Uma pandemia global pode mudar a nossa maneira de ver o mundo. Em Greenwich, Connecticut, assim como na maioria dos lugares, restaurantes e bares estão de portas fechadas, as escolas suspenderam as aulas e o tráfego é escasso à medida que as pessoas ficam em casa e mantêm o distanciamento social.
Contudo, a cada dia útil, enquanto o sol nasce sobre as ruas estranhamente tranquilas do centro histórico comercial, o chefe do executivo local, Fred Camillo, ainda segue em direção ao escritório. Camillo trabalha na prefeitura, um edifício público fechado para a população — e para a maioria dos funcionários — desde meados de março, quando todo o estado de Connecticut entrou em um confinamento em constante evolução devido a um decreto do governador Ned Lamont em resposta ao surto de COVID-19.
A arquitetura tem um papel intrínseco a desempenhar na crise climática global. Os edifícios e a sua construção representam, juntos, 36% do uso global de energia e 39% das emissões de dióxido de carbono relacionadas à energia anualmente. Brad Jacobson é sócio-diretor na EHDD e um líder que trabalha para implementar o design responsivo ao clima. Projetando para o futuro, Brad sintetiza diversas perspectivas para criar soluções de alto desempenho.
Como parte de uma iniciativa do Infonavit para impulsionar a recuperação de três parques de bairro localizados na cidade de Tuxtla Gutiérrez, Chiapas: “San Juan”, “Las Torres” e “Canteras”. Esses loteamentos carecem de uma infraestrutura eficiente, o que gera uma imagem urbana deteriorada, altos índices de insegurança e uma total falta de apropriação dos espaços públicos. Diante desse cenário, a T+E Arquitectos e a Fracciona Arquitectura uniram forças para transformar esses espaços, atendendo às demandas específicas de cada local.
A arquitetura é definida por seu contexto. Isso é especialmente verdadeiro quando os edifícios se localizam em climas extremos e precisam responder às condições naturais. A seleção desta semana do Melhor da Arquitetura Não Construída foca em projetos situados na interseção entre a natureza e o ambiente construído. Vindas de várias partes do mundo, as propostas foram enviadas por nossos leitores e leitoras.
O artigo apresenta uma variedade de tipologias edilícias e localizações, incluindo muitas propostas costeiras — desde um plano de regeneração na costa sul da Inglaterra e uma proposta para conectar o famoso arquipélago de Turku, até uma torre de madeira na zona portuária de Dublin. Também estão incluídas ideias mais extremas, como um mirante na costa do Algarve e uma cidade vertical com estufas situada em um penhasco em Marte.
Em conversa para a terceira edição da Revista CLEA, uma publicação anual da Coordinadora Latinoamericana de Estudiantes de Arquitectura (CLEA), a arquiteta equatoriana María Augusta Hermida explora a capacidade de descolonizar espaços e cidades nos tempos atuais.
Hoje, a automação residencial, a Internet das Coisas (IoT) e as tecnologias sem toque (contactless) tornaram-se partes indispensáveis das indústrias de arquitetura e design de interiores. Iluminação automatizada, sistemas inteligentes de climatização (HVAC) e assistentes virtuais controlados por voz, como Alexa e Google Home, são cada vez mais escolhidos por residências de classe média-alta e alta. Em um setor onde dispositivos e sistemas se renovam constantemente, este artigo apresenta algumas das mais recentes soluções residenciais inteligentes desenvolvidas pela Lutron, além de dicas sobre como escolher a melhor opção.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126144/como-escolher-um-sistema-de-automacao-residencialLilly Cao
O SCI-Edge, Center for Advanced Studies in Architecture, oferece 5 programas de pós-graduação de Master of Science. Este ano marca a quarta turma do SCI-Arc Edge, e seus/suas egressos/as já estão se estabelecendo como vozes inovadoras que definem o significado de atuar na arquitetura no século XXI. O corpo discente atual acaba de concluir o semestre de outono, que é o primeiro da sequência de três semestres dos programas. O grupo que ingressa nos programas representa uma diversidade surpreendente de trajetórias e interesses de pesquisa. Convidamos duas pessoas da turma para descrever seus interesses de pesquisa e como estão começando a construir pontes entre sua formação anterior e as novas experiências no SCI-Arc Edge.
Atualmente, os/as arquitetos/as enfrentam grandes expectativas em relação ao projeto, à funcionalidade e ao desempenho de suas obras. Um projeto de arquitetura cuidadoso leva em consideração os impactos climáticos regionais, a origem dos materiais e as tradições construtivas, caminhos fundamentais para reduzir a pegada ecológica. No entanto, de que maneira esses/as profissionais podem elevar ainda mais o desempenho de um edifício? Trata-se de um desafio instigante. Curiosamente, observa-se que as tecnologias digitais já vêm sendo aplicadas na arquitetura em todo o mundo.
