A Colômbia possui um território imenso, com uma das maiores biodiversidades do mundo graças à sua geografia privilegiada, e na maior parte desse território há presença humana, por mais distante que esteja dos centros urbanos. A seguir, Sebastian Contreras, da Estación Espacial Arquitectos, apresenta a experiência e os desafios, tanto humanos quanto arquitetônicos, de construir uma Maloca com e para os Ticuna no coração da Amazônia colombiana.
Los Angeles é uma cidade de sonhos. Conhecida em todos os Estados Unidos e no mundo, L.A. personifica tanto a liberdade quanto a experimentação, definida tanto por suas rodovias quanto por sua diversidade. É também uma cidade de casas. Residências unifamiliares cobrem quase metade de Los Angeles e, à medida que a cidade continua a evoluir, profissionais da arquitetura exploram novas ideias sobre modernidade e vida cotidiana por meio da tipologia unifamiliar.
Cerca de 10 milhões de pessoas vivem no Condado de L.A., e a própria cidade de Los Angeles se tornou uma das mais diversas do mundo do ponto de vista étnico. O ambiente construído reflete a natureza de seus habitantes, abrigando algumas das arquiteturas residenciais e culturais mais icônicas do mundo. Los Angeles tem sua própria dose de Lautner, Schindler, Wright e Neutra. É uma cidade que há muito tempo personifica a multiplicidade e as formas progressistas, desde a Eames House e a Residência de Gehry até a icônica Stahl House. Sob as lentes do fotógrafo Julius Shulman, muitas casas passaram a representar não apenas novos estilos residenciais, mas também a cultura do pós-guerra no sul da Califórnia.
O podcast On Design, apresentado por Justyna Green, traz conversas inspiradoras com os nomes mais influentes das artes e do design — de designers a arquitetos/as, de editores/as a diretores/as de criação e muito mais. Se você quer saber o que inspira essas mentes criativas, como trabalham e como enxergam o mundo, este é o podcast ideal. Ouça o podcast On Design agora no Apple Podcasts, Spotify e Google Play.
O arquiteto Arthur Mamou-Mani é o convidado desta semana. Arthur é especialista em arquitetura orientada pela fabricação digital, e entre seus projetos recentes mais conhecidos estão o Galaxia — o templo do festival Burning Man de 2018 — e o Conifera — instalação criada para a COS na Semana de Design de Milão do ano passado.
Na entrevista, conversamos sobre a prática profissional de Arthur, a arquitetura paramétrica e a FabPub, seu espaço de impressão 3D e corte a laser no leste de Londres aberto ao público geral. Também abordamos temas pessoais, como a experiência de se casar no Burning Man e a superação da depressão.
O projeto “Xico-Parque Sur 23”, do escritório mexicano All Arquitectura, surge a partir do sucesso de “Quadra La Doce”, projeto realizado em colaboração com a love.fútbol e com o patrocínio da Pincus Family Foundation. O processo de desenvolvimento e pesquisa baseou-se nas experiências acumuladas de intervenções anteriores no local, o que proporcionou um conhecimento prévio sobre as carências e potencialidades da região.
Perguntamos aos leitores e leitoras do ArchDaily quais jogos eletrônicos mais os impressionaram em termos de visualização arquitetônica, e por quê. Após coletar centenas de respostas, ficou evidente que não há um único fator decisivo que destaque um jogo, mas um dos elementos fundamentais na experiência de jogo é, sem dúvida, o ambiente construído virtual.
Nos jogos eletrônicos, o papel da arquitetura vai muito além de servir como pano de fundo para cidades virtuais ou renderizações de locais reais. Na verdade, ela constitui um elemento fundamental para a imersão dos jogadores e jogadoras no mundo virtual, tornando a experiência tão tangível quanto o mundo real, porém muito mais emocionante.
(Aviso: os vídeos e imagens deste artigo podem causar convulsões em pessoas com epilepsia fotossensível)
Quando se trata do processo de desenvolvimento de projetos de arquitetura, o processo criativo nunca é o mesmo para todas as pessoas. Há quem encontre inspiração em salas cheias, com música alta ao fundo; quem prefira caminhar por espaços públicos observando o comportamento das pessoas; e quem não precise de praticamente nenhum recurso além de caneta, papel e silêncio absoluto.
Em entrevista à produtora de cinema de arquitetura Spirit of Space, Steven Holl compartilha como o isolamento completo na Watercolor Hut contribuiu para algumas das criações mais notáveis de seu escritório.
Uma pandemia global pode mudar a nossa maneira de ver o mundo. Em Greenwich, Connecticut, assim como na maioria dos lugares, restaurantes e bares estão de portas fechadas, as escolas suspenderam as aulas e o tráfego é escasso à medida que as pessoas ficam em casa e mantêm o distanciamento social.
