Para uma arquitetura cheia de luz: fachadas de vidro de grandes dimensões permitem que a luz do dia desempenhe um papel fundamental em todos os ambientes, ao mesmo tempo em que proporcionam vistas desimpedidas. Imagem cortesia de Solarlux
Espaços residenciais emoldurados exclusivamente por vidro, seja na cidade ou no campo, são um antigo sonho da arquitetura, do qual diversos marcos históricos já são testemunhas. A começar por Ludwig Mies van der Rohe, que diluiu as fronteiras entre o interior e o exterior com construções modernas em aço e fachadas envidraçadas de grande escala que encenam o espaço absoluto. Quem caminha pela Neue Nationalgalerie, em Berlim, percebe a leveza e a generosidade transparente dessa proposta em toda a sua plenitude.
Essa atmosfera luminosa e positiva hoje também se manifesta em apartamentos, escritórios, restaurantes e hotéis — indo muito além de espaços museológicos ou ícones da arquitetura. Por essa razão, não surpreende que as fachadas envidraçadas tenham se consolidado como um poderoso recurso estilístico da arquitetura contemporânea. Afinal, a luz natural proporciona muito mais do que a simples sensação de bem-estar; ela é vital para o organismo humano e para a nossa relação com o entorno.
Centro para la Cultura y las Artes de la Ribera/ Alejandro Guerrero Gutiérrez-Andrea Soto Morfín. Image Cortesía de XVII Premio de Arquitectura Jalisco 2023
Há 38 anos, o Colegio de Arquitectos del Estado de Jalisco A.C. estabeleceu o Prêmio de Arquitetura Jalisco com a finalidade de reconhecer o trabalho de arquitetos/as de destaque, além de impulsionar e motivar os/as profissionais da arquitetura no Estado de Jalisco. O prêmio também nasceu como um estímulo à tradição de excelência e inovação do estado, berço de inúmeros/as e ilustres profissionais, como o arquiteto Luis Barragán Morfín ou o Arq. Frei Gabriel Chávez de la Mora, criador da honraria deste importante reconhecimento. Esta premiação é composta pelas categorias de Reconhecimento ao Design Arquitetônico, Reconhecimento ao Desenho Urbano e Planejamento, além de Distinções e Reconhecimento Honoris Causa.
Os estádios de futebol são muito mais do que meros locais para a prática esportiva; são verdadeiros ícones culturais que abrigam a paixão de torcedores e a história dos clubes que representam. No entanto, o impacto desses espaços vai além das arquibancadas e do gramado. Envolve também os bastidores, onde uma equipe dedicada de profissionais trabalha incansavelmente para garantir que os jogos aconteçam sem problemas. É fundamental reconhecer que o ambiente construído desses estádios desempenha um papel crítico na qualidade de vida e no bem-estar mental desses trabalhadores.
https://www.archdaily.com.br/pt/1008137/neuroarquitetura-e-esportes-uma-analise-do-estadio-de-braga-de-eduardo-souto-de-mouraTeresa Patrícia Fernandes Ribeiro e Ciro Férrer H. Albuquerque
Construção dos primeiros angares da Bahia Catalinas (1910-1920 Punta Arenas). Esta foto mostra o empreiteiro, construtor e carpinteiro desses angares, Diego Cárdenas Ojeda. Fotografia doada por sua neta Joyce Cárdenas.
Chiloé como ponto de partida. Desde lá, seus fenômenos translocais, principalmente mobilizados por via marítima, foram o início para que o cone sul patagônico, tanto em área chilena como argentina, fosse um território esculpido em tempos coloniais pela mão chilota. Um povo híbrido, de origem indígena e europeia, que a partir de sua condição de isolamento, tanto geográfico como político-administrativo, teve que se valer da autoconstrução de seus povoados, do plantio e colheita de seus alimentos e da confecção de suas roupas, tudo isso a partir da disponibilidade dos recursos arquipelágicos. Assim foi concebida a inquestionável engenhosidade chilota, um perfil muito desejável para os territórios que, no período colonial, se desenvolviam à mercê do Estado chileno, de modo que não é difícil reconhecer a mão criativa dos chilotes na arquitetura dos assentamentos mais ao sul.
https://www.archdaily.com.br/pt/1007967/ensamble-arquiteturas-chilotes-fundacionais-de-magalhaesValentina Cárdenas Espinoza y Silvana Arteche Sepúlveda
Este ano será determinante para a ação climática. Os impactos crescentes das mudanças climáticas – de inundações e secas a furacões e ondas de calor – estão causando danos profundas em vidas humanas e economias ao redor do mundo, especialmente nos vulneráveis países em desenvolvimento que contam com poucos recursos para se proteger.
Atualmente, as ações climáticas não estão sequer próximas do necessário para manter o aquecimento global abaixo do limite de 1,5°C e evitar o pior desses impactos – será preciso acelerar muito os esforços dos países para entrar no rumo certo. O último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) alerta que as ações feitas nesta década terão impactos “por milhares de anos”.
https://www.archdaily.com.br/pt/1007427/o-que-e-o-balanco-global-do-acordo-de-paris-e-como-ele-pode-impulsionar-a-acao-nos-paisesJamal Srouji, Felipe Borja Diaz e Deirdre Cogan
Um bom projeto de arquitetura pode abranger uma infinidade de aspectos, mas geralmente é compreendido como edifícios ou construções planejados, projetados e concebidos para serem funcionais, estéticos e duráveis. Trata-se, muitas vezes, de propostas atemporais, pensadas para o bem-estar das pessoas que as habitarão, demonstrando uma abordagem multidisciplinar do design de espaço e de interação. Esse é o espírito do A’ Design Award e de sua supercategoria “Good Architectural Design”, que busca premiar o melhor da arquitetura e do design em todo o mundo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138682/a-good-architectural-design-20-vencedores-exemplares-do-ciclo-2022-2023Daniela Porto
Como um edifício pode ser mais eficiente? Essa é uma preocupação que arquitetos e arquitetas enfrentam diariamente, enquanto buscam acompanhar as demandas de uma indústria cada vez mais consciente de seu impacto ambiental. Hoje, mais do que nunca, há um esforço para projetar edifícios que integrem sustentabilidade, eficiência e conforto térmico — pilares fundamentais para um ambiente construído mais saudável.
Contar com uma estratégia eficaz de controle solar é crucial para alcançar uma arquitetura mais eficiente. Além de proporcionar proteção solar e economia financeira, essas estratégias também trazem benefícios em termos de estética, acústica, conforto térmico, durabilidade e manutenção.
O espaço público urbano é, e deve continuar sendo, um ambiente para manifestação social, cultural e política. Estudos como o da ONU-Habitat reconhecem que espaços públicos acessíveis, seguros e inclusivos são meios reais para a abreviação da desigualdade urbana.
Além disso, idealizando estes espaços como uma “sala de estar”, é esperado que eles sejam funcionais e adaptados a todos, para que os usuários se sintam “convidados” a permanecer, utilizar e cuidar. Ao longo das últimas duas décadas, espaços públicos abertos (ruas, cruzamentos, largos, praças, parques etc.) têm sido alvo de ativações e experiências estratégicas e táticas.
A prioridade quando se trata do material de superfície externa de um prédio é a durabilidade. Tendo que literalmente resistir aos danos causados pela água da chuva, vento, luz solar, variações de temperatura e muitas outras condições climáticas, exigimos muito deles. Por outro lado, nos interiores protegidos, as superfícies tendem a priorizar o acabamento — com cores, padrões e texturas características de materiais como tintas, azulejos cerâmicos ou painéis de madeira.
Tradicionalmente, esses dois mundos, exterior e interior, nunca precisaram se encontrar. Requisitos opostos, pensava-se, exigem soluções opostas. Mas à medida que nossos ambientes externos e internos continuam a se fundir em uma única tipologia de espaço habitável, cada vez mais projetos, de escalas variadas, comerciais e privados, estão buscando inspiração no design de superfícies do mundo exterior. Trazendo os materiais, temas e a história das fachadas para o interior.
Os processos de administração de obras podem impor desafios significativos à produtividade dos projetos. O processamento de submissões de documentos (submittals) e solicitações de informação (RFIs — parte fundamental do ciclo de vida de qualquer projeto) constitui uma tarefa árdua e demorada para a maioria das equipes. No caso de empreendimentos de grande porte, as equipes de projeto podem ser inundadas por milhares de submissões e centenas de RFIs.
O setor de AEC move-se em um ritmo acelerado, exigindo que profissionais de arquitetura e engenharia processem e respondam rapidamente a RFIs e submissões para cumprir prazos rigorosos e manter os custos dentro do orçamento — o que representa um desafio constante para as equipes.
O pavilhão vencedor do YAF_CONSTRUCTO 03 foi o projeto "Habitar a sombra", projetado por Ken Qiu Sun, Cristóbal Riffo Giampaoli e Sebastián Simonetti Grez. A obra está implantada em Antofagasta e se fundamenta no deserto do Atacama, na relevância de seu entorno e em diversos acontecimentos ocorridos na região.
A madeira na construção contemporânea é comumente associada ao aconchego, simplicidade e, de certa maneira, nobreza. Afinal, é um material que exige manutenção mais frequente que o concreto, por exemplo. Ao mesmo tempo, anuncia-se como uma possível alternativa construtiva dentro do pensamento de design regenerativo, precisamente por fazer parte de um ciclo orgânico natural ao planeta. Representantes arquitetônicos do uso da madeira não faltam, mas a madeira carbonizada (ou yakisugi) tem ganhado atenção e protagonismo dentre as opções de acabamento.
Se muita expectativa é criada durante o desenvolvimento de um projeto de arquitetura, o qual muitas vezes representa a materialização de um sonho profissional ou de um novo lar para uma família, e, se mesmo apesar de todo planejamento, inúmeros imprevistos e dores de cabeça podem ocorrer durante as fases de execução, após muitos orçamentos, cronogramas e atrasos, com a finalização da obra e ocupação do imóvel, costuma parecer que a jornada, finalmente, chegou ao fim.
No entanto, mesmo com os trabalhos aparentemente concluídos e a sensação de dever cumprido, é provável que arquitetos e clientes ainda precisem alinhar alguns pontos ou solucionar algumas questões que surjam pelo caminho. Mas então, diante desse cenário, quais são as responsabilidades do arquiteto após a ocupação do imóvel pelos proprietários?
O Brasil produz cerca de 150 milhões de metros cúbicos de madeira por ano. Devido à ampla variedade de espécies de árvores no país, os designers que buscam materiais naturais e de origem local têm diversas opções à disposição. Por esse motivo, não é surpresa que a madeira seja um elemento comum em casas tradicionais e contemporâneas do Brasil, sendo usada tanto na construção como na criação de superfícies decorativas.
A beleza dos padrões de fibras da madeira, combinada com paletas de cores quentes, ricas e variadas, faz com que a madeira seja um material muito procurado para compor espaços interiores, ao mesmo tempo em que oferece a resistência e estabilidade necessárias para pisos e estruturas. Sua coloração natural e apelo estético permitem uma abordagem simples e minimalista, conferindo aos espaços uma sensação atemporal.
Quando o próximo projeto ocorre num antigo edifício, é comum encontramos plantas compartimentadas, espaços com pouca luz e circulações intricadas que dificultam a fluidez que a vida contemporânea pede. Deste modo, na hora de reformar, arquitetos tendem a fazer intervenções cirúrgicas ao demolir algumas paredes. Uma solução capaz de resolver diversos dos problemas apresentados, mas que deve seguir um cuidadoso planejamento para manter a obra em pé. E, neste caso, um dos recursos mais adotados é o reforço estrutural.
O protesto é uma ferramenta poderosa para gerar mudanças e os espaços públicos sempre foram uma plataforma para o engajamento social nas sociedades. No dia 15 de setembro foi comemorado o Dia Internacional da Democracia e para celebrar a data examinamos a África, os protestos emergentes do último ano e como os cidadãos de vários países africanos contestam a justiça política, exigem melhores condições de vida aos governos e questionam a soberania de suas nações.
Com manifestações que vão desde grandes marchas organizadas até movimentos espontâneos menores, os habitantes desses países ocupam os espaços públicos de maneiras simbólicas e significativas para amplificar suas vozes. Esses espaços incluem praças públicas com significado cultural e histórico, edifícios políticos ou áreas de protesto improvisadas, como estradas e locais abertos. Por meio disso, as cidades africanas mostram como as pessoas tornam esses espaços seus e como o poder de sua confluência não pode ser ignorado ao revelar a essência democrática dos espaços públicos.
A madeira engenheirada tem emergido como uma alternativa sustentável para substituir os componentes de concreto nas construções, uma vez que este contribui, sozinho, para 8% das emissões globais de CO2. Com variados exemplos nas mais distintas escalas e programas, este material tem se mostrado promissor para revolucionar a indústria, agregando eficiência, resistência e conforto. Mesmo quando lidamos com processos altamente padronizados e eficientes na fabricação das peças estruturais, sempre há espaço para aprimoramento e redução de desperdícios. Principalmente porque o processo industrial tradicional de serrar os troncos em partes pode gerar resíduos substanciais.
É nesse contexto que surge o A.I. Timber, um material de construção inovador projetado para minimizar o desperdício, ao preservar os contornos naturais das árvores. No lugar dos métodos convencionais de serrar troncos únicos em placas padronizadas, A.I. Timber utiliza a Inteligência Artificial de forma engenhosa para encaixar esses troncos como peças de um quebra-cabeça perfeitamente montado. Para entender mais sobre a iniciativa e o futuro deste material, conversamos com Carlo Ratti e Mykola Murashko, que coordenaram o projeto.
Em 2019, quando o mundo estava prestes a enfrentar a maior pandemia dos últimos tempos, o líder indígena, ambientalista e filósofo brasileiro Ailton Krenak lançou o livro “Ideias para adiar o fim do mundo”. O pequeno encarte, com um pouco mais de 80 páginas, não poderia ter surgido em melhor época servindo simultaneamente como alento e como alerta à uma humanidade que via os rumos da história se contorcendo diante dos seus olhos.
O Maximalismo pode ser definido como um movimento estético contrário ao minimalismo. Ao invés de pregar o “Menos é mais” , frase mais famosa do movimento minimalista, no maximalismo a frase da vez é “Mais é mais”.
Dentro das correntes do Movimento pós-moderno, que designa as condições sociais e estéticas que passaram a circular no mundo depois da Segunda Guerra Mundial, o maximalismo pode ser descrito como a ausência de valores e regras, imprecisão pluralidade, mistura do real e do imaginário, espontaneidade e liberdade de expressão.
Ao longo da história da arquitetura, a madeira tem sido um elemento fundamental na evolução do projeto e da construção de edifícios. Desde as antigas estruturas de madeira do Japão até as catedrais europeias medievais, a capacidade estrutural e o apelo estético da madeira deixaram uma marca indelével na civilização humana. Somente na Revolução Industrial é que ocorreu uma mudança significativa em direção aos materiais de construção alternativos, como aço e concreto, relegando o material a um papel secundário na construção. No entanto, à medida que os arquitetos contemporâneos enfrentam as consequências das alterações climáticas, a madeira tem registado um regresso notável, oferecendo uma alternativa ecológica e estruturalmente robusta. Empresas de renome internacional estão centrando seus projetos no potencial da madeira, abraçando a sua rica história e, ao mesmo tempo, aproveitando tecnologias avançadas para criar estruturas inspiradoras e sustentáveis que representam uma mistura harmoniosa de sabedoria histórica e inovação moderna.
O deck é uma palavra que surgiu na língua inglesa para designar o convés dos navios. Hoje, adotamos o termo para nomear as superfícies geradas por tábuas de madeiras, em áreas externas, que podem circundar ou não piscinas, jacuzzis e ofurôs. As soluções podem ser extremamente variadas, tanto que surgiu uma nova modalidade no mercado e que se aponta como possível tendência: o deck molhado.
https://www.archdaily.com.br/pt/1007068/deck-molhado-inovando-na-arquitetura-de-piscinasArchDaily Team
The Farmhouse / Studio Precht. Imagem cortesia de Precht
A madeira, um material de construção milenar, deixou uma marca significativa na evolução da arquitetura. Estruturas como casas geminadas e antigas catedrais têm testemunhado o uso criativo da madeira como principal material construtivo. Com o avanço da tecnologia e o crescimento vertical das paisagens urbanas, a madeira emergiu como uma forte concorrente do aço e do concreto no projeto de arranha-céus.
Recentes avanços na engenharia, na ciência dos materiais e nas técnicas de construção abriram portas para uma nova era de experimentação, permitindo a construção de arranha-céus de madeira em todo o mundo. Eles representam uma mudança em relação aos métodos tradicionais de construção, combinando funcionalidade com a preocupação com o meio ambiente. A madeira, como material, com sua resistência mecânica e ao fogo, é uma esperança para uma indústria em busca de um futuro mais sustentável.
Image created using AI under the prompt: A futuristic architectural landscape exemplifying data-driven architecture. Image via DALL.E 2
Arquitetura é uma disciplina multifacetada influenciada por diversas fontes de dados e informações, que desempenham um papel fundamental para moldar a produção arquitetônica. No passado, instrumentos horológicos como o relógio de sol eram usados para obter dados, como o tempo, e obter conhecimento sobre a incidência solar em diferentes épocas do ano e locais geográficos. Isso possibilitou determinar a orientação ideal dos edifícios, resultando em benefícios como melhor aproveitamento da luz solar e maior conforto térmico.
Embora fatores culturais, sociais e até religiosos possam influenciar o projeto arquitetônico, fatores quantitativos são especialmente relevantes ao tomar decisões nas fases iniciais do processo criativo, durante a construção e ao longo do ciclo de vida de um edifício. Portanto, é importante coletar e processar informações relevantes, como localização, incidência solar, capacidade de ocupação, interações dos ocupantes, desempenho energético e emissões de carbono, entre outros aspectos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1006649/arquitetura-orientada-a-dados-explorando-4-ferramentasEnrique Tovar
Qual será o papel das bicicletas nas cidades do amanhã? Sua implementação como uma forma de mobilidade mais sustentável para o deslocamento ao trabalho ou à escola, bem como para a realização de diferentes atividades domésticas e recreativas, tornou-se uma oportunidade para milhares de arquitetos/as e urbanistas.