Em 2005, como um estímulo à competitividade do Estado do México, foi lançado o programa “Ciudades Bicentenario”, que projetava o ordenamento territorial e a definição de uma estrutura estadual apoiada em centros populacionais selecionados por sua localização, por sua capacidade de absorver crescimentos populacionais significativos, por estarem aptos a abrigar infraestrutura e equipamentos estratégicos e pela viabilidade de contar com vias de transporte suficientes para permitir sua articulação regional, estadual e até mesmo nacional.
Às vezes, a arquitetura se apresenta como objeto de responsabilidade, como um exercício de reconhecimento de sua autoria, com o objetivo de defini-la e delimitá-la. Sentimos a necessidade urgente de saber quem foi seu/sua autor/a, de reconhecer quem foi capaz de realizar tais invenções. Em tantas outras ocasiões, a arquitetura não reivindica a presença de nenhum responsável; daí o fato de se falar em arquitetura anônima ou “arquitetura sem arquitetos”, ou seja, uma arquitetura meramente popular. No caso de Carme Pinós, inevitavelmente, o construído fala de quem o construiu. Sua arquitetura deixa entrever a energia que emana de sua pessoa. Uma arquitetura vibrante, direta, tensa; percorrida por uma contínua agitação que a domina. Nela, os elementos estão em constante movimento de forma totalmente infundada, e não por sua própria virtude.
O ArchDaily está colaborando com a CityMakers para publicar uma série de artigos, conversas e entrevistas com os diferentes agentes da coprodução da cidade que estão por trás do Barcelona CityMakers Lab 2019, evento que acontecerá de 14 a 20 de outubro de 2019.
Nesta oportunidade, conversamos com Jokin Santiago Elorriaga, diretor do Leku Studio, que ministrará uma MasterClass no Barcelona CityMakers Lab 2019. Jokin é o arquiteto fundador do Leku Studio e o responsável pelo desenho e pela transformação da superquadra (Superilla) de Sant Antoni.
Seja para nos distrairmos, nos evadirmos ou refletirmos, os/as passageiros/as do metrô encurtam seus trajetos checando seus celulares, lendo um livro ou ouvindo música. Para o fotógrafo e construtor civil chileno Felipe Lavín, há uma contradição nisso. "Fazer trajetos em massa é um ato muito social, mas, ao mesmo tempo, é muito solitário. Como diz Marc Augé, no metrô não deixamos de esbarrar na história dos outros sem nunca encontrá-la", diz Lavín em conversa com o ArchDaily.
Como chegou à Argentina uma casa projetada pelo engenheiro mais reconhecido do mundo, o francês Gustave Eiffel, autor da torre que leva seu nome em Paris?
Como ela se estabeleceu em um dos bairros com maior efervescência cultural da cidade de Córdoba, para que, um século depois, abrisse suas portas como espaço cultural graças à intervenção dos moradores?
O Prêmio de Arquitetura Espanhola é concedido pelo Conselho Superior dos Colégios de Arquitetos da Espanha (CSCAE) desde 1993, bienalmente, com o objetivo de divulgar a qualidade das obras de arquitetura realizadas na Espanha.
O prêmio já reconheceu obras construídas de arquitetos e arquitetas como Enric Miralles, Mansilla y Tuñón, Sara de Giles, Francisco Mangado Beloqui, entre outros, tais como o Museu das Coleções Reais e o Palácio de Congressos e Hotel de Palma. Conheça todos os projetos premiados a seguir.
Vista desde parque. Image Cortesía de Guillermo Canutti
No dia 15 de novembro do ano passado, teve início o Concurso nacional de ideias e anteprojetos para o Hospital Norpatagônico em Neuquén, organizado pelo governo provincial por meio do Ministério da Saúde e do Ministério da Economia e Infraestrutura, com o apoio da Federação Argentina de Arquitetos (FADEA) e o patrocínio do Colégio de Arquitetos da província de Neuquén.
