias agregam conforto aos interiores e representam uma medida de economia a longo prazo.
Os tetos já foram um símbolo de grandeza e opulência, adornando edifícios imponentes, igrejas e palácios com seus desenhos intrincados e elaborados. Ainda hoje nos pegamos olhando para cima, maravilhados com essas fascinantes construções históricas, com nossos olhos atraídos por seus magníficos tetos abobadados, estruturas de tesouras impressionantes ou obras de arte singulares que retratam mitologias, eventos históricos e paisagens. O design contemporâneo, por outro lado, tendeu a uma estética elegante e minimalista, na qual os tetos brancos e lisos se tornaram a norma na maioria das edificações modernas. Como sugerem Rasmus Wærn e Gert Wingårdh em seu livro What is Architecture? And 100 Other Questions, “Os tetos regrediram de ponto focal de um ambiente para uma zona de instalações técnicas.” Ainda assim, eles possuem um potencial criativo extraordinário.
A Arquitectonica refutou a acusação de Koolhaas de que a “arquitetura moderna nunca alcançou a prometida alquimia entre quantidade e qualidade”, e o enorme compêndio de Alistair Gordon sobre a obra do escritório certamente a desmente.
Mas e quanto ao elogio ambíguo de Rossi: “Na América… quantidade é qualidade!”? Embora seja absolutamente digna de elogios, a quantidade de obras não é a base da conquista da Arquitectonica—mesmo quando associada ao virtuosismo projetual. A importância da Arquitectonica deriva de certas contribuições específicas para a arquitetura moderna nos Estados Unidos.
INES Centro de innovación / Pezo von Ellrichshausen. Image Cortesía de Pezo von Ellrichshausen
Embora as cores possam acentuar os projetos arquitetônicos, não existe uma única cor que seja a "melhor". A escolha depende do estilo e do propósito da arquitetura, bem como do efeito que se deseja criar. No entanto, cores que contrastam com os tons predominantes ajudam a destacar detalhes importantes — e, sim, os tons de vermelho podem criar um contraste visual intenso.
Cada região possui uma identidade arquitetônica distinta, servindo como uma "digital" cultural que a torna singularmente reconhecível. O design italiano, por exemplo, inspira-se no legado romano utilizando pedras e tons claros. A Turquia se destaca pelos azulejos esmaltados intrincados que adornam paredes e tetos, ao passo que o México adota cores e texturas vibrantes por meio de materiais locais e artesanato. Muitos desses elementos estão enraizados em práticas tradicionais, contudo, ao longo do tempo, foram reinventados e transformados por novos processos, dando origem a expressões arquitetônicas contemporâneas. Na Suíça, o conceito de "Swissness" enquadra essa identidade central—uma fusão de precisão relojoeira e funcionalidade. Com raízes na micromecânica, a engenharia e o artesanato suíços convergem no design de janelas minimalistas modernas, onde linhas limpas e transparência redefinem limites e moldam a linguagem arquitetônica.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140680/swissness-emoldurada-micromecanica-e-janelas-minimalistas-na-arquitetura-modernaEnrique Tovar
Edifícios tombados são importantes testemunhos arquitetônicos da rica e diversa história de uma sociedade. O reconhecimento formal dessas edificações protege seus elementos arquitetônicos mais significativos contra alterações e demolições, ao mesmo tempo que cria caminhos socioeconômicos para viabilizar sua conservação. No entanto, essas estruturas também correm o risco de se distanciarem de novos materiais e sistemas construtivos modernos que lhes permitiriam funcionar de maneira ideal hoje em dia.
Integrar novos materiais e instalações prediais sem descaracterizar a essência original do edifício é um desafio singular de projeto. Seja ao adicionar novos componentes durante reformas estruturais ou ao integrar sistemas modernos de prevenção e combate a incêndios, exige-se sensibilidade e equilíbrio. Essa premissa se aplica a diversos elementos das edificações tombadas — como paredes, pisos, coberturas e fachadas —, garantindo que estejam preparadas para o futuro com uma vida útil prolongada.
Sofá Hot Hot por Jun Wang. Imagem via A' Design Award & Competition
Comenta-se nos bastidores que os últimos vencedores do A'Design Award deixaram as convenções de lado. Como não poderia deixar de ser, apresentamos aqui algumas das propostas mais ousadas que se destacaram nesta edição.
Imagine o cenário: um palco voltado para a criatividade, onde as mentes mais brilhantes do design mundial se reúnem para apresentar seus melhores trabalhos. O A'Design Award é exatamente isso — uma grande vitrine internacional que celebra o talento de designers, arquitetos/as e inovadores/as de todos os cantos do planeta. Não se trata de apenas mais um prêmio, mas sim de uma oportunidade de projetar seu trabalho em escala global.