Contudo, a cada dia útil, enquanto o sol nasce sobre as ruas estranhamente tranquilas do centro histórico comercial, o chefe do executivo local, Fred Camillo, ainda segue em direção ao escritório. Camillo trabalha na prefeitura, um edifício público fechado para a população — e para a maioria dos funcionários — desde meados de março, quando todo o estado de Connecticut entrou em um confinamento em constante evolução devido a um decreto do governador Ned Lamont em resposta ao surto de COVID-19.
Projetada e construída pela equipe da Universidad Mayor, uma habitação social sustentável com espaços produtivos e de comercialização foi a vencedora do Construye Solar 2019, a terceira edição do concurso chileno organizado pela Ruta Solar.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126228/conheca-as-habitacoes-sociais-sustentaveis-vencedoras-do-construye-solar-2019ArchDaily Team
A cidade de Puebla – localizada no planalto central do México – é conhecida sobretudo pelo traçado de suas ruas e por sua arquitetura predominantemente barroca. Declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1987, a cidade abriga uma dinâmica cultural de amplo espectro que se centra na preservação do patrimônio edificado e em sua apreciação à distância, como se fosse uma obra em um museu. Dessa forma, em nossos trajetos cotidianos, notamos a monumentalidade de suas fachadas, sem perceber, na maioria das vezes, que por trás dos grandes portões de madeira se esconde o que chamamos de “o coração da casa poblana”.
A seleção com curadoria desta semana de projetos enviados por nossos/as leitores/as foca em alguns dos componentes essenciais de nossas cidades contemporâneas.
Apresentando o melhor da arquitetura ainda não construída, o artigo destaca projetos de reutilização adaptativa que transformaram armazéns e fábricas abandonadas, o desenho urbano de uma rua em Luxemburgo, um plano diretor regenerativo em Seul e uma habitação familiar emergencial para abrigar temporariamente pessoas em situação de vulnerabilidade. Além disso, a seleção destaca uma biblioteca na Coreia do Sul e a extensão de um museu em Helsinque, uma vez que o aspecto cultural é parte integrante do nosso ambiente urbano.
Manifestação física de uma ideologia, a paisagem urbana deixada pelos regimes socialistas na Europa distancia-se das aspirações do modo de vida contemporâneo, desencadeando, com isso, um processo singular de reapropriação desses territórios pós-soviéticos. O curta-metragem Landscape Architecture: Rethinking The Future out of a Totalitarian Past, idealizado pela produtora Minimal Movie, propõe um debate sobre planejamento urbano, identidade cultural e fortalecimento comunitário a partir do urbanismo e da arquitetura da era socialista na Ucrânia.
Profissionais de arquitetura e design buscam constantemente as últimas tendências de projeto e fachadas para criar edifícios atraentes para seus clientes. O desafio que enfrentam é entregar uma estética criativa que esteja em conformidade com as normas edilícias e com os padrões de ensaio. Principalmente no caso de edifícios altos, é fundamental que os materiais utilizados na construção tenham um desempenho eficaz para evitar desastres em caso de incêndio.
No início do mês de outubro foi inaugurado na Cidade do México um novo espaço sob o nome de Design House no Público Coworking, que expõe uma série de intervenções integrando disciplinas como design, arquitetura e design de interiores. Ao longo de dez anos, o evento tem apresentado, em diferentes imóveis, as propostas de vanguarda de mais de cem escritórios participantes, em colaboração com os showrooms integrantes da Rota do Design, que disponibilizam aos escritórios as peças e os acessórios que compõem as diversas propostas.
Com mais de 280 mil seguidores no WeChat, plataforma de mídia social chinesa, o ArchDaily tornou-se o veículo de arquitetura mais influente na comunidade chinesa. Ao longo de 2020, um público de mais de 9,2 milhões de pessoas acompanhou as novidades da arquitetura global por meio da conta oficial 建日筑闻(ADCNEWS). Devido às restrições para a construção residencial na China, o público chinês demonstra uma forte preferência por projetos de caráter cultural e de renovação urbana. Como uma retrospectiva das publicações mais populares de 2020, reunimos a seguir os 10 projetos mais compartilhados em nossa plataforma chinesa no ano passado.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126230/os-10-projetos-mais-compartilhados-no-wechat-do-at-adcnews-em-2020Milly Mo
Alexis Christodoulou, out of office reply, 2017, obras de arte renderizadas em 3D. Cortesia do artista.
As redes sociais estão transformando o planejamento urbano, facilitando a transição de uma compreensão funcional do design para uma abordagem formal e comercial. Por trás da aparência amigável de espaços concebidos como cenários para conteúdos de mídias sociais, sistemas complexos de vigilância estão sendo testados e desenvolvidos. O ambiente construído transforma-se em uma atração, povoado não por cidadãos e cidadãs, mas sim por usuários e usuárias que sentem a necessidade de autodocumentar suas vidas. O espaço público desaparece sob a falta de agência e de uso coletivo, tornando-se um palco no qual os corpos se movem de acordo com regras e coreografias predefinidas.
Uma perspectiva em corte extraordinariamente moderna do cruzamento central da Basílica de São Pedro, ainda não construído, por Baldassare Peruzzi.. Imagem cortesia de Oro Editions
Por que um/a arquiteto/a do século XXI deveria se dar ao trabalho de desenhar à mão? Afinal, há uma abundância de ferramentas digitais prontamente disponíveis que fazem com que canetas e lápis pareçam pouco mais do que artefatos primitivos. Olhados com afeto, talvez, mas tão encantadoramente irrelevantes para a arquitetura contemporânea quanto os cavalos de tração são para quem trabalha no campo hoje ou as máquinas de escrever para profissionais da imprensa.
A academia de arquitetura está cada vez mais consciente dos problemas contemporâneos e territoriais de cada localidade. A Universidad del Norte apresenta esta série de 6 trabalhos de conclusão de curso de seus/suas estudantes que exploram a região costeira do norte colombiano a partir da reciclagem arquitetônica, da regeneração e da renovação urbana.
Como expressão de poder e símbolo de vigilância, o panóptico é um notório conceito arquitetônico concebido como um mecanismo disciplinar. O/A fotógrafo/a Romain Veillon compartilha suas imagens da prisão inspirada no modelo panóptico em Autun, na França.
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Quer queiramos ou não, todo/a arquiteto/a é um/a reciclador/a.
A expressão “Swamp Yankee” não é uma ofensa nem um estereótipo. Os Swamp Yankees viveram na Nova Inglaterra antes do século XX. Eram pessoas de poucos recursos que só podiam arcar com moradias próximas à água — onde doenças, pragas e o clima severo frequentemente arruinavam vidas. Essas pessoas nunca descartavam nada que pudesse (um dia) ser reaproveitado. O escambo e a recuperação de materiais eram seu modo de vida. Não havia desperdício (“evitar o desperdício é prevenir a falta”). Os Swamp Yankees transformaram a reciclagem em um estilo de vida. A sustentabilidade não era uma escolha ecológica — era a sua forma de sobrevivência.
Minha prática na arquitetura é a de um/a arquiteto/a Swamp Yankee.
O mundo está mudando; sempre muda, só que cada vez mais rápido. Com ele, a nossa profissão de arquiteto/a também está mudando, e novos horizontes de mercado se abrem diante de nós. Começou a se delinear uma nova definição — necessária e desejada por muitos — sobre o que significa “ser arquiteto/a”, e neste artigo quero ajudar você a abrir os olhos para que possa se juntar a este apaixonante movimento de arquitetos/as independentes.
https://www.archdaily.com.br/pt/1125991/o-futuro-fisico-e-digital-dos-as-arquitetos-asCaterina De La Portilla
Blossom of Life Sales Center / Mohen Chao Design Assoc.. Imagem Cortesia de A' Design Awards
O A' Design Award nasceu "do desejo de destacar os melhores projetos e produtos bem desenhados". Trata-se de um prêmio internacional cujo objetivo é proporcionar a designers, arquitetos/as e inovadores/as de todas as áreas do design uma plataforma para apresentar seus trabalhos e produtos a um público global. As inscrições para a edição deste ano já estão abertas; os/as profissionais interessados/as podem registrar suas propostas aqui.
O/A arquiteto/a jordaniano/a Rasem Kamal concebeu sutilmente uma escavação a partir do solo natural do deserto de Wadi Rum, na Jordânia, transformando a premissa de que "a forma segue a função" em "a subtração segue a função". Enfatizando a relação entre a forma externa e o espaço interno, o resort projetado se apresenta como uma área de preservação tanto na superfície quanto no subsolo.
No recém-lançado vídeo do projeto, o/a arquiteto/a revela os mistérios desse resort oculto, conduzindo o público por uma visita guiada à proposta da Reserva de Wadi Rum. Kamal complementa com maestria a paisagem acidentada do deserto por meio da estrutura do resort, que surge de forma orgânica e se integra perfeitamente ao entorno.
Foto aérea. Escolas de Artes Plásticas Ricardo Porro. Havana, 1961-65. Fonte: Oficina del Historiador de la Ciudad. Imagem via Revista rita_
Este artigo de María José Pizarro e Óscar Rueda foi publicado originalmente na edição nº 3 da revista rita com o título "Ernesto N. Rogers y la "Preesistenza Ambientale" en las Escuelas Nacionales de Arte de La Habana" e faz parte de uma colaboração conjunta de difusão. Este texto busca aprofundar a influência que o corpus teórico de Rogers deixou em três de seus alunos de destaque: Ricardo Porro, Vittorio Garatti e Roberto Gottardi, e como esse pensamento esteve presente na concepção de sua primeira e principal obra: as Escolas Nacionais de Arte de Havana.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126006/ernesto-n-rogers-e-a-preesistenza-ambientale-nas-escolas-nacionais-de-arte-de-havanaMaría José Pizarro y Óscar Rueda