O lote de implantação, onde se propôs o objetivo de construir um edifício que tanto ofereça serviços de alta complexidade quanto se vincule ao entorno natural, está localizado no planalto de Neuquén e conta com uma área de 32.700 m2. O primeiro prêmio foi concedido à equipe de arquitetura de La Plata, composta por Guillermo Ariel Canutti, Bernardo Luna, Clara Gallardo, Agustín Ichuribehere e Fernando Sebastián Fariña. Conheça o projeto em detalhes a seguir.
A obra Corolla, da artista Inés Esnal, inspira-se na rica e vasta paisagem natural do Colorado, onde está justamente exposta no Edifício Coloradan, em Denver. A instalação interpreta a flor símbolo do estado do Colorado, “the blue columbine”, como uma rede de cordas de cores vibrantes, na qual as cores quentes centrais e as frias das extremidades remetem ao pólen e às pétalas da flor. O público é convidado a explorar a obra a partir de seu próprio movimento, que gera e desencadeia múltiplas perspectivas e efeitos ópticos.
Alberto Cruz, um dos nomes da arquitetura chilena que refundaram a Escola de Arquitetura da Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso e fundador de Amereida e da posterior Cidade Aberta, deixou mais de 2.200 cadernos e pastas, 200 desenhos em diversas técnicas, formatos e suportes, e cerca de mil documentos quando faleceu em 2013.
Cinco anos antes, sua neta, a historiadora Sara Browne, começou a trabalhar com Cruz catalogando sua produção íntima. Hoje, todo esse arquivo faz parte da Fundação Alberto Cruz Covarrubias, um espaço destinado a honrar a memória do Prêmio Nacional de Arquitetura de 1975.
Nesta conversa por e-mail com Browne, a historiadora repassa os desafios de conservação e digitalização do arquivo histórico, ao mesmo tempo em que reflete sobre o legado de Cruz Covarrubias.
Apresentado na recente edição da Feria del Diseño 2019 em Medellín, o Iku Hábitat é um sistema arquitetônico de construção modular desenvolvido na Colômbia que busca agilizar os processos construtivos por meio de componentes projetados e pré-fabricados montados com parafusos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1120751/iku-habitat-uma-casa-modular-na-colombia-montada-com-parafusosArchDaily Team
Com o objetivo de visibilizar a valiosa produção das universidades argentinas, lançamos, pelo terceiro ano consecutivo, uma chamada aberta convidando nossos leitores e leitoras na Argentina a enviarem seus trabalhos de conclusão de curso, divulgando o fruto do trabalho que lhes permitiu se tornarem, recentemente, arquitetos e arquitetas.
Após recebermos mais de 60 propostas de diferentes faculdades e cidades argentinas, nossa equipe editorial selecionou nove delas, levando em consideração os projetos que evidenciaram um pensamento crítico em relação às problemáticas, à forma adotada e à sua representação. A seleção valoriza não apenas os projetos que entregaram a melhor arquitetura possível por meio de um desenho simples, adequado ao seu contexto, programa e usuários/as, mas também aqueles com uma atenção especial à escala humana, à mediação e transição, e a novas formas de abordar a arquitetura nas cidades. O júri desta edição foi composto por Fabian Dejtiar, Editor-geral do ArchDaily em Espanhol; Mônica Arellano, Editora do ArchDaily México; e Delia Bayona, Editora do ArchDaily Peru.
Confira os projetos destacados detalhadamente a seguir.
No último dia 8 de agosto, no âmbito da Expo Arte-Objeto, exposição comemorativa dos 60 anos da Llano de la Torre, Firenze convidou o arquiteto Ricardo Casas a reinterpretar o uso de peças de porcelanato com designs lúdicos e totalmente exclusivos.
Implantar um edifício na cidade não é uma tarefa simples. A busca por isolamento e privacidade diante de um espaço urbano complexo, heterogêneo e em constante mudança gera uma condição dual no momento de projetar. Como proporcionar, em uma obra inserida no contexto urbano, privacidade e abertura ao mesmo tempo? Surge, assim, a necessidade de diversos meios de controle que funcionen como mediação entre os espaços externo e interno, permitiendo atenuar os sons, filtrar as visuais, controlar a intimidade e garantir o anonimato, sem que essas soluções impliquem a perda do vínculo com a cidade.
O modelo convencional de cidade estabelece limites muito claros e concretos entre o público e o privado. Nele, o que se define como “urbano” sempre correspondeu ao ambiente público, ao passo que o “doméstico” definia as fronteiras do privado. No entanto, as sociedades não são imunes à mudança e à evolução, e o mesmo se aplica ao urbanismo. Esses conceitos tradicionais do urbano e do doméstico estão se tornando obsoletos, transformando-se em concepções ampliadas e mais atualizadas. É precisamente em torno desse limite difuso, entre o que parece urbano e o que parece doméstico, que se constrói a nova esfera do público.
Este é o leitmotiv da intervenção ‘Dom Project’: estabelecer um gradiente de espaços onde o urbano e o doméstico não sejam delimitados de forma tão clara, mas sim colonizem-se mutuamente, fazendo emergir certos usos e programas públicos dentro do ‘Bloco de Habitações’. O projeto foi apresentado no Concurso Internacional de Arquitetura ‘Open International Competition for Alternative Layout Designs in Standard Housing’, organizado pelo Ministério da Construção, Indústria, Habitação e Infraestrutura da Rússia juntamente com a Unified Development Institution in the Housing Sector e o escritório Strelka KB, obtendo o segundo lugar.
O desenho urbano é um campo do design intimamente relacionado ao planejamento urbano e à arquitetura paisagística; centra-se, em linhas gerais, na interpretação da forma e do espaço público sob critérios físico-estético-funcionais. Diferentes especialistas na área, como Jane Jacobs, Denise Scott Brown, Robert Venturi, Jaime Lerner, Jan Gehl, Kevin Lynch, dedicaram-se a estudar as necessidades das sociedades urbanas nos espaços comuns a fim de oferecer respostas adequadas às questões específicas de cada cidade. Essas questões se renovam de geração em geração, e o espaço público se transforma de acordo com os avanços tecnológicos e as novas formas de nos relacionarmos trazidas por eles; no entanto, o que sempre permanece é o sentimento de pertencimento a esses locais, que só alcançam o sucesso quando as pessoas usuárias os adotam como seus.
O Proyecto Panorama é uma Associação Civil integrada por um grupo diverso de jovens cancunenses que trabalham ativamente há mais de dois anos na intervenção de espaços públicos em Quintana Roo por meio da arte urbana. Essas intervenções têm demonstrado gerar um impacto positivo no entorno da população local, fortalecendo o sentido de identidade e pertencimento em uma das regiões em desenvolvimento mais importantes do país. Desde sua fundação em 2016, e graças à colaboração de artistas de renome nacional e internacional, o Proyecto Panorama realizou a intervenção de mais de 30 espaços públicos, além de uma escola de ensino fundamental em Cancún e outra na Riviera Maya, resultando em 116 murais.
O Mares é um projeto de transformação urbana e economia social realizado pelo estúdio SIC,VIC (Vivero de iniciativas ciudadanas) e TXP (Todo por praxis) em Madri, Espanha. O projeto recupera quatro antigos edifícios distribuídos em quatro distritos diferentes da cidade, transformando-os em hubs de inovação. Cada um deles está vinculado aos desafios enfrentados pela cidade: Mobilidade, Alimentação, Reciclagem, Energia e Cuidados.
A partir deste mês, o ArchDaily apresentará temas mensais. Nossa equipe editorial e de curadoria alinhará esforços para se aprofundar em tópicos que consideramos relevantes no debate arquitetônico atual, por meio de novos artigos, projetos, colaborações e contribuições do nosso público leitor. Em fevereiro, começamos com Representação arquitetônica.
A CityMakers está trabalhando em conjunto com o ArchDaily para publicar uma série de artigos, conversas e entrevistas com os diversos atores da coprodução da cidade que estão por trás do Barcelona CityMakers Lab 2019, evento que ocorrerá de 14 a 20 de outubro de 2019.
Para esta edição, reunimos trechos de uma conversa com o arquiteto e planejador territorial Victor Torres, Diretor Criativo da CityMakers,que nos convida a uma reflexão sobre a necessidade de repensar os modelos tradicionais de fazer e de aprender a fazer cidade, e sobre a CityMakers, uma comunidade que busca inspirar a mudança por meio da transferência de conhecimento in situ em cidades exemplares ao redor do mundo.
“Decidi chamá-lo de Silos porque este edifício costumava armazenar alimentos, o que é, naturalmente, essencial para a vida. Para mim, assim como a comida, a roupa também faz parte da vida” [1].
Construído em 1950, o antigo armazém de cereais de 4.500 metros quadrados, hoje Armani Silos, por Giorgio Armani, expandiu-se e transformou-se em um espaço único. Distribuído em quatro pavimentos, o local abriga uma impressionante seleção de criações do estilista, dividida por temas, paletas de cores e texturas, em que cada uma narra uma história distinta.
A cultura mais importante da arquitetura moderna castelhana, e do século XX, nasceu pelas mãos de Rafael Aburto [1913-2014] e de seus contemporâneos; dessa geração esquecida. Uma geração do entreguerras, de trincheiras não apenas nos campos de batalha, mas também na arquitetura. Um grupo de arquitetos e arquitetas que precisou enfrentar, além dos estragos da guerra civil espanhola, um tradicionalismo inócuo, cercado de profissionais que não haviam lido, não sabiam nem tinham visto quase nada. Era a tradição que sustentava as coisas, neste caso a espanhola. A própria guerra civil marcou um revés geracional na profissão, como não poderia deixar de ser; porém, não apenas na geração de Rafael Aburto, mas também nas vindouras.
A diferença geracional passava pelo único crivo de ter combatido na guerra. Oíza tinha dezoito anos quando o conflito eclodiu; Sota, Cabrero, Coderch, Aburto… foram convocados para a batalha, combatendo, em sua maioria, no lado nacionalista. Com o fim da guerra, a imagem da Espanha já não lembrava aquela de antes de seu início; e o pensamento arquitetônico tampouco. Ao retornarem à profissão nos anos quarenta, os/as arquitetos/as se depararam com uma tradição já antiquada, praticamente inútil, bem como com uma modernidade precária, na qual não havia densidade nem conhecimento. É por isso que surgem figuras como Aburto, arquitetos e arquitetas da geração do pós-guerra que assumiram o papel de pioneiros ou, ao menos, demonstraram empenho em romper com os laços do academicismo para abraçar uma modernidade própria.
Conheci a obra de Manuel Gallego pela primeira vez em Valência, pelas mãos de José María Lozano. Ali, onde eu estudava, haviam organizado um simpósio sobre arquitetura galega.
Há alguns meses, foi encerrada a primeira exposição do escritório Zaha Hadid Architects (ZHA) na América Latina, realizada no Museo Universitario de Arte Contemporáneo (MUAC), no Centro Cultural de Ciudad Universitaria, na Cidade do México. A mostra reunia alguns dos projetos da arquiteta Zaha Hadid por meio de maquetes, materiais audiovisuais, pinturas e fotografias, abordando o processo criativo de sua prática e evidenciando a importância e a complexidade do design como eixo articulador de formas e processos construtivos em sua obra.
Promovido pela Comissão Administradora do Rio Uruguai, com organização da Sociedade de Arquitetos do Uruguai (SAU) e do Colégio de Arquitetos da Província de Entre Ríos (CAPER) — e com o patrocínio da Federação Argentina de Entidades de Arquitetos (FADEA) —, está aberta a convocatória para o concurso binacional de anteprojetos arquitetônicos com o objetivo de desenvolver um Laboratório de Controle destinado à análise ambiental do Rio Uruguai.