No dia 16 de abril, foi realizada em Guangzhou, na China, a cerimônia de início das obras daquele que será o maior estádio de futebol do mundo. O aspecto mais controverso do projeto não foi o seu custo de US$ 1,7 bilhão, mas sim o seu audacioso formato de flor de lótus, que gerou fortes críticas da comunidade de arquitetura local, embora tenha sido elogiado pelo público em geral.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126157/antecipando-o-futuro-da-arquitetura-esportiva-com-10-estadios-recem-construidos-pelo-mundoMilly Mo
Segundo os registros escritos, a “pré-história” remonta ao período entre 35.000 a.C. e 3.000 a.C. no Oriente Médio (e 2.000 a.C. na Europa Ocidental). Os antigos construtores e construtoras tinham uma profunda compreensão das respostas humanas às condições ambientais e às necessidades físicas. Inicialmente, famílias e tribos viviam juntas em cabanas cobertas de peles e estruturas de ossos. Milhares de anos depois, os assentamentos humanos evoluíram para muralhas fortificadas de tijolos de adobe que cercavam volumes retangulares com aberturas pontuais para ventilação e iluminação solar.
Nos próximos meses, publicaremos pequenos artigos sobre a história da arquitetura e como ela evoluiu para estabelecer os fundamentos da arquitetura que conhecemos hoje. Nesta semana, exploramos as características arquitetônicas da antiga Índia e do Sudeste Asiático.
Ao longo da história, pessoas de todas as origens com pouco em comum têm encontrado maneiras de se unir em parques de bairro e estádios lotados para deixar de lado essas diferenças em prol do amor ao esporte. O esporte e seus entusiastas são uma fonte de unidade global, e talvez existam poucos outros eventos no mundo capazes de gerar uma gama tão ampla de emoções quanto uma partida ao vivo.
Como parte de uma iniciativa do Makers México, um grupo de cerca de 300 profissionais criativos de diversas áreas continua se unindo para enfrentar a pandemia de COVID-19. Arquitetos como Juan Carlos Baumgartner, Michel Rojkind e o designer Ariel Rojo começaram a se somar a esse esforço para contribuir de diferentes maneiras na criação de peças impressas em 3D que possam ser doadas a vários hospitais do país. Atualmente, eles estão trabalhando em um splitter – que permite que dois pacientes fiquem conectados ao mesmo tempo em caso de escassez de respiradores –, em uma máscara de proteção para médicos/as e pacientes, bem como em outras peças que complementam o funcionamento desses equipamentos.
Embora tenham sido desenvolvidos como uma fonte prática de energia na década de 1950, os sistemas solares eram caros demais para o uso em larga escala até a década de 1970. A partir de sua aplicação inicial no abastecimento de satélites militares da era da Guerra Fria, as células solares fotovoltaicas de silício alcançaram seu primeiro sucesso comercial em locais sem acesso à rede elétrica, como faróis e plataformas de petróleo marítimas.
Bivaque #1 / Claudio Araya, Maria Valese, Natalia Kogia e Iga Majorek. Imagem Cortesia de YACademy
Uma característica marcante dos cursos da YACademy — a escola de arquitetura fundada pela YAC em 2018 — é oferecer aos/às estudantes workshops práticos e instigantes. No currículo da escola, um foco central é a dinâmica de relacionamento entre o natural e o artificial, entre a intervenção antrópica e a preexistência da paisagem. Esses temas motivaram a YACademy a criar um Curso de Formação Avançada em Arquitetura para a Paisagem: um programa composto por palestras de profissionais renomados/as, seguidas de estágios em alguns dos escritórios mais prestigiados do mundo.
O projeto “Xico-Parque Sur 23”, do escritório mexicano All Arquitectura, surge a partir do sucesso de “Quadra La Doce”, projeto realizado em colaboração com a love.fútbol e com o patrocínio da Pincus Family Foundation. O processo de desenvolvimento e pesquisa baseou-se nas experiências acumuladas de intervenções anteriores no local, o que proporcionou um conhecimento prévio sobre as carências e potencialidades da região.
A cidade é de todas as pessoas, é o reflexo de quem somos como sociedade; por isso, devemos cuidá-la, pois é nossa! Temos um compromisso cívico. (Cívico, do latim civis / Cidade, cidadão/ã, do latim civitas)
O podcast On Design, apresentado por Justyna Green, traz conversas inspiradoras com os nomes mais influentes das artes e do design — de designers a arquitetos/as, de editores/as a diretores/as de criação e muito mais. Se você quer saber o que inspira essas mentes criativas, como trabalham e como enxergam o mundo, este é o podcast ideal. Ouça o podcast On Design agora no Apple Podcasts, Spotify e Google Play.
O arquiteto Arthur Mamou-Mani é o convidado desta semana. Arthur é especialista em arquitetura orientada pela fabricação digital, e entre seus projetos recentes mais conhecidos estão o Galaxia — o templo do festival Burning Man de 2018 — e o Conifera — instalação criada para a COS na Semana de Design de Milão do ano passado.
Na entrevista, conversamos sobre a prática profissional de Arthur, a arquitetura paramétrica e a FabPub, seu espaço de impressão 3D e corte a laser no leste de Londres aberto ao público geral. Também abordamos temas pessoais, como a experiência de se casar no Burning Man e a superação da depressão.
Perguntamos aos leitores e leitoras do ArchDaily quais jogos eletrônicos mais os impressionaram em termos de visualização arquitetônica, e por quê. Após coletar centenas de respostas, ficou evidente que não há um único fator decisivo que destaque um jogo, mas um dos elementos fundamentais na experiência de jogo é, sem dúvida, o ambiente construído virtual.
Nos jogos eletrônicos, o papel da arquitetura vai muito além de servir como pano de fundo para cidades virtuais ou renderizações de locais reais. Na verdade, ela constitui um elemento fundamental para a imersão dos jogadores e jogadoras no mundo virtual, tornando a experiência tão tangível quanto o mundo real, porém muito mais emocionante.
(Aviso: os vídeos e imagens deste artigo podem causar convulsões em pessoas com epilepsia fotossensível)
Construir futuros mais equitativos começa com a comunidade. Para o escritório internacional Woods Bagot, os três estúdios da empresa nos EUA são agora liderados por mulheres, e sua liderança conjunta está criando projetos mais inclusivos e dinâmicos que repensam tradições passadas. Cada diretora assumiu as rédeas antes do início da pandemia global, e agora o trio trabalha para repensar como a prática pode enfrentar diversos desafios em Nova York, São Francisco e Los Angeles.
Vacío é uma intervenção temporária que busca modificar os limites e a experiência do espaço onde se insere. É importante compreender o impacto ambiental dos projetos efêmeros. Para construir este vazio, utilizamos quatro cortinas flutuantes feitas de folhas reaproveitadas, coletadas de outros escritórios de arquitetura e banhadas em anil para apagar os desenhos, textos e impressões de sua vida anterior. A leveza da instalação permite que o fluxo de ar modifique constantemente a geometria definida do prisma. No interior, o espaço muda e interage com o/a visitante, quase o/a obrigando a se mover enquanto as folhas flutuantes parecem respirar.
Durante mais de 80 dias de protestos, nossas ruas e edifícios foram inundados diariamente por frases, cartazes, ilustrações e uma infinidade de materiais visuais alusivos às demandas sociais de um país que afirma ter despertado de um letargo de 30 anos. Enquanto isso, monumentos públicos ao longo do Chile são pichados, modificados, destruídos ou removidos de seus locais originais, tornando-se o alvo preferido dos manifestantes — ou, como define o jornal El Mercurio1, dos “vândalos”.
A Fundação Patio Vivo busca promover o brincar livre e ativo, a convivência escolar e o contato com a natureza, articulando o espaço, a comunidade e a cultura em pátios de creches, escolas e colégios. A seguir, a equipe descreve, com suas próprias palavras, sua metodologia de trabalho.
Os escritórios de arquitetura têm se dedicado a aprofundar os questionamentos sobre a projeção do futuro imposta pela conjuntura pós-confinamento e as novas dinâmicas de vivência da cidade e do território. Nesta ocasião, o ruta4 taller, de Pereira, Colômbia, apresenta sua perspectiva sobre o exercício da profissão no país e sua proposta de transição para uma prática mais participativa, voltada ao benefício das pessoas que habitam as comunidades. O atelier de arquitetura de Pereira já realizou projetos exemplares de arquitetura colaborativa, como o taller de Urbanautas ou a Casa Ensamble Chacarrá, entre outras iniciativas que demonstram, na prática, que a arquitetura empática é um caminho viável e certeiro.
Na categoria residencial, a seleção traz um projeto de casa subterrânea semelhante a um bunker na Ucrânia, uma cabana suspensa com estrutura de vidro em Portugal, um complexo de unidades habitacionais na França e uma reinterpretação sem implantação específica e estilisticamente inclusiva do bloco de habitação vertical. Somam-se a eles um lúdico edifício comercial no Irã, um memorial da Primeira Guerra Mundial na Sérvia e uma ampliação para a Glasgow School of Art, que se destacam por sua arquitetura imaginativa e ideias inovadoras.
Continue lendo para conhecer os 12 projetos selecionados e suas respectivas descrições enviadas pelos/as arquitetos